Welcome to my World!

31 Entre as dez coisas!


Notas iniciais
Heyy Me atrasei um pouco pra postar, mas olha pra tamanho desse capítulo, valeu á pena ♥ Nome confuso né!? Quando vocês lerem vão entender haha ♥

Quando minha mãe disse tais palavras, apenas fiquei em silêncio. Eu queria saber mais sobre aquilo, tudo me parecia muito confuso, mas ver Vitor daquele jeito me deixou estática, ele parecia estar mal... eu apenas queria poder ajudá-lo.
— Você pode ficar. — Ouvi Peterson dizer para a mulher, fazendo-a esboçar um sorriso vitorioso.
— Não, ela não pode! — Vitor gritou no mesmo instante. Fiquei um pouco assustada, acho que nunca tinha o visto tão bravo assim.
— Vitor... Não complique mais as coisas, tenho certeza que ela não passará muito tempo aqui. — Peterson tentou acalmá-lo com tais palavras, mas não pareceu adiantar muito. Vitor o lançou aquele olhar frio de reprovação e saiu dali como um foguete, parecia ainda mais bravo que antes.
Imediatamente eu o segui, em direção ao escritório da casa. Quando entrei ali, ele estava destruindo tudo. Havia jogado a mesa no chão e tudo que estava em cima dela eventualmente também caíram. Eram coisas bem importantes do trabalho de Peterson, mas com certeza Vitor não estava dando a mínima para isso. O que só arrumaria mais problemas para ele depois.
— Para com isso! — Finalmente juntei coragem e disse tais palavras, com a voz firme.
Assim que o garoto ouviu minha voz, me encarou, vi tristeza em seu olhar e meu coração imediatamente se partiu.
Doía vê-lo assim; Ver esse garoto triste com certeza está entre as dez coisas que eu mais odeio.
E o pior, é que eu não sabia como lidar com tal situação. Vitor não costumava demonstrar fraqueza, sempre estava se fazendo de forte, escondendo as tais dores da adolescência atrás do sarcasmo ou isolamento. Éramos semelhantes.
— Eu — Sua voz falhou e notei que seus olhos se encheram de lágrimas — Eu quero ficar sozinho, sai daqui. — Ele disse, forçando-se a não chorar.
Pensei em sair;
Eu realmente queria sair;
Não sei o que iria fazer se ele começasse a chorar, sou péssima com conselhos e não poderia fazer nada para ajudá-lo.
Virei e comecei a andar em direção a porta, mas então engoli seco, ele jamais me deixaria sozinha se a situação fosse contrária, e se ele não soubesse como agir, provavelmente... me abraçaria.
Senti meu corpo ficar rígido com tal pensamento e então, por um instinto, fui rapidamente até Vitor, abraçando-o.
O garoto ficou tão sem jeito quanto eu e então, ele continuou prendendo o choro, na verdade, talvez ele tenha deixado apenas algumas lágrimas cair, mas eu não havia percebido.
— Vai ficar tudo bem. — Falei em tom baixo.
— Como você sabe? — Ele indagou, deixando-me sem saber oque dizer. Essa era a intenção dele?
— Eu... eu não sei. — Fui sincera, afinal, eu não sabia mesmo se tudo iria ficar bem, talvez tudo apenas piorasse. Logo me arrependi de ter dito isso, poderia ter inventado qualquer resposta filosófica como "o tempo cura tudo", mas fui anta o suficiente para dizer apenas que não sabia.
Idiota.
Sou idiota.
Sou muito idiota.
Foi aí que o ouvi sorrir e imediatamente parei de me julgar. Quem se importa por todos os outros danos colaterais? Já me bastava tê-lo feito sorrir.
— Quem precisa de um ótimo conselho quando tem minha burrice grátis exposta, não é mesmo? — Falei, fazendo-o rir em dobro, sorri também.
Era bom vê-lo assim, o sorriso desse garoto com certeza está entre as dez coisas que mais amo.
Ficamos nos olhando por um curto período, mas logo estraguei o momento, dizendo:
— Quer dividir?
— Não tem muito oque falar, eu apenas odeio essa mulher e não quero que ela fique aqui. — Ele explicou, dando de ombros.
— Uma vez você me disse que sua mãe tinha morrido.
— Eu não menti. Ela sempre esteve morta pra mim. — Franzi o cenho, não conseguia entender o motivo de tanto ódio.
— Por que você a odeia? — Perguntei, não queria ser intrometida mas, precisava saber.
— Ela me abandonou quando eu era criança. — Me surpreendi quando ele disse isso, a mãe dele tinha o abandonado igual a minha fez comigo? E ele a odeia tanto por isso? Não era ele que vivia me mandando perdoá-la e tudo mais.
— Não era você que sempre me mandava perdoar minha mãe? — Soltei sem resistir, cruzando os braços.
— É totalmente diferente. Sua mãe te ama, ela sempre te amou. A minha me odeia, sempre me odiou. — O encarei confusa. Não entendia porquê ela o odiava tanto, então logo ele começou a me explicar — Os pais dela há pressionaram á se casar com meu pai pois, eles estavam indo a falência... Mas ela nunca o amou na verdade. O plano dela era apenas se casar com ele para conseguir dinheiro, um filho nunca esteve nos planos. — Logo entendi o propósito daquilo e me arrependi de ter perguntado. — Ela quase fez um aborto, mas meu pai descobriu há tempo e a impediu. Enfim, eles conversaram e ela foi sincera, disse que só havia se casado com ele por dinheiro e tudo mais e que não queria ter um filho... Ele com certeza ficou arrasado, mas resolveu em fazer um acordo: Ela esperava que eu nascesse sem tentar me tirar ou coisa do tipo, depois ia embora com uma quantia em dinheiro que ele aceitou em dar á ela, e eu ficava com ele. E foi o que aconteceu. — Vitor explicou, mal me olhou nisso tudo. Respirei fundo, eu não sabia o que dizer nem fazer, a mãe dele realmente era um monstro.
— E você nunca a viu sua vida inteira? — Perguntei.
— Não, ela voltava aqui com certa frequência para pegar mais dinheiro... — Ele explicou.
— Ele deu mais dinheiro pra ela? — Indaguei incrédula.
— Bom... Uma vez ele tentou negar, mas ela entrou na justiça e tomou minha guarda dele. Foi a pior época da minha vida. Eu tinha apenas 7 anos mas, ela não dava a mínima, agia como se eu não estivesse ali... — Ele deu uma pausa, devia ser difícil para ele falar sobre isso. Me senti feliz por saber que ele confiava em mim tanto assim para me contar essas coisas. — Mas, isso não durou muito tempo, logo meu pai concordou em voltar a dar dinheiro pra ela então, ela simplesmente voltou a desistir da minha guarda. Depois disso eu nunca mais voltei a vê-la, meu pai sempre depositou dinheiro em uma conta pra ela não precisar vim aqui.
— E... Por que ela voltou agora?
— Eu não faço ideia... Fiquei sabendo que o outro marido que ela arrumou morreu recentemente, mas isso não explica ela estar aqui. Deve estar entediada sem ninguém pra infernizar. — Ele bufou, e correu os dedos entre o cabelo.
— Se é isso que ela quer, infernizar sua vida, não permita.
— Você não entende, só a presença dela aqui já me inferniza. Eu a odeio. Não vou conseguir olhar para ela todos os dias.
— Vai sim. Eu pensei que ia morrer quando vim pra cá, não queria conviver com a mulher que me abandonou também, e olha pra mim hoje... A gente aprende a lidar com as coisas quando não temos escolha, é a lei da vida. — Falei, fazendo carinho em suas costas.
— É diferente, você é forte. É a pessoa mais forte que eu conheço. — Vitor disse.
— Forte? — Soltei uma gargalha irônica de leve. — Eu sou a pessoa mais dramática que existe, e acredite, é difícil assumir isso.
— Como você pode dizer isso depois de tudo que você já passou?
— Você só conhece o lado que me favorece... — Respirei fundo, não queria dizer o que estava pensando, mas depois pensei e por que não? Ele foi sincero comigo, acho que preciso ser com ele também, então continuei — Quando eu vim pra cá, quis morrer quando vi minha mãe, só queria chorar feito uma criança e perguntar por que ela me deixou... Quando eu fui abusada, não sai do quarto por uma semana inteira, eu não conseguia comer nada, nem falar com ninguém, e quando sai me assustava com cada homem que me olhava por mais de um segundo... Ah, também tem outra coisa, depois que eu já estava aqui, meu pai me ligou para me avisar que vai ter outro filho — dei uma pausa, esse assunto me deixava mal. -Antes eu não conseguia entender por que ele me fez vim pra cá, ele deu aquelas desculpas de que "eu precisava de uma mãe" ou, "que eu estava dando muito trabalho". Mas não conseguia acreditar que fosse só isso, e realmente não era, ele só queria começar uma vida sem mim, eu tentei agir como se não importasse, mas isso doeu... Eu fiquei mais mal que eu mesma consigo imaginar. — Vitor não parou de me olhar por um instante enquanto eu falava. E eu não conseguia decifrar se em seu olhar tinha dó, ou surpresa por eu estar lhe contando essas coisas, entretanto, parei de tentar adivinhar e apenas continuei falando — Enfim, eu só to tentando dizer que isso tudo aqui é só a farsa, Vitor. Eu ajo como se não ligasse pra tudo que acontece, mas mesmo sem querer eu me importo com muita coisa.
— Mas... — Ele parecia não saber o que dizer — Mas agora você está bem, né?
— Eu — Dei uma pausa e respirei fundo — Eu estou um monte de coisas, De La Riva. Ás vezes me sinto sozinha, triste, com saudades, sortuda, feliz... E acho que bem é uma delas. — Disse e sorri sem jeito para ele. — É isso que faz a vida andar pra frente, sabe!? Esses altos e baixos constantes.
Ele sorriu para mim também, e então nos olhamos profundamente, reconhecendo a dor um do outro.
— Eu preciso sair daqui pra respirar um pouco. Vem comigo? — Ele falou repentinamente, sem parar de me olhar.
— Vou onde você quiser. — Falei em um impulso, fazendo-o sorrir. Corei um pouco, mas logo ele segurou minha mão e saímos de casa.
Eu nem sabia pra onde ele estava me levando, mas não me preocupei... Afinal, quem se importa? Eu estava com ele... A pessoa que eu mais queria estar.


Com certeza esse garoto está entre as dez coisas que mais amo.

Notas finais
Montagem que a Arii linda fez, vejaaam poq ficou linda ♥ https://scontent-gru2-2.xx.fbcdn.net/v/t34.0-12/16808507_763522307138978_845233351_n.jpg?oh=3577afed7b7890b4480318140b1bf581&oe=58A64378 N coloquei no capitulo poq deu algum erro :( Enfim, vocês nem imaginam oque vem no próximo capítulo, mas acho que vão gostar ♥ Comentem, preciso saber oque acharam! Beijão :*