Welcome to my World!
35 Até que a morte nos separe então, De La Riva!
Notas iniciais
Desci finalmente para o jantar, e ver todos que se mantinham em minha vida ali, juntos, foi reconfortante.
— Oi gente – falei sentando-me.
— Olá – todos responderam.
— Por que demorou tanto linda? – Vitor perguntou, dando-me um selinho.
Corei com o ato, afinal, não estava acostumada com demonstrações de afeto em público, mas não posso negar que havia gostado.
— Estava conversando com a Clarisse – expliquei sentando-me ao lado do De La Riva. – Inclusive, você tem algo que queira contar a todos, Clari? – Continuei, incentivando que ela contasse a novidade.
— Ah… – a garota sorriu sem graça – Eu fui selecionada para fazer intercâmbio e meio que aceitei.
Nesse exato momento todos começaram a parabenizá-la, contentes com a novidade.
— É realmente uma conquista e tanto para você, Clarisse. Mas, devido ao desaparecimento do Peterson, não vejo maneiras de você ir… Afinal, é necessário autorização de algum responsável coisa que você nem Vitor tem agora – meu pai falou secamente dirigindo-se a Clarisse.
O odiei nesse instante. Será que ele não percebe que seus comentários frios machucam as pessoas?
— Semana que vem faço dezoito anos, e vou poder me tornar legalmente responsável pela minha irmã. – Vitor interveio a favor de Clarisse que parecia não saber o que dizer.
Notei a dor na voz de Vitor ao dizer isso, as coisas não estavam sendo nada fáceis para ele. Havia perdido a mulher que considerava uma mãe, descoberto que o pai era um traidor que ainda por cima havia o abandonado e fugido com sua mãe. Justo com sua mãe que ele tanto odiava, e até então achava que o pai partilhava desse ódio… As novidades deviam estar martelando em sua cabeça.
Mas fazer o que, não é mesmo? De vez em quando, ou melhor, quase sempre, as coisas nos surpreendem e, as pessoas simplesmente não são quem achamos que são.
— Ótimo então – meu pai disse abrindo um de seus raros sorrisos – Gostaria que a América também tivesse uma oportunidade dessas. – ele completou.
— O senhor que me desculpe mas, a América não vai pra lugar nenhum longe de mim – Vitor falou, passando seu braço em volta de minha nuca.
Percebi que ambos se olharam com uma expressão nada agradável e o clima instantaneamente ficou tenso. Todos sabiam que meu pai não pretendia ficar aqui por muito tempo e para piorar, insistia na ideia de me levar com ele.
— Nós também temos uma novidade – Daniel disse dando um fim ao clima pesado que havia possuído aquele local.
— Vamos nos casar! – Sophia completou animada, dando mais sorrisos fáceis do que o costume.
Nesse momento não houve abraços e nem parabenizações, todos apenas ficaram os encarando abismados.
Qual é, ambos nem tinha dezoito anos ainda… Não posso acreditar que isso seja real.
— Vocês só podem estar brincando! – o pai de Daniel disse, encarando-os de modo inexpressivo.
— Entendemos que vocês se amam, mas é um erro; Ainda é cedo demais. — foi a vez da mãe de Daniel.
— Não podemos esperar mais… E sabemos que a gente vai conseguir se adaptar a vida de casados, só precisamos viver juntos para sempre – Sophia explicou como se aquilo fosse um conto de fadas.
Após isso, mal notei quem havia sido o próximo a julgá-los, apenas encarei Vitor como se implorasse por sair daqui. Não precisei de muito esforço e logo ele entendeu o recado, então demos um jeito de sair sem que ninguém percebesse.
(…)
— Ainda bem que saímos de lá – Falei quando chegamos á praia. Desde nossa primeira vez aquele lugar havia se tornado nosso porto seguro.
— Ainda bem mesmo, não queria mesmo presenciar a discussão que deve estar havendo lá – Vitor respondeu, fazendo carinho em meu cabelo.
— É loucura o que Daniel e Sophia querem fazer– Expressei o que achava, deitando-me no ombro dele.
— É mesmo? – Vitor perguntou e eu o mirei sem entender. – É loucura querer ficar pra sempre com a pessoa que você ama?
Pensei em me justificar de todas formas! Dar meus motivos para pensar que ainda assim era uma decisão precipitada demais; entretanto assim que olhei em seus olhos meus argumentos se calaram, caindo por terra e, então soube a verdadeira resposta.
— Não… Não é loucura — Falei, deixando um sorriso tímido escapar.
— Sendo assim, casa comigo América Collins? Me dê a chance de ser quem vai viver todos os dias ao seu lado — Ele disse, retribuindo o sorriso. E meu coração palpitou forte ao ouvir suas palavras.
— Caso. – Respondi imediatamente emocionada – Mas, não quero esperar, vamos nós casar agora mesmo! – Falei feito louca, levantando-me.
— Também acho. Quem precisa esperar, não é mesmo? Teremos um casamento do nosso jeito – Ele disse rindo e se levantou também, segurando minhas duas mãos. – Eu, Vitor De La Riva prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossa vida. — Vitor disse tais palavras me encarando profundamente, e não sei porque meus olhos á essa altura estavam cheios de água.
Não perdi tempo e logo repeti as mesmas palavras que ele, enquanto o observava sorrir de canto.
Esse garoto é tudo que sempre sonhei pra mim, por isso agora não consigo tirar da cabeça a ideia de estar vivendo um sonho.
— Precisamos de algo pra selar isso — Vitor sussurrou, acariciando meu rosto delicadamente.
— Que tal um beijo? — Sugeri, colando nossas testas.
— Perfeito. — Ele disse, beijando-me em seguida, pude sentir seu coração palpitando contra meu corpo e seus lábios se moldaram aos meus de maneira que me deixou alucinada; nesse momento entreguei-me completamente á aquele beijo, sem pensar em mais nada. Depois de um longo tempo apenas explorando seus lábios, finalizamos aquele beijo, então, nossos olhares se confrontaram perdidos um ao outro, e nossas respirações, ofegantes se misturaram.
Deslizei meus braços em volta de seu pescoço pendurando-me em Vitor, de modo que meus pés ficassem distantes do chão.
— Até que a morte nos separe então, De La Riva! — Sussurrei, rindo contra seus lábios.
"Ás vezes, a melhor maneira de se encontrar é se perder na vida de alguém." ― Tera Road, aprendendo a viver.
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