Notas iniciais
Oee △△ Eu sou a Gabbs, a outra autora dessa fanfic. Essa é a visão de Mike, que você sabem que é o irmão da Helena. Os episódios vão ser intercalados entre nós duas, a Érica fazendo visão da Helena e eu do Mike. Tá, deu de explicar, aproveitem o capítulo >3

~Mike e Helena aos 11 anos~

Era uma madrugada como qualquer outra. Mike dormia para encarar na manhã seguinte outro dia de aula. Quando escutou um barulho vindo do quarto do seu irmão, que era ao lado do seu. Despertou assustado. Sentou na cama e ficou atento. Colocou suas pantufas e foi apressado ao corredor. A luz do quarto estava ligada. Encaminhou— se até lá e viu seu irmão se apressando em arrumar uma mochila com roupas.

— O que está fazendo? — Perguntou se aproximando. Andrew levou um pequeno susto. Não esperava que o irmão menor estivesse acordado há essa hora.

— Ah, oi Mike! — Ele sorriu fracamente. – Volte pra cama, ainda é madrugada.

— Por que está arrumando a mochila?

— Ah, ahn... Eu vou viajar com a escola. – Ele afirmou nervoso. Mike reparou que ele estava tentando engana-lo.

— Você está mentindo. – Mike falou sério. Andrew ignorou e continuou o que estava fazendo. – Você vai fugir. Vai me deixar sozinho aqui, não é? – Mike deixou escapar algumas lágrimas. Andrew ajoelhou-se e o abraçou.

— Eu juro que quando você estiver maior eu vou voltar e te tirar daqui.

— Promete mesmo?

— Prometo. – Ele sorriu, dando um beijo na testa da criança.

Mike concordou. Andrew terminou de fazer as malas e os dois irmãos foram juntos até a porta da frente. O garoto que iria fazer 18 anos daqui a um mês foi embora, deixando um menino que teria que enfrentar sozinho seu pai. Com apenas a esperança que seu irmão viria voltar mesmo para busca-lo.

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A mãe Aline, Helena e Mike se sentaram a mesa para o café da manhã. As crianças já com o uniforme escolar. Foram servidos para eles panquecas com calda, o prato preferido de Mike. Mas ele somente observava a comida.

— Não vai comer Mike? – Graça, a cozinheira da família, perguntou para ele com doçura na voz. Graça sempre foi mais mãe que a própria mãe de Mike. – Quer que eu faça outra coisa?

— Não, muito obrigada, não estou com fome... – Ele respondeu empurrando o prato.

Emanuel se juntou a eles, portando seu jornal. Deu um beijo na testa de Helena e um selinho em Aline, depois sentou em seu lugar.

— Onde está seu filho? – Emanuel perguntou para Aline, se referindo a Andrew.

— Nosso filho deve ainda estar dormindo. – Ela informou corrigindo— o.

— Na verdade dona Clark, ele não está no quarto, nem em lugar nenhum da casa. – Graça comentou. – Revirei a casa a procura dele, mas nada!

Mike abaixou a cabeça. Ele sabia do que tinha acontecido. Helena percebeu isso, Aline também. Aline logo se apressou a perguntar: — Você sabe onde ele está Mike?

O menino ficou calado. Pensou em mentir. Mas uma hora ou outra perceberiam que ele havia sumido. Decidiu contar.

— E-ele fugiu de madrugada – Ele falou baixo, gaguejando.

— Ah, que dia maravilhoso! – Emanuel levantou os olhos do jornal rindo.

— Querido! – Aline disse, chamando sua atenção.

— O que foi? O vagabundo finalmente foi embora! Vamos todos jantar fora hoje à noite para comemorar. – Emanuel falou. Mike levantou-se e correu para o seu quarto. O mais rápido que podia. Chegou e entrou no seu armário, sentou-se lá abraçando seus joelhos. Por que o pai dele tinha que ser assim?

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~5 anos depois, Helena e Mike com 16 anos~

P.O.V Mike

Acordei com o barulho do celular, Emanuel estava me ligando. Meu Deus, como ele sabe que eu existo?! Revirei os olhos e atendi.

— Que foi? – Perguntei do jeito mais seco que consegui. Ele bufou do outro lado da linha.

— Venha pra empresa, agora. E não venha com os trapos de sempre, você vai conhecer pessoas importantes. – Ele mandou, ou melhor, exigiu. Vou pegar a roupa mais próxima de a de um mendigo pra agradar ele.

— Falou, melhor mandar um taxi pra cá, eu to duro.

— Eu não preciso saber disso Mikhael!

— Não, Emanuel, eu quis dizer que eu estou sem dinheiro! – Falei, segurando o riso. – Ah, tchau. – Desliguei e coloquei o celular no bolso, junto com o fone de ouvido.

Desci até a cozinha. Graça abriu um sorriso e me deu um abraço. Ela havia acabado de voltar das férias na casa da irmã.

— Como foram as suas férias, Gracinha? – Perguntei me apoiando no balcão.

— Muito bem, meus sobrinhos são adoráveis! Mas você fez muita falta, viu? – Eu sorri. Ela era a empregada mais antiga da família, ela foi contratada quando eu tinha uns dois anos. Ela cuidava de mim, mas depois acabou trabalhando na cozinha. Mas nós não a tratamos mais com uma empregada, ela já é da família. – Quer café?

— Não, muito obrigada, eu vou ter que me encontrar com o velho. – Falei, ela riu.

Sai para a rua. Havia um taxi me esperando. Entrei e liguei o celular e coloquei os fones. Estava tocando “Not Enough – Memphis May Fire”.

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Cheguei finalmente. Tirei os fones e coloquei no bolso onde eles se encontravam antes. Entrei, peguei o elevador e encontrei Emanuel na sua sala. Havia dois homens sentados à frente dele e dois meninos encostados na parede à esquerda dos homens. E Emanuel como sempre sentado em sua cadeira de couro.

— Olha quem chegou! Meu filho Mikhael! – Ele levantou— se e caminhou até a porta, onde eu me encontrava. Deu-me um abraço e sussurrou no meu ouvido “seja bonzinho, ou vai se ver comigo”. Como se ele ainda me desse medo. Apresentou-me todos. Havia um homem e seu filho Pietro Nunes. E outro com seu filho Louis Lange.

Mal sabia eu que teria que fingir ser amigo desses dois garotos para meu pai se dar bem.

Notas finais
É isso ae, beijos ♥