Welcome to badlands

25 Capítulo Vinte e Quatro: nas mãos de Seth.


No meio daquela semana Tristan encarava os carteiros passando pela janela, a espera da sua resposta, mesmo sabendo que demoraria.

— Ainda encarando essa janela? Sua mãe volta amanhã – sua tia bufou enquanto tentava passar em cima do cachorro – e diga a ela que eu não vou ficar com esse bicho.

— Ah, mas eu vou – ele respondeu, sem encará-la.

— Ele não sabe onde fazer coco, todo dia um lugar diferente! Quero ver quando ele começar a levantar essa pata e mijar em tudo – ela continuou falando enquanto entrava na cozinha.

Zion correu para o colo de Tristan, sentado no sofá ainda encarando a janela. Tristan sorriu para o cachorro e tocou no seu pelo. Livre dos nós e dos carrapatos.

Aiden ficou até tarde ajudando Tristan no gramado de casa enquanto Keith trabalhava o turno extra à noite naquele domingo. Zion estava irreconhecível, Tristan percebeu que era filhote ainda.

Zion abanava seu rabo enquanto Tristan encostava o nariz no focinho do cachorro. Passou a língua vagarosamente por seu nariz e o mordeu, mas seus dentes ainda não estavam afiados o suficiente.

— Você por acaso sabe se esse cachorro não tem doença? – Eleanor torceu o nariz ao encarar o sobrinho com o cachorro – Deve ser de alguém.

— Não é. Se for, agora é meu – ele respondeu, sem encarar a tia. Zion desviou os olhos do nariz de Tristan, já não achando tão interessante. – e ele não tem doença porque eu o vacinei – Tristan ergueu o queixo na direção da tia, sentindo-se superior.

Sawyer estava escorado na parede de tijolos do beco quando viu Mikael passar por ele. Teve de olhar duas vezes para se certificar de que era ele mesmo, que havia sumido desde o dia da delegacia.

— Cara – Sawyer se aproximou ansioso para falar com ele e saber o que aconteceu. Foi quando percebeu o rosto machucado – você tá bem? – ele franziu o cenho enquanto encarava seu olho inchado.

— É – Mikael cuspiu no chão, mas não conseguia encarar Sawyer. – parece que se meter com a policia era a melhor coisa a fazer.

Ele estava pronto para se afastar e ir até sua casa quando Sawyer segurou seu ombro.

— Eu falei que ia ficar lá...

— Eles riram da minha cara – o olhar de Mikael denunciava todo cansaço e dor que ele sentia. – pegaram o pendrive e o quebraram na minha frente! – Mikael fungou – eu fui à loja pedindo outra cópia, mas aquele velho ficou todo desconfiado – ele bufou e encarou Sawyer. — Pelo jeito você tava certo – ele fungou uma última vez e olhou para o céu. Seus olhos eram suplicantes, como se pedissem socorro.

Sawyer não era Seth, ele não gostava de brincar de Deus, mas ele não conseguiu olhar para Mikael sem pensar em Jonas. Sem pensar que ele não fez nada.

— Eu vou resolver isso – os punhos de Sawyer estavam cerrados ao lado do corpo. Mikael o encarou, desesperado.

— Você vai aparecer assim daqui uns dias – Mikael apontou para seu rosto machucado – eles me pegaram desprevenido saindo do mercado – ele limpou o nariz – minha mãe não apareceu ainda e eu só tava com fome, porra! – ele não parava de chorar e todo mundo que passava para comprar droga parava pra ver, pensando que Mikael estivesse sob o efeito de algo.

Sawyer tocou o seu ombro e o afastou de lá.

— Ainda roubaram minhas compras – Mikael ria enquanto chorava. Sawyer o levou pelo ombro até sua casa, sem se importar com Jeff gritando atrás dele que ele deveria ir pro seu lugar no trabalho.

— Hoje acho que vou lá ver o apartamento – Keith avisou Aiden enquanto eles recolhiam os lixos das mesas. Aiden havia esquecido que Keith lhe perguntou se queria morar com ele. Apesar das coisas com Sawyer não estarem ruins, ele sabia que era só questão de tempo para tudo piorar.

— Você tem o dinheiro?

— Não sei quanto ele quer – Keith ajeitou a bandeja e foi até o balcão, encarando Aiden enquanto ele limpava uma das mesas – ele disse que preferia ver quem seriam os responsáveis por seu apartamento – revirou os olhos.

— Então eu vou junto?

— Claro! Achei que era o combinado – Keith riu e balançou a cabeça – vai ficar até quando na cama apertada com Sawyer? – ele prosseguiu rindo, mas o semblante de Aiden era sério enquanto passava pano na mesa.

Mary estava sentada no sofá quando Mikael e Sawyer entraram na casa. Ela encarou o garoto machucado e levantou, preocupada. Ergueu os olhos para Sawyer enquanto ele a encarava, tentando pedir que ela não surtasse.

— Com o que vocês andam se metendo? – ela perguntou enquanto Sawyer ia para a cozinha preparar um sanduíche para o garoto.

— Um policial me bateu, nada de mais – a voz grossa de Mikael reverberou por toda a cozinha pequena da família. Mary fez com que ele sentasse ao seu lado na mesa da cozinha e Sawyer entregou o sanduiche a Mikael, que apenas assentiu em agradecimento.

Mary encarou seu rosto. Seu olho estava roxo e seu lábio inferior cortado com um risco de sangue seco.

— Esses homens são brutos – ela balançou a cabeça – escutei dizer que um policial matou uma criança aqui no bairro.

Sawyer encarou a mãe, surpreso por ela saber daquilo. Pensou que alguém pudesse ter passado a diante e que finalmente poderiam falar a verdade sobre o que aconteceu.

— Seth disse que ficou horrorizado – ela balançou a cabeça e levantou para preparar um café. Sawyer bufou e revirou os olhos, mas sua mãe estava de costas para ele.

— É, eles são uns animais – Mikael murmurou com a boca cheia.

Os três ficaram sentados, Mikael comendo em silêncio e Mary bebendo o café enquanto olhava para os dois, Sawyer encarava o nada à sua frente.

Após comer Mikael se dirigiu ao banheiro e fechou a porta. Ficou lá dentro por alguns minutos, mas os dois permaneceram na cozinha, o silêncio constrangedor até Mary tossir e olhar para Sawyer, que ergueu os olhos quando percebeu que estava sendo observado.

— Seus amigos são sempre assim... Machucados e sem lugar pra ficar? – Mary ergueu a sobrancelha e ele revirou os olhos. Sua mãe costumava ser mais simpática quando se metia na sua vida.

— Ele não vai ficar aqui – Sawyer revirou os olhos – ele está com fome, só.

Todos os dias de trabalho, Aiden usava seu intervalo para ir à casa de Sawyer porque eles costumavam lanchar à essa hora, mas ele não esperava ver Mikael sentado no sofá enquanto conversava com Sawyer. Mary estava no quarto, a porta trancada.

Mikael e Sawyer não perceberam Aiden parado atrás deles enquanto assistiam a competição da fórmula um.

— Meu sonho pilotar assim – Mikael dizia enquanto Sawyer assentia, concordando.

Aiden resolveu dar as costas àquela cena e foi em direção a cozinha, começando a preparar seu lanche, mas percebeu que Sawyer já havia comido.

— Vou pegar um copo de água, quer? – Aiden escutou a voz de Sawyer na sala, mas prosseguiu fazendo seu lanche mesmo quando escutou os passos dele ficando cada vez mais próximos – Aiden! – ele sorriu – achei que estava trabalhando.

— É a hora do lanche – Aiden pigarreou e pegou o café com leite e o pão. Sentou-se à mesa enquanto Sawyer olhava para Aiden e para a sala pela porta aberta da cozinha.

— O que aconteceu? – Sawyer perguntou, sentando-se em frente a ele na mesa da cozinha. – Eu fiz algo?

— Não – Aiden suspirou – só ando cansado do trabalho – ele bebeu o café para ocupar a boca e Sawyer continuou o encarando, até Mikael perceber a demora e aparecer à porta da cozinha.

— Oi – Mikael cumprimentou Aiden, que apenas acenou timidamente.

— Ah – Sawyer sorriu e levantou-se da cadeira – esse é Mikael, o irmão do Jonas. Esse é Aiden, meu amigo – ele apontou para Aiden, que ficou estranhamente desconfortável.

— Ele mora com você? – Mikael riu e balançou a cabeça, mas nenhum deles respondeu. – acho que já te vi pela escola – ele apontou para Aiden, que só conseguia assentir enquanto mastigava o pão com margarina.

— Preciso voltar para o trabalho – Aiden levantou-se da cadeira e largou sua louça dentro da pia. Quando se afastou dos garotos na cozinha não conseguiu olhar para trás nem erguer os olhos do seu pé.

Aiden não estava com ciúmes, ele sabia que Sawyer tentava ajudar Mikael depois de tudo que aconteceu, mas era estranho ver outra pessoa naquela casa daquela maneira. Sawyer sempre teve vergonha de onde morava, menos com seus amigos. Ele continuou com isso na cabeça até encontrar Keith fumando em frente à lanchonete.

— Hoje não ficou nem vinte minutos lá – ele o cumprimentou ao soltar a fumaça – tava todo ansioso pra ir comer e já voltou?

— Que horas vamos lá? – Aiden perguntou, ignorando tudo que Keith disse.

— Logo após nosso turno! – Keith olhou para o relógio – ainda falta umas quatro horas – ele bufou, derrotado.

O pobre filhote de cachorro ia atrás de Tristan pela casa inteira enquanto sua tia bufava, sentada no sofá.

Tristan percebeu que quando o cachorro estava perto, sua tia não se aproximava. Ele já amava Zion, mesmo com o pouco tempo ele já amava a forma que o cachorro aparecia atrás dele com aquele pequeno rabo abanando de felicidade. Seu pelo era macio com madeixas amareladas, não marrom como Tristan pensava.

O cachorro andava ao lado de Tristan na rua sem coleira. Acompanhava o ritmo dele apesar das pernas curtas, mas Tristan sabia que o cachorro cresceria mais.

Era fim de tarde quando Tristan e Zion passeavam pelo bairro. Zion era curioso e demorava-se em alguns arbustos ou rodas de carro, mas quando Tristan começava a andar, ele ia atrás.

Algumas pessoas passavam por eles encantados por Zion. Garotas, que normalmente não olhavam duas vezes em sua direção, se aproximaram para afagar o cachorro e conversar com Tristan. Ele tentou soar como Keith, mas não conseguia. Suas frases eram incoerentes, mas quando percebeu que estava falando muito e enrolado, começava a falar de Zion.

— Eu o encontrei depois da prova de vestibular – ele disse, a garota ergueu os olhos do cachorro e encarou Tristan, ainda com o mesmo sorriso que usou para falar com Zion. – ele estava cheio de bicho e fedorento – Tristan riu, olhando para o cachorro – mas chegou lambendo meu nariz, como se estivesse me cumprimentando.

— Ele escolheu você – a garota se posicionou a frente de Tristan. Seus olhos eram curiosos na direção dele, mas então ela desviou e encarou o cachorro, se preparando para fazer suas necessidades na grama – e escolheu fazer isso bem agora – ela disse, mostrando o coco do cachorro, o que fez Tristan ficar envergonhado e rir, mexendo no cabelo.

— Vou... – ele apontou para o pequeno presente de Zion e uma sacola no seu bolso. Olhou para trás antes de se agachar e a garota continuava ali, com Zion no colo e encarando Tristan.

Ele não estava acostumado com garotas ou o que elas poderiam causar a ele, mas Tristan tinha certeza que não gostaria de alguma garota em sua vida. E aquela não o faria mudar de ideia.

Por isso ele ficou de costas e se agachou para pegar, sentiu a textura através da sacola, mas respirou fundo e fechou a sacola, segurou pelas alças e jogou no lixo da praça. A garota brincava com Zion no banco de madeira quando Tristan se aproximou e sentou ao lado deles.

Estavam na praça abandonada, mas sempre havia alguém ali ao final da tarde. Tristan pegou Zion do colo da garota e sorriu.

— Preciso ir. Está tarde – ele disse, olhando para o céu escurecendo aos poucos. A garota queria dizer algo e Tristan esperou, mas ela balançou a cabeça e murmurou "nos vemos por aí".

Tristan se afastou e jurou que não levaria mais Zion para passear lá.

Aiden ainda não conhecia aquele lado do bairro, mas achou interessante como havia comércio perto e como as pessoas pareciam mais limpas.

— Aqui que Vanny mora? – Aiden perguntou, encarando os prédios à frente deles.

Após o turno na lanchonete, Keith e Aiden combinaram de se encontrar com o proprietário do imóvel. Era quase oito horas da noite quando o homem magrelo apareceu, segurando as chaves.

— Vocês são o que? – ele encarou os dois garotos antes de abrir o portão para entrarem no prédio. O homem parecia julgá-los, mas abriu o portão e pediu que os seguisse.

O saguão do prédio era escuro, mas quando se aproximaram de uma lâmpada, ela acendeu. Keith franziu o cenho, admirado.

— Nós somos melhores amigos. Trabalhamos. E eu sou maior de idade – Aiden ergueu a mão para o senhor após perceber que só entrariam no elevador se respondessem a pergunta.

— Ótimo – ele engoliu um catarro e sorriu. Abriu a porta do elevador e pediu que os dois entrassem. – Não gosto de viado, entenderam? Só vou alugar porque acreditei em você.

— Pode acreditar, senhor – Aiden pigarreou e Keith franziu o cenho para o velho.

O elevador parou no terceiro andar e o homem saiu vagarosamente. No corredor daquele andar tinha quatro apartamentos e o velho seguiu para o número 302.

Ele abriu, com certa dificuldade a princípio, mas Keith prendeu a respiração quando percebeu o que havia à sua frente.

O apartamento estava mobiliado com uma televisão pequena na parede e um sofá marrom velho, mas aos olhos de Keith parecia confortável. A janela à frente deles mostrava diversos apartamentos e ele só pensava em todas as garotas que poderiam estar ao seu redor. A cozinha era conjugada com a sala, separada por uma bancada de mármore e armários aéreos amarelos. Aiden percebeu que alguns faltavam portas ou gavetas, mas ele estava feliz demais para se importar.

Havia três portas no pequeno corredor, o banheiro, que tinha uma cortina branca com bolinhas coloridas, mas o acento da privada não estava ali. As outras duas portas eram os quartos, mas não havia nada dentro deles.

— Eu consigo alugar para vocês por seiscentos, mas se eu achar necessário aumentar, poderei fazer isso – o homem disse, sem espaço para argumentações – vocês vão querer ficar? Tenho três pessoas interessadas.

Keith estava animado, mas Aiden parecia preocupado.

— Fechou! – Keith ergueu a mão e apertou a dele, todo sorridente – quando podemos nos mudar?

Mikael já havia ido embora quando Seth voltou para a casa cansado naquela noite. Sawyer estava sentado no sofá assistindo programa de tubarões, mas colocou a televisão no mudo e encarou Seth enquanto ele tirava o seu sapato na porta de casa.

— Eu já pensei a respeito daquilo – ele não conseguia encarar o irmão, mas Seth franziu o cenho e murmurou "o que?". – Do policial.

Seth parou de tirar a meia e se ajeitou ao lado de Sawyer no sofá, olhando por toda a casa à procura da mãe ou qualquer outra pessoa.

— Você vai mesmo querer que seu irmãozinho faça isso? – ele encarou Sawyer – eu morro logo depois de conseguir matar ele – Seth ergueu a sobrancelha, desafiador. Até onde seu irmão o amava?

— Não vai acontecer nada com você. Porque eu quero mata-lo.

— Você tá usando o que vende? Viu o que acontece com quem se mete...

— Estou falando sério. Não quero você se envolvendo nisso, eu deveria ter feito algo desde o início. Eu sei atirar, lembra quando matei aquele pássaro? – Sawyer odiava aquela memória, embora houvesse sido a primeira vez que Seth sorriu de felicidade para o irmão. Sawyer tinha quinze anos.

— Eu vou fazer isso, Sawyer – Seth sussurrou, ainda encarando tudo ao redor. O cabelo de Seth caía no olho a cada cinco segundos e era pura sujeira, como se tivessem passado sebo. Seus olhos eram grandes com profundas olheiras escuras, mas os ossos em seu rosto e clavícula era o que preocupava Sawyer. – Vamos dizer que... – ele olhou para cima, o olhar divertido. Seus dentes estavam amarelos e o cheiro do seu hálito era ruim, mas Sawyer não disse nada – Existem algumas pessoas na polícia que estão me devendo algo – ele deu de ombros.

— E isso quer dizer o que? – Sawyer semicerrou os olhos e afastou-se de Seth.

— Eu vou fazer essa merda – o semblante de Seth mudou completamente e ele segurou a mão do irmão com força. Respirou fundo e sorriu, mas seu sorriso só causou calafrios em Sawyer. – mas você vai trabalhar pra mim. – o modo como Seth disse aquilo soava como uma ameaça.

Aiden se jogou na cama ao lado de Sawyer quando chegou do apartamento. Estava preocupado com o valor do aluguel, mas Keith o assegurou que daria tudo certo. Mas em momentos como aquele, com Sawyer ao seu lado, ele repensava sua escolha.

Sawyer estava de costas para ele, encarando a janela aberta. Aiden se moveu para fechar por causa do frio e percebeu que Sawyer estava acordado, seu olhar vidrado no chão.

— Ei, tudo bem? – Aiden tocou seu ombro. Sawyer o encarou, mas não parecia presente. – Sawyer – ele se assustou, pensando que talvez tivesse cheirado ou feito pior, mas Sawyer fechou os olhos com força e encarou Aiden.

— Eu estou fodido – ele fungou. Aiden se inclinou e pousou o queixo no ombro de Sawyer.

— O que aconteceu?

— Seth...

— O que? Ele não precisa te obrigar a nada! – Aiden começou a falar e sentiu sua voz elevando. Respirou fundo e tocou o queixo de Saywer, para virar para ele.

— Você não entende – o semblante de Sawyer era pura pena de si mesmo. E ele não poderia contar a verdade para Aiden, ele nunca o veria da mesma forma. – Seth precisa de mim. Eu sou menor de idade e a maioria dos amigos dele são de maior. Ele não pode arriscar de serem presos.

Aiden franziu o cenho enquanto escutava a desculpa esfarrapada de Sawyer. Não deixava de ser verdade, mas não era por isso que Sawyer estava preocupado.

Ele encarou Aiden, pensando em falar a verdade, mas ele apenas perguntou:

— Você ainda vai gostar de mim mesmo se eu fizer uma merda muito grande? – ele fungou e desviou os olhos de Aiden.

Aiden pensou em contar sobre o apartamento, mas percebeu que aquilo quebraria o coração de Sawyer e ele já estava mal o suficiente chorando na cama, agarrado a Aiden.

— Eu vou continuar gostando de você – Aiden murmurou enquanto acariciava a nuca de Sawyer – eu nunca vou deixar de gostar de você – ele disse aquilo como se fosse um castigo.