Welcome to badlands

45 Capítulo Quarenta e Quatro: eles nos enganaram por anos.


Depois do seu retorno, Sawyer não era apenas a pessoa que acompanhava Seth em todos os cantos, ele virou o quebra-galho. Se seus amigos quisessem cigarro, comida, mulher ou bebida, Sawyer tinha de ir atrás para pegar. Ele não gostava de ser visto como um faz-tudo, mas ele preferia ir atrás do que era pedido a ter de ir com Seth para as operações que podiam acabar em morte.

— Sawyer, tô com fome. Vá buscar um lanche pra mim – Seth estava sentado no sofá rasgasdo dentro do beco, onde eles ficavam gastando tempo e fumando maconha. Sawyer estava escorado no muro, esperando o tempo passar. Ele se aproximou de Seth e pegou o dinheiro enrolado em um papel. – Quero tudo isso em dobro, porque a larica bate forte aqui – sua risada era rouca e debochada e Sawyer ainda a escutava em sua cabeça enquanto atravessava a rua da lanchonete.

Quando entrou, a primeira pessoa que viu foi Aiden, com aquele sorriso que ele só entregava a Sawyer.

— Eu até esqueci como era ver você aqui – Keith sorriu para ele enquanto Sawyer lhe entregava o papel com os pedidos de Sawyer.

— Os pedidos são em dobro, tá?- Sawyer falou mais alto para Keith escutar, perto da janela enquanto entregava o pedido aos cozinheiros.

— Sabe – Aiden começou, encarando Sawyer – eu tava vendo no calendário e... seu aniversário tá chegando.

Keith encarou Aiden. Depois de descobrir sobre o casal de amigos, era engraçado ver Aiden agir perto de Sawyer. Ele estava com as bochechas rosadas e mexia no seu uniforme despreocupadamente enquanto encarava Sawyer. Keith até havia pensado em contar para os dois que eles sabiam, que não precisavam mais agir em segredo, mas era divertido ver como Aiden ficava. Algo que ele estava acostumado, mas só achava que o amigo era tímido.

— Já pensou no que vai fazer? – Keith perguntou, se metendo. Qualquer desculpa para beber e aproveitar, Keith agarrava.

— Prefiro nem fazer nada...

— Não pode – Keith franziu o cenho – Tristan e Aiden receberam uma festinha. Você não vai querer? Pois eu quero! E que seja grande, podem começar a pensar porque faltam menos de três meses...

Sawyer não tinha muito o que comemorar. Não via um motivo para festejar seu aniversário, mas ele sabia que Keith estava certo. Dezoito anos não era para passar despercebido.

— Tudo bem – Sawyer bufou – mas eu não quero uma festa aqui, onde ninguém me conhece. E nem na casa de alguém. Pra ser bem sincero, quero que só nós quatro estejamos presentes.

— E mais alguma coisa, Senhor Só quero a festa conforme meus desejos? – Keith revirou os olhos.

— Ou é isso, ou nada de festa – Sawyer deu de ombros.

— Olha, eu fui no restaurante aqui perto. A comida é barata e o ambiente é legal – Keith sugeriu – acho que você foi na franquia no centro.

Sawyer pensou por alguns segundos, não sabia bem se ele estava falando do restaurante do Hila, mas assentiu mesmo assim.

— Acho que temos que reservar, porque aquele restaurante enche...

— Eu faço a reserva quando estiver indo trabalhar com o Seth – Sawyer interrompeu Keith, que apenas o encarou com os olhos semicerrados, desacreditado.

Sawyer não parecia de bom humor, mas Keith estava tão acostumado com sua cara de tédio que só notou que ele estava mal quando se despediu de Aiden com um sorriso sem graça.

— Acho que é melhor você fazer a reserva, porque ele não vai – Aiden murmurou, parecendo desanimado.

— Você também acha que ele não gostou da ideia?

— Não importa – Aiden continuava encarando a porta fechada, que Sawyer saiu há alguns minutos, carregando todos os lanches e pisando fundo, como se descontasse sua frustração no chão. – Ele merece uma noite sem se preocupar com o irmão de merda dele.

Keith encarou Aiden, admirado e balançou a cabeça.

— Vou aproveitar que não temos clientes e vou lá fazer a reserva. Manda uma mensagem pro Tristan e já avisa.

Enquanto Aiden avisava a Tristan, que recebeu a mensagem enquanto estava prestando atenção na aula em sua faculdade e Keith reservava uma mesa no Darlia's, Sawyer prosseguiu seu trabalho, encarando Seth e seus amigos comendo enquanto ele fumava escorado no muro.

*

Na sexta-feira, Aiden apareceu na porta da casa de Sawyer às seis horas da tarde, quando o céu estava começando a escurecer. Sawyer não se surpreendeu em vê-lo ali, mas fazia muito tempo que não abria sua porta e encontrava Aiden do outro lado, com o olhar tímido e o corpo curvado.

— O que aconteceu? – Sawyer perguntou, havia acabado de chegar do Pantanal com Seth, que estava todo machucado porque um dos homens não gostou da sua petulância. Sawyer tentou esconder a risada enquanto via o irmão apanhando, mas os separou quando percebeu que Seth sangrava demais.

— É seu aniversário e eu vim te buscar para a comemoração – Sawyer reparou melhor em Aiden. Ele usava uma camiseta polo, que parecia pertencer a Tristan e uma calça preta com rasgos nos joelhos.

— Preciso me arrumar entao – Sawyer apontou para seu corpo, mostrando a camiseta regata com pequenos furos e o calção de moletom sujo de café.

Ele havia considerado que os garotos pudessem fazer algo, mas como não reservou a mesa no restaurante, imaginava que não iriam para lá. Sawyer abriu a porta mais um pouco para que Aiden conseguisse entrar e os dois seguiram até o quarto de Sawyer.

— Você não vai precisar trabalhar hoje? – Aiden perguntou com a voz baixa para não chamar atenção de Seth enquanto encarava Sawyer despindo-se.

— Meu irmão tá com problemas – Sawyer soltou o riso fraco pelo nariz – Hoje ele vai ficar de repouso.

Sawyer terminou de se vestir, colocando a roupa menos pior que tinha, que era uma calça jeans escura com a bainha curta, seu coturno inseparável e uma camiseta de manga curta com a jaqueta de couro jogada por cima. Aiden o encarou, tentando esconder o que Sawyer lhe causava, mas era inútil, porque ele viu o sorriso de Aiden escapando por seus lábios, o que fez Sawyer sorrir e se inclinar em sua direção para um beijo rápido antes de saírem do quarto.

Aiden desceu as escadas e Sawyer ficou o encarando enquanto chegava até o primeiro andar. Ele ficou no topo e Aiden franziu o cenho.

— Não vem? – ele perguntou, apenas mexendo os lábios.

Mary estava em seu quarto, sem fazer ideia de que Seth estava na cama sofrendo, então Sawyer foi até a porta do quarto do irmão e bateu duas vezes.

— Fala, seu merda – Seth respondeu, mesmo sendo difícil para ele mexer a boca.

— Você está bem? Precisa de algo? Estou indo comemorar meu aniversário...

— Ah – Seth estava sentado na cama, as pernas estendidas no colchão bagunçado e ele segurava um pano encharcado de sangue na boca. Afastou o pano, mostrando o corte grotesco nos lábios e o dente da frente quebrado na pontinha. – Seu irmão tá sangrando pra caralho e tua preocupação é seu aniversário de merda?

Falar aquilo parecia doer, mas Seth não demonstrou nenhum sinal de dor ou arrependimento nas palavras. Sawyer não se incomodou, estava acostumado em ser tratado daquela forma, mas sentiu vontade de se aproximar e pisar na canela machucada de Seth.

— Melhoras, Seth – Sawyer fechou a porta e escutou algo bater na porta, como se Seth tivesse tentado lhe atingir com algo.

Ele não se importou que o irmão estava mal em cima da cama. Não sentiu empatia quando viu todo aquele sangue sujar os lençois e o pano de prato. Ele já ficou dois dias inteiros sem conseguir se mexer por uma surra de Seth e isso nunca o afetou, então aquilo não o afetaria. Sabia que seu irmão era forte e havia procurado a briga com o traficante.

Aiden estava sentado no sofá o esperando quando Sawyer se aproximou. Ele não perguntou o porquê da demora e Sawyer não estava afim de tocar no assunto, então apenas saíram da casa e se encontraram com Keith e Tristan na frente da casa de Tristan.

— Então, para onde vamos? – Sawyer perguntou, tentando soar animado, mas seu olhar e pensamentos estavam distantes.

— Vocês não falaram pra ele? – Tristan franziu o cenho.

— Ele sabe onde é — Keith cutucou Sawyer – No restaurante.

— Ah – Sawyer murmurou, mas percebeu que não soou animado o suficente.

Na verdade ele não queria encontrar Hila, que o veria no mesmo lugar e na mesma situação. Mas ele não poderia falar aquilo aos seus amigos, que não faziam ideia.

Os garotos ignoraram o jeito mal agradecido e ingrato de Sawyer e seguiram pelo bairro até o restaurante.

Sawyer percebeu que era diferente do que ele havia ido com Hila no centro da cidade, e desejou que ele estivesse enganado. O restaurante estava cheio naquela noite e a mesa ao fundo, perto da janela e com uma lâmpada acima da mesa de madeira com a palavra "reserva aniversariante".

Apesar do seu mau humor naquela noite, seus amigos não se importaram. Pediram lasanha, panqueca, massa com carne e cervejas. Conversavam sobre suas vidas enquanto mastigavam. O restaurante enchia conforme a noite seguia.

Tristan lhes contou sobre suas aulas na universidade e sobre as aulas téoricas de direção. Pensou em falar sobre Tobias, que tentou conversar com ele diversas vezes, mas ele apenas o ignorava. Desistiu porque sabia que Sawyer e Aiden ficariam desconfortáveis com a conversa. Keith lhes contou que Ingrid dormiu com ele todas as noites naquela semana e sentia que eles seriam um casal antes mesmo de Lara nascer. Sawyer lhes contou sobre seus dias no alojamento, sobre Jonas e os soldados. Aiden apenas os observava conversando, sentindo que não havia nada o que compartilhar.

Quando o garçom voltou à mesa deles para pegar os pratos, eles pediram a sobremesa. Tristan escolheu petit gateau, Aiden um bolo de chocolate e Keith um sorvete na taça. Sawyer pediu mais uma garrafa de cerveja.

— Vamos nos juntar e pagar essa? – Keith pegou sua carteira e encarou Sawyer pegando a sua – ei, você não.

— Porque? – Sawyer franziu o cenho, a caminho de abrir a sua carteira preta de couro quando percebeu uma pessoa se aproximando da mesa deles.

— É aqui a mesa especial do aniversariante? – Sawyer reconheceu Hila pelo seu sorriso e olhar, mas ele estava diferente.

Seus cabelos, antes longos e com dread, estavam cortados rente a cabeça e ele usava um terno cinza.

— Hila? – os garotos perguntaram em uníssono após alguns segundos de reconhecimento. Sawyer era o único quieto.

— Carlos, por favor. Esse nome ficou no passado. E era um nome bem idiota também – ele riu e encarou os garotos – Vocês estão iguais.

— Já não podemos falar o mesmo de você. Nem tá parecendo o Hila que conhecemos – Sawyer estava sorrindo para ele quando percebeu que ele não o julgaria.

— Ah, vem aqui seu fedelho metido – ele chamou Sawyer para um abraço, que o apertou forte e sussurrou – você ainda tá aqui, branquelo?

— É – Sawyer murmurou, arrependendo-se de não ter seguido sua intuição.

— Feliz aniversário, Sawyer – Carlos disse após eles se afastarem – e podem deixar essa conta por mim.

— O que? – Keith arregalou os olhos.

— Essa é a parte boa de ser dono de algo – Carlos se inclinou na mesa e falou baixo – eu posso deixar meus grandes amigos comerem de graça.

— Não precisa, Hil... Carlos – Sawyer pigarreou – estávamos pagando...

— E aí agora vocês terminam de aproveitar a noite na minha boate, que tal? – Carlos ignorou os protestos dos garotos sobre a janta sair de graça e pegou um pequeno cartão do seu bolso no blazer.

No cartão estava escrito "Hot Peppers" com uma pimenta ao lado, ambos em neon vermelho.

— Digam que estão na lista do Carlos, assim não precisam pagar para entrar.

Sawyer encarou o cartão em sua mão. O endereço logo abaixo, na Costa Rica, no bairro Alcantra.

Os garotos não disseram nada porque parecia uma ordem, não um pedido.

— Mas quem vai nos levar lá? – Aiden perguntou, após Carlos se afastar e entrar em uma das portas onde só funcionários poderiam entrar. Sawyer e Keith olharam para Tristan, que ergueu as mãos na defensiva.

— Eu não. Eu bebi, é quase dez da noite... Tem blitz em todo canto...

— Tá bom, para de chorar – Keith bufou. – Será que Osmar nos leva?

— Não – Sawyer interrompeu seu pensamento – Me esperem na casa do Tristan que eu tenho uma ideia.

Ser irmão de Seth tinha suas vantagens. Como por exemplo, entrar em uma biqueira sem ser pressionado por projetos de traficantes querendo subir ao topo. Naquela noite, um dos motoristas de Seth estava com o carro estacionado em frente ao beco.

— E ai, meu querido – Sawyer se aproximou, sorrindo. Porque apesar de o trabalho ser uma merda, as pessoas que ele conhecia às vezes eram legais. E Sawyer passou muito tempo com aquele motorista, que ele não se preocupava em descobrir o nome. – Você tem trabalho hoje?

— Eu tinha. Com seu irmão – o homem era alto e gordo, cabelos encaracolados até o ombro e mascava chiclete ruidosamente – mas ele desapareceu.

— Não soube que ele levou uma surra do Carniça? – Carniça era o dono da biqueira no pantanal, um dos homens que detestavam Seth. Se Sawyer não estivesse com ele na hora da briga, Seth estaria morto.

— Seu irmão ainda vai perder todos aqueles dentes – o motorista bufou – você vai lá comigo?

— Não. Ele não me pediu para fazer nada hoje. E na realidade é meu aniversário – Sawyer tentou sorrir, mas o cara apenas ficou o encarando, com o cenho franzido – Eu queria te pedir uma carona...

— Pra onde, muleque? Eu tô com arma e droga no carro, tá sabendo?

— Então se livre delas! – Sawyer falou alto demais, mas não conseguiu esconder a frustração.

— Vou enfiar onde? No seu cu? – o homem balançou a cabeça e cuspiu fora o chiclete.

Sawyer levou os dedos até a testa, suspirando alto e pensando em desistir.

— Elas estão no porta-malas – ele encarou Sawyer, que desviou os olhos do chão e o encarou – você sabe que nunca fomos parados antes...

— Tudo bem, só não diga aos meus amigos que tem isso no porta-malas...

— Amigos? Quantas pessoas vão? – ele começou a reclamar em voz baixa.

— Eu e mais três. Eu só não quero que eles saibam porque vão ficar nervosos, preocupados — Sawyer desdenhou, como se não fosse nada.

— Tudo bem – ele bufou e entrou no carro, pedindo para Sawyer entrar ao seu lado.

Ele dirigiu até a casa de Tristan, onde os garotos estavam escorados no muro, impacientes.

— Você demorou – Keith bufou enquanto entravam na parte de trás do carro.

— E aí, tudo certo? – Tristan entrou, cumprimentando o motorista e Aiden entrou atrás dele, sentando-se atrás de Sawyer.

— Quem ficou com o cartão pra gente saber o endereço? – Sawyer encarou os amigos no banco de trás e Keith pegou o cartão de seu bolso da calça e entregou ao motorista, que pegou o papel e acendeu a luz do carro.

Sawyer estava nervoso em saírem e serem parados pela polícia, mas não queria demonstrar sua preocupação para os amigos, que estavam tão animados enquanto falavam sobre o que haviam comido. Sobre não terem cantado parabéns. Sobre Carlos e a vontade que Keith tinha em ser exatamente como ele.

Mas Sawyer não participou de nenhuma conversa e agradeceu ao motorista quando ele parou em frente à boate. Ele olhou por fora da janela e arregalou os olhos, parabenizando Sawyer por entrar naquele lugar.

Os garotos saíram do carro e encararam o estabelecimento. A boate era grande, tinha dois andares e com o letreiro piscando em neon. As pessoas na fila eram bem vestidas. As garotas usavam vestidos, os homens usavam camisetas sociais. Eles não estavam mal arrumados, mas sentiam-se inferiores, mesmo que ninguém os olhasse.

— Estamos na lista do Carlos – Keith se aproximou de um dos seguranças em frente à porta, e o homem o encarou por dois longos minutos antes de abrir a porta para eles.

O lugar era escuro a princípio, mas quando caminharam pelo corredor deram de cara com uma pista longa de dança. Alguns corpos dançavam colados apesar da música com batida animada. As luzes piscavam coloridas, iluminando alguns rostos. Os garotos passaram pela pista, se espremendo entre corpos, e chegaram no bar.

Pediram cervejas e sentaram-se no banco, enquanto encaravam as pessoas ao redor.

Sawyer olhou melhor para as pessoas ali e percebeu homens se beijando. Mulheres se beijando. Beijos triplos.

De repente era um mundo diferente para eles, que cresceram sabendo o quanto aquilo era errado. Mas só era errado onde eles moravam porque ali as pessoas não temiam se esconder.

E então ele encarou Aiden, que olhava a mesma coisa que ele.

Quando percebeu que Keith e Tristan haviam levantado para ir até a pista, pegou a mão de Aiden e correu com ele até a escada.

Tristan olhou ao redor, segurando sua garrafa de cerveja. Ele não gostava de dançar e havia muita gente ali, mas Keith estava decidido a conhecer o lugar.

— Você viu Aiden e Sawyer? – ele perguntou, quando Keith percebeu que ele havia parado.

— Eu achei que eles estavam atrás da gente – Keith bufou e parou no meio da pista – eles acham que nos enganam – ele riu e revirou os olhos. Tinham de falar perto por causa da música e Tristan riu também.

— Eles nos enganaram por anos.

Sawyer e Aiden estavam no andar de cima, onde havia mais uma pequena pista de dança onde tocava as músicas mais recentes e um deck aberto, mostrando a noite linda acima da boate. Estava escuro onde estavam, escorados na parede ao lado da escada. Sawyer se aproximou de Aiden e o beijou. Sem vergonha, sem temer ser visto. Ele só aproveitou para beijar Aiden em público no dia do seu aniversário.

— Sawyer – Aiden disse ao se afastarem, mas sua voz não passava de um sussurro. -Você nunca me beijou assim.

— E é desse jeito que eu queria beijar sempre – ele sussurrou antes de aproximar os lábios novamente.