Welcome to badlands
11 Capítulo Dez: não somos assaltantes.
A mochila pesava enquanto Tristan a carregava em um dos ombros. Ele decidiu levar, para uma certa credibilidade que nem ele entendia qual seria. Talvez com os garotos. Talvez com Seth. Aiden estava nervoso, ainda lembrando da arma nas costas de Sawyer ou apontada na direção de Keith. Sawyer prosseguia em silêncio, guiando os três garotos, toda a hora colocando a mão no bolso para se certificar de que a maconha ainda estava ali. E suspirava de alívio ao notar que sim, estava. Keith estava bem. Ele não sabia como, já que tinha acabado de sair de uma experiência no mínimo estranha, mas talvez Vanny o tenha ajudado, de alguma forma, pois ele não sentia nada.
A primeira parada foi na casa de Sawyer, para entregarem aquilo ao Seth e ficarem livres. Era sempre assim, pelo menos com Sawyer: entregar, receber algo, ir embora. Seth nem olharia para a mochila, não enquanto os garotos estivessem por perto.
Seth estava na varanda, com seu cachimbo. Ele ganhou de uma aposta e não o soltava desde então, às vezes ele só segurava com a boca, sem fumar nada, só pelo prazer de ter aquilo entre os lábios.
— Que demora — ele murmurou assim que viu os garotos, mas sem tirar o cachimbo apagado da boca e sem fazer menção de levantar e pegar a mochila de Tristan. Ele apenas encarava o nada, falando com os garotos, mas sem de fato olhar para eles. Sawyer pigarreou e se inclinou para pegar a mochila, mas Tristan balançou a cabeça e ficou na frente de Seth, lhe estendendo a mochila pesada com uma das mãos.
— Aqui está — ele disse, depois de uns segundos de silêncio, tentando chamar a atenção de Seth, que apenas encarou a mochila na mão do pequeno e suspirou.
— Odeio você metendo seus amigos nisso, Saw — ele balançou a cabeça, fingindo estar desapontado, mas levantou e pegou a mochila. O cachimbo prestes a cair, e então ele o segurou e o guardou no bolso.
— Hilla é legal — Keith disse, sorrindo. Ninguém comentou nada. O ar ficou pesado com a menção do nome. Tornando tudo muito real.
— Tudo aqui — Seth murmurou depois de apalpar a mochila. Sawyer sempre se surpreendia com o quanto Seth sabia das coisas, sem precisar abrir e olhar.
— Você não vai abrir? — Keith perguntou, inocentemente. Sawyer e Aiden olharam para ele. Ele não tinha culpa, era só um novato nisso. Não sabia que os mensageiros de Seth não olhavam nada.
— Hum — Seth murmurou, semicerrando os olhos para Keith. Depois para Tristan. Quando olhou para Aiden, seu semblante suavizou — está com medo, garotinho? — ele riu da expressão no rosto de Aiden, que não respondeu nada e continuou olhando para o chão. Seth abriu a mochila vagarosamente. Sawyer nem se aproximou, ele sabia muito bem o que tinha ali dentro.
— Por que você precisa disso? — Keith perguntou, os olhos brilhando de empolgação.
— Perguntas demais, ratinho — Seth fez um barulho com a boca e fechou novamente a mochila. Tristan ainda podia ver aquela arma negra no meio de toda aquela droga. Escondida. Petrificada. Pronta para uso. Com sede de sangue. De vingança.
— Não vamos receber nada? — Sawyer perguntou, ignorando o longo silêncio que se seguiu. Seth balançou a mão no ar, em total gesto de desdenho e voltou para dentro de casa.
— Ainda temos o que Hilla deu — Keith disse, dando de ombros — Posso chamar Vanny?
— Tanto faz — Sawyer disse enquanto seguia até a casa de Keith. A noite seria longa e Sawyer já queria voltar para a casa e dormir. Esquecer que aquele dia aconteceu. Esquecer que tinha um irmão bandido e drogado. Esquecer que morava em um bairro horrível e esquecer, principalmente, que envolveu seus amigos em um de seus trabalhos sujos.
— Acho que seria legal apenas nós — Aiden disse, de repente deixando de lado o medo que estava sentindo, se concentrando apenas no que estava acontecendo naquele momento.
— Não seja tão envergonhado — Keith riu, beliscando o braço de Aiden, que apenas deu de ombros e seguiu na frente com Sawyer.
Vanny estava deitada na cama, a cômoda de Keith cheia de resquícios de pó. Aiden franziu o cenho, Tristan virou o rosto para o outro lado e Sawyer continuou com aquela cara de paisagem, fingindo que estavam bem.
— Ei, amor — Keith disse, se jogando em cima de Vanny — meu pai chegou?
— Chegou — ela murmurou enquanto soltava a fumaça de seu cigarro. Ela parecia bagunçada, e não só seu cabelo — mas já foi embora. Eu também preciso ir.
— Ir pra onde? Ia te convidar pra fumarmos um na praça — Keith disse, acariciando o seio dela. Aquilo arrancou uma risadinha de Vanny e os garotos se afastaram um pouco para dar privacidade aos dois.
— Não, amor — ela disse, bocejando e apagando seu cigarro — estava só te esperando, mas preciso ir — Vanny empurrou Keith de leve e ele saiu de cima dela. Ela ainda estava nua quando saiu da cama, nem se importando com quem veria. Pegou suas roupas e se trocou, calmamente.
— E vai sair com quem? — Keith perguntou, de um jeito grosseiro. Seu maxilar estava cerrado e seus olhos não desviavam de Vanny, atento a qualquer movimento em falso.
— Sair com a Kath — Vanny respondeu, sem rodeios. Tristan tremeu à menção do nome de Katherine. Sentia saudades, mas não podia ir atrás.
— Ok — Keith levantou da cama e foi em direção a Vanny para ajudá-la a fechar o zíper do vestido — chama ela e vamos fumar juntos. — Tristan, do corredor, escutou aquilo e estava pronto para ir embora, mas Vanny foi mais rápida.
— Não — ela disse. Rápido demais, Keith considerou — é a noite das garotas, sabe como é — ela deu de ombros. Keith não sabia como era. Mas preferiu ficar quieto e deixar Vanny ir.
Eles teriam a noite dos garotos.
A praça estava deserta. As vozes ao redor não paravam. Os barulhos de sempre, as pessoas de sempre. “Vem varrer a porra do chão”, “não faz isso com o Jimmy, peste!”. Alguns latidos abafados e alguns gatos perdidos mancando. Aiden tentou pegar um deles em uma noite qualquer. O gato era claro, uma parte da orelha foi retirada, mas o gato era manso e pareceu gostar dos garotos, mas no segundo que Aiden o levou para casa, seu tio chutou o felino para longe, murmurando que tinha alergia.
— Vamos ficar por aqui mesmo — Keith disse, sentando em frente aos balanços. Sawyer entregou o pequeno saco com a maconha para Keith, que pegou tudo que precisava nos bolsos do casaco e começou a fechar dois baseados, as mãos trêmulas segurando a seda.
Aiden sentou em um dos balanços, Sawyer acendeu um cigarro, Tristan se jogou no chão, nem se importando com a areia suja.
— Será que Seth vai matar alguém? — Tristan perguntou, ignorando o silêncio. Encarava o céu. Desejando que a lua não estivesse tão longe.
— Por que acha isso? — Aiden perguntou, se balançando vagarosamente enquanto observava Keith e suas mãos trêmulas.
— Por que ele tinha uma arma — Tristan respondeu, como se fosse óbvio — e aquele cara disse que ele estava devendo...
— É mesmo — Keith bateu na cabeça, quase jogando toda a maconha no chão. Seu coração bateu forte de desespero e ele se ajeitou antes de prosseguir — você não avisou seu irmão, Saw.
— Eu sei — Sawyer disse, soltando a fumaça — não vou avisar.
— Você tá louco? — Tristan levantou — aquele cara vai matá-lo.
— Não é problema meu — Sawyer deu de ombros, jogou o cigarro no chão e o apagou — Seth sabe lutar sozinho. Vocês viram.
— Não sei de nada — Aiden murmurou — mas talvez seja melhor você falar...
— Não me digam o que fazer — Sawyer disse entredentes.
— Ei, ei, ei — Keith disse, passando a língua pelo primeiro baseado — sirvam-se. E parem de brigar, lindinhos — ele riu, jogando a cabeça para trás.
— Valeu — Sawyer foi o primeiro a pegar o baseado, sentindo que ele merecia. Merecia a primeira tragada por suportar tudo aquilo. Por conseguir se manter forte enquanto seus amigos assistiam sua decadência. Ele queria correr. Correr para longe dali. Sem olhar para trás.
— Vai com calma, campeão — Aiden disse, se aproximando de Sawyer e colocando o braço ao redor dos seus ombros. Aquele gesto fez Sawyer desmoronar por alguns segundos. Sentindo o calor de Aiden ao seu lado, o tom de voz preocupado e o aperto fraco no ombro dele. Sawyer soltou a fumaça e balançou a cabeça, entregando para Aiden o baseado.
— Vocês não pensam em fugir? — Sawyer perguntou, sentando na frente de Keith. Tristan franziu o cenho para Sawyer enquanto segurava o baseado que Aiden o entregou.
— Fugir? — Keith perguntou, inclinando a cabeça para o lado.
— É. Pra longe daqui — Sawyer deu de ombros e bufou — é meu sonho. Escapar desse lugar.
— Você acha que conseguiríamos? — Tristan perguntou. Todos eles tinham motivos para tentarem fugir.
— Não sei — Sawyer suspirou. Ele não tinha nenhum plano, apenas vontade.
Depois de fumarem os dois baseados, resolveram que seria uma boa ideia comprar algo para beber.
— Vocês tem dinheiro? — Keith perguntou, apalpando os bolsos. Ele nunca saía com dinheiro, sempre tinha tudo que precisava.
— Não — Aiden franziu o cenho ao retirar um fio de lã do seu bolso, mas mais nada saiu de lá.
— Quem precisa de dinheiro? — Sawyer riu e balançou a cabeça — a gente pode mostrar o pênis para aquele cara...
— Não — Tristan gritou. Sawyer se encolheu por alguns segundos e encarou o garoto menor — ele não trabalha mais lá...
Tristan sabia, pois era o responsável pela demissão de Alby. Nenhum deles sabia disso, e Tristan não contaria nada. Mas bastou conversar com o dono do posto que as providencias foram tomadas. Tristan não ficou com medo, sabia que estava agindo certo.
— Bom, então vamos roubar — Keith deu de ombros, determinado.
— Não acho que seja uma boa ideia — Tristan disse, mas seguiu os garotos até a loja do posto — não somos assaltantes — ficou murmurando para si mesmo o caminho todo.
O local estava cheio. Algumas pessoas tinham saído de alguma festa e estavam lá, bebendo ou sentados nos carros estacionados. Ninguém nem olhou duas vezes para os quatro garotos, que seguiam reto até o seu destino.
A luz florescente da loja machucou as vistas deles. Os olhos vermelhos e sensíveis, a boca seca, querendo comer algo, mas principalmente esperando para beberem.
— Qual vamos comprar? — Sawyer perguntou, alto, embora ninguém ali se importasse. Eles foram até as geladeiras de bebidas. Os preços altos, mas essa foi a última coisa que eles olharam. Keith abriu a porta e pegou uma cachaça que sabia que ninguém compraria e não faria tanta falta, ele não precisava escolher, mas sentia que deveria fazer algo bom, mesmo enquanto roubava.
— Isso é horrível — Sawyer fez uma careta — uma vez roubei do Seth e bebi com Aiden. A dor de cabeça não vale a pena.
— Mas foi um bom porre. Eu acho — Aiden riu, lembrando daquela noite.
Foi logo depois da noite com a cocaína. Tristan tinha acabado de sair da casa de Sawyer, e Aiden estava lá, sentado na cama enquanto analisava alguns CDs de Seth.
— Seu irmão tem um bom gosto musical — Aiden disse, largando um dos álbuns do Pink Floyd, a capa levemente quebrada. Sawyer observou o CD, lembrando quando seu irmão jogou na sua cabeça depois de flagrá-lo mexendo nas suas coisas no quarto, a procura de bebida. Sawyer deu de ombros e riu.
Resolveu que seria bom procurar alguma bebida, já que seu irmão não estava em casa e não teria oportunidade para bater nele com outro CD.
— Vamos, ele tem um gosto melhor para bebidas.
— Vai mexer nas coisas do seu irmão? — Aiden perguntou, os olhos arregalados. Mas não era de medo, e sim de admiração.
Seth tinha muita bebida escondida, mas ele tinha o péssimo hábito de não colocar fora as vazias. O quarto cheirava a suor, bebida e maconha, mas nada que os garotos não estivessem acostumados. Sawyer, desde pequeno, mexia nas coisas do irmão. Ele apanhava depois, mas sempre gostava da busca pelos tesouros variados no quarto do irmão.
Uma das coisas que encontrou foi uma revista pornográfica. Sawyer não gostou da revista.
Seth tinha um fundo falso na sua última gaveta. Era lá que ele guardava tudo que considerava importante. As garrafas estavam cheias, mas Sawyer sabia que, caso pegasse alguma, Seth saberia. Aquilo não o deteu. Ele pegou a primeira que conseguiu e saíram apressados dali, sem tempo de explorar mais.
— É boa? — Aiden perguntou, encarando a cachaça na mão de Sawyer enquanto ele fechava a porta. Aiden escutou o trinco e suspirou de alívio. Seth teria de quebrar a porta para conseguir abrir, e os garotos sabiam que ele não conseguiria, já que sempre chegava bêbado e sem forças para nada.
— Isso lá importa? — Sawyer riu. A noite estava abafada e a casa parecia seca, até mesmo com as janelas abertas. Não melhorou nada depois que começaram a beber.
Não pegaram copos, só ficaram passando aquela cachaça um para o outro. O gosto era horrível, mas nenhum dos dois disse nada.
De repente, só o que conseguiam notar e distinguir, era a forma como os seus joelhos estavam incrivelmente perto, só esse toque fazia com que Sawyer corasse das bochechas até as orelhas, mas ele preferia fingir que era a bebida. E todo aquele calor.
E Aiden.
Aiden e seu cabelo ficando grande e atrapalhando seus olhos. Aiden e seus dedos compridos que Sawyer queria, desesperadamente, que estivessem lhe segurando, e não aquela garrafa.
Sawyer sentia seu coração acelerado. O gosto da bebida já não sendo tão ruim, mas a sensação do calor estava impossível. A sensação do pequeno toque de Aiden. A sensação de beber da mesma garrafa que há pouco Aiden estava tomando.
Sawyer suspirou, frustrado. Querendo tanto, não fazendo nada.
— Acho que estou me acostumando com o gosto — Aiden disse, rindo. Sua voz estava aveludada e não parecia exatamente presente, Sawyer não sabia mais se ele estava ao seu lado ou no outro extremo do quarto.
E quando Sawyer olhou para o lado, Aiden estava ali. Sorriso bobo de bêbado e olhos atentos de raposa.
Ele não pensou em mais nada. largou a garrafa pela metade no meio dos dois e segurou o rosto de Aiden com as duas mãos. Aiden não vacilou, parecia esperar e querer aquilo desde que entraram naquele quarto.
Aiden tinha gosto de cachaça e Sawyer o beijou como se ele fosse aquela garrafa. Queria se afogar naquele beijo, mesmo pensando “não deveríamos fazer isso”, ele continuou. Ignorando a voz na sua cabeça o repreendendo, ignorou quando a garrafa caiu no chão enquanto ele se inclinava para cima de Aiden. Ignorou o liquido vazando no chão e molhando a palma da sua mão, que estava apoiada, enquanto a outra segurava a camiseta de Aiden com muita força.
Aiden estava embaixo de Sawyer, o empurrando para mais perto ainda. Querendo se fundir com ele. Aiden segurou a nuca de Sawyer, seus dedos compridos apertando seu pescoço enquanto sua boca mordia vagarosamente o lábio inferior de Sawyer.
— Eu não lembro — Sawyer respondeu, ignorando o olhar de Aiden na sua direção e seguindo com Keith até a porta de saída.
— Vamos? — Aiden murmurou para Tristan, que observava os salgadinhos. Ele engoliu em seco, o nervosismo o deixando faminto.
Keith passou apressado pelas portas de vidro, mas nada aconteceu. A garrafa ainda estava no seu bolso de dentro da jaqueta. As mãos tremiam, mas ele não estava nervoso por isso. Seus olhos ficaram embaçados e ele sentia a testa suada, o cabelo grudado ali. Ergueu a mão trêmula e tirou o cabelo da testa. Sawyer estava logo atrás, aproveitando a tranquilidade e a brisa da noite para acender um cigarro. Aiden estava indiferente, apenas seguindo os amigos. Tristan olhava para trás, com medo de ser pego.
— Foi muito fácil — Keith se vangloriava — Já fiz isso várias vezes com a Vanny — ele riu, pegando o cigarro de Sawyer e tragando profundamente, fechou os olhos e soltou a fumaça, ignorando o coração a mil dentro do peito. Pegou a garrafa e entregou a Aiden, que parecia o mais responsável no momento.
— Cuida bem dela — Keith disse, passando o cigarro novamente para Sawyer. Olhava para aquela garrafa como se fosse sua filha — foi difícil conseguir.
— Pode deixar — Aiden balançou a cabeça e riu.
Sawyer encarou a rua deserta. Àquela hora ninguém saía naquele lado do bairro, a não ser todo aquele pessoal festeiro. As pessoas perigosas, geralmente os amigos de Seth, ficavam perto de algum beco ou nas suas casas. A rua, naquela noite, pertencia a eles.
— A gente podia ir até a piscina, né? — Sawyer perguntou, erguendo as sobrancelhas.
— Pegar ônibus a essa hora? — Tristan choramingou. Era madrugada, mas isso nunca os impediu antes.
— Vamos — Keith disse, seguindo até o ponto de ônibus.
Naquele lado do bairro, já conseguiam notar mais pessoas. Algumas crianças brincando com pedras e algumas mães conversando e as observando. Uns adolescentes, da mesma escola dos garotos, estavam jogando bola na rua, sempre precisavam parar quando algum carro se aproximava.
— Como se não tivesse uma praça com campo de futebol bem ali — Sawyer sempre dizia, apontando a praça a algumas casas de distância.
— Você sabe que se esses perdedores aparecerem lá na praça, os amigos do seu irmão tomam algumas providências — Keith sempre argumentava a mesma coisa.
Eles estavam se aproximando do ponto de ônibus quando Tristan olhou para o outro lado da rua, para uma das maiores casas do bairro, e franziu o cenho.
— Aquela não é Vanny? — ele perguntou, apontando para uma garota incrivelmente parecida com a Vanny. Ela estava sentada no colo de algum garoto e eles estavam sentados no muro dessa casa.
Keith olhou naquela direção e arregalou os olhos. Ele conhecia bem aquela silhueta. Aquele cabelo. Aqueles movimentos. Só conseguia pensar na sorte que tinha por não estar com a garrafa de cachaça na mão, senão a quebraria.
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