Welcome to High School

17 2x05: Novo serial killer?


Rick odiava estar preso. Desde que fora descoberto, os dias dele pareciam demorar eternidades. Julgamento, sentença, companheiro de cela, tudo isso fazia parte de sua vida agora. Ele matou Lorelai. E isso iria atormentá-lo para o resto de sua vida.
Certo dia ele estava deitado em sua cela, pronto pra dormir, quando algo o fez despertar. Um guarda apareceu e chamou seu nome sussurrando. Rick levanta e vai até a grade. O impossível acontece. O guarda abre a porta.
—O que está acontecendo? — pergunta Rick.
—Hoje é seu dia de sorte. Vai sair.
—Mas ainda tenho muitos anos pra cumprir.
—Calado ou vão ouvir a gente.
Demorou um pouco para ele perceber que se tratava de uma fuga. Rick não protestou em nenhum momento. Sair dali seria a melhor coisa que poderia acontecer com ele. Após saírem pelo esgoto, o policial volta e o deixa sozinho.
—Então é isso? — diz ele sozinho — Eu estou solto? Qual é a pegadinha?
—Não tem nenhuma pegadinha — era Lucas — você está livre. Espero que aproveite muito bem. Caso contrário, terá um destino pior do que apenas a cadeia.
Lucas vai embora e Rick estava livre. Disposto a resolver assuntos inacabados.

DOIS DIAS DEPOIS

—Então você não está pirando? — diz Layla.
—Nem um pouco — responde Simon — eu até estou achando esse lance excitante.
—Acredita em mim, quando você se ver amarrado em um presídio antigo, e sua vida depender de um psicopata, você não vai achar nada excitante.
Simon convidou Layla para passar um dia em sua casa. Eles estavam começando a se conhecer melhor, e levando isso a um relacionamento mais sério.
—Sério — diz Layla — desde que esse pesadelo começou nós não temos um dia de paz.
—Temos hoje — diz Simon — e temos que aproveitar o dia de paz que a vida nos deu.
Ele a beija e a deita no sofá. Ela rapidamente levanta a camisa dele e passa as mãos pelo corpo de Simon. Isso só deixou ele mais maluco. Ele tira a blusa dela, e a olha nos olhos. Layla puxa o corpo dele para o dela e já vai levando a mão até a calça dele, retirando com pressa. Ele faz o mesmo com a saia dela. Até que eles apenas de roupas íntimas começam a fazer movimentos excitantes. Simon retira o sutiã dela e começa a beijá-la.
Do lado de fora, mal sabiam eles, que Rick observava tudo. E ele não estava gostando do que via.

***

Caliel fez pipoca e correu para o sofá. David não estava muito animado.
—Como assim? — diz Caliel — Vamos fazer maratona Crepusculo sim senhor!
—É o meu filme favorito — diz David — como você sabia?
—Eu sei ler mentes — Caliel sorri — mentira, eu vi no seu perfil do hornet.
—Eu ainda não exclui minha conta nesse aplicativo?
—Não, Novinho Disponivel.
—Puta que pariu, me dá meu celular agora.
Caliel assistiu David desesperado pegar o celular e excluir o aplicativo gay. Parte dele estava adorando passar um tempo com David. Mas a outra parte queria beijá-lo e abraçá-lo.
—Pronto. Posso voltar a minha depressão agora? Quero ouvir Lana Del Rey.
—Mas nem pensar! Sai dessa bad e vamos ver nosso muso maior:
—JACOB — eles gritam juntos enquanto Caliel dá o play no filme.
David deita sua cabeça no colo de Caliel e se sente protegido.
—Eu queria pedir desculpa pelo vexame que eu dei semana passada na festa da Vic — diz David.
—Você não tem que pedir desculpa.
—Eu não lembro de metade das coisas que eu fiz. Mas com certeza fiz merda.
—Pois eu lembro de tudo — sussurra Caliel.

***

A campanhia toca e Tony vai atender. Era Mila.
—Precisamos conversar — diz ela.
Ele a leva até seu quarto, o que a deixava um pouco constrangida. Desde a festa eles não falaram do beijo. Na verdade eles nunca conversavam sobre essas coisas.
—O que foi? — pergunta Tony.
—Você não assiste jornal? — diz ela.
—Não mesmo.
—Rick escapou da cadeia.
—Como? Eu não to acreditando nisso. Aquele idiota merecia apodrecer lá dentro.
—E eu tenho certeza que Lucas libertou ele.
—Ele matou a namorada de Lucas. Como você pode desconfiar dele?
—Lucas está desesperado para pegar esse novo serial killer. E pelo que eu andei pesquisando o ritual que Lucas quer realizar pede o sangue resultado da morte do assassino da vítima.
—Então Lucas soltou Rick para matá-lo.
—E isso não é o pior. Quando ele conseguir o sangue de Rick... só vai faltar mais um estágio para a ressureição.
—E que estágio é esse?
—Possessão.

***

—Ótimo. Justo na hora que o Jacob ia tirar a roupa para revelar ao pai da Bella que ele era um lobisomem vocês chegam e atrapalham tudo — diz David.
Tony e Mila tinham ido até a casa de David pois tinham um plano para tentar achar esse novo serial killer.
—Tentamos falar com Layla mas ela não atende — diz Tony.
—Deve ser porque nesse exato momento ela está em baixo do meu irmão sendo levada ao planeta do prazer — diz Caliel.
—Sinceramente? — diz David — Eu bem que queria estar sendo levado ao planeta do prazer.
—Gente foco — diz Mila.
—Nós vamos até a biblioteca — diz Tony.
—Mas ela foi fechada depois do incidente — diz David.
—E vamos esperar o serial killer atacar — completa Tony.
—E como vamos saber que ele vai estar lá? — diz Caliel.
—Esse novo serial killer não vai perder chance de fazer uma nova vítima — diz Mila — inclusive se essa vítima for eu.
—Eu acho perigoso — diz David — vocês vai arriscar a vida dela apenas para conversarem com um psicopata que roubou o jogo de Lucas?
—É a unica chance que temos — diz Tony — e vamos precisar da ajuda de vocês.
—SABIA — diz David — ESTAVA DEMORANDO!
—Vocês vão ficar do lado de fora esperando, qualquer sinal do serial killer vocês nos avisam — diz Tony — podemos contar com vocês?
—Somos um time ou não somos? — diz David.

***

Após um longo dia na casa de Simon, Layla volta pra casa. Sua mãe havia viajado até Londres para resolver alguns assuntos. Ela estava sozinha novamente. A ultima vez que ficara sozinha Lorelai morreu.
Ela liga a música e vai até a cozinha. Coloca um pedaço da pizza de mussarela no forno e dança. Até que ela ouve alguém batendo na porta.
—Provavelmente deve ser o Simon — diz ela sorrindo.
Layla vai até a porta e quando atende não tinha ninguém do lado de fora.
—Esses pirralhos não tem mais o que fazer hoje em dia.
Volta pra cozinha e percebe que a música tinha parado. Ela começa a ficar um pouco tensa. Já tinha experiência em quesito ser perseguida por um stalker psicopata e esse seria um bom cenário para uma morte fatal.
—Que minha Santa Taylor Swift me proteja.
—Garanto que ela não vai te proteger.
Quando Layla vira e vê Rick, ela entra em pânico.

***

Na escola, Mila e Tony entravam escondido pela quadra de futebol. Mila estava nervosa, nunca tinha invadido nenhum lugar. Eles passam pelos corredores vazios e sobem a escada que levava a biblioteca.
—Interditado — diz Mila — vamos fazer mesmo isso?
—Temos que tentar.
Os livros que antes ficavam estampados nas prateleiras, agora estavam jogados no chão em uma parte separada da sala. As prateleiras estavam vazias, e dava pra ver todo o local pelos espaços não preenchidos.
—Agora nós esperamos — diz Tony.
—Isso se esse novo serial killer vier mesmo.
Eles ouvem um barulho e ficam alertas. A porta da biblioteca começa a se abrir aos poucos, fazendo um barulho super macabro.
—Novo serial killer? — dizia a pessoa que entrava com uma voz meio distorcida — Quem disse que eu sou novo?
Por um momento eles tentaram absorver o que estava acontecendo. Esse novo ou velho serial killer vestia as mesmas roupas que o antigo. E usava a mesma distorção de voz.
—Nós queremos conversar — diz Tony.
—E eu quero contar algo — disse o serial killer — Lucas nunca foi o serial killer. Vocês foram enganados esse tempo todo.
—Do que você está falando? — pergunta Mila.
—Que vocês nunca descobriram minha verdadeira identidade — ele pega uma faca e cheira pelos buracos que tinha no nariz da máscara — eu estava com saudades de atormentar a vida de vocês.

***

—O que você faz aqui? — pergunta Layla desesperada — Você deveria estar preso.
—Um antigo inimigo me libertou — diz Rick — e eu estava morrendo de saudades da minha princesinha.
—Eu não sou e nunca fui sua princesinha.
Ele ri, e chega mais perto de Layla, que tenta se afastar dele.
—Tem razão. Você não era nada além do que minha putinha.
—Seu escroto.
—Eu andei te observando esses últimos dois dias. E vi que está de namorado novo. Seria tão legal matar ele e ver você sofrendo.
—Parece que esse tempo que você ficou preso não adiantou de nada.
Layla estava tentando ganhar tempo. A casa era dela e ela sabia onde tudo ficava. O plano era pegar a antiga arma de caça que o pai tinha e guardava na gaveta de baixo.
—Na verdade, casa dia que eu passei naquele inferno eu estava pensando em você. Em como eu queria te fazer pagar pelo que você fez comigo.
—E o que eu fiz com você? Te entreguei pelo crime que você mesmo cometeu. Rick você matou uma garota inocente, e acabou trazendo um serial killer pra cidade.
—Não dou a mínima para o que aconteceu. Tudo que eu quero agora é beijar essa sua boca e foder você até eu não aguentar mais. E sabemos muito bem que eu aguento.
Não dava mais para esperar. Ela se abaixa rapidamente, abre a gaveta e pega a arma e aponta para Rick.
—Se você ousar me seguir eu acabo com você — diz Layla saindo correndo pela casa e indo pra rua.
Ela corre o mais rápido que pode e liga para David.

***

—Layla eu estou vigiando a escola para o Tony — diz David — COMO ASSIM O RICK FOI ATRÁS DE VOCÊ? Vai pra minha casa que minha mãe cuida de você. Estamos indo pra aí agora.
Ele desliga o telefone e começa a andar.
—Mas e o plano? — diz Caliel.
—Um plano que nem sabemos se vai funcionar. Layla foi atacada por Rick, não podemos ficar aqui parados.

***

—Eu sei que vocês devem estar se perguntando: o que diabos esse assassino está falando? — diz o serial killer — o que eu tenho a dizer é que eu não quero que Lucas ressuscite Lorelai. E vocês não podem deixar isso acontecer.
—Pelo visto vocês são inimigos — diz Tony — pois ele quer acabar com você também.
—Vocês são muito inocentes. No início eu concordei com o plano de Lucas. Matei todas as vítimas que ele pedia. Até que quando ele decidiu passar de um simples assassinato para ritual oculto eu não aceitei e parei de matar pra ele.
—E agora voltou pelo que estamos vendo — diz Mila — então Lucas nunca matou nenhuma das vítimas?
—Sempre fui eu. A pessoa que realizar o ritual não pode ter matado ninguém. Agora que já conseguiram o que queriam tratem de impedí-lo. Ou então vocês já sabem como a história termina.
O serial killer sai e deixa eles sozinhos perdidos em pensamentos.

***

Todos se reuniram na casa de David.
—Minha mãe já foi dormir — diz David — agora cada um conta o que aconteceu nessa noite maluca.
Layla conta tudo o que Rick disse a ela e logo depois Tony narra os acontecimentos.
—Então eram duas pessoas? — diz David — Eu to passado com esse babado.
—Fomos enganados — diz Layla — enquanto pensávamos que Lucas era o psicopata, o verdeiro estava andando pelas ruas.
—Mas Lucas também tem sua culpa — diz Mila — eles trabalhavam juntos. E Lucas era o mandante.
—Então vocês estão tentando descobrir a identidade do assassino de novo? — diz Caliel.
—Nós estamos — diz David incluindo Caliel na turma.
—E precisamos impedir Lucas de matar Rick — diz Tony — se ele o matar ficará muito difícil de impedir o plano de trazer Lorelai de volta a vida.
—E o que você sugere? — diz Layla.
—Onde você acha que ele pode estar agora? — diz Tony.
—Na antiga oficina do pai dele — diz Layla — os pais saíram da cidade depois dele ter sido preso.
—Então é pra lá que vamos — diz Mila.
—Layla leve sua arma — diz Tony — se o que o serial killer disse sobre Lucas não poder matar ninguém, vai ser dificil ele matar Rick.
—E lá vamos nós — diz David — porque nós nunca aprendemos?

***

Ao chegar na oficina Rick encara Tony.
—Quanto tempo — diz Rick.
—Eu não queria te encontrar tão cedo — diz Tony.
—A gangue toda veio. Mas que honra.
—Cala a porra da boca — diz Layla — que eu tenho vontade de te matar agora mesmo.
—Pois seria um prazer ver a morte dele — era Lucas.
Lucas caminha até Rick e eles apertam as mãos.
—Não confie nele — diz Tony — Lucas precisa te matar para completar o ritual e trazer Lorelai de volta a vida.
—Mas que conversa maluca — diz Lucas — eu libertei Rick para ele poder se vingar de vocês.
Mas nesse momento Lucas pega a faca e e coloca no pescoço de Rick.
—Se vocês tentarem alguma coisa, eu rasgo a gargante dele.
—Você não pode matar ninguém — diz David — se você quer sua amada de volta vai ter que arrumar alguém para matá-lo.
Nesse exato momento Tony pega a arma de Layla que estava em seu bolso e aponta para Lucas.
—Larga ele ou eu te mato — diz Tony.
—Você não iria conseguir — diz Lucas.
Tony da um tiro bem próximo a Lucas o que o assusta.
—Corajoso, mas também burro.
—Só tem mais uma bala — diz Layla.
— Eu vou levar Rick embora daqui e irei arrumar um jeito de matá-lo — diz Lucas — agora precisamos ir.
Tony juntou todo o ódio que guardava dentro de si. Lucas pode nunca ter matado ninguém, mas ele era o maior culpado por tudo o que estava acontecendo. Ele aponta a arma pra Lucas e sem pensar duas vezes atira pensando que enfim daria uma conclusão a toda essa história de terror que eles estavam passando nesse ano.
Porém Lucas foi mais esperto e lançou Rick em sua direção. A bala atingiu a cabeça de Rick e ele caiu no chão, jorrando sangue pela sua cabeça. Lucas coletou o sangue dele o mais rápido possivel e fugiu.
—NÃO! MAIS QUE MERDA! — grita Tony.
—Precisamos ir embora — diz Mila — não podemos ficar aqui do lado do corpo.
E eles se vão.

***

Tony foi deixar Mila em casa.
—Eu ainda não acredito que fui enganado — diz Tony — sobre o serial killer, sobre matar Rick.
—Você fez o que foi preciso — diz Mila — você só errou porque não tinha uma boa pontaria. Você não é assassino por isso. Rick mereceu o castigo que teve.
—Eu entendo se você não quiser mais me ver.
—Tony cala a boca. Eu gosto de você. E estou do seu lado pra todos os momentos. Bom e ruim.
—Será que um dia a gente vai ficar junto? Pra valer?
—Provavelmente sim.
Ele dá um beijo nela.
—Boa noite Tony.
—Boa noite Mila.

***

Lucas coloca o frasco com o sangue de Rick ao lado dos outros.
—Finalmente — diz ele — vou ter você de volta.
Ele vai até a mesa e pega o smoking. Olha o terno, gravata, sapato. E pega o convite para o baile da escola. O baile que seria em uma semana.
—Falta tão pouco — ele diz sorrindo.