- É MELHOR FALAR O QUE QUER COMIGO. – disse Aidan olhando para a garota que estava parada na porta.

- Claro, entre. – disse a garota ajeitando o sofá. – minha tia não está em casa, podemos fazer algo o mais do que conversar.

- Eu amo a Katharine e não irei para cama com uma vadia como você Vanessa. – falou ele olhando com nojo pela menina falar aquilo. – só vim mesmo porque insistiu. Conte o que quer.

- Espere. Vou preparar café para nós dois. – falou Vanessa se dirigindo até a cozinha e servindo o café em duas canecas coloridas, depois de colocar um líquido transparente na caneca esquerda e a alcançando para Aidan. – está aqui.

- O que quer comigo? – perguntou Aidan desligando a televisão para ouvir o que Vanessa tinha a dizer.

- Vamos para meu quarto. Minha tia poderá chegar a qualquer momento. – falou Vanessa levantando do sofá e puxando Aidan.

- Me solte! – gritou ele. – não vou para seu quarto. Eu vim conversar com você e eu sou fiel a minha futura esposa.

- Esposa? Venha seu inútil. – disse ela puxando Aidan pelo braço. Os dois subiram e sentaram-se na cama de Vanessa.

- Me contaram que My Joshman está morto. Por favor, Aidan, me diga que não é verdade. – falou Vanessa segurando a mão de Aidan e a espremendo forte. – me diga que ele ainda está vivo e que ficará comigo.

- Não Vanessa. – Aidan estava sentindo pena dela. Ela amava Josh apesar de ser “ousada”.

- Eu vou acabar com a vida dessa vagabunda! – gritou Vanessa jogando um vaso com plantas no outro lado do quarto. – se não fosse ela, Josh estaria vivo. Eu irei acabar com a vida dela e mandar essa garota para o inferno!

- Não fale assim com ela. – falou Aidan bocejando. – não foi culpa de Katharine e ela está comigo. Não deixarei fazer mal algum com ela.

- Enquanto Josh estava vivo ela o queria, foi por causa dela que Josh não ficou comigo. – ela estava soluçando. – e agora que ele morreu, ela se entregou a você. Ela é piranha.

- Quem é você para falar mal dela? – perguntou Aidan colocando a mão na cabeça. Ele estava tonto. Aidan caiu em cima da cama de Vanessa e caiu em um sono mais profundo que o normal. Um sono pesado e perfeito para Freddy Krueger se ele não estivesse atacando outra pessoa no momento.

- Bingo. – sorriu Vanessa tirando a roupa de Aidan. Puxou a calça e a camiseta do garoto, tirando depois sua cueca.

Tirou algumas fotos dele sem roupa e depois tirou a roupa dela mesma. Deitou-se na cama e largou a câmera no chão por um momento, pois iria conseguir a posição certa. Colocou Aidan um pouco de lado como se tivesse a beijando. Não queria que Kate visse que ele estava dormindo. Colocou a mão dele em seus peitos e tirou fotos. Subiu em cima do garoto e tirou mais fotos, fazendo careta de prazer. Aproveitou o tempo restante antes que Aidan acordasse e enviou as fotos do celular para o computador. Visitou o perfil de Katharine em uma rede social e conseguiu achar o e-mail dela na descrição. Então enviou as fotos para o e-mail de Katharine adicionando algumas legendas. Primeiro enviou as fotos do “ato sexual” e depois a de Aidan dormindo nu em cima da cama “Tão delicioso cansado, que teve que dormir um pouco” escreveu Vanessa na legenda.

- Eu vou tirar tudo que é seu, assim como você tirou a vida de Josh. – sorriu ela desligando o computador e indo até Aidan, o vestindo. Dava trabalho, muito trabalho. – mereço um premio por isso.

†††

- Onde pensa que vai? – perguntou Freddy Krueger chutando outra vez o “menino”.

- Eu vou lhe matar Freddy Krueger. Você prometeu levar meu tio para o inferno, mas não cumpriu. – Paul cuspiu na cara de Freddy.

- Mas você o matou recentemente. – sorriu Freddy limpando o cuspi que queimou seu rosto. – como conseguiu me queimar?

- O cuspi. – sussurrou Paul para si mesmo. – foi o cuspi! – ele gritou.

Paul correu para longe e se trancou em um quarto. Fechou os olhos e tentou se concentrar. Freddy usava seus poderes em Paul para fazer algo, um exemplo disso, foi atear fogo no gramado do cemitério. Paul se concentrava, pois tentava mandar um recado para Katharine. Queria que ela soubesse que saliva fazia queimaduras em Freddy. Mais do que ele já tinha. Era muito difícil mandar algum recado com a porta tentando ser arrombada. Paul abriu os olhos e viu que as garras de Freddy estavam arranhando toda a porta de madeira. Krueger conseguiu arrombá-la e entrou sorrindo.

- Tentando se esconder? – perguntou Freddy ironicamente.

- Me esconder de você? – perguntou Paul curvando o corpo enquanto ria. – não me faça gargalhar, não tenho medo de você.

- Pois devia.

- Não devia e não tenho. – sorriu Paul dando as costas para Freddy.

- Deveria! Eu vou lhe assassinar, deveria estar se cagando de medo. – Freddy gritou e Paul sabia que ele estava raivoso. Krueger não poderia suportar saber que não era mais temido. Ele sentia dor, muita dor.

- Tem coragem Freddy? Porque está tremendo? – ria Paul, apesar de ser baixo, tinha uma mente mais formada que muitas pessoas.

- Não estou tremendo. – Freddy engoliu a própria saliva e quase se afogou nela. – eu lhe matarei.

Freddy voou para cima de Paul, colocando as garras em seu pescoço e o assassinando.

†††

“Às vezes a pessoa só precisa chamar atenção. Às vezes a pessoa só quer chamar atenção. Às vezes a pessoa chama tanta atenção que atrai coisas ruins para ela mesma. Mas às vezes ela só é carente e quer carinho. Eu nunca quis chamar a atenção de Freddy Krueger. Porque ele anda atrás de mim? Será que realmente, ele é meu pai? Não posso ficar me perguntando isso. Tenho que ter afirmações concretas. E só minha mãe pode me dar a resposta.”

Katharine desceu a escadaria do apartamento devagar para não chamar a atenção de Sérgio. Laura e ele estavam conversando no sofá, apenas conversando. Katharine saiu do apartamento e pegou um ônibus até a parada de sua casa. Quando subia a lomba de sua casa, viu o movimento em frente à porta de sua mãe. Havia carros de policiais e a porta estava aberta. Katharine correu e entrou na casa, vendo sua mãe sendo algemada.

- O que está acontecendo? – perguntou Katharine apavorada.

- Olá senhorita Johnson! – exclamou um policial loiro de olhos claros sorrindo para ela. – sua mãe está sendo presa.

- Por quê? – perguntou Katharine desesperada.

- Porque eu confessei tudo que fiz. Confessei a eles que eu roubava grande parte do dinheiro que ia para a igreja. Confessei todos meus crimes, tantos que você nem imagina minha filha. E que foi feito aqui, no presente. Em Nova Iorque. – Eizabeth chorava. Havia pedido para ser presa. Havia se arrependido de tudo.

- Leve-a. – gritou o policial enquanto os outros dois levavam ela para o carro.

- Eu sou filha de Freddy Krueger, mamãe? – perguntou Katharine indo atrás dela. – Freddy Krueger é meu pai?

- Não posso lhe dizer nada Katharine. Sabendo de tudo, irá querer destruir Freddy. Não pode, pois eu amo ele. – falou Elizabeth abaixando a cabeça. – filha, peço que me perdoa. Que entenda: eu não posso lhe ajudar. Por favor querida, me perdoe? Não irei conseguir dormir lá naquela prisão, se você não perdoar a sua mãe que lhe ama tanto. Perdoa-me filha?

- Não. – falou Katharine friamente enquanto sua mãe era banida da própria casa e levada ao carro, direto para a prisão.

Notas finais
gostou? reviews! Desculpem a demora e aproveitem o máximo!

OBS:::: capítulo curtinho, apenas queria mostrar os planos de Vanessa, o fim de Elizabeth e uma morte para completar a estória ♥