Welcome To Your New Nightmare
4 Um encontro só para amigos com exceção de Freddy
Notas iniciais
KATE ESTAVA MENOS SONOLENTA. Ela conseguiu dormir duas horas sem ter pesadelos, o que a deixou mais feliz. Pegou seu celular para ligar para todos seus amigos. Ela iria chamar todos para irem até sua casa a noite, aproveitando que sua mãe não estaria. Ela só não sabia que algo estaria por vir. Algo pior do que tudo que ela já viu.
Eram dezessete horas quando Silvia bateu em sua porta. Silvia era uma amiga de infância de Kate. Não estuda no mesmo colégio que ela, mas as duas mantêm um contato muito grande. Silvia tem olhos castanhos e um cabelo ondulado. Tinha a mesma idade de Kate e era alcoólatra. Além de beber muito, ela usava drogas. E Kate achava que Silvia tinha AIDS, pois ela fazia sexo com qualquer um. E sem se prevenir.
– Espero que seja importante. – disse ela. – deixei de sair com o gato do Ben, para vir até aqui.
– Ben? – perguntou Kate. – Ben não namora aquela garota loira do primeiro ano?
– Sim. – disse ela. – mas não quer dizer que ele não pode sair comigo. É bom dar uma fugidinha de vez enquanto. Ver a mesma coisa sempre é ruim, não acha?
– Não. – disse Katharine mexendo na geladeira atrás de algo para beber. – o que você quer beber? Suco, água...
– Quero que você pegue a porra do seu celular e ligue para seus amigos virem cedo para cá, pois não posso ficar o tempo todo esperando.
– Silvia, eu marquei as oito. Você veio as cinco porque quis. Não posso fazer nada por você.
– Quem vem? – perguntou ela.
– Vem a Laura... – disse Kate.
– Aquela garota idiota. Nunca fui com a cara daquela vadia. – disse Silvia.
– Ela é minha melhor amiga. – disse Kate. – e ao contrário de você, ela é virgem.
– Duvido. – disse Silvia – sou mais pura que ela.
– Claro! – disse Kate. – pura doença, só se for.
– Não vai me oferecer bebida? – perguntou ela.
– Já te ofereci. – disse Kate.
– To falando de trago. Quero vodka e não suco ou água.
– Eu não bebo.
– Odeio garotas santas. – disse ela. – quem vem mais?
– Vem o Josh, a Julie, o Maxxi, a Bi e o Gilbert.
– Gilbert?! – se espantou Silvia. – aquele garoto gostoso que fuma maconha?
– Sim. – disse Kate.
– Esqueça o Ben. – disse ela. – Gilbert é bem mais gostoso mais riquinho e mais tarado.
– Me poupe de seus comentários sexuais. – disse Kate. – não preciso disso para viver.
– Ok.
Os amigos de Kate foram chegando um a um. Primeiro veio Laura, que trocou olhares estranhos com Silvia. Depois chegou Gilbert, que fez Silvia se entreter. Julie chegou com Bianca e Maxxi e os três sentaram com Laura. Por último, chegou Josh, que ajudou Kate na cozinha.
– Como você está? – perguntou ele enquanto cortava salsa. – conseguiu dormir um pouco?
– O suficiente para tirar um peso das costas. – disse ela.
– É bom te ver bem. Sabe o quanto você é importante para mim.
– Só te convidei porque você disse que acreditava em mim. Porque você não é meu amigo. E eu não tenho menor interesse em ter você como algum.
– Isso é amor. Você ainda gosta de mim.
Katharine ficou brava e atirou a faca com toda sua força no chão.
– Não é porque eu perdi minha virgindade com você, que terei que carregar isto pelo resto da vida. – disse ela. – Quer me ajudar? Fique quieto. Fique na sua.
Josh ficou quieto e continuou a cortar os temperos.
Laura estava na varanda de Kate e chamou Gilbert para conversar.
– O que você quer Laura? – perguntou ele.
– Eu preciso te confessar algo. Gilbert, desde o primeiro ano... – ela deu uma pausa. – eu sinto algo que eu não consigo explicar. Algo em mim sente algo por você. E eu acho que é meu coração.
– Continua. Estou super, super emocionado com suas palavras meigas. – disse Gilbert, tirando sarro da cara de Laura.
– Eu acho que, estou apaixonada. Eu te amo Gilbert! – disse Laura.
– Você me ama? Entre na fila. Garotas que gostam de mim são o que mais tem. – disse ele rindo. – me acham gostoso e bonito. E então se apaixonam por mim. Garotas idiotas é o que mais existe. Não gosto de meninas melosas que dizem amar. Gosto de vagabundas. Mas como eu disse, entre na fila. Só tem mais umas vinte para eu comer antes de você.
Ele saiu da varanda, voltando para sala onde estava Silvia. Laura sentou-se em uma cadeira de praia que tinha na varanda e desabou, chorando.
– Trouxa! – gritou ela. – idiota.
†††
Kate estava colocando a mesa para o jantar. O cheiro estava delicioso e ela estava morrendo de fome.
– Onde está o Josh, Silvia e Gilbert? – perguntou ela a Maxxi.
– Eu vi Josh subir para ir lavar as mãos. Acho que estava vindo comer.
– A noite está uma delicia no andar de cima. – disse Josh descendo as escadas.
– O que hove? – perguntou Laura, saindo da varanda em direção à sala com olhos inchados.
– O que houve com você, amiga? – perguntou Bianca. – estava chorando?
– Sim. – disse ela. – eu briguei com minha mãe antes de vir.
– O que houve lá em cima? – perguntou Kate desviando seu olhar de Laura para Josh.
– O que houve não. O que está havendo. Sexo. – disse Josh.
– Como sabe? – perguntou Maxxi.
– Gemidos. – disse Josh. Não estávamos enganados. Gilbert sabe pegar de jeito uma mulher.
– Vou lavar as mãos. – disse Laura subindo os degraus e tentando não chorar.
Ela se trancou no banheiro e colocou as mãos na pia. Estava se olhando no espelho e por um minuto de silêncio, conseguiu ouvir os gemidos de Silvia. Ouviu um barulho na porta do banheiro. Uma batida.
– Tem gente. – disse Laura.
– Eu sei. – falou Bianca.
– Então, vai embora! – gritou Laura.
– Abra a porta agora, senhorita Laura. – falou Bianca.
Laura abriu a porta com uma cara desanimada e Bianca entrou no banheiro.
– Você brigou com a sua mãe? – perguntou Bianca.
– Briguei. – disse Laura.
– Certeza? – perguntou Bianca.
– Não. — disse Laura. – não foi isso.
– Sabia. – disse ela. – como você pode se interessar pelo garoto mais idiota da classe?
– Fazer o quê não é? – perguntou Laura. – não se escolhe por quem se apaixona.
– Se escolhe sim! – exclamou Bianca. – você não se apaixona por qualquer um. Mas isto não importa. Vamos descer e ir jantar. Kate quer falar conosco daqui a pouco.
– Não vou. Não quero encontrar aquela garota nojenta.
– Silvia? Pelo jeito você não a encontrará lá em baixo. – disse Bianca.
– Vá indo. Deixe passar minha cara de sono. – falou ela fechando a porta.
†††
Kate estava recolhendo a mesa quando Gilbert chegou na cozinha.
– Boa à noite? – perguntou Kate.
– Não muita. – disse ele. – pode recolher. Eu vou jantar no sofá para ouvir sua história.
– Cadê Silvia? — perguntou ela.
– Ela dormiu. Falou que não queria vir comer. – disse ele.
– Melhor assim. – disse ela. – com Silvia eu falo depois.
Os dois foram para a sala e Gilbert sentou-se no sofá. Kate sentou em uma cadeira na frente de todos.
– Bom. – disse Katharine. – o que eu quero falar com vocês é algo anormal. É sobre meus pesadelos.
– Então conte. – disse Gilbert. – gosto de pesadelos.
– Mary tinha os mesmos pesadelos que os meus. Por isso que ela morreu. – disse Kate. – um homem, com a aparência horrível, com o rosto queimado e garras nas mãos.
– Uh, pesadelo terrível este. – disse Gilbert.
– Cale a boca Gilbert! – exclamou Julie.
– Esse homem se chama Freddy Krueger. O que ele fazer com suas vítimas no nosso pesadelo, acontece de verdade. – falou Kate.
– Digamos que ele corte o meu pé e então...
– Você irá acordar sem seu pé, Gilbert.
– Não acredito que você me chamou para ouvir isso Katharine. – disse Gilbert.
– Você tem que acreditar em mim Gilbert. Se vocês quiserem ver, eu mostro uma mensagem de voz e um bilhete de aniversário que ele me mandou. – disse Kate. – se quiserem ver os meus arranhões.
– Não tem como acreditar. – falou Gilbert.
– Tem sim. – disse Kate – ele falou que irá matar meus amigos e minha família.
– Uau! Um novo atentado na cidade! – exclamou Gilbert.
– Se não acreditarem em mim, vão morrer. Todos vocês. – disse Kate. – um massacre irá acontecer. E eu estou tentando evitar.
– Você não sabe o que está dizendo. – disse Gilbert.
– Sei sim. Eu vou tentar provar sobre meus pesadelos e vocês irão acreditar em mim. – disse Kate vermelha.
– Sonhos são sonhos Kate. – disse Julie.
– Quem está acreditando em mim aqui, levante as mãos? – perguntou Kate.
Josh levantou a mão e Bianca também.
– Laura. – falou Kate.
– Não. Não acho que você está legal. – disse Laura. – você está maluca. E eu também estou maluca de perder meu tempo para vir escutar isso. Tchau Kate.
– Laura! Laura! – exclamou Kate.
– A deixe ir. – disse Julie. – eu vou também.
– Eu vou embora Kate. Não se magoe, mas não acredito em você. Tchau. – disse Maxxi.
– Eu achei a lasanha muito deliciosa Kate. Vou colocar o prato na cozinha e ir embora. Você deve ter bebido. – disse Gilbert.
Todos foram embora, sobrando apenas Kate, Josh e Bianca.
– Kate. – falou Bianca. – eu acredito em você, mas tenho que ir embora. Já está tarde.
– Ok. – disse Kate.
– O que esse homem quer conosco? – perguntou Kate.
– Não sei. – disse Kate. – mas vou descobrir.
– E o que eu faço para me prevenir? – perguntou Bianca.
– Coloque seu celular para despertar de tempo em tempo. – disse ela. – vai ajudar se precisar.
– Ok. – disse Bianca. – vou indo. Beijos.
– Tchau. – disse Kate indo abrir a porta para ela sair.
– Então você esperou que acreditassem em você. – disse Josh.
– Eu esperava. Bianca acreditou. Você acreditou.
– Bianca acreditou não sei por que, mas eu acreditei não pelo que você falou, mas porque eu já vivi isto.
– Como assim? – perguntou Kate.
– Naquele dia em que Mary teve pesadelos com ele, eu também tive. – disse Josh. – eu estava na escola. Eu vi você. Eu vi Mary sentada na cadeira. Quando ele te atacou, eu fui te salvar, mas eu deslizei e caí. E então eu acordei.
– Josh! – exclamou Kate. – você o conhece?
– Conheço. – disse Josh.
Um grito muito alto veio do andar de cima.
– Silvia! – gritou Kate subindo as escadas.
Kate chegou ao quarto e abriu a porta. Silvia estava levitando e sendo rasgada ao meio. Seu pescoço estava sendo cortado e ela caiu morta na cama.
– Ai, meu Deus! – gritou Kate. – Silvia!
– E agora? – perguntou Josh – se chamarmos a policia, eles vão achar que foram nós.
– Mas é o único jeito. – disse Kate. – Não posso ficar com um cadáver em cima de minha cama.
Kate ligou para a policia e em alguns minutos, Thompson e o delegado estavam na casa dela.
– Onde está o corpo? – perguntou o delegado.
– No segundo quarto a direita no andar de cima. – disse Kate.
O delegado subiu os degraus com suas vestes pretas. E Thompson o seguiu com seu andar desajeitado. O delegado entrou no quarto e teve um espanto.
– Pelas barbas do profeta! – disse o delegado.
– Não fomos nós, delegado. – disse Josh.
– Você garota! Você é a amiga da outra vítima? – perguntou o delegado.
– Sim, sou eu. – disse Kate.
– Foi você que falou das mortes nos pesadelos da vitima? – perguntou o delegado.
– Sim! Fui eu! E aconteceu de novo. Eu cheguei ao quarto e ela estava no ar. Sendo morta. – disse Kate.
– Garota, eu sei que não foi você. – disse o delegado. – o problema não é o que eu acho e sim o que pensam os outros.
– Como assim? – perguntou Kate.
– Eu sei que quem fez isto foi Freddy Krueger. Mas as outras pessoas da cidade não vão acreditar nisto. E irão achar que a culpa é sua. – falou o delegado.
– Você conhece Freddy Krueger? – perguntou Kate.
– Sim. – disse o delegado. – conheço mais da vida dele do que ele mesmo.
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