Notas iniciais
Depois de alguns transtornos, falei que só postaria depois da conta da tal "Kika" que me plagiou, fosse deletada, PORÉM vocês foram muito legais comigo (inclusive Ana K que me mandou o link da tal fanfic).
Agradeço a todos vocês e agora boa leitura.
Qualquer erro, ME AVISEM IMEDIATAMENTE!

– Por que não nos deixa em paz? – perguntou Aidan furioso. O seu machucado ardia, ele estava sangrando.

– Eu a quero para o ritual! – gritou Cristiano furioso.

– Katharine está morta. – Aidan começou a chorar como uma criança que teve seu doce roubado.

– Morta? – perguntou Sill espantado.

– Sim. Michelle a assassinou e fugiu para Springwood. – falou Aidan tristemente.

– Vadia! – exclamou Peter furioso. — ela nos usou, sumiu e conseguiu pegar a garota sozinha. Vamos para Springwood amanhã cedo.

– Ela irá pagar por tudo. – Cristiano lambia os lábios quando ficava nervoso. – precisamos partir antes que Freddy a leve com ele para aterrorizar a todos e nos deixe aqui.

– E você garoto vá embora antes que eu lhe mate a facadas. Estou com muita raiva para ser bonzinho. – falou Sill colocando a faca dentro do bolso de sua jaqueta.

Aidan correu e viu Sill, Peter e Cristiano desaparecerem do beco. Aidan andou o mais depressa possível. Chegou a sua casa e encontrou apenas o seu gato caolho.

– Mãe? – perguntou o rapaz subindo as escadas. Andava devagar, seu machucado doía. – mãe?

Ele estava apavorado, pois ela não estava em seu quarto. Até que a porta do banheiro se abriu e de lá saiu a mulher.

– Que cara é essa? – perguntou ele apavorado. – o que houve?

– Eu estou grávida. – falou a mulher segurando três testes de gravidez.

– Como? – perguntou Aidan chocado.

– Quer que eu lhe explique como uma mulher fica grávida? – ela estava quase rindo da cara de Aidan pela pergunta idiota.

– Não. – falou Aidan tapando o sangue do casaco com a mão. Não queria que sua mãe visse. – Só queria saber, quem é o pai?

– Acho que você é o pai, Aidan. – sorriu a mãe dele o abraçando.

– Eu lhe respeito. Tudo bem se não quiser falar quem é. Eu prometo que irei cuidar dele como se fosse o pai. Na verdade, eu já volto.

Aidan entrou no quarto de seu irmão, pois queria ter uma conversa com ele. Precisava explicar que iria morar com Katharine e ele teria a responsabilidade de ser um pai. Apesar de ele sofrer de Síndrome de Asperger, Aidan acreditava que ele poderia o substituir e ser talvez, um filho melhor.

†††


Elizabeth estava deitada em um colchão. Riscava mais um “palito” na parede, pois estava contando os dias para sair daquele lugar imundo.


– Querida, não se iluda. – sorriu a outra presidiária.

– Por quê? – perguntou Elizabeth curiosa.

– Nós duas sabemos que você ficará aqui até a morte. Nunca irá sair deste inferno. – a mulher chupava o sangue que escorria de um corte em seu pulso.

– Isso não é verdade. Eu preciso sair daqui. Reencontrar minha filha. – falou Elizabeth olhando pra o teto riscado da cela.

– Sua filha não se importa com você. – falou a presidiária encostando a cabeça em uma almofada rasgada.

– Ela se importa sim. Ela me ama. – sorriu Elizabeth fechando os olhos.

– Se ela a ama, porque nunca veio lhe visitar? – perguntou a presidiária para Elizabeth.

– Ela não veio, pois deve estar sem tempo. Mas virá. Ela com certeza virá me visitar.

– Elizabeth Johnson, visita para você. – falou o policial abrindo a cela.

– Eu disse. – sorriu Elizabeth levantando-se. – é minha filha? Katharine é ela?

– Venha. – falou o policial.

Eles caminharam por um corredor escuro. O chão estava empoçado de água. Eles caminharam até uma porta onde havia uma luz vinda da fresta de baixo da porta.

– Chegamos. Você tem trinta minutos. Estarei lhe esperando. – disse o guarda dando sinal de entrada.

Elizabeth abriu a porta e sentou-se. Havia uma pessoa na sala, mas não era Katharine. Era Freddy Krueger.

– O que faz aqui, seu monstro? – perguntou Elizabeth anojada.

– Vim lhe fazer uma visita. – sorriu Freddy Krueger. – vim lhe agradecer.

– Agradecer pelo que? – perguntou Elizabeth encarando Krueger.

– Agradecer pelo que fez por mim. – afirmou Freddy Krueger encostando suas garras na mesa e a arranhando a superfície.

– Eu não fiz porque eu quis. Você estava me possuindo. Era você esse tempo todo, dentro de mim. – Elizabeth estava chorando. – me fez mentir para minha filha, fez com que ela pensasse que eu o ajudava a levar as crianças ao seu esconderijo, mas eu nunca soube que você estuprava aquelas pobre criaturas. E não só ela, mas fez com que Brown também acreditasse nisso. Fez-me confessar crimes que nunca cometi, me fez roubar a igreja, uma das coisas mais preciosas de minha vida. Fez com que minha filha, a minha joia mais rara, me odiar para o resto da vida.

– E agora você está aqui, mesmo sendo inocente. E morrerá com os outros, inclusive sua filha, pensando que você é culpada. – Freddy enfiou suas garras em Elizabeth.

– Socorro! – gritou ela desesperada. – me ajudem!

– Esse é meu pesadelo e ninguém irá lhe ouvir. Foi bom o que aconteceu entre nós, e foi bom usar seu corpo para espionar Katharine, mas não preciso mais disso.


– Socorro! – gritou a presidiária. Elizabeth estava com o corpo rasgado ao seu lado. Ela estava morta. – sou inocente, eu juro! Eu não fiz nada!


†††

Havia chegado o dia do casamento. Katharine vestia seu vestido de noiva e Laura estava fazendo o cabelo da amiga. Ela estava nervosa, mas realmente muito bonita.

– Nervosa? – perguntou Laura, já vestida e com seu cabelo pronto.

– Como não estaria? – perguntou Katharine encarando ela mesma pelo espelho.

– Quem você convidou para o casamento? – perguntou Laura dando o toque final no cabelo de Kate e pegando os utensílios para fazer a maquiagem.

– Poucas pessoas. – Katharine estava mais sensível do que o normal. – a maioria foi convidada por Aidan e quase todos são parentes. Não tenho familiares vivos, meus amigos morreram ou pelo menos quase todos. Eu tinha uma mãe presa, até me ligarem e avisarem que ela estava morta. As pessoas acham que a outra presidiária a assassinou, mas foi Freddy. Tanto que ela protegeu, o protegido a assassinou. Só posso dizer “bem feito”.

– Agora você precisa ficar sem falar um pouco. Hora do batom vermelho. – sussurrou Laura. – você está ficando perfeita.

– Como estou? – perguntou Sérgio entrando no quarto com um terno preto.

– Homens perfeitos tem tendência a ficar mais sexy de terno. E você é a prova verdadeira disso. – sorriu Laura guardando o batom. – pronto.

– Estou linda. – riu Katharine.

– Você é linda. – falou Sérgio alisando os ombros da noiva. – hoje está perfeita.

– Kate, Sérgio entrará com você na igreja já que não tem pai. – riu Laura admirando a amiga.

– Pai eu tenho. Só que ele está por aí. – riu ela.

– Ou ele esteja querendo lhe assassinar. – falou Sérgio se admirando no espelho.

– Não creio que Freddy Krueger seja meu pai. – afirmou ela fechando os olhos e por um momento, quando ela os abriu, pensou ter visto Josh sorrindo para ela no espelho.

– Não vamos falar dele. Hoje é um dia de felicidade. – sorriu Laura abraçando Sérgio.

†††

– Está como um príncipe. Um cavalheiro. – falou a mãe de Aidan, o observando, enquanto arrumava a gravata do outro filho.

– Obrigado. – disse ele bocejando na frente do espelho.

– Aidan, você está com uma aparência abatida. Deite um pouco e descanse. Se quiser tirar o terno para eu não precisar passá-lo depois, eu ficaria grata. Irei dar uma saída para buscar sua tia ali na parada. Já volto. Vamos, deixe seu irmão descansar, querido. – falou ela levando o menino para fora do quarto enquanto Aidan deitava-se sem tirar o terno.


Aidan estava na escola. O corredor estava sem luz e havia apenas ele naquele lugar. Voltava suado da educação física e pegava seu outro uniforme para trocá-los. Tudo estava silencioso até que um vulto passou atrás do garoto.


– Quem está aí? – perguntou ele enquanto via uma mensagem que Caroline havia enviado para ele. – não estou de brincadeira! Quem está aí?

Houve um ataque de risadas que ecoavam entre as paredes e que faziam Aidan se assustar mais ainda. Três meninas apareceram pelo corredor, cantando algo, mas tão baixo que Aidan não conseguia ouvir. Elas se aproximaram do garoto, mas pararam em sua frente.

– O que querem? – perguntou ele encarando as três garotas. Uma delas segurava uma boneca de porcelana com tanta força que a quebrou com as mãos. – o que querem?!

As três meninas foram cortadas ao meio pelas garras de Freddy Krueger, mas ele estava invisível. Elas caíram no chão, mortas, uma delas ainda segurava o que restou da boneca de porcelana. Aidan virou-se para trás, pois queria fugir, mas deu de cara com Freddy Krueger.

– Irá morrer de terno, não acha isso chique? – perguntou Freddy assassinando Aidan.


– Aidan! Cheguei! Vamos, sua tia está esperando no carro. – falou a mulher entrando no quarto. – estamos atrasados. Meu Deus!


Ela estava pasma, não sabia se chorava ou se gritava desesperadamente, voou para cima do filho e o abraçou. Ele estava deitado na cama e os lençóis brancos, todos ensanguentados.

– O que fizeram com você, meu filho? – perguntou ela chorando desesperadamente. – foi o monstro do seu irmão, não? Aquele doente, retardado!

A mulher saiu do quarto, pegou uma faca e o telefone. Ligou para policia ir rapidamente até o local. Subiu as escadas com a faca na mão e abriu a porta do quarto de seu outro filho.

– Mamãe! Ainda bem que chegou. Encontrei Aidan gritando desesperado e quando cheguei ao outro quarto, ele estava levitando em cima da cama. Pingava sangue, parecia uma carne crua e fresca. – o menino estava desesperado.

– Uma carne? Você assassinou Aidan, seu psicopata! – gritou a mulher. – assassinou seu próprio irmão.

Os policiais chegaram e a mãe de Aidan explicou tudo que havia acontecido. Explicou que havia ido buscar a tia de Aidan na parada, deixando apenas, os irmãos juntos.

– Não posso viver sem meu filho. Nada mais faz sentido. – sussurrou ela cortando o próprio pescoço com a faca, suicidando-se.

†††


Katharine já havia entrado na igreja e todos convidados estavam lá. Menos o noivo e sua família.


– Será que Aidan desistiu? – perguntou Katharine desesperada no altar.

– Óbvio que não. – disse Laura ao seu lado. – ele te ama, nunca desistiria. Só está atrasado.

– O que o carro policial faz aqui? – perguntou Sérgio atento. Os três policiais entravam na igreja, um deles era uma mulher.

– Senhorita Johnson. – falou a mulher andando até Katharine. – lamento afirmar, mas o noivo foi encontrado morto no próprio quarto.

Katharine foi murchando, estava tremendo. Sabia que Freddy havia levado Aidan e sabia que ela era culpada. Ela caiu no degrau e rolou outros cinco degraus que separavam o altar do restante da igreja. Ela estava de bruços, desacordada. Havia desmaiado.

†††

– Aqui é Angelina Denver, direto de Nova Iorque. Estou na frente da casa onde aconteceu um terrível assassinato. Aidan Morgan foi assassinado no dia de seu casamento, pelo próprio irmão mais novo de oito anos que sofre de uma doença chamada Síndrome de Asperger. O garoto foi levado para uma clinica onde será transferido para um presídio quando completar dezesseis anos. A mãe do menino suicidou-se, cortando o próprio pescoço. Ela esperava um filho, conforme disse o assassino. O menino que já está em todos os sites de noticias do mundo, sendo chamado de “irmão do demônio”, afirma que é inocente e que seu irmão foi morto por forças sobrenaturais. Mais informações daqui a pouco com o repórter Ronald Campbell. Eu sou Angelina Denver e estou direto de Nova Iorque para BBC News NY.

Notas finais
por que eu não coloquei o pesadelo de Elizabeth em itálico? Pois era uma surpresa e se eu coloca-se dessa forma, vocês saberiam de cara que era um pesadelo.
Até o próximo capítulo, beijos!