Notas iniciais
Vou ir pra praia hoje a 18:00 então to postando o último capítulo da semana pois volto apenas domingo u.u
Sempre que escrevo um capítulo no word, aparece mais palavras do que aqui no nyah, : não entendo '-'
Beijos

KATHARINE ESTAVA ARRUMANDO SUAS COISAS. A viagem havia sido longa e ela dormiu tão pouco. Katharine pegou uma xícara e fez um café da manhã especial para Sérgio. Ela estava com remorso, pois ele havia tirado férias para visitar Elizabeth e Kate o levou para Califórnia, mas dessa vez, ela iria permanecer por lá. Kate estava triste, pois não havia nem se despedido de Laura, mas se ela esperasse mais algum momento, talvez não tivesse coragem de viajar e não iria conseguir proteger seus únicos parentes. Kate não queria viver ali para sempre, ela só queria passar uma temporada longe de Nova York e queria proteger seu primo e sua tia. Ela levou o café da manhã para Sérgio, mas ia sempre admirando a casa. Sérgio era um homem rico e tinha uma mansão. A casa de dois andares contava com piscina, banheira, lareira e seis vagas de carro na garagem. Kate subiu até a suíte de seu primo. Ela dormia em um quarto mais simples, pois tinha apenas dois. Já Sérgio dormia em um quarto lindo e maravilhoso. Quando Kate entrou no quarto, Sérgio estava nu, pois procurava uma cueca para colocar.

– Se você fosse alguém mais organizado. – afirmou Kate olhando ele abrindo o roupeiro. Quando Sérgio abriu as portas, Kate viu que ele não era nada organizado.

– Café na cama? – perguntou Sérgio brincando. Ele não ligava estar nu na frente de Kate e ela também não. Afinal eram amigos. Claro, Kate era uma mulher, então ela reparava o corpo todo dele. Sérgio era musculoso, deveria ficar direto na academia quando tinha horas vagas. Ela não deixou de reparar nas coxas dele que eram grossas e peludas. Os pelos louros dele iam caminhando até sua bunda que era grande e redonda. De frente ele era mais bonito ainda, foi o que Kate pensou ao olhá-lo. Ele tinha um rosto de homem cafajeste, mas era romântico. Para ver como as aparências enganam. Os olhos de Kate percorriam Sérgio desde os olhos azuis que iam seguindo pelo peitoral definido, os braços fortes, a barriga “tanquinho” e o olhar dela percorriam até o membro dele que era grande e grosso, mesmo não estando ereto. “Se não fosse meu primo, seria o homem ideal para mim”, pensou Kate. “Estou ficando maluca. Não posso pensar nisso” pensou Kate outra vez.

Ele achou sua pilha de cuecas que estavam embaixo de um casaco de moletom e logo vestiu sua cueca Calvin. Ele vestiu uma calça e uma camiseta curta e justa que realçavam seus peitos. Kate entregou o café que havia feito e Sérgio agradeceu, sentando-se na cama e comendo a sua refeição que estava deliciosa.

– Amanhã eu irei fazer um café para você e entregar na cama. – falou ele comendo um delicioso sanduiche.

Katharine saiu pela porta e passou por um imenso espelho que ficava no corredor. Ela notou que estava vestindo uma regata e aquilo a deixava feliz. Los Angeles era bem diferente de Nova Iorque. O clima lá era quente, mas o tempo estava fechado. Chovia uma garoa e Sérgio explicou para Kate que Los Angeles no inverno não era tão frio, mas era bastante chuvoso. Ele havia prometido que levaria Kate para conhecer a cidade, mas o dia havia amanhecido tão murcho, que Kate não tinha certeza disso.

Sérgio era fanático por esporte, pois sua casa estava cheia deles. Havia canecas de Lakers e de Clippers, dois times de basquetebol de Los Angeles. Havia pôsteres das mulheres de Sparks, um time de basquetebol feminino local. Ele era bem fanático, pensou Kate, mas logo via mais coisas. Passando pela sala, via alguns objetos e símbolos de Los Angeles Kings, time de hóquei no gelo.

– Vendo a decoração, Kate? – perguntou Sérgio descendo as escadas e chegando até ela.

– Você torce por todos esses times? – perguntou Kate virando-se para ele.

– Sim. – falou Sérgio rindo. – só não torço por nenhum time de futebol. Sabe Galaxy e Chivas não me agradam. E não torço por Avengers. Não consigo gostar de futebol americano. Tudo muito agressivo. Torce por algum time daqui de Los Angeles?

– Torço por Dodgers. Adoro beisebol. – falou Kate olhando para o jardim de Sérgio, onde a piscina estava calma, mesmo com a chuva.

– Não gosto de beisebol. Bem, vamos sair para dar uma passeada conhecendo a cidade, pois hoje à noite, você terá uma surpresa no jantar.

– Não gosto de surpresas. – disse Kate de mal grado.

– Por quê? – perguntou ele curioso.

– Porque sou ansiosa demais. Qual é a surpresa? – Kate realmente era uma pessoa chata.

– Como vou lhe contar uma surpresa? – perguntou Sérgio rindo.

– Cedo ou mais tarde, irá me contar a surpresa. Eu sempre consigo arrancar as surpresas da boca de meus amigos. – gabou-se Kate.

– Mas não da boca de seu primo Sérgio. – ele riu afastando-se.

– Como iremos passear? Está chovendo? – perguntou Kate arregalando os olhos.

– Iremos conhecer a cidade Katharine, não andar pela areia de alguma praia. – disse ele achando a pergunta dela tola demais.

– E o que isto tem haver? – perguntou ela sem entender.

– Acha que eu irei te mostrar a cidade caminhando? Vamos de carro, linda. – falou Sérgio indo em direção a sua garagem.

Kate entrou no carro lindo e perfeito que Sérgio havia tirado da garagem e logo após, os dois já estavam passeando pela cidade de Los Angeles na Lamborghini de Sérgio. A cidade era realmente muito bela, mas tinha algo que Kate achava parecida com New York. Havia edifícios para todos os lados e Kate odiava prédios. Mas Los Angeles era uma das maiores cidades da Califórnia e cidades grandes automaticamente tem prédios. Depois de uma extensa perambulada, Sérgio abasteceu seu automóvel e Kate ficou apreciando umas lojinhas. Logo após, eles foram almoçar em um restaurante.

– Como achou? – perguntou Sérgio vendo Kate comer uma massa bastante colorida.

– Amei a cidade. – falou Katharine devorando rapidamente a comida para não falar de boca cheia. – há bastantes turistas aqui, não?

– Sim. – disse Sérgio sorrindo. – há bastantes mexicanos. Afinal, México é vizinho de nosso país. Adoro mulheres mexicanas.

– Acho todos mexicanos com caras de pobre. – disse Kate tomando um gole de Coca-Cola.

– Já eu, as acho lindas. – disse Sérgio rindo.

Depois de Sérgio pagar a conta, os dois voltaram à mansão e sentaram-se no sofá. O sofá de couro branco era gigante e tinha uma parte que era redondo, parecendo uma cama de motel.

– O que achou de meu corpo quando entrou no quarto? Achou escultural? – perguntou Sérgio sorrindo.

– Você é todo lindo. Por isso tenho certeza que somos primos. Tão parecidos um com o outro. – Kate ria.

– Babaca. Esta na hora de eu ver você nua, não acha? – perguntou Sérgio interessado em Kate.

– Acho que está na hora de você parar com isso. Eu sei que você era caidinho por mim quando éramos adolescentes e o que aconteceu aquela vez há quatro anos foi um erro. – disse Kate nervosa.

Kate tinha catorze anos quando fez sexo oral com Sérgio. E ele tinha dezoito. Eles foram tomar banho juntos e se perderam na brincadeira. Normal entre primos. Mas Kate parou pelo sexo oral. Ela prometia a ela mesma que perderia a virgindade só com dezoito anos. Mas dois anos depois ela estava na cama de Josh, entregando-se a ele. O que se arrependeu nas duas próximas semanas que haviam passado depois da relação amorosa entre ela e Josh.

– Não quer continuar? – perguntou Sérgio sorrindo.

– Foi errado e eu já disse. – falou Kate dando um beijo no rosto dele. – qual é a surpresa?

– Não lhe digo. Abriu sol. – falou Sérgio erguendo-se no sofá para olhar para o jardim. – vamos entrar na piscina?

Kate colocou seu biquíni e Sérgio tirou sua bermuda, ficando apenas de cueca. Os dois entraram na piscina gigante que tinha no jardim e passaram quase a tarde toda lá dentro. Sérgio estava ensinando Kate a nadar, mas ela quase se afogou em todas as tentativas. Sérgio saiu da piscina e colocou uma música alta em seu carro. Quando ele pulava de volta na piscina, Kate imaginou Josh sorrindo para ela e o coração de Kate amolecia cada vez mais. Sérgio havia colocado Good Time, música que ele adorava e Kate também. Coincidência, pois Sérgio não sabia disto. Owl City com a Carly formavam uma música tão magistral. Os dois foram para uma parte mais rasa da piscina onde tinha uma rede para jogar vôlei e os dois começaram a jogar. Como Sérgio era um homem que adorava esportes e Kate era uma garota que adorava dormir, logo se sabia que ela não iria ganhar a disputa. Sérgio ganhou três vezes e na quarta ele ganhava também, mas Kate desistiu na metade, pois estava cansada.

– Hoje não terá café a tarde, pois a janta será cedo. – disse Sérgio saindo da piscina e tomando banho de sol deitado em uma cadeira que era gigante parecendo uma cama. Kate ficou na piscina tentando aprender a nadar sozinha.

– Ansiosa para a surpresa. Quero que esta janta chegue logo. – disse Katharine apreensiva.

– Eu também estou. – disse Sérgio sorrindo para ela.

A noite estava aproximando-se e Sérgio foi para o fogão. Ele fazia uma comida deliciosa e o cheiro estava matando Kate. Ela estava recebendo uma ligação de Laura, mas não sabia se atendia ou não. Então depois de hesitar, Kate atendeu.

– Alô Kate? – perguntava Laura no outro lado do país. – lhe acordei?

– Eu não durmo cedo, Laura. – falou Kate ficando aliviada, pois achava que Kate iria acordá-la.

– Mas já é meia noite. – falou Laura apavorada. – como você pode ter ido embora e me deixado assim? Sem me avisar? Deixou todos correndo perigo sem ninguém para ajudar? Julie e Aidan estão putos da cara.

– Laura. Aqui é três horas a menos daí, sabia? São apenas nove horas da noite. E não reclame. Freddy me persegue e vocês deveriam estar mais tranquilos, ele irá se afastar daí. Eu só quero ficar um pouco com minha família. E pode ter certeza que eu irei chegar aí em Nova Iorque com Sérgio, tia Elisa e Robert.

– E Charles também. – falou Laura com força ao telefone, pois a ligação estava ruim.

– Charles não irá. Não posso falar sobre isto agora, afinal, você irá gastar seus créditos comigo. Estamos longe e a tarifa é cara. Tchau Laura.

– Tchau Kate.

E Kate desligou. Ela colocou seu celular em cima da estante ao lado da televisão 3d de quarenta e duas polegadas que Sérgio tinha em casa. A campainha tocou e Sérgio pediu para Kate atender. Quando Kate abriu a porta, teve uma surpresa. E aquela era a surpresa da noite.

– Kate, minha querida! – exclamou tia Elisa dando um abraço muito forte nela.

– Saudades, tia. – disse Kate para Elisa. Quando Elisa entrou em casa e foi abraçar o filho, eu cumprimentei Robert, pai de Sérgio e marido de tia Elisa. – olá Robert.

– Olá minha querida. – falou Robert com uma gargalhada. – saudades de você.

Todos se sentaram a mesa, menos Sérgio que estava terminando o jantar. Kate já havia arrumado a mesa e colocado os talheres, copos, pratos e etc. Então Sérgio serviu a comida que havia feito. Era um jantar bastante colorido e havia pimenta vermelha e pimentões das três cores. Era uma comida mexicana que parecia ser muito saborosa, porém muito forte e apimentada. Kate havia adorado o jantar e depois de comer aquele pra to delicioso, ela serviu uma salada bem colorida que tinha pedaços de manga, maçã, banana e morango entre as folhas verdes de alface e as rodelas bem cortadas de tomate. Tudo estava delicioso e quando Kate menos esperava a sobremesa já estava na mesa. Tinha um pudim bastante delicioso e na outra tigela havia uma salada de fruta que era para colocar em uma taça funda, pois por cima iriam duas bolas de sorvete de chocolate italiano que Sérgio havia comprado. Então depois da janta, Kate e Elisa foram lavar as louças. Sérgio e Robert estavam bebendo uma cerveja e vendo o jogo de basquete dos Lakers, pois Robert era fanático por Lakers.

– Com vai Elizabeth? – perguntou Elisa enxerida.

– Não converso com minha mãe, tia. – disse Katharine sorrindo. – Marcus voltou para ela. Sabe quem é Marcus, não é?

– Claro que sei. – falou Elisa lavando a louça e dando para Kate secar os pratos. – eu não tiro a razão por estar sem falar com ela. Quantas noites eu recebi ligações dela chorando por causa deste homem que batia nela e eu logo após de desligar o telefone perdia o sono e eu ficava noites em claro.

– Eu saí de casa. Estou morando na casa de um ex-namorado meu que agora é meu amigo. – falou Kate sorrindo.

– Morando na casa de um ex-namorado? Garanto que ele é mais do que um ex-namorado. – disse Elisa dando um copo para Kate secar.

– Pior que não. – falou Kate colocando o copo dentro do armário. – é só um ex-namorado mesmo. E amigo.

– Eu vi você olhando para a estante, Kate. – disse Elisa sorrindo. – o que estava vendo? Parecia tão distraída olhando para aquele local.

– Me desculpe tia. – falou Kate guardando um copo de algum time de algum esporte que ela desconhecia. – mas eu estava olhando a foto de Charles.

– Para que pedir desculpas? – disse Elisa tentando não chorar ao lembrar-se de seu filho. – é uma foto como qualquer outra. Ele está vivo em meu coração.

– E no meu também. – falou Kate deixando cair uma lágrima por seu rosto de boneca.

– Até hoje não entendi. Um garoto que tinha tudo que queria nas mãos e havia recebido tratamento para largas das drogas e fazia um ano que não se drogava mais. Porque um filho de ouro com um coração tão puro e inocente que não soube se proteger do mundo foi se suicidar? – perguntou Elisa quase chorando.

– Também não entendo. – falou Kate triste. – mas era a hora dele. Talvez estivesse em um momento difícil.

– Pois é. – falou a senhora Elisa.

As duas foram para o jardim e conversavam sentadas em um banco. Não queriam se reunir com os homens. Elisa também odiava esporte, ao contrário da irmã Elizabeth, que dizia que esporte, era coisa que precisava para viver.

– Você e mamãe moravam onde quando eram pequenas? – perguntou Kate querendo descobrir mais sobre a infância de sua mãe.

– Morávamos aqui mesmo. – falou a tia. – em Los Angeles. Mas mamãe e papai se separaram e eu fiquei com mamãe aqui e papai foi morar em uma cidadezinha pacata e Elizabeth foi com ele. Ela era apaixonada por papai. Gostava mais dele do que de mamãe. Não me surpreenderia se papai a fodesse todos os dias já que eles moravam sozinhos. – ela fez uma pausa. – ah, me desculpe. Mil perdões. Desculpe por falar assim de sua mãe.

– Não foi nada tia. Que cidade eles foram morar? Vovô e mamãe? – perguntou Kate curiosa.

– Springwood. – falou Elisa sorrindo. – nunca simpatizei com Elizabeth. Ela sempre me invejou, desde criança. Nunca a visitei em Springwood. Só voltamos a conversar quando ela insistiu muito para ir ver você que recém era bebê. Daí voltou a conversar comigo.

– E ela já morava em Nova Iorque? – perguntou Kate curiosa.

– Já. – disse Elisa sorrindo e olhando para o céu estrelado.

Então Kate descobriu que sua mãe mudou-se para Nova Iorque quando ela era um bebê. Do nada, Kate sorriu sozinha e olhou para o céu junto com Elisa. Depois de um tempo ela virou o rosto e começou a admirar Sérgio e Robert que comemoravam a vitória do Lakers. Então depois de ter visto os dois se abraçarem e se sentarem de volta ao sofá comentando sobre o jogo de basquetebol, Kate voltou a olhar para Elisa que continuava a admirar o céu estrelado.

Notas finais
"Temos um clone de Jason Voorhees a solta." - Brown, o delegado.