Notas iniciais
Ok, mais um capítulo! Reta final da estória e quero dedicar este capítulo a Bella, Thaís, Ana e Nightshade. Dedico também a minha amiga Laura que eu amo muito s2s2s2 e quem eu não mencionei, pode ter certeza que irá aparecer aqui até o final da estória.
Sem segredos para revelar neste capítulo!
Beijos e boa leitura,
gente é terror e não romance, lembrem disto quando lerem o capítulo, por favor...
Capítulo ficou podre, não soube explicar, sorry.

KATHARINE ESTAVA CHORANDO NO OMBRO DE AIDAN NA DELEGACIA.

– Não se preocupe. Tudo ficará bem. – disse Aidan acariciando os cabelos de Katharine.

– Me desculpe por falar com você daquela maneira na piscina? – perguntou Katharine olhando chateada para Aidan.

– Desculpo. Desculpe-me também? – perguntou ele fechando os olhos. Sabia a dor que ela estava sentindo. Aidan sentiu dor apenas por Kate dizer que não o amava, imagina alguém que você ama morrer e por um incêndio que você foi culpada.

– Lhe desculpo. – falou ela soluçando e engasgando-se com o choro.

– Tenho novas noticias. – falou o delegado de Springwood.

– Quais? – perguntou Laura levantando-se da cadeira.

– Foram encontrados os corpos de três pessoas na casa. Vocês disseram que tinham cinco. – falou o delegado curioso.

– Sim. Eram cinco pessoas. Uma garota e quatro garotos. Onde estão os dois que sumiram? Quem eram eles? – Kate estava desesperada.

– Morreram queimados, não sabemos ainda quem são, mas iremos descobrir. Um corpo nós não achamos, acho que deve ser o da garota. E um garoto foi para o hospital. Ele não estava queimado, mas estava todo ensanguentado. – o delegado fez uma pausa. – parece que caiu do segundo andar da casa, que era muito alta. Foi o que nos disse.

– Ele estava conseguindo falar? Qual é o nome dele? – perguntou Katharine agora menos desesperada. Poderia ser Josh. Havia poucas chances, mas poderia ser ele.

– Ele falava muito pouco, mas o suficiente para saber a sua identidade. Josh Taylor Hudson. – o delegado deu as costas para o trio e foi cuidar de outros assuntos.

– Meu Deus, Laura! – Kate estava chorando, mas de alegria. – Josh está vivo. Quebrado, mas vivo.

– Vamos para o hospital da cidade! – exclamou Aidan saindo da delegacia.

†††

Brown caminhava por uma estrada sem fim. Estava suando. O deserto era algo terrível. Não bebia nada há dias. Ao longo da viagem, encontrou uma fonte. Água desperdiçada, mas Brown iria se aproveitar dela. Estava correndo com o resto de força que tinha para continuar a viagem, mas ali no meio do deserto, havia uma serpente gigantesca e ao seu lado, havia o homem que ele odiava e temia: Freddy Krueger.

– O que faz aqui? – perguntou o delegado Brown.

– Harris! – exclamou Freddy Krueger enquanto o homem olhava fixamente para a serpente negra do deserto. – não se preocupe. Ela só irá lhe abocanhar se eu a mandar fazer isto.

– Você dizia ser meu amigo. Você me enganou. Você arrancou meu dedo em um pesadelo, senhor Krueger.

– Está vendo aquela fonte? Só poderá beber dela se assassinar três crianças que estão paradas de costas ali. Estão prontas para ser mortas. — Freddy sorria quando olhava para as três meninas.

– Não irei matar ninguém. Este pesadelo é seu. Se eu matar aqui, elas irão morrer de verdade. – ele deu um tabefe no rosto deformado de Freddy Krueger. – não sou assassino. Você é.

– Então ficará com sede. – sorriu Freddy Krueger com os olhos diabólicos. – você é corajoso por bater em mim.

– Não tenho medo de você e nunca tive. – falou o delegado tossindo. Estava bebendo da própria saliva. – eu irei derrotá-lo Freddy Krueger.

– Não irá me derrotar. – falou Freddy olhando para o céu azulado e sem nuvens. Até Freddy estava morrendo de calor. – e não terá que ter medo de mim. Tem que ter medo dela.

Freddy apontou para a cobra e Brown se afastou. A serpente gigante rastejava-se atrás dele e o delegado não tinha mais forças para correr e sabia que aquele seria seu fim. A cobra engoliu Brown inteiro e ele ainda estava vivo, mas morreria asfixiado, pois teria falta de ar.

– Adeus amigo. – gargalhou Freddy Krueger que corria em direção das três meninas, assassinando elas com suas garras.

†††


– Isto é a vantagem de a cidade ser pequena. – falou Katharine pulando de alegria enquanto entrava no hospital.

– Ainda bem. – concordou Aidan correndo até uma enfermeira do local e pedindo informações sobre Josh.

– Vocês podem ir lá para vê-lo, mas ele não está nada bem. Na verdade, eu acho que ele tem mais chance de morrer do que ficar vivo. – disse a senhora enfermeira que caminhava em direção ao quarto. Era onde Josh estava. Os de mais, seguiam ela.

– Não posso perder meu Josh. – Kate apertou a mão de Aidan e Laura, fechando os olhos.

– Não irá perder. – falou Laura e Aidan ao mesmo tempo, então se olharam e sorriram um para o outro.

– Ele decaiu um pouco. – falou a enfermeira que estava ao lado do rapaz. – Antes falava, agora não consegue fazer mais isto. Se por sorte sobreviver, terá sequelas.

– Ele vai sobreviver. – disse Katharine apertando a mão dele.

– O que ele é seu? – perguntou a enfermeira curiosa.

– É meu namorado. – falou Katharine enquanto escorria uma lágrima de seu rosto. Aidan ainda era apaixonado por Katharine, mas agora, ela havia confirmado seu namoro com o outro.

– Vou deixá-los sozinhos com ele. Qualquer coisa, apenas chame. – disse ela sorrindo e saindo pela porta.

– O que achou? – perguntou Laura apavorada.

– Achei o mesmo que você. – disse ela balançando a cabeça. – Josh caiu sim, mas estas marcas não são apenas disso. Ele foi espancado. Deve ter sofrido com aqueles homens.

– Michelle não foi encontrada. – argumentou Aidan baixando a cabeça.

– Sim. E é por isto que preciso ir embora amanhã cedo. – afirmou Katharine olhando para Aidan e voltando seu olhar para Josh. – ela é a que mais me odeia, pois quer trazer o pai dela do inferno. E o pai dela é meu pai. Isso é tão estranho. Na verdade eu acho que não é isso o que estou procurando.

– Não acho que aquele homem falou a verdade, Katharine. – disse Aidan abraçando ela.

– Preciso voltar para Nova Iorque. – disse Katharine passando a mão no rosto de Josh.

– Como iremos ir? – Laura perguntou aos outros dois. – Josh está quase morrendo em uma cama de hospital e espero que ele melhore. E era ele quem dirigia.

– Eu sei dirigir. – falou Aidan encarando Laura. – só não tenho dinheiro para comprar um carro próprio. E Josh pode ser levado para o hospital de Nova Iorque, ou de ambulância, ou sei lá.

– Não temos problemas com transporte, Laura. – sorriu Katharine abraçando a amiga. – vocês dois me prometem ficar comigo? Quero meus melhores amigos ao meu lado para sempre.

– Para sempre. – falou Aidan segurando a mão de Kate.

– Para sempre. – falou Laura pegando a mão de Kate também.

Josh começou a gemer e seus batimentos cardíacos começaram a cair. O alarme foi tocado e o médico chegou com as enfermeiras.

– O que está acontecendo? – perguntou Katharine chorando.

– Saiam da frente. – falou o médico. – vamos levá-lo para a sala de emergência.

– De onde vocês são? – perguntou a enfermeira enquanto ajudava a tirar Josh do quarto para a sala de emergência.

– Nova Iorque. – falou Katharine aos prantos.

– Teremos de enviar um helicóptero para Nova Iorque agora. Vamos ver qual hospital temos vagas para emergência lá. Vocês três virão conosco?

– Sim. – respondeu Kate imediatamente.

– Então teremos de chamar algo maior. Vamos precisar de um jatinho. – a enfermeira foi com o médico para a sala de emergência e Kate observava tudo pela grande janela de vidro. Estava desesperada.

– Não me deixe Josh! – gritou Katharine. – por favor, não me deixe.

– Estamos no hospital, Kate. – falou Laura chorando também. – precisa se acalmar. Cuidado.

– A deixe. – falou Aidan puxando Laura pelos braços carinhosamente.

– Você está tremendo Aidan. – falou Laura chocada.

– Como não estaria? Minha amiga está prestes a perder um amigo meu. – falou Aidan emocionado.

– Amigo seu? – perguntou Laura feliz. – vocês agora são amigos?

– É o que quero. Josh parece ser um cara legal. – disse Aidan abraçando Laura.

– Como iremos ir embora agora para Nova Iorque? E o pagamento do hotel? E nossas roupas? E o carro? – Laura estava abismada com tudo aquilo.

– Já pagamos adiantado, afinal é obrigado pagar antes. – Aidan tentava explicar devagar, pois estava nervoso. – o carro, podemos pegar outra hora ou pagar para que leve ele para gente. E nossas roupas, que se fodam. Nosso amigo está por um fio. O que importa é salvá-lo.

– Tem razão. – falou Laura chorando.

†††


Aidan, Laura e Katharine estavam dentro do mini avião com dois médicos e uma enfermeira. Josh estava sendo cuidado, mas havia melhorado um pouco.

– Não há chances de ele sobreviver. – falou um dos médicos. – lamento.

– Ele vai. – dizia Katharine olhando para Josh. – ele tem que sobreviver. Por mim.

– Não iremos levar ele para o hospital e sim levar o corpo dele para a família. Talvez ele morra aqui ou no hospital. – o médico tentava falar de um jeito que não deixasse todos nervosos, mas isto era impossível. Não podia iludi-los.

– O quero para mim. – falou Kate abraçando Aidan. – não posso viver longe dele.

– Todos nós temos esperanças. – falou Aidan tentando confortá-la. – não ligue para que o médico fale.

– Posso me aproximar da cama onde ele está? Poso me levantar do assento? – perguntou Kate para o médico.

– Pode sim. – falou o médico levando Katharine até onde Josh estava.

Katharine pegou na mão de Josh e o encarou com tristeza.

– O que vou falar agora Josh. – ela soluçava. – será bem baixinho, pois quero que só você ouça. – ela pausou e então continuou a falar com o garoto. – sabe por que eu não fiquei com você? Por orgulho amor. Eu sempre te amei, sempre quis te perdoar, mas meu orgulho foi maior. Pegar você na cama com aquela vadia da Vanessa era de deixar qualquer uma com mais raiva do que o normal. A Vanessa é uma garota linda e ser trocada por uma garota mais bonita do que você, é terrível para qualquer mulher. Eu posso ter andado com muitos homens, mas era você que eu pensava antes de dormir, que eu sonhava. Era com você que eu queria ter uma família. E continua sendo. Eu estou grávida Josh. E nesse momento mais difícil em minha vida, eu queria você do meu lado. Fica bem por mim? Josh, eu lhe amo. E é com você que eu quero ficar velha. É ao seu lado que eu quero ser enterrada quando estivermos bem velhotes. Não faz isto comigo. Eu lhe amo. Prometo que irei matar Freddy Krueger. Por você meu amor. Melhora. – Kate estava desesperada. Chorava como nunca chorou. – queria ter aproveitado aquele tempo que estivemos longe um do outro, mas infelizmente eu fui orgulhosa. Eu nunca quis ser cruel com você e nunca pisar em cima de ti, só queria lhe mostrar que não gostava de você. Estava me fazendo de durona. Sabe a única coisa que me deixa feliz agora? Saber que não fui eu que causei isso tudo. Saber que não foi por causa do incêndio que eu cometi que você está aqui. Eu me mataria se soubesse que teria sido por minha culpa. Por um lado, foi bom ter ficado afastada de você por este tempo. Se estivéssemos namorando enquanto Freddy me perseguia, com certeza você seria a primeira vitima. Não queria te perder e nem quero. Eu te prometo que nunca vou te esquecer. Vou sempre me lembrar de você como aquele cara esportivo, romântico, sensual, que sabia ser carinhoso e romântico e que sabia ser agressivo na hora certa. Se é que me entende. – ela riu sozinha. – não iremos poder casar Josh. Não vou poder realizar um sonho de estar ao seu lado, meu amor. Mas você irá ficar presente na minha memória. Mesmo que todo mundo que estava ao seu redor morra e sobre só eu. Mesmo que ninguém se lembre de você, eu lembrarei. Nunca irei esquecer-me de você, Josh. O homem que mudou minha vida. Que me deixou alegre. Que fez de mim, uma garota sensível, porém verdadeira. Eu lhe amo Josh. – Josh apertou a mão de Katharine e ela ficou emocionada. – Laura! – exclamou ela. – Josh apertou minha mão! Laura, Josh ainda está comigo. Ele está vivo! Meu amor está bem!

Mais um alarme. O médico caminhou rapidamente. Laura ficou séria e triste. A enfermeira segurou Kate pelos braços e a colocou novamente na cadeira. Os batimentos cardíacos pararam. O médico tentou de tudo. Josh estava morto.

†††


– Então você está melhor? – perguntou Sérgio acariciando Katharine.

– Estou menos desesperada. – falou ela chorando. – o que será da mãe de Josh? Era o único filho que ela tinha. Ele tinha uma vida inteira pela frente. Ela irá me culpar por tudo que aconteceu. E aí sim, eu irei ficar mais arrasada.

– Se acalma. – falou Sérgio abraçando ela. – o que aconteceu depois que saiu do avião?

– Ele foi para o hospital, iriam precisar fazer alguns documentos, chamaram a mãe dele e depois aconteceu o processo de toda a morte. O corpo ainda não foi liberado e parece que não vão poder fazer o velório hoje. – Katharine baixou a cabeça. – e o que aconteceu enquanto eu não estava?

– Eu saí com Julie para jantar. Estou louco por ela, mas ela já me cortou. Disse que não podia ficar comigo e queria apenas minha amizade. Sabe o que houve com o último namoro dela?

– Eles tiveram uma briga séria e o namorado dela se suicidou se jogando de uma ponte e caindo em uma estrada. – falou Kate apertando a mão do primo. – não diga a ela que eu lhe contei isto. Ela queria manter em segredo.

– E continuará em segredo. – afirmou ele se lembrando de contar mais coisas. – Marcus foi morto misteriosamente, sabia?

– Sério? – perguntou Kate abismada.

– Sério. – disse Sérgio balançando a cabeça. – morreu a facadas. Ninguém sabe quem é o assassino. Katharine, eu só tenho certeza de que não foi Freddy. Thompson e o delegado Brown também morreram. Recebi esta noticia agora de madrugada. E esses assassinatos eu sei que foi Freddy. Brown morreu asfixiado. Então não sei se foi Freddy.

– Que horror Sérgio. – falou Kate chorando mais ainda. – porque ainda está na casa de mamãe? Porque não se mudou para seu apartamento?

– Não tive coragem de deixar tia Elizabeth sozinha. – falou Sérgio tristemente. – depois de você renegar ela e Marcus ter morrido, fiquei com pena.

– Eu não a reneguei. Ela me renegou. – falou Katharine brava. – e eu não irei voltar atrás. Não quero mais olhar na cara dela.

– Faça como deseja. Se preferir assim, só quero que seja feliz. – falou Sérgio tentando deixar Kate mais confortável.

– Tenho algo para contar Sérgio. – falou Katharine chorando.

– O que foi? – perguntou Sérgio curioso.

– Eu estou grávida. – falou ela apertando a mão de Sérgio fortemente.

– Grávida? De Josh? Meu Deus, Kate. – Sérgio estava apavorado. – você é tão jovem.

– Não é de Josh. É de Aidan. – falou Kate envergonhada.

– O que? – perguntou Sérgio horrorizado.

– Grávida? De um homem que não era quem você amava? – Elizabeth descia as escadas. – você é uma vadia, Katharine.

– Estava ouvindo minha conversa com Sérgio, sua bisbilhoteira? – Kate estava anojada de como sua mãe poderia ser tão baixa.

– Estava sim. – disse Elizabeth severa. – como irá cuidar desse filho? Você não trabalha.

– Eu irei trabalhar mamãe. – falou Katharine com raiva de Elizabeth.

– E será mãe solteira? Tão nova? Quer que todos fiquem falando de você? Quer acabar com minha reputação? – Elizabeth fazia cara de nojo. – você não ficará assim.

– Você se preocupa com sua reputação? – perguntou Katharine não acreditando no que havia ouvido. – que reputação? Você era uma puta de cabaré que dava para todos os homens e ajudava Freddy Krueger a abusar das crianças e ainda se dizia ser santa e apanhava de um homem bêbado. Que reputação boa você tem? Quer que eu aborte meu filho? Tenho nojo de você.

– Ninguém sabe sobre meu passado, Katharine. – Elizabeth riu. – e ninguém nunca irá saber. Você poderia sim abortar, assim se livrava dessa peste que irá nascer. Mas tenho outros planos para você. Não será mãe sozinha. Não será mãe solteira. Você irá casar com este tal de Aidan. Querendo ou não.


Notas finais
E aí? Gostou? Triste com a morte de Josh? Galera, por favor, como eu disse é terror e não romance, beijos!