Welcome To Your New Nightmare

2 A carta de aniversário de seu amigo Freddy


Notas iniciais
Espero que gostem!!

ELA NÃO DORMIU. Estava com medo de ter mais um daqueles pesadelos. Estava com muito sono, mas não podia dormir. Então Kate colocou uma música para ouvir. Foi aí que pegou no sono e estava no mesmo lugar, onde havia machucado seu pulso.

– Você não poderá se livrar de novo – riu o homem com a cara deformada.

– Não, por favor! Outra vez não! – ela gritou.

“Este é meu pesadelo. Se ele pode ferir meu pulso, eu também posso” – pensou ela.

Foi aí que a garota deu a mordida mais forte e mais dolorosa que já havia levado. E voltou ao seu mundo.

– Está sangrando! – exclamou ela – merda!

A mordida estava avermelhada e não parava de escorrer sangue. “O que está acontecendo comigo?” – perguntou ela no seu pensamento. Imprimiu o seu trabalho sobre demônios e grampeou.

Kate era uma garota estranha. E ela mesma achava isso. Tinha cabelos castanhos claros e olhos castanhos escuros. Não era muito bonita. Mas mesmo assim já teve vários namorados. Seu último namorado foi Josh, o garoto que ligou para ela desejando feliz aniversário. Kate se separou de Josh por ele ter saído com algumas garotas e ter ficado com elas enquanto os dois namoravam.

Kate vivia com sua mãe Elizabeth, uma mulher de cabelos claros, que vive indo na igreja. Apesar de Elizabeth ser católica, Kate não acredita em Deus. Não achava que existiu o Paraíso e nem Adão e Eva. Sua mãe vivia andando com as mulheres da igreja e às vezes trazia algumas velhas para comer salgados na casa dela. Isso deixava Kate muito irritada, pois aquelas mulheres fofocavam da vida dela e diziam para ela acreditar em Deus, pois iria para o inferno se não fosse da igreja e coisas do tipo.

Seu pai morreu antes de ela nascer. É o que a mãe dela dizia. E é o que ela acredita. Nunca viu nenhuma foto de seu pai, nem ao mesmo sua mãe se dava o trabalho de ir ao cemitério às vezes. Kate nem conhece a família de seu pai. Tio, avós, nada desse parentesco.

As horas se passaram rapidamente, pois já estava na hora de ir à escola. Kate estava ficando com sono. Mark Inside — taught to live não era o tipo de colégio para pessoas normais. Na verdade era, mas parecia que as pessoas não sabiam disso porque só tinha retardados naquele lugar. Mark Inside foi o dono da escola. Construiu o colégio em 1912 e morreu um ano depois, deixando a escola para trás. Por isso colocaram o nome dele no colégio e a frase “taught to live” que traduzido significa “ensinados para viver” em homenagem a Mark.

Kate chegou à escola que ainda estava vazia.

– Oi. – disse Josh.

– Oi. – disse ela.

– Me desculpe por te acordar de madrugada, eu só queria te desejar... – ela interrompeu ele.

– Pare Josh! Eu não quero falar agora! Só preciso conversar com Laura. – disse ela indo em direção a porta da sua sala de aula.

– Não vai achar nada por aí. – disse ele em voz alta até ela se virar. – Laura está no banheiro.

Kate nem se quer deu um “obrigado!” à Josh. Ela era grossa com ele. Difícil de perdoar alguém. Foi no banheiro feminino que estava vazio, exceto pela sua amiga Laura, uma garota bonita, de cabelos castanhos escuros e olhos verdes. Laura era amiga de Kate desde os cinco anos de idade e já tinha dezessete. Ela é uma garota tímida que tinha poucos amigos. Seu rosto era muito bonito, sua boca era suave e tinha sardas muito charmosas na face. Laura estava escondida dentro do terceiro banheiro. Kate entrou no segundo banheiro para espiar o que ela estava fazendo, pois havia um barulho estranho vindo de dentro. Quando colocou os olhos para dentro do banheiro onde estava Laura, ela se assustou. Não imaginava que poderia ter visto aquilo.

– Laura, sua safada! – gritou Kate rindo.

– Ah, meu Deus! – gritou Laura. – você queria me matar é? Se você queria, conseguiu.

– Calma Laura! – disse Kate. – como você pode fazer isso comigo?

– Me desculpe – disse ela. – eu não aguentei.

– Saia já daí! – gritou Kate.

Laura saiu com uma bandeja e um garfo na mão. Ela estava comendo.

– Comendo escondida? – perguntou Kate. – coisa feia isso, sabia?

– Eu sei – disse ela envergonhada – mas me descontrolo em situações desse tipo.

– Fizemos um acordo. – disse Kate. – Estávamos de dieta! Nada de comida gordurosa por dois dias! E você me aparece comendo uma lasanha.

– Desculpe. – disse Laura. – se eu não comesse essa lasanha, eu iria morrer.

– Não exagera. – disse Kate. – são sete horas da manhã! Você está comendo uma lasanha essa hora!

– Estou. – disse ela.

– Estava. – disse Kate. – pode tocar fora agora!

– Mas é de frango! – disse Laura.

– Não quero saber. – disse Kate. – Era pra ficar de dieta por dois dias.

– Muito tempo. – disse Laura.

– Muito tempo? – disse Kate. – Vamos pra sala de aula. Já tocou o segundo sinal.

– Vamos então. – falou Laura seguindo Kate.

Quando as duas entraram já era tarde. Já haviam entrado. Kate abriu a porta e cantaram parabéns para ela.

– Ai meu Deus Kate! – disse Laura. – é seu aniversário!

– Vai dizer que você não sabia? – perguntou Kate. – é óbvio que você não esqueceu, afinal somos amigas desde os cinco anos de idade.

– Eu não esqueci! Lembrei-me. Lembrei-me. – disse ela.

– Lembrou? – perguntou Kate. – O que você comprou de presente para mim?

Laura estava pensativa e falou gaguejando:

– Eu ia te dar um pedaço da minha lasanha – disse ela.

– É o segundo ano que você esquece meu aniversário Laura. – falou Kate chateada. – Mas está perdoada, antes mesmo de pedir desculpas. Vamos nos sentar.

As duas sentavam juntas. Na frente delas, sentavam Julie e Mary. Atrás sentava Josh e Gilbert.

– Olá Kate – disse Julie – feliz aniversário!

Julie era uma garota loira de olhos claros que pareciam ser acinzentados. Vinha de uma família rica, cujo bisavô era um imperador. E Mary era ruiva e tinha sardas, igual à Laura. Gilbert era um garoto estranho. Estudou em quatorze colégios diferente. Nunca desistindo, sempre sendo expulso. Vivia fumando pelos corredores e bebendo pela rua.

– O que é isso? – perguntou Laura olhando para meu pulso.

– Um corte. – eu falei para ela.

– Você se cortou com uma faca, sua maluca? – perguntou ela. – que horror.

– Na verdade, não foi com uma faca. Foi uma mão. Uma mão com uma lâmina. – disse Kate.

– Tá falando de que? – perguntou ela. – pensa que eu acredito nisso?

– Mas eu estou falando sério. – disse Kate. – eu sonhei que me cortaram. E quando eu acordei, eu estava assim. – disse ela.

– Já passamos do Halloween Kate! – disse Laura.

– Parem! Parem já! – disse Mary. – ele é feio. Ele tem muitas feridas no rosto. Ele está queimado. Ele veio atrás de mim no meu pesadelo e me feriu também. Mas eu acordei com o alarme da escola.

– Meu Deus! – disse Kate. – Você também?

– Do que estão falando? – perguntou Laura.

– Agora não Laura! – disse Kate.

Mary mostrou sua perna. Um imenso corte no lado da perna esquerda. Kate se levantou horrorizada. Ela pegou sua bolsa e foi embora da sala de aula.

– Senhorita Johnson? – perguntou a professora de espanhol – Senhorita Johnson?

Mas ela não ouviu. Ou fingiu que não ouviu. Saiu correndo para sua casa e quando chegou, ela deitou em sua cama.

“Preciso dormir” pensou ela, “agora”. Fechou os olhos para dormir e com o tempo conseguiu.

Ela estava na sua própria escola. Mary estava lá.

– Mary! Mary! – chamou Kate.

– Ela nunca irá te ouvir. – disse o homem diabólico com rosto horrível.

– Por quê? – perguntou ela assustada quando olhou para o rosto dele.

– Eu arranquei os ouvidos dela – disse ele rindo. – não ficará viva por muito tempo.

– Seu filho da mãe! – disse ela. – como você pode ser tão cruel, seu monstro?

– Cala a sua boca! – ele exclamou e suas mandíbulas se balançaram estranhamente. – como você se arrisca a me xingar, sabendo que eu posso te matar a qualquer momento?

– Medo de você é o que eu menos tenho. – disse Kate.

– HAHA! Não me faça rir. – disse ele com um sorriso maquiavélico. – Você vai morrer hoje querida.

Ele a pegou pelo pescoço e colocou-a na parede.

– Você não quer me matar, não é? – perguntou ela rindo. – Se você quisesse, teria me pegado com suas garras e não com seu ombro.

– Quero te matar sim. – disse ele. – Mas antes você verá do que sou capaz.

Ele se afastou e deixou-a paralisada.

– O que você quer? – perguntou Mary.

– Venha garota, tenho algo a lhe mostrar. – ele fez um sinal para se levantar e seguir ele já que ela não ouvia. Ela estava escorrendo sangue pelos lados de seu rosto.

– Ah merda! – disse Kate. – a deixe ir! Por favor! Solte-a Freddy! É esse seu nome não é? Freddy não se sabe do que!

– Vai se foder garota! – disse ele rindo. – está pálida não é? Pensa que eu não falo palavrões? – ele riu mais ainda – Inútil. Sua inútil.

Ele colocou Mary na cadeira, e ela não podia se levantar, pois estava com muita dor na perna. Ele foi até Kate.

– Sente-se. – disse ele. E ela sentou. Ele pegou umas cordas e pediu para ela mesma dar o nó para ele só apertar.

– O que você vai fazer? Me matar? – perguntou ela.

– Não agora. – respondeu ele.

– Seu rosto é horrível. – disse ela.

– Eu sei. E devo isto a sua mãe. – disse ele.

Ela não conseguiu falar nada. Só observava e pensava.

– Estou aqui hoje, para matar duas das minhas garotinhas. – disse ele.

– Suas? – ela perguntou.

– Sim Kate. – disse ele. – Vocês sonham comigo. São minhas.

– Mas eu iria te matar na primeira vez em que te vi, mas como vi que você não tinha medo de mim, decidi te mostrar do que sou capaz. – disse ele.

– Garota surda! Que tal tirar o seu nariz?

– Não! Não! Deixe a Mary em paz!

Ele virou para trás e riu. Esticou seu braço e foi em direção ao rosto de Mary, arrancando seu nariz em um golpe só. Ela gritou muito. Estava morrendo de dor. Estava morrendo.Estava morta.

– Não! Não! – Kate estava chorando. – Ela era minha amiga! Por favor, não!

– Não reclame! – gritou ele. – a tirei de um mundo terrível, cheio de pessoas falsas e hipócritas!

– Vai para o inferno! – disse ela.

Kate acordou. Ela tinha caído de sua cama.

Será que isto foi real também? – perguntou ela a si mesma. – vamos ver!

Ela pegou o celular e saiu até a casa de Mary.

– Alô?

– Alô Mary! Graças a Deus! Já estava preocupada. – disse ela com seu coração quase saindo pela a boca.

– Mentira! Deise o seu recado! Eu agradeço. – disse a secretária eletrônica.

– Merda! – disse Kate. – Já estou chegando.

†††

– Minha filha não está. – disse a Senhora Blues. – foi fazer um trabalho que eu não gostei nenhum pouco. Diga-me Katharine, por que um professor passa algum trabalho sobre demônios?

– Onde ela foi fazer o trabalho? – perguntou Kate. – na biblioteca da escola?

– Não. – disse Blues. – ela foi à biblioteca pública. Aquela que tem em frente do Central Park.

– Xenilius Glaze? – perguntou Kate.

– Sim.

– Obrigada Sra. Blues! – disse ela saindo correndo.

Ela saiu em direção ao Central Park, em uma rua na frente, correndo até a biblioteca. A biblioteca era gigante e estava quase vazia. Tinha três andares. O primeiro tinha umas dez pessoas e o segundo andar parecia ter apenas duas pessoas.

– Moça! – gritou Kate. – Sessão fechada. Demônios?

– Terceiro andar. Corredor cinco. Prateleira dez. Demônios. – disse uma moça de cabelos escorridos.

– Obrigada. – disse Kate.

Ela correu ao terceiro andar. Estava muito silencioso por lá. E meio escuro porque estava em reforma e tinham trancado as janelas deixando apenas poucas luzes ruins. Dava sinal de abandono.

– Mary? – perguntou Kate. – Mary? Você está aí?

Ela viu uma garota pingando sangue. Muito sangue. Estava sem nariz e sem orelhas e estava quase deitada na cadeira. O sangue que formou no chão em volta dela dizia Dead e Kate ficou perplexa.

– Não! Não! – gritou ela desesperada. – Socorro! Alguém por favor!

– Moça, você quer aju... – a senhora gerente do local ficou chocada. – Ah Senhor do Céu! – disse ela correndo pra baixo. – Vem garota, você não pode ficar aí. Não toque nela. Espere a policia chegar – ela voltou a gritar de novo. – socorro! Já viram isto! Socorro!

A garota saiu antes que pudessem incrimina-la e quando estava dobrando a esquina viu os policiais chegando ao local. Os policiais chegaram e foram direto ver aquilo.

– Onde tem câmeras? – perguntou o policial.

– Estamos em reformas senhor. – disse a gerente. – o terceiro andar não está mais com câmeras.

– Droga. Vamos todos para a delegacia, gerente, funcionários e leitores. Alguém daqui matou essa garota. Tragam-me a fita das câmeras. Quero ver quem subiu nas escadas hoje.

–Thompson, — disse ele se dirigindo ao outro policial. – bloqueie a passagem lá na frente depois que todos saírem. Quero nomes de todos! – disse ele se dirigindo as pessoas que estavam ali.

Kate chegou a sua casa e sentou no sofá. Pegou seu celular e viu a foto das duas. Ela e Mary. Ela estava chorando. Tirou seu casaco e colocou para lavar. Estava com sangue. No pesadelo, Freddy rasgou o casaco dela sem querer e tirou um pedaço de sua pele. Revistou os bolsos para ver senão tinha nada e encontrou um bilhete. A folha era de caderno e feia. A letra era horrível. E quando abriu ela teve um espanto. Freddy tinha colocado no bolso dela quando a colocou na parede.


“Feliz aniversário Kate! Você conseguiu escapar mais uma vez, mas não por muito tempo. Não vai ter ninguém para chamar você ou alarme para despertar o resto de sua vida. De adeus aos seus amigos, pois você irá morrer logo e vai conseguir ver seus amigos um pouco depois porque eu vou matar um por um, todos que te cercam, de amigos a professores, de vizinhos a familiares, incluindo sua mãe. Tudo de ruim para você e que você durma bem esta noite. E tenha um ótimo pesadelo.”


Assinado:

De seu amigo,

Freddy Krueger



Notas finais
O policial estava ouvindo o depoimento de cada pessoa, até que ele teve algumas notícias. O outro policial falou que viu as câmeras e apenas uma jovem subiu no terceiro andar após a vítima. Eles não conseguiram identificar a garota, mas viram a conta dela na biblioteca e descobriram sua identidade: Katharine Johnson, até então, a principal suspeita do assassinato.