Notas iniciais
Olá, eis aqui o penúltimo capítulo da fanfic! No meio da semana irei anunciar quando sai o último pois queria que todos fossem ler ele juntos (cada um em sua casa, óbvio, não se assustem u.u) provavelmente de quinta à sabado, mas provavelmente no sabado. Horário eu falo na semana. Queria agradecer a vocês todos, queria agradecer por todas as reviews e recomendações de vocês. To triste, imagina no discurso final? T.T
Mas espero que vocês leiam minhas novas histórias. Tem a de drama (postado primeiro capítulo) e uma de terror que estou escrevendo :D (essa é a surpresa)
BEM, BOA LEITURA,
E ATÉ AS NOTAS FINAIS!

Caroline servia uma xícara de chá sabor morango para ela e sua mãe. O liquido ficava vermelho de acordo com o tempo enquanto ela coloca açúcar, que era dissolvido no chá. Caroline estava vivendo normalmente em sua cidade, pois Freddy não havia a incomodado. Por longos meses, Caroline observou todos os jornais que tinha em mãos, vasculhava todas as noticias de todas as páginas, pois queria ter certeza que Aidan estava vivo. Sabia que o garoto corria risco de ser assassinado por Freddy Krueger. Acompanhava a vida dos jovens pelos jornais e por sites de noticias de Nova Iorque. A cada dia era uma surpresa diferente, a cada dia aparecia uma noticia nova, afirmando a morte de um jovem, sem explicações de como havia ocorrido. Caroline sabia que as mortes dos jovens tinham haver com Freddy Krueger.

Ela bebeu um gole de seu chá e abriu o jornal do dia. Não esperava ver na própria capa, a foto de seu amado. Ela não superou tanta dor no dia em que foi embora, deixando-o para Katharine, pois sabia que era dela que ele gostava. A garota ficou parada, sem qualquer expressão. Não sabia se chorava, gritava ou corria, o choque era tão forte que ela havia ficado parada.

- O que houve querida? – perguntou a mãe de Caroline colocando mais açúcar em seu chá. A mulher acariciava os cabelos cacheados e escorria a mão entre eles. – está bem?

- Aidan. – ofegou Caroline indo até a página onde havia a noticia completa. Passou os olhos em cada palavra e sua mãe notava que de acordo ia lendo, mais ia chorando. Depois de ler a noticia completa, Caroline percebeu a inocência do irmão na frase “O menino afirma que é inocente e que seu irmão foi morto por forças sobrenaturais”. Ela tinha certeza que as “forças sobrenaturais” eram de Freddy Krueger. – Aidan está morto.

- Eu lamento. – falou a mãe dela pegando o jornal de sua filha para ler a reportagem. – mas você não gostada mais dele, não é?

- Eu amava Aidan, mas ele não ligava para mim. – disse Caroline soluçando desesperada. Chorava desesperadamente e seu coração havia criado uma cratera enorme, capaz de nunca mais se curar. – decidi que não iria mais lutar por ele e deixá-lo livre para a garota, pois era dela que ele gostava. Mas eu nunca esqueci Aidan, eu o amava e tenho certeza que nunca irei encontrar alguém melhor que ele.

- Se uma coisa que minha mãe me ensinou foi: “Ninguém vive para sempre, esteja sempre preparado para quando perder alguém que goste muito”. – falou a mãe dela, lembrando-se do dia em que sua mãe havia lhe dito aquilo. – e eu aprendi. Nada é para sempre, eu não sou, você não é. Todos nós nascemos para morrer. Mais cedo ou mais tarde você irá perder sua mãe e tem que estar preparada para isso. Aidan tinha toda vida pela frente, mas Deus quis assim. Deus faz o destino e o de Aidan era esse.

- Não foi Deus! Ele não quis a morte de Aidan! – exclamou Caroline levantando-se da mesa e deixando sua xícara de chá cair no chão, quebrando-se ao meio. – foi culpa de Katharine, Freddy Krueger foi atrás de Aidan para deixá-la sofrer. Ela é culpada!

- Não pode colocar a culpa nela só porque ele preferiu a garota a você. – sorriu a mãe de Caroline a trazendo para a mesa e fazendo-a acalmar-se. – está no jornal, foi o irmão dele. O menino era retardado e você sabe por que ele era assim? Porque o destino dele era assassinar o irmão.

- Não foi culpa do garoto! – exclamou ela gritando com a mãe. – você não entende, nunca entenderá! E sabe por quê? Você não sabe o que é o amor! Ainda não liberaram o corpo dele, mas quando liberarem, eu irei ao enterro. E irei me vingar daquela garota! Ficarei atenta aos sites, até afirmarem quando irão liberar o corpo.

- Como ousa dizer que nunca amei? Como ousa dizer que não sei o que é o amor? Acha que veio de onde?Acha que a cegonha lhe trouxe para mim? Que a deixaram em minha porta? Eu amava seu pai acima de tudo. Eu o amava. – falou a mulher estupidamente com raiva de sua filha.

- Se o amasse não teria o assassinado. – falou a garota retirando um pequeno diário de dentro do bolso que tinha em seu casaco. – você não vale nada.

Caroline saiu pela porta sem saber se voltaria. A raiva e a dor que sentia eram tanta, que talvez aquelas palavras que havia dito para sua mãe, seriam as últimas que falaria para ela. A mulher permaneceu tomando seu chá na mesa de olhos fechados. Aquilo tudo a fez lembrar coisas horríveis. Coisas que nunca queria ter lembrado.

††12 de maio de 1991††

Querido diário,

Meu sonho está se realizando. Amanhã será meu casamento e eu estou entusiasmada. Alberto é um homem maravilhoso e eu morreria por ele. Tenho medo de que alguém faça mal para ele, pois ele é um policial digno de confiança e não perdoa nenhum ladrão ou assassino. Estou entusiasmada e nervosa para amanhã. O dia está recém começando e eu quero que ele acabe logo. Preciso contar algo para Alberto que ele necessita saber: será papai.

- Lhe incomodo? – perguntou Alberto entrando pela porta enquanto Gilda parava de escrever e fechava o seu diário.

- Querido, eu tenho algo para lhe contar. – sorriu Gilda com um nervosismo aparente. – uma boa noticia.

- O que houve? – perguntou ele ansioso. Via que sua amada estava nervosa.

- Eu estou grávida. – sorriu ela o abraçando. Alberto havia ficado feliz com a notícia e chorava de emoção, seria papai.

Depois da noticia, o dia foi correndo depressa, a favor de Gilda. Ela tomou um longo banho e deitou-se em sua cama, ansiosa demais para dormir. Ficou acordada a madrugada toda, virava-se e tentava se ajeitar de todos os lados, todos os ângulos, mas não conseguia.

††15 de maio de 1991††

Gilda limpou a sola do calçado no tapete para entrar pela porta. Dois dias após o casamento, eles estavam em lua de mel. Subiu as escadas silenciosamente para fazer uma surpresa ao marido. Abriu a porta do quarto e viu que ele estava transando com outra mulher em cima da cama deles.

- Eu posso explicar. – falou ele colocando a roupa enquanto a amante saía correndo pela porta com as roupas em mãos. Gilda foi até a gaveta mais próxima e apontou a arma para ele.

- Por favor, Gilda! – sorriu ele suando de medo. – eu lhe imploro. Eu lhe amo, está grávida. O que aconteceu agora foi apenas um divertimento.

- Sim, eu estou grávida! – gritou ela com os olhos ardendo de tanta raiva que estava sentido. – e nem com sua mulher esperando um filho seu, você respeita. Casamos há dois dias, DOIS DIAS.

- Eu prometo que nunca mais irei fazer isso. – disse ele chorando de arrependimento.

- Nunca mais irá fazer isso mesmo. – falou Gilda atirando sete vezes em Alberto. Depois de ter assassinado seu marido, pegou seu diário para escrever tudo que havia ocorrido e tudo que estava sentindo. Vasculhou as coisas do marido e encontrou diversas fotos da amante. Pegou todos seus pertences e trocou as fotos que tinha nas cômodas e estantes dela com o marido, pelas fotos de Alberto com a amante.

- Pegarei todo o dinheiro, fugirei para longe e você será a principal suspeita da morte dele, vagabunda. – afirmou Gilda limpando a arma para tirar suas digitais e a atirando no vaso sanitário. – vamos fingir que houve uma briga entre você e a amante. Então ela te assassinou.

Gilda colocou uma luva e atirou objetos que tinham no quarto no chão e rasgou ao meio uma foto dele com a amante. Queria deixar tudo perfeito para que pensassem que a outra era culpada pela morte de Alberto.

- Isso será bom para aprender a nunca mais dar para um homem casado. – falou Gilda indo embora para sempre.

†††

- Mãe? – perguntou Caroline voltando para sua casa. – mãe, me desculpe. Estou completamente arrependida. Mãe?

Caroline encontrou água escorrendo pela escadaria. Subiu correndo desesperada e chegando ao corredor do segundo andar viu sua mãe dentro da banheira que estava transbordando. Ela havia se afogado propositalmente depois de ter relembrado todas aquelas coisas. Estava morta.

†††

- Olha quem está de volta! – exclamou Laura correndo até a porta, onde entrava Sérgio com Katharine ao seu lado. Ela estava um pouco mais pálida do que já era e com uma cara de quem precisava dormir. – o que houve com você? Parece estar cansada?

- Depois que eu acordei naquele hospital, eu não dormi novamente. – afirmou Katharine dando um abraço em Laura. Não haviam feito nenhuma cirurgia em Katharine e a “criança” que estava morta em seu corpo, continuava lá. Laura por um momento havia pensado em algo que Sarah havia dito.

“Tem duas opções. Ou tiram aquilo de dentro dela e corre risco de a outra criança morrer também, não que seja cem por cento. Ou deixem aquilo se espedaçar por dentro dela e se espalhar. A segunda opção fará com que Katharine tenha algo de Freddy dentro de si e se tiver um filho, ele será tão terrível quanto tal.”

Se aquilo se espalhasse para Katharine poderia se espalhar para o outro filho que ela esperava e então, esse poderia nascer tão mau quanto Freddy Krueger. Não haviam dito para Kate sobre o tal “monstro” que esperava dentro dela e Laura estava com seu coração cortado. Se contasse, Katharine poderia desmaiar outra vez e sofrer ainda mais. “Vamos manter isso em silêncio até que seja ideal e obrigatório contar a ela” pensou Laura.

- Porque não descansa, então? – perguntou Laura dando um beijo em Sérgio.

- Não posso. – falou Kate ansiosa. – necessito ficar assim até a noite.

- Por quê? – perguntou Laura confusa.

- Iremos colocar o plano em ação nessa noite. – falou Sérgio indo até a cozinha para preparar um café. – vamos acabar com isso logo.

- Escute bem Laura. – tramou Katharine chamando a amiga para a mesa. Queria que Sérgio ouvisse e participasse da conversa. – eu irei dormir no quarto de minha mãe. Elizabeth se dizia religiosa, não? O quarto dela é cheio de imagens de Jesus Cristo e cruzes. Freddy é um demônio. E demônios não gostam disso.

- E o que Sérgio e eu iremos fazer? – perguntou Laura prendendo o cabelo liso e escuro, o deixando até sua nuca.

- Vocês irão me ajudar quando eu estiver desesperada em cima daquela cama. Farão de tudo para me acordar, eu disse “de tudo”. Se precisarem, me cortem ou me deem uma facada no braço. – Sérgio serviu o café para Kate e em menos de segundo ela havia esvaziado a caneca. – isso me deixará acordada até lá. Serve mais.

- Eu sei que iremos lhe acordar. – falou Laura começando a fazer um sanduíche para Katharine. – estou perguntando, o que faremos quando você trouxer Freddy para cá?

- Não faremos nada. – sorriu Katharine bebendo mais café. – não existe “faremos”. Existe “o que eu irei fazer”. E eu irei assassiná-lo antes que ele faça isso comigo.

- O que? – perguntou Sérgio e Laura indignados.

- Você não ira fazer isso sozinha. – disse Sérgio sentando-se à mesa junto com elas. – estamos com você.

- Acham mesmo que irão correr perigo por mim? – perguntou Katharine pegando na mão de seu primo e de sua melhor amiga. – ele quer a mim e só eu posso matá-lo.

- Não quer dizer que tenha que assassiná-lo sozinha. – falou Laura alcançando o sanduíche para a amiga. – que hora iremos para a casa de sua mãe?

- Vamos acabar de tomar café e iremos até algum posto de gasolina. – sorriu Katharine. Parecia estar feliz. Estava com raiva e tudo pelo que passou iria ser vingado. Seus amigos seriam vingados. Todos eles. – vamos comprar dois galões e então iremos até aquela maldita casa. Vamos espalhar gasolina naquele quarto e o resto da casa, deixando espaço para sairmos daquele lugar. Dará certo, confiem em mim.

- Acha mesmo que isso irá funcionar? – perguntou Sérgio com medo. – acha mesmo que conseguirá encostar-se a Freddy e acordar antes que ele te mate? Deveríamos pensar em outra coisa.

— Quando eu encostar-se a ele, ele irá enfiar as garras em mim. Eu irei me contorcer na cama e então vocês me acordem. Eu serei cortada e vocês irão ver na hora certa. – Katharine ficou nervosa depois que Sérgio disse aquilo.

Depois que acabaram o café, os três pegaram uma faca para cada um. Katharine pegou um facão daqueles de cozinheiros, que eram quadradas e prateadas. Eles se dirigiram até um posto de gasolina onde compraram dois galões de gasolina. Sérgio estava andando rapidamente com o carro, prestes a entrar na rua da casa que era de Elizabeth.

- Finalmente irei destruir as lembranças ruins que tenho da vadia da minha mãe. – disse Katharine saindo do carro e encarando aquela casa. Viu na janela de cima, uma criança pedindo ajuda, pois o segundo andar estava em chamas. – já está pegando fogo! Precisamos salvar aquela criança!

- Que criança Kate? Não tem nada pegando fogo. – falou Laura puxando Katharine pelos braços. Sérgio pegou os dois galões de gasolina e levou até a frente da porta.

Katharine abriu a casa coma chave que tinha e arrepiou-se a entrar ali novamente. Estava com um medo que nunca havia tido antes. Era um medo diferente. Um medo que não era desesperador, mas um medo que lhe dava prazer. Sérgio levou os galões para dentro e fechou a porta. Os três ficaram parados olhando para a imensa casa que iriam explodir.

- É agora. – falou Katharine correndo até o segundo andar, seguida por Laura. – Laura, eu preciso que recolha todas as cruzes que puder e imagens de Deus, Jesus, ou qualquer tipo de santo. Coloque em volta da cama.

Laura começou a fazer o que Katharine pediu, enquanto essa se sentava na cama. Sérgio começou a jogar um dos galões de gasolina pela cozinha e pela sala, deixando as duas saídas da casa livre do liquido. Começou a subir as escadas, jogando gasolina pelos cantos, deixando um espaço para passarem. O galão acabou e ele teve que abrir outro para jogar no segundo andar. Jogou no banheiro e no quarto que era de Katharine. Jogando gasolina por cima da cama, encontrou o notebook de Katharine em uma cômoda e o separou. Iria levar aquilo com ela, pois afinal era da prima dele. O ultimo cômodo da casa que faltava jogar a gasolina, era o quarto de Elizabeth, onde se encontrava as duas garotas.

- Depois que você acabar de jogar a gasolina, eu quero que os dois saiam do quarto. Não sei se irei conseguir dormir com os dois aqui. – disse Kate tapando o nariz por causa do cheiro horrível.

- Fala sério, cheiro de gasolina é maravilhoso. – riu Laura indo abraçar a amiga. – se algo der errado, saiba que eu lhe amo.

- Eu também. – sorriu Katharine dando um beijo rápido na amiga, mas sendo interrompida por Sérgio.

- Como iremos sair se temos que lhe acordar? – perguntou Sérgio confuso.

- Estou com tanto sono que daqui a vinte minutos acho que já estarei cara a cara com Krueger. – disse ela deitando-se. Sérgio e Laura saíram do quarto e foram separando o fósforo.

- Vamos procurar outras armas contra ele. – disse Sérgio ligando a televisão. – vamos separar qualquer tipo de faca, martelo, serrote, qualquer coisa.

- Está bem. – falou Laura ofegando, desejando boa sorte para a amiga.

O quarto de Elizabeth estava completamente escuro e Katharine quase dormindo. Desejava sorte a ela mesma, pois não seria uma tarefa nada fácil.

- Só tenho que trazê-lo para cá. Depois disso, tudo será fácil. – falou Katharine ficando em silêncio por cinco minutos e observando o facão que estava escondido em sua cintura até adormecer em um sono profundo.

Havia fumaça. Muita fumaça. Ela estava em um lugar que já era conhecido. Sabia que um dia foi lá. Mas não se lembrava de como. Era uma usina. O lugar estava vazio. E ela estava com medo. Seu rosto dizia tudo. Ela gritava e chorava. Fugia de algo. De alguém.

Katharine estava novamente naquela usina. Andava por corredores escuros e completamente vazios. Havia várias portas, mas todas estavam trancadas. Queria mais que nunca, encontrar Freddy Krueger e levá-lo para o seu mundo. Apertava a faca que estava em sua cintura, pois aquilo aliviava sua raiva. Katharine fazia esforço para se lembrar de onde conhecia aquela usina. Era a terceira vez que estava nela, mas não se lembrava de como foi na primeira vez. Quando encontrasse Freddy Krueger, iria perguntar todas as dúvidas que tinha para ele, desde “Você é meu pai mesmo?” até “Porque quer me matar?”.

Katharine entrou em uma sala que estava aberta. A sala era em um formato oval e parecia um túnel. Katharine ouvia um barulho de torneira pingando. Aproximava-se da torneira que pingava, mas não era água e sim sangue. Ela encontrou uma porta onde a levava até uma escada. Desceu depressa, mas desejou nunca ter ido até ali. Freddy Krueger ficava mais forte com as pessoas que ele assassinava, mas o que ia para dentro dele era apenas as almas. Os corpos que ficavam na terra, estavam na terra, mas os corpos que ficavam nos pesadelos dessas pessoas eram guardados ali. Katharine viu centenas de pessoas mortas. Algumas penduradas por cordas de cabeça para baixo como se fosse carne e outros estavam pregados em tábuas nas paredes. Ela encontrou Bianca e se segurou para não dar um grito.

De acordo com que ia andando, ia encontrando amigos, como Mary, que havia morrido na biblioteca e Kate havia sido culpada pela morte dela. Thompson estava ali, o delegado Brown, Gilbert, Silvia, Maxxi, encontrou até sua mãe, mas passou reto por ela. Katharine nunca iria perdoar a mulher pelo que fez. Ela continuou caminhando até que parou na frente de dois corpos que estavam jogados um por cima do outro. Eles não estavam pregados com pregos enferrujados ou pendurados por cordas. Eles estavam encostados em uma parede, juntos. Katharine não segurou o choro e agachou-se junto a Aidan e Josh. Ela desesperou-se e aos poucos foi chegando mais perto, encostando as mãos em cada um deles. Os dois também começaram a chorar e Katharine desesperou-se. Não estava entendendo como. Até que ela reparou que todos os mortos estavam com lágrimas no rosto. Os corpos estavam sem vida, mas mesmo assim, poderiam chorar e sofrer, afinal era um pesadelo de Freddy Krueger e Krueger gostava de sofrimento e dor.

“Enfim, você apareceu novamente”, riu uma voz rouca e apavorante. Katharine levantou-se assustada, mas não havia ninguém. Sabia que Freddy estava ali, mas não queria lutar com ele naquele lugar de sofrimento. Subiu as escadas rapidamente e saiu da sala onde a torneira pingava sangue. Quando entrou em um corredor mais claro, viu as costas de um garoto entrar em uma sala e o seguiu. Achou que era mais um menino que Freddy abusava e usava em seus pesadelos, mas quando o encarou, viu que era alguém que conhecia.

- Paul?! – Katharine estava boquiaberta. Ela entrou em uma sala coberta de espelhos. Espelhos em todas as paredes, espelhos no chão e no teto. Kate estava ficando quase tonta com aquilo. Via-se em todos os espelhos e aquilo era apavorante. – Paul, o que é isso? Você não morreu?

- Morri. – afirmou Paul encarando Katharine através do espelho. – Katharine, sente-se nesse banco. Precisamos conversar.

Katharine sentou-se desconfiada. Nunca teve tanta intimidade com Paul e ele estar em um pesadelo de Freddy Krueger, fez Kate pensar que aquilo era uma cilada. Será Paul cúmplice de Freddy Krueger?

- O que houve? – perguntou Katharine curiosa e amedrontada ao mesmo tempo. – o que faz aqui?

- Freddy Krueger me assassinou, mas eu não estava com medo dele. – falou Paul lembrando-se de seu pesadelo.

- Tentando se esconder? – perguntou Freddy ironicamente.

- Me esconder de você? – perguntou Paul curvando o corpo enquanto ria. – não me faça gargalhar, não tenho medo de você.

- Pois devia.

- Não devia e não tenho. – sorriu Paul dando as costas para Freddy.

- Quando Freddy Krueger assassina alguém que não tinha medo dele, ele não consegue obter o espírito e nem a força desse ser. – falou Paul seriamente. Estava atento para Freddy não aparecer. – então a pessoa morre, mas seu espírito fica trancado nos pesadelos que Freddy trama. Então eu digo, tenha medo. Se você morrer, pelo menos não irá vagar os pesadelos igual a mim.

- Eu tenho uma ideia genial, não irei morrer. – avisou Kate sussurrando no ouvido de Paul. – irei levar Freddy para o lado de lá.

- Impossível. – sorriu Paul revirando os olhos. – já imaginava que tentaria fazer isto, então decidi lhe ajudar.

- Como? – perguntou Katharine curiosa.

- Krueger não pode se olhar no espelho. Se ele se olhar no espelho, irá morrer. – disse Paul sorridente.

- Se fosse verdade, não teria espelhos nos pesadelos dele. – disse Kate olhando-se através da sala espelhada.

- Laura! – exclamou Katharine com uma ideia brilhante na cabeça. – Freddy é como um demônio, então ele deve ter pavor de água benta, não?

- Se Freddy tem pavor de algo, esse “algo” não terá nos pesadelos dele. – avisou Laura.

- Eu criei essa sala. – disse Paul dando um “tapinha” no rosto de Katharine. – eu estou nesse pesadelo, eu tenho alguns poderes também. E um deles é adicionar o que eu quiser nos pesadelos. Se trouxer Freddy para esse quarto ele estará morto.

- Eu irei trazê-lo então. – falou Katharine saindo pela porta, única coisa que não era espelhada sem ser Paul e o banco.

- Espere. – falou Paul enquanto Kate virava para trás, pois ele havia chamado sua atenção. – cuidado.

Notas finais
Gostaram? Deixem reviews! Erros? Me avisem por "DM"!
Até o último capítulo!