Welcome To The Family

4 Capítulo 4 - Verdades (PDV Brian)


Notas iniciais
Heey post novo!

POV BRIAN –
Rebecca ainda no carro disse que tinha coisas a me contar, entramos no prédio, no elevador e nada dissemos durante esse tempo. Entramos no apartamento dela e ela me lembrou da época do nosso namoro quando ela tinha 18 anos e ela estava fazendo 19, eu já tinha 19. Na verdade começamos a namorar quando eu tinha 16 e ela 15.

Nunca passamos dos amassos, ela dizia que quando estivesse pronta era comigo que iria ser a primeira vez dela. Foi na noite dos 19 anos que aconteceu. Ela foi embora e nem se despediu. Acho que ela foi a unica que me deixou na cama, porque normalmente era eu quem largava.

Pelo jeito ela iria me contar algo importante, mas a campainha tocou. A galera havia chego. Eu quase não falei com ninguém, ficava só olhando pra ela, até que notou e fez sinal pra eu segui-la. Ela sumiu em um corredor e eu fui atrás, a vi parada em frente uma porta branca.

-Entra – Disse ela abrindo a porta do quarto e me deixando passar na frente. Passei e sentei na cama. Ela entrou em seguida, mais não sentou, ficou andando de um lado pro outro.

-Se continuar enrolando agradeço – Resmunguei.

Rebecca suspirou, parecia estar em uma batalha interna.

-Espera eu falar pra depois começar a gritar comigo — Falou e respirou fundo. — Depois que fui pra Paris, se passou dois meses e eu descobri que estava grávida. Morava com uma amiga do meu trabalho e ela me ajudou. No mês seguinte liguei pro Jimmy contando, ele me apoio mesmo a distancia. Eu contei que dali uma semana ia fazer o pré-natal, no dia seguinte Jimmy já estava lá pra me ver fazendo o exame. Ele fez mais festa que eu, durante uma semana não parei em casa porque como ele disse “Tinha que ser o primeiro a dar presentes pro anjinho do Avenged” depois do exame já era a anjinha. Ele voltou e não conseguiu esconder isso do Matt, ele me ligava todo santo dia pra saber como estava a afilhada dele. Os meses foram se passando, eu tive que pedir férias, aproveitei e procurei uma casa pra morar depois que a bebe nascesse. Enfim cheguei aos 9 meses, estava enorme. No dia 8 de julho Anne Howres Haner nasceu – Ela estava de costas, não olhou uma vez pra mim.

Não deve ter visto minha cara de surpresa. Mas eu também fiquei triste, ela teria que ter um motivo muito bom pra me esconder algo assim.

-Porque escondeu isso de mim? – Perguntei serio. Mas a tristeza estava na minha voz.

-Eu pensei que poderia ser um problema na sua vida. Você já tava fazendo sucesso, estava sempre na televisão, fazendo turnês, parecia realmente feliz...

-ISSO NÃO É MOTIVO PRA VOCÊ ESCONDER QUE EU TENHO UMA FILHA – Nem percebi que já estava na frente dela gritando, só sentia lagrimas escorrendo do meu rosto.

-E-eu fiquei com medo – Ela chorava, mas eu estava com muita raiva e naquele momento não liguei pra isso.

-EU TINHA O DIREITO DE SABER REBECCA – Gritei já saindo do quarto dela.

Passei pela sala e nem falei com Jimmy quando ele me perguntou o que tinha acontecido. Não estava com paciência pra esperar o elevador, desci seis lances de escada correndo.

Eu andava sem ter direção, parei e olhei direito onde estava. No parque central, sentei sob uma arvore.

Eu tinha uma filha, e nem mesmo sabia. Rebecca não tinha o direito de esconder isso de mim, seja por eu ter ficado famoso com a banda, por medo da rejeição não importa, ela não tinha o direito.

É a minha filha e eu não sei praticamente nada sobre ela, a não ser que ela se chama Anne Howres Haner e que ela faz aniversario um dia depois do meu. Eu não sabia absolutamente mais nada sobre ela, não sabia que comida gostava, músicas, cores...Nada, absolutamente nada.

Me levantei e comecei a caminhar pelo parque. Parei em frente um parquinho olhando as crianças brincarem, cada uma era tão diferente da outra.

Com quem sera que ela se parecia mais? Comigo ou com Rebecca? Dei mais algumas voltas, pelo parque ainda clareando as ideias. Estava sentado em um banco quando meu celular começou a tocar. Olhei o nome da tela “The Rev”.

-Fala – Disse assim que atendi.

-Ta onde? – Foi logo perguntando.

-No parque, perto do apê do Zacky – Respondi sem entender nada e sem ligar muito.

-Okay – Disse e desligou.

Continuei la sentando, apenas relembrando tudo o que Rebecca tinha me contado. Fiquei tão desligado que tomei um susto quando tocaram meu ombro.

-Porra Jimmy, faça barulho. Parece um fantasma – Resmunguei quando notei que era o magrelo do meu lado.

-Pode deixar que quando eu morrer vou ser um fantasma do bem – Falou sentando do meu lado. Olhei pra ele e não vi nenhum vestígio de brincadeira.

-Tu fumou um por acaso? – Perguntei tentando mudar de assunto.

-Não, hoje não – Respondeu dando de ombros. – Mas qual foi o motivo de tu ter ficado tão bolado?

-Na verdade nem eu sei direito. Acho que foi mais pelo susto de saber que tenho uma filha, de cinco anos – Eu não esperava ser tão direto.

-Eu não vou dizer que sei como é sentir isso pois eu não sei, o que sei é que tudo acontece por um motivo. Só saberemos qual na hora.

-Você poderia ser psicologo – Falei brincando, mas sabia que o que ele disse era verdade.

-Pode deixar que o preço da consulta vai chegar no seu cartão – Falou rindo.

-Por que veio atrás de mim?

-Por que sou seu melhor amigo, e o único que consegue por algo na sua cabeça.

-Valeu Jimmy – Agradeci , realmente precisava de alguém pra me escutar.

-Não tem de que, agora vou indo. Tenho que arrumar uma desculpa ou a Leanna me bota pra dormir na rua – Falou se levantando e indo embora.

Coloquei a mão no bolso procurando o cigarro, mais não achei meu maço, só o esqueiro. Fui até a padaria em frente o parque, eu precisava fumar.

-Um maço de Marlboro vermelho por favor – Pedi pro balconista. Ele pegou um maço em baixo do balcão e me entregou. Paguei e saí dali.

Sentei num banquinho e comecei a fumar. O tempo passou e eu nem notei, o céu já havia escurecido. Levantei do banco e comecei a voltar pra casa, eu tinha um bom pedaço pra andar e estava sem carro. Andei por mais ou menos uma hora e ainda faltava uns quarteirões. Percebi que estava na rua do prédio de Rebecca, vi quando a porta de vidro se abriu e Valary saindo, depois Zacky, Johnny, Leana, Jimmy e por fim Matt. Estava perto o suficiente para escutar se dissessem algo.

-TCHAU BOLINHA – Uma voz fina e risonha gritou da porta. Estanquei...Será Anne? Zacky, Leana, Jimmy e Johnny entraram na parte de trás do carro de Matt, Valary sentou no banco do carona, antes de Matt entrar ele me viu e fez um sinal com a cabeça para o prédio de Rebecca.

Nada poderia piorar, ainda fiquei parado vendo o carro partir, senti gotas respingarem no meu rosto. Olhei pro céu vendo grossas nuvens pretas no alto.

Eu tenho uma boca que porra! Antes mesmo que eu chegasse as portas de vidro do prédio já estava todo encharcado. No momento que a porta do elevador se fechou eu entrei no do lado. A porta se abriu e eu sai, vi a porta do apartamento de Beck e dei duas batidinhas e esperei abrirem a porta. Rebecca abriu, dessa vez com uma blusa do AC/DC, tomou um susto quando me viu.

-Entra – Disse ela dando espaço pra eu entrar. Ouvi a chave rodando na fechadura. Eu ia falar tudo o que eu tinha conversado com Jimmy.

-Desculpa pelo jeito que aji hoje...eu não devi ter gritado com você. Mas... foi uma surpresa pra mim saber que tinha uma filha. E ainda de cinco anos. Tenta entender, passamos anos separados, e agora você resolve voltar me contando que tenho uma filha. Eu fiquei com raiva por você ter escondido de mim que teve uma filha comigo – Despejei tudo num folego só, se eu parasse pra respirar não iria ter coragem pra continuar.

--Não foi por que eu quis. Eu tive medo da sua reação, achei que você ia mandar eu me afastar por não querer nossa filha. Ou mandar eu escolher entre ela e você – Eu olhei desacreditado. Como ela pode pensar uma coisa dessas?

-Eu nunca iria fazer isso. Tudo que eu te peço é que me deixe participar da vida dela, compensar todos os anos que eu não soube da verdade. Deixe eu ser o pai dela?

-Eu jamais iria te privar disso – Disse me abraçando. Retribui com um sorriso gigante.

-Momy – A mesma voz fina disse novamente, segui o olhar de Rebecca e vi uma miniatura de nós dois parada na entrada do corredor. Ela era linda. Os cabelos de Rebecca e meu rosto. Meus genes são lindos!

-Oi Anne, vem cá – Chamou Becca se abaixando e pegando ela no colo.

-Quem é ele? – Perguntou a pequena me olhando. Sorri, ela era ainda mais linda de perto.

-Um amigo da mamãe. Brian, vai tomar um banho e tirar essa roupa molhada. Eu devo ter uma roupa do Matt por aqui. Vou colocar uma roupa nessa mocinha aqui – Disse me olhando. Roupa do Matt? Sou homem não uso camisola, quase disse.

-Valeu Becca – Agradeci, dei um beijo no rosto de Becca e um em Anne. Fui pro banheiro e me olhei no espelho, meu cabelo normalmente arrepiado estava todo molhado e não tinha mais nada de arrepiado ali. Liguei o chuveiro deixando a água esquentar, tirei a roupa jogando no canto do banheiro e entrei em baixo da água. Ouvi a porta do banheiro se abrir e fechar.

-Syn, achei uma camisa e uma cueca. Acho que era do Matt, e tem toalha aqui no armarinho – Disse a voz de Rebecca.

-Okay. Anne já dormiu? – Perguntei colocando a cabeça pra fora da cortina.

-Já. Prometi a ela que amanhã ela vai conhecer o pai dela e passar o dia todo com ele.

-Ta bom, vou desmarcar o ensaio de amanhã pra passear com ela – Respondi e voltei pra água. Matt ia me matar quando eu desmarcasse.

-Não desmarca, ela gosta de ver o Matt cantando. E se vocês ensaiarem Seize The Day ela vai cantar a música toda.

-Ela sabe cantar a música inteira? – Perguntei, eu estava impressionado e feliz. Ela com certeza era minha filha.

-Inteirinha. Vou esperar la no meu quarto você tomar o banho, vou preparar logo o quarto de hospede – Falou.

-Quer tomar banho comigo? – Perguntei. Poderia estar sendo precipitado e tudo, mas não importa.

-Quero – Foi tudo que eu precisava ouvir. Depois da nossa primeira vez, essa tinha sido a melhor noite da minha vida.

Notas finais
Reviews?