Welcome To The Family
24 Capítulo 24 - Waking
Notas iniciais
Voltei com mais um capitulo.
Amo minha fic, mas esse é meu capitulo predileto. Juro mesmo.
Queria pedir uma coisa, é chato maas!
Vi que tenho bastante leitores, mas só recebo 8 ou menos reviews e poxa, isso me deixa triste.
Não estou desmerecendo quem me manda, fico muuito feliz com eles, mais não custa nada deixar reviews dizendo se gostou ou não, se ta uma merda. Não importa, quero saber o que estão achando da fic. é isso.
Mais uma coisa. Mia, sinto muito. Tudo vai melhorar.
E PARABÉNS! Vão ser gêmeos u_u
vamos ao cap.
Brian ainda não queria tocar no assunto de Michelle, iria deixar pra outro dia.
Cap. 24 — Surpresa ^^
Pov Rebecca
Brian me deixou no hospital, dizendo que quando eu quisesse voltar era só ligar pra ele.
Logo que entrei me encaminhei direto ao quarto de Jimmy, antes mesmo que eu chegasse a porta, avistei Zacky saindo.
-Oi Z. — Cumprimentei. Ele abriu um sorriso cansado ao me ver.
-Oi Becky, tudo bom? — Perguntou.
-To bem, mas pelo que vejo você ta mal cara — Falei sentando, em uma das cadeiras de espera.
-Sério que dá pra notar? — Perguntou sorrindo culpado. Assenti. — Acho que to apaixonado.
-Apaixonado é? Pela Marcella? — Perguntei. Ele corou.
-É. Olha, vai ser humilhante o que vou falar, mas eu tenho que conversar isso com alguém, e você sendo mulher vai poder me dizer se o que eu penso pode ser verdade.
-Vamos lá — Incentivei.
-Eu to com medo. Não do que sinto e sim de não saber o que ela sente. Não sei se ela sente o mesmo que eu ou se só quer se divertir por uma noite — Falou passando as mãos no rosto.
-Acho que você ta imaginando coisas Zacky. Sempre que eu chego aqui, e vejo vocês dois conversando, o mesmo brilho que surge no seu olhar, surge no dela. Mas se for pra te deixar calmo, vou conversar com ela.
-Você faria isso? — Perguntou com um sorriso.
-Claro. Afinal, quero ver meu porpeta feliz — Falei levantando-me da cadeira e entrando no quarto de Jimmy.
Me dava uma dor no peito, toda vez que ali entrava e o via ligado a vários aparelhos, essa dor apertava de mais.
Sentia falta das conversas estranhas, das roupas malucas que ele usava...De tudo.
Lembro-me perfeitamente do dia que o conheci. Foi o pior e melhor dia da minha vida.
FlashBack — 3° Pessoa
Escutem: http://www.youtube.com/watch?v=-UvyvpmMDHg
Ninguém iria imaginar o quanto uma garota de 12 anos sofria. Claro, só iriam enxergar a bela casa que ela vivia, o amor que os pais se tratavam, o carinho que o pai a tratava. As pessoas só iriam enxergar o que os pais quisessem que enxergassem.
Era uma noite fria, algo não normal no estado da Califórnia. Rebecca havia chegado da escola, muito nervosa. Uma hora os pais iriam descobrir o que havia acontecido. Passou toda a tarde trancada no quarto e parte da noite. Saindo somente quando a mãe lhe chamou para jantar.
-Filha, desça. O jantar esta posto — Falou a voz calma da mãe do outro lado da porta.
-Mamãe, entra por favor — Pediu a menina com a voz chorosa.
A mãe estranhando, entrou no quarto encontrando a pequena encolhida entre os travesseiros.
-O que aconteceu filha? — Perguntou a mais velha passando as mãos pelos cabelos cachedos da filha.
-Não conta pro papai...Por favor — Pediu deixando grossas lágrimas escorrerem dos olhos azuis.
-Não contar o que querida? — Perguntou a mãe começando a se preocupar.
-Hoje...na escola. Um-Um garoto me xingou. Eu perdi a cabeça e bati nele.
-Ora querida, não tem nada de mais nisso.
-Tem mamãe, o garoto é filho do patrão do papai. E eu fui pra diretoria.
-Vou conversar com seu pai, agora vamos descer — A mãe disse acalmando a filha.
Na mesa do jantar, o modo do pai demonstrava que ele de nada sabia... Ainda.
-Como foi na escola Rebecca? — Perguntou a certa altura. A garota olhou assustada para a mãe que fez um movimento mínimo de cabeça.
-Foi bem papai.
-Nenhum problema? — Perguntou o senhor.
-Não.
Após o jantar, Rebecca voltou pro seu quarto indo direto pro banheiro. Trancou a porta, se despindo e entrando no banho. Cerca de 40 minutos depois terminou o banho, se enrolou na toalha e saiu do banheiro. Caminhou direto pro guarda-roupas começando a procurar algo para dormir.
-Não se vista — Levou um sobressalto ao ouvir a voz do pai no quarto. Virou-se encontrando-o sentado na cama.
-Pa-pai...Algum problema? — Perguntou gaguejando. O pai com uma raiva insana puxou-a pelos cabelos jogando-a na cama.
-Você é uma vadiazinha! Arrumou briga na escola e eu que quase fui demitido.
-Não papai. Foi ele quem começou — Falou com a voz embargada. O pai nada queria ouvir, tirou a cinta da calça começando a surrar a menina.
Ela sabia que nem ao menos podia gritar pois iria apanhar mais. Tudo que fez foi deixar as lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
Depois de um tempo, o pai parou de surra-lá. Todo o corpo da garota estava marcado pela cinta, alguns lugares mais cortados que outros, mas todos doendo muito.
A raiva do pai ainda não passara, mais a pequena aproveitando que ele parou, pulou da cama correndo em direção a porta, nem mesmo conseguiu alcançar pois o pai a segurou novamente pelos cabelos.
-Não pense que vai fugir. E só por isso vai receber mais uma punição — Falou com a voz tremendo de raiva.
Rebecca estava assustada.
O pai a jogou na cama ao mesmo tempo que abria a calça. A pequena não imaginava o que estava pra acontecer, mas sabia que era algo ruim.
[...]
Rebecca estava deitada na cama, a quase uma hora. Nem ao menos conseguia se mexer. Estava dolorida e suja de sengue. Lágrimas agora não existiam, não havia mais pelo que chorar.
Com muito esforço, se levantou da cama. A dor era tamanha que quase não se aguentava em pé. Com esforço seguiu pro banheiro, ligou o chuveiro entrando em baixo da água quente. A água saia do seu corpo vermelha, quando ia de encontro ao chão de azuleijos branco já era quase rosa.
Ficou cerca de uma hora apenas deixando a água lavar seu corpo. Saiu do banho, se enrolando em outra toalha. Saiu do banheiro, indo ao guarda-roupas. Pegou uma calça de moleton, uma blusa de frio com capuz e se vestiu. Pegou a mochila que usava pra escola, colocou algumas peças de roupa, junto com um ursinho de pélucia. Calçou um par de tênis, olhou a hora e já passava da meia noite.
Saiu do quarto devagar descendo as escadas em silêncio. Foi até a cozinha, pegou alguns pacotes de biscoitos enfiando na mochila também. Subiu em uma cadeira alcançando um pote, segurou pegando todo o dinheiro que havia dentro.
Saiu da casa sem olhar pra trás, deixando apenas um bilhete escrito "Adeus".
Vagou a noite toda, quando já estava cansada parou em um parque se ajeitando em um banco e deixou a inconciência a levar.
...
-Hey...menina acorde — Alguém a sacudia. Abriu os olhos se lembrando da noite anterior. Encarou quem a sacudia. Era um rapaz de aparentes 15 anos, tinha olhos mais azuis que o dela mesma, tinha os cabelos loiros espetados, parecendo que havia posto o dedo na tomada e levado um choque. Nos lábios um sorriso doce. Se vestia de forma estranha, uma blusa preta por baixo de um quimono vermelho e uma calça preta jeans. — O que estava fazendo dormindo na rua?
-Eu-eu fugi de casa — Rebecca não sabia por que, mas sentiu confiança no estranho garoto loiro.
-Ah...Bom meu nome é James mas me chama de Jimmy e o seu? — Perguntou se sentando ao lado dela.
-Meu nome é Rebecca.
-Rebecca...Vou te chamar de Becky. Agora me conte por que fugiu de casa? — E Rebecca contou, tudo. Jimmy também contou sua história, os dois ficaram ali conversando por um bom tempo.
-Tive uma ideia. Eu, James Owen Sullivan, Jimmy pros íntimos, prometo proteger e cuidar de você Rebecca Howres por todos os dias da minha existência e ser o melhor irmão e amigo do mundo. — Disse Jimmy de pé com a mão sobre o peito. Rebecca riu imitando a postura do novo amigo.
-Eu Rebecca Howres, Becky pros íntimos, prometo proteger e cuidar de você James Owen Sullivan por todos os dias de minha existência e ser a melhor amiga e irmã do mundo — E assim eles cruzaram o dedo mindinho da mão esquerda como fechamento da promessa.
Fim do FlashBack
Pov Rebecca
Me lembrar daquele dia, fez meu coração se apertar. Lágrimas se formaram em meus olhos. Delicadamente peguei a mão esquerda de Jimmy cruzando nossos dedos mindinhos.
3°Pessoa
-Você me prometeu. Prometeu cuidar de mim e ser meu irmão por toda a vida e com você numa cama de hospital não vai poder fazer isso. Volta Jimmy, por favor...Você prometeu — Falou com a voz embargada. Fechou os olhos deixando algumas lágrimas escorrerem. Sentiu um leve aperto em seu dedo que ainda estava cruzado ao de Jimmy.
-Quando eu prometo...Eu cumpro maninha — Ouviu a voz fraca. Abriu os olhos vendo os olhos tão azuis lhe encararem com carinho.
-Ji-Jimmy?!
-Eu Becky — E Rebecca não conseguiu mais segurar as lágrimas. Mas essas não eram de tristeza e sim de felicidade.
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