Welcome To The Family
18 Capítulo 18 - Conversa e Delegacia?
Notas iniciais
Pov Syn
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-Bom... — Começei me preparando pra perguntar tudo a ela, mais parecia que minha mente não estava funcionando de acordo com o que eu esperava. Só capitava em como ela havia mudado, mesmo a cinco anos atrás ela ainda tinha aquele ar de menina e misturado com o corpo de mulher. Mais agora, parecia que o ar de menina havia desaparecido, dando lugar a uma segurança e ao jeito sexy. Toda a segurança com o jeito sexy, me deixava louco só de imaginar essa mulher na cama, comigo novamente.
-Syn? — Perguntou notando que eu tava meio "viajando". Sacudi a cabeça clareando os pensamentos e olhando pra ela.
-Porque, você deixou Anne e praticamente fugiu de Nova York? — Perguntei. Quando ela ia começar a falar interrompi. — E quero a verdade dessa vez. Não me venha com a conversa de que você não poderia esconder que eu tinha uma filha ou que estava na hora de deixar ela passar um tempo comigo.
Notei quando ela suspirou, sem me encarar nos olhos se levantou e começou a andar pela sala. Passava a mão insistentemente pelos cabelos e retorcia so dedos. Sempre que ela ficava nervosa ou preocupada era as mesmas coisas. Parou por duas vezes como se fosse contar tudo, mais desistiu suspirando e fazendo que não com a cabeça.
Caminhou até uma estante, atrás da mesa de mogno pegando uma pasta. Colocou em cima da mesa abrindo-a, fez sinal para eu me aproximar. Quando chegei perto vi que tinha algumas fotos de quando ainda éramos adolescentes. Estavam todas lá, os beijos, as bebedeiras, os shows, os passeio. E por incrível que pareça todos estavam juntos.
-Nessa época não imaginava que minha vida viraria um caos, achava que tudo era perfeito só com meus amigos — Começou Rebecca com a voz fraca. Olhei-a de canto e ela estava olhando uma foto em que Johnny levava uma sorvetada na cabeça por Matt, eu levava uma dela, Jimmy estava deitado no chão todo sujo de calda, Zacky tentava proteger o sorvete dele de Leana e Valary.
-Porque diz isso? — Perguntei baixo, não querendo tirar ela do momento de boas lembranças.
-Porque nada foi como eu planejei...Sempre tinha algo pra me impedir de ser feliz. Nos poucos momentos que eu podia ser eu mesma, era quando estava com você ou com o resto do povo. Você bem sabe, tudo que eu passei nas maõs do meu pai e do meu irmão.
-Eu sei que você sofreu muito, mais pensei que depois de tudo que você passou iria entender como a Anne deve se sentir te vendo tão pouco.
-EU ENTENDO! SEI QUE ELA SOFRE. EU TAMBÉM SOFRO E NÃO É POUCO — Gritou se levantando e respirando fundo. Fiquei olhando-a sem entender. -Eu...Eu me sinto fraca em não poder fazer mais, por não poder ver minha pequena totalmente feliz. Eu faria de tudo pra ver ela sorrir o maximo possível — Disse quase num sussuro.
-E porque não faz? — Perguntei chegando perto dela e segurando-a pelo braço.
-Eu simplemsnte não posso. Juro que se pudesse te contava tudo que ta entalado na minha garganata, me sufocando aos poucos.
-Parece até que não se importa com o que acontece. Parece que não confia em mim. Por que só pode ser isso, pra você não querer dividir esse segredo comigo — Disse começando a sentir raiva, inconsientemente apertando o braço dela que eu ainda segurava.
-Eu me importo com o que acontece. Tanto me importo que deixei minha filha, o ser mais precioso da minha vida com o pai dela. Sei que ela está mais segura ao seu lado que ao meu. E eu confio em você, ou acha pouco deicar Anne com você? Acha que não é prova suficiente de que eu confio em ti? — Perguntou com os olhos faiscando. Seus olhos não estavam mais azuis e sim cinza, como um dia chuvoso.
-Quer saber é pouco sim — Começei em tom baixo, mais a raiva já era tanta que eu começei a gritar. — SEMPRE SOUBE ME VIRAR E POSSO MUITO BEM CUIDAR DA ANNE. O QUE ME DEIXA MALUCO É TENTAR ENTENDER, COMO, SE VOCÊ A AMA TANTO ABRIU MÃO DELA ASSIM TÃO FACILMENTE? SURGIU UM PROBLEMINHA E VOCÊ PRATICAMENTE LARGOU A MENINA NOS MEUS BRAÇOS. COMO? ME EXPLICA ISSO!
-NÃO FOI NADA DISSO BRIAN, NÃO FOI UM SIMPLES PROBLEMINHA PORRA — Gritou já com lágrimas rolando de seus olhos.
-NÃO É O QUE ME PARECE REBECCA! VOCÊ SUMIU POR CINCO ANOS, NÃO IMAGINA O QUANTO SOFRI QUANDO ACORDEI E NÃO ENCONTREI VOCÊ NAQUELA MALDITA CAMA. PERGUNTEI A TODO E NINGUÉM SABIA. VOCÊ SIMPLESMENTE TINHA SUMIDO SEM DEIXAR RASTROS. UM DIA JIMMY CHEGOU E DISSE QUE VOCÊ ENTROU EM CONTATO COM ELE, E TUDO QUE DISSE FOI QUE TINHA QUE CONVERSAR COM ELE E PARA ELE NÃO ME DEIXAR IR ATRÁS DE VOCÊ!
-Você não podia saber o que estava acontecendo — Falou se sentando no sofá e chorando mais. Essa atitude me era tão familiar.
-AH, EU NÃO PODIA SABER? E VOCÊ ACHA JUSTO ESCONDER DO PAI A PRÓPRIA FILHA?
-Não acho. Tenta entender...Eu jamais vou poder te contar tudo que aconteceu...E ainda acontece. Se fosse simples eu te contava, mais tem vidas em jogo no meio disso tudo.
Massage-ei a tempôra, tentando tirar a nuvem de raiva da minha mente.
-Como assim tem vidas em jogo? Isso não é um filme Rebecca. Isso é a vida real, e bem sacana por sinal. Conta de uma vez o que quer dizer com isso.
Rebecca baixou a cabeça, ficamos em cilêncio por um tempo. Apenas com nossos pensamentos. Minha mente estava um turbilhão de novas informações. Eu não entendia mais nada. Como assim Rebecca havia ido embora porque vidas estavam em jogo? Isso só podia significar que alguém havia ameaçado ela e ela teve que ir embora pra ficar segura.
Se fosse isso a pergunta seria: Quem havia ameaçado-a?
Antes que eu pudesse perguntar o telefone começou a tocar. Rebecca levantou, respirou fundo e atendeu.
-Bonjour -
-Oui -
-Poste de police?
-Oui, je les connais.
-Mon Dieu
-Oui, j'y arrive en quelques minutes.
-Merci
Ela ficou cerca de dois minutos no telefone com um olhar assustado, mais eu não havia entendido uma palavra do que ela disse.
-O que aconteceu? — Perguntei ficando assustado também.
-Os meninos estão na delegacia — Ela disse. Fiquei ainda mais assustado. Saímos correndo do escritório, eu fui avisar a empregada que morava ali, que tinhamos que resolver alguns problemas, Que avisasse as meninas caso elas acordassem. Quando cheguei na sala Rebecca ja vestia o casaco de pele.
Chegamos a delecia meia hora depois, assim que entramos Rebecca informou a ligação que havia recebido a um policial e ele nos conduziu até a sala do delegado. Entramos e tive que segurar a vontade de rir, o bando todo estava fantasiado com plumas e paitês. Matt vestia um casaco rosa emplumado com uma boina prata, Jimmy quase a mesma coisa exceto que a core dele era laranja, Zacky tinha a boca pintada de vermelho sua roupas estavam cheia de porpurina. Johnny estava sem camisa, com um chápel e um...Qual o nome daquele treco de plumas que bota em volta do pescoço...Ah sim bóa, roxo com porpurina.
-O que aconteceu com eles? — Perguntei a Rebecca que deu de ombros.
-Foram encontrados bebados, rebolando no meio de um chafariz no centro — Respondeu o delegado em Inglês.
-É quando que eles poderam sair? — Perguntou Rebecca.
-Todos podem ir, exceto o baixinho com as plumas no pescoço. Quando mandamos eles levantar as mãos, ele retirou a calça e começou a correr pelado pela praça, e agarrou uma senhora que passeava por ali.
Não consegui evitar as risadas. Só Johnny pra fazer isso bêbado.
-Desculpe senhor. Teremos que pagar uma fiança para liberar ele? — Perguntei controlando os risos.
-Sim — Depois que pagamos saímos. Eles mau se aguentavam em pé, tropeçando nos próprios pés e rindo de tudo, conseguimos colocar todos no carro.
-Rebeccaaaa cadê minha coroa? — Johnny perguntou com a voz enrolada.
-Que coroa Johnny?
-AH gostosinha que eu pegueei no parque — Respondeu rindo. Amanhã ele iria ter muita vergonha de se lembrar disso.
-Cadê a Mirian? — Perguntei. A garota não estava na delegacia com eles.
-Ah...ela achou um frânces lá e sumiu. Acho que foi molhar o biscoito — Respondeu Jimmy segurando uma garrafa de vodka. Nem tinha notado que ele segurava uma.
Chegamos a casa de Rebecca e foi a mesma coisa de antes uma dificuldade dos infernos de tirar/colocar eles no carro. Rebecca abriu a porta e logo Anne e Mckenna olhavam os outro com cara de espantos.
-Bêbados no chafariz central e um anão correndo pelado agarrando um velhinha — Expliquei rapidamente. As meninas começaram a rir, até um sorriso maligno surgir no rosto de Anne. — O que você vai aprontar?
Perguntei e tudo que eu recebi foi ela virando as costas e correndo escada acima. Larguei os bebums no sofá e me larguei numa poltrona.
POV ANNE!
Quando vi aquele bando de homem todos fantasiados, não resisti as milhares ideias malignas que se passaram na minha mente. Não podia fazer nada se de vez em quando meu lado sádica aflorava.
Abri minha mala pegando a nescessérie voltando o olhar pra Mckenna.
-Já entendei. Você é malvada garota — Falou rindo e pegando a câmera. Descemos as escadas, e minha mãe estava sentanda numa poltrona e o pai em uma outra de frente.
-Deixa eu preparar o presente do pai? — Perguntei a minha mãe que sorriu e assentiu. Papai olhava a gente sem entender. — Pai ta com sono não?
-Não — Respondeu.
-A tia Chelle vai ficar muito bolada se você não ligar pra ela. E você sabe como ela grita quando fica irritada — Falei como quem não quer nada.
-Porra! — Resmungou correndo escada acima.
-Sempre dá certo — Falou Mckenna.
Começei a minha brincadeira...
POV NARRADOR
Anne dormia agarrada ao travesseiro, e Kenna se aproveitando disso correu e pulou na cama da amiga.
-Cachorra — Resmungou Anne abrindo os olhos e encarando a face risonha da outra.
-Vamos logo, temos que acordar meu irmão — Falou Mckena já se levantando e correndo pro banheiro tomar banho. Anne ainda enrolou um pouco, mas levantou indo pro banheiro escovar os dentes.
Depois da hígiene pronta, foi a hora de achar uma roupa.
http://www.bymk.com.br/looks/1713368/kenna-anne-wttf
Anne colocou um short jeans preto de cintura alta, uma blusa branca com uma caveira em strass e um all star roxo. Um colar de deathbat rosa que havia ganho de Jimmy, um anel com uma serpente prata e um bracelete de tachinhas.
Mckenna colocou uma bata rosa com um laço, uma saia rosa clarinha e uma sapatilha preta. Um anel e um colar com um coração.
-Pronta? — Perguntou Anne já com a mão na maçaneta do quarto que o pai tava ocupando.
-Nasci pronta Nê — Abriram a porta devagarzinho parando cada uma de um lado da cama. Contaram até três só movendo os lábios e...
-PARABÉNS — Gritaram quando caíram acordando Syn.
-Nossa a cada ano é um jeito novo de me desejar parabéns — Riu ele abraçando as meninas.
-Sim, e já estamos armando a do ano que vem — Falou Anne.
-Nem sei se vou estar vivo semana que vem — Respondeu Syn levantando da cama.
-Não importa, nem que a festa seja no cemitério — Mckenna disse.
Logo Brian já estava pronto e desceram a escada, o povo ainda dormia.
-Caralho! — Brian falou baixo vendo a cara dos amigos. Todos tinham os lábios pintados de batom vermelho ou rosa.
-Hora das fotos — Falou Anne. E começaram a tirar fotos, de todos os ângulos possíveis. Syn pra não ficar de fora da diversão, fazia os amigos de marionete, colocando-os em diversas poses.
-Agora é a melhor parte — Rebecca apareceu na porta da cozinha com um robby preto, segurando uma panela e uma colher.
-Deixa eu pegar minhas armas então — Anne disse ja subindo a escada e voltando 5 minutos depois com duas arma d' água. Ficando com uma e entregando a outra a Mckenna.
-Todo mundo armado e eu não? Sacanagem — Syn resmungou, mas logo ficou feliz poir iria filmar.
-1, 2, 3 ACORDA BANDO DE VAGABUNDO — Rebecca começou a gritar batucando a panela enquanto Anne espirrava água.
-AAAAH — Gritaram pulando.
A tarde chegava e as meninas arrumaram um jeito de trancar Syn no quarto.
-Porque não posso descer? — Perguntou pela centésima vez.
-Por que não! — Anne Respondeu empurrando o pai com ajuda de Mckenna.
-Eu não vou ficar trancado o dia todo num quarto! — Resmungou.
-Ah você vai! Ou eu falo com minha mãe — Anne ameaçou já da porta.
-E se eu ficar com fome? — Perguntou ele.
-Grita que eu trago — Respondeu Mckenna fechando a porta do quarto e trancando por fora.
-Mãos á obra — Anne Disse sorrindo.
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