Notas iniciais
Pessoas amadas que leem essa fic, esse capítulo aparentemente não tem nada de interessante ou produtivo para a história, mas isso é o que VOCÊS pensam! Alguns pontos da história serão necessários para capítulos seguintes, por isso, peço paciência!
Boa leitura e deixem um review! =D

[Aurora's POV]

05:00 AM — Terça-feira

E assim começou o meu dia: Acordei com o despertador berrando no meu ouvido, tomei coragem para levantar após muitos xingamentos e desci as escadas. Quando cheguei na cozinha para tomar o meu café-da-manhã após uma noite muito mal dormida, dei de cara com "A Carta" (nossa, isso parece até nome de filme). O conteúdo dela vocês já conhecem, então só devo acescentar que eu fiquei assustada e ainda mais animada para chegar em L.A.! Minha mãe estava ferrada no sono, assim como o meu padrasto e a minha irmãzinha.

Após "encher o bucho", como diria minha avó, eu subi para o meu quarto e peguei o uniforme da escola. Resolvi usar o banheiro do andar de cima mesmo, porque eu me recuso a ficar subindo e descendo escadas desnescessáriamente só por que o banheiro de baixo tem rádio pra eu ficar ouvindo música enquanto tomo banho.

Tomei o meu tão amado banho, fiz a higiene matinal e coloquei o uniforme (uma camisa HORRÍVEL e calça jeans, além do tênis branco qua já se aproxima do cinza). Voltei para o quarto e re-arrumei a minha mochila para não esquecer nada. Peguei um pouco de dinheiro e desci para ir pra escola.

A: Nossa! Já são 05:55 AM! Ok, é melhor eu ir, tomara que o ponto esteja vazio.

Quando chegei no ponto de ônibus cinco minutos depois, adivinha... LOTADO! Por quê eu tenho que estudar tão longe? Esperei um pouco e logo apareceu o bendito ônibus, que me levou até o ponto onde eu pegaria o segundo e último ônibus, que também estava apinhado de gente, e pra melhorar a minha manhã, tinha um cara em pé do meu lado que aparentava ter uma colônia de crianças mortas debaixo dos braços tamanho o fedor. Vamos combinar que desodorante não é tão caro, né pessoal!

Ah! Finalmente acabou. São 7:00 AM e eu estou no portão da escola esperando a inspetora aparecer e me deixar entrar porque está CHOVENDO e o meu guarda-chuva está meio... como posso dizer... Capenga. É, essa é uma boa palavra para descrever o meu guarda-chuva com sérios problemas para se manter aberto.

Deus gosta de mim! A inspetora, Dona "Eu-não-lembro-o-seu-nome" chegou bem na hora em que a chuva apertou (Ih! Rimou! Chegou-Apertou. Legal!) e junto com ela, minha querida amiga Raynie.

R: Bom dia, Aurora! — ela disse enquanto nós entrávamos na escola

A: Fala aí, Raynie! Mas, cadê o teu pai? — Todos os dias o pai-super-protetor da Raynie traz ela pra escola e a deixa sentada no banco que fica em frente à escola, com todos nós ao seu lado, para garantir que nada de errado vai acontecer com a filhinha dele.

R: Ah, hoje é folga dele, mas ele ia me trazer assim mesmo, só que no meio do caminho nós encontramos a Dona Lourdes e ela me trouxe até aqui.

A: A bolha estourou! A bolha estourou! Você está livre, minha amiga! Peraí... Dona quem?

R: Dona Lourdes, a inspetora. De que bolha você está falando?

A: Da bolha em que você vive. Seu pai te proteje demais. Vamos lá, Raynie, você já tem 16 anos na cara, pode muitíssimo bem vir pra escola sozinha! Nós temos uma inspetora nova?

E lá vem ele para nos salvar, ou não, com o seu papo confuso. Sim pessoas, Fabrice!

F: QUÊ?! Temos inspetora nova? O que aconteceu com a Dona "Eu-não-lembro-o-seu-nome"? Ela morreu?

R: Oh, Deus! Será que é tão difícil assim?! Ninguém morreu, ok! Lourdes é o nome da Dona "Eu-não-lembro-o-seu-nome". Sacou?

A-F: A tá!

F: Mas então, eu ia perguntar alguma coisa antes de receber a notícia bombástica da suposta morte da inspetora, mas eu esqueci!

A: Aff. ¬¬'

F: Lembrei! Vocês receberam a tal carta da Sra. MacToon?

R: Eu recebi!

A: Eu também.

L: Vocês tão falando da carta?

R: Estamos sim, Luke.

L: Hum... Eu não sabia que você tinha uma irmã mais velha, Aurora. — disse ele dando um daqueles sorrisos que me levam ao céu e no milésimo de segundo seguinte, ao inferno.

A: Jura?! Você me conhece a 3 anos e mal sabe o meu nome completo, Sr. Luke Frederich Bennut.

L: Eu posso não saber o seu nome todo, mas você sabe o meu.

A: Rá, muito engraçado!

L: Mas é sério, eu não sabia que você tinha irmã mais velha. Pra mim, a Nicole era sua única irmã.

A: Eu tenho duas irmãs por parte de pai. A Luna, de 22 anos, e a Olive, de 9. Só você que não sabe disso.

L: Seu pai tá morto?

A: Vira essa boca pra lá, moleque! Quer perder os dentes?

L: Agessiva... Eu conheço alguém que o pai morreu, mas como eu não lembrava, achei que fosse o seu, porque eu nunca vi ele. O que aconteceu com o teu pai?

H: Não, Luke. O pai morto é o daquela loira que tu pegou semana passada. Lembra? Ela começou a chorar quando o teu pai te ligou e você disse que amava ele antes da ligação terminar.

L: Verdade, agora eu lembrei. Pô, mas aquela guria era doida. Onde já se viu, a garota começou a chorar do nada! Aí começou a me contar como o pai dela foi cruelmente torturado e assassinado pela Máfia da Indústria do Salgadinho Pré-Frito, só porque ele montou uma barraquinha do lado da maior loja deles. E o salgado do cara era bom! Pena que ele morreu.

R-A: Aff, compaixão mandou lembrança.

F: TÁ BOM! Chega de falar do tio do salgado!

A: Obrigada. Eu já estava perdendo a pouca paciência que ainda me resta. Respondendo a sua pergunta, Luke, meus pais são separados desde que eu tinha uns 2 anos. Minha mãe se casou de novo, e o meu pai mora em outra cidade, por isso eu só o vejo a cada 15 dias.

L: Falow! Mas ele sabe que nós vamos pra Los Angeles?

A: Sabe sim. Talvez ele vá até me visitar, sabe, ele acha que a Luna é uma depravada e quer me levar pro mau-caminho, então, "vigilância constante!"

H: O que sua irmã fez de tão grave?

A: Quando ela tinha 19 anos, ela namorou um cara de 32, e o meu pai tinha 38 na época. Por isso ele acha que ela é uma depravada, por ter namorado um cara que tinha quase a idade dele. Ele se chamava Alex, porém era conhecido na nossa família como " O Cascudo". Francamente, isso é puro preconceito! Só ele pensava assim. Todos nós dávamos a maior força pra ela, mas, infelizmente, meu pai encheu tanto o saco que ela terminou com o Alex. O pai acha que ela quer que eu seja como ela.

H: Respondido. Olha, eu sei que é seu pai, mas ele é DOIDO! Sua irmã é maior de idade, e por lei, pode fazer o que quizer. Se o cara fosse o chefe do tráfico, o problema era dela. Ele trabalhava honestamente né?

A: Claro, o cara era funcinário público e falava alemão.

R: Nossa! Era só implicância mesmo.

A: Exatamente.

L: Mas eu ainda não entendi uma coisa...

A: O quê?

L: Se você é a filha do meio por parte de pai, e os seus pais são separados, quem é a mãe das suas irmãs?

A: Cada uma é filha de uma mãe diferente. Meu pai se casou 3 vezes.

H: Huuum Granola! O papai não perde tempo, hein!

A: Mais respeito que é meu pai!

H: Ok, desculpa.

A: Muito bem.

UÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ [n/a: isso é o sinal da escola, ok? Péssima com onomatopéias]

R: Finalmente o sinal tocou, achei que Dona Lourdes tinha se esquecido.

H: Dona quem? A nossa inspetora morreu?

A: CHEGA! Lourdes é o nome da Dona "Eu-não-lembro-o-seu-nome", ok?

H: Tá. Me lembra de passar a farmácia e comprar umas 10 caixas do sossega-leão mais forte que eles tiverem, tá? Porque você tá precisando!

A: Obrigada por se preocupar comigo, Hugh. É muito importante pra mim. Cadê a Andy?

An: Ó eu aqui! — disse ela, que vinha correndo como uma desesperada em nossa direção

A: Puxa, achei que você não vinha mais.

An: Acordei atrasada! Acabou a pilha do despertador e eu não percebi, mas a minha mãe me acordou! Eu amo ela!

Dona Lourdes: SEGUNDO ANO PODE SUBIR!

P: Amém! Achei que iríamos mofar aqui.

L: Tu tá aí! Eu não tinha te visto.

P: Eu fui falar com um pessoal amigo meu, mas cheguei quase junto com você. — disse Peter enquanto nós subíamos as escadas até a nossa sala-de-aula.

Era aula de Português, e a nossa querida professora fanha, chamada Michelle estava toda estranha, pois já tinha sido avisada de que nós iríamos sair em intercâmbio. Acho que ela ficou triste! Isso que dá quando você é uma das melhores alunas dela! A aula seguia normalmente, até que um celular começa a tocar:

"Baby, baby, baby, nooo

Baby, baby, baby, nooo" (Justin Bieber é sacanagem, né?)

Evellyn: Alô? Oi! Quanto tempo. Claro que eu lembro de você! Não, o meu MSN ainda é o mesmo...

Profa. Michelle: Desculpa interromper a sua conversa, querida aluna, mas pela centésiva vez esse mês, eu devo te lembrar que é proibido atender o celular na sala.

Evellyn: Poxa, fessora!

Profa. Michelle: NÃO! Essas são as regras e você deve cumprí-las. Todo dia é a mesma coisa! Anda, me dá esse celular. Confiscado até o final da aula!

A garota deu uns muxixos e entregou o aparelho. Era quase fim de aula, quando eu ouvi, vindo da cadeira ao meu lado:

"L.A., L.A., baby

"L.A., L.A.!"

Profa. Michelle: Olha o celular!

F: Desculpa, professora! Eu esqueci de tirar o som do mobile antes de entrar em sala.

Profa. Michelle: Ok, Fabrice. Mas que isso não se repita!

F: Obrigada! E não irá se repetir.

Foi aí que a paty soltou as frangas!

Evellyn: Como é que é? Se o MEU celular toca dentro de sala, ele é confiscado. Agora, quando é o desse NERD, a senhora só pede pra ele não fazer isso de novo! Isso é preconceito sabia? Ah, mas a minha mãe vai ficar sabendo disso! — disse ela aos berros

Profa. Michelle: Olha só, fala baixo comigo porque eu sou tua professora, não sua amiga! Todo dia é a mesma história, o teu celular toca e você atende como se estivesse na sua casa. Eu, pacientemente te aviso e peço pra você desligá-lo. O que você faz? Não me ouve! Não aguento mais! O Fabrice nunca me deu problemas e não tem o hábito de desrespeitar as regras da escola, por isso, eu só pedi pra ele desligar o celular. Mas você, é outra situação, que merece atitudes drásticas! Por isso, você não vai precisar comunicar isso à senhora sua mãe, porque eu mesma me encarregarei!

Eu ADOREI a atitude da professora! Essa garota já estava merecendo um esporro a tempos. Prontamente, me virei para Fabrice e nós começamos a conversar em sussurros.

A: Cara, tu tá animado mesmo, hein! Até o toque do celular.

F: Pois é. Eu acho que vou explodir a qualquer momento se não embarcarmos logo!

A aula acabou e nós fomos liberados para o recreio. Lá, a conversa de todo dia, sobre o tempo, a manchet do jornal e etc., foi interrompida por uma vozinha irritante.

Evellyn: Olha só, NERD, eu tô te avisando, não é só porque você é um dos queridinhos dos professores que você vai escapar de mim. Eu tô com raiva de você!

F: E o que eu posso fazer sobre isso? — perguntou o meu amigo na maior calma do mundo

Evellyn: Só porque você vai pro estrangeiro estudar, não quer dizer que eu vou perder o meu celular caríssimo por sua causa.

Estrangeiro?! Meu Deus, de onde saiu essa criatura?

F: Ah, desculpa. Acho que descobri o por quê de você não entender o que eu digo. Você fala "caipirês" e não português! Que bobagem a minha em não perceber! Vou tentar de novo, tá?

Evellyn: Você tá me chamando de caipira?

F: Ara sô! Descurpa eu aí, se eu vô pru "istrangero" e ocê não. É qui eu gosto de istudá, ao contrário docê! Eu demurei pra intendê que ocê falava caipirês. Mas quando tu falô "estrangeiro" eu percibi. Só caipira fala "istrangero", as pessoa nurmal diz "exterior". Cumpriendeu? Eu num vô vê ocê nunca mais! IRRÁ!

Todos nós caímos na risada com aquele "caipirês" tosco de Fabrice! Mas humilhou bonito! Poxa, quem em sã consciência diz "estrangeiro" ao invés de "exterior"?! Só caipira, né? [n/a: nada contra as pessoas que falam que vão pro estrangeiro]

A paty saiu F-U-R-I-O-S-A! Mas devo admitir que foi uma das cenas mais hilárias da minha vida!

Como tudo que é bom dura pouco, o recreio acabou e nós voltamos para a sala-de-aula, mas dessa vez, para assistir a aula de Filosofia. Como presente de despedida, o nosso amado professor Ângelo, que de anjo não tem absolutamante NADA, passou para alguns de nós um seminário sobre vícios, que deveria ser apresentado ainda HOJE. Ele separou os grupos e o tipo de vício ficaria por nossa conta. O grupo em que eu estava (Eu, Andy, Raynie, Fabrice, Luke, Hugh e Peter), acho que posso chamá-lo de "meu grupo", resolveu falar sobre vícios banais, mas de uma forma engraçada. Todos já estavam preparando os discursos sobre Drogas e Álcool e essas outras coisas de que todo mundo fala, mas nós faríamos diferente. Nós vamos improvisar!

Notas finais
Desculpa pelas piadinhas toscas, mas o meu humor é assim mesmo! Espero que vocês tenham gostado, pois semana que vem, tem um capítulo recém-saído do forno.
E, por favor, deixem um review! Nem que seja pra reclamar da Máfia das Indústrias do Salgadinho Pré-Frito e suas formas de tortura!
Beijos! :D