Welcome To Our Universe
2 Passport to my New Life
Notas iniciais
Em algum lugar de Los Angeles, EUA, trs pessoas conversam em um camarim:
??: Cara, voc devia parar com isso. Tu t acabado.
??2: Eu sei. Cansei de acordar de ressaca; dirigir bbado, correndo o risco de ser preso ou sofrer um acidente; e fazer um bando de merda que eu s descubro no dia seguinte.
??: Finalmente voc tomou jeito, mano. Mas...
??2: Mas o qu?
??: O que te levou a parar de beber?
??2: 1 -> Meu fgado t acabado de tanto lcool
2 -> Eu fazia whisky (n/a: escrevi certo?) de calmante quando no tinha sono, o que acontecia quase todo dia.
3 -> Eu tomei jeito. Bebida agora, s socialmente. Mas preciso de ajuda para superar isso. J tenho 38 anos na cara!
??: Olha, voc meu irmo. Eu vou estar sempre contigo.
??3: Conta comigo tambm, dude!
??2: Cara, tu t vivo! O.o
??3: No! T morto, mas continuo falando.
??2: Voltando ao assunto, eu resolvi pedir auxilio divino. Se vocs me derem licena, eu farei uma orao.
??-??3: O.O Pensei que nunca fosse te ouvir falar isso...
??2: Babacas. VAZEM!
* * *
Era uma segunda-feira normal, Brasil, Rio de Janeiro e ESCOLA.
Ia tudo muito bem e tals, at que Andy olhou pra mim com uma cara de "H??" de dar gosto. S porque eu estava falando sozinha. Que mal tem nisso, meu Deus?
An: Au, voc t bem?
A: Au?! Isso parece latido de cachorro!
An: Aurora, voc precisa de um apelido! Ento eu resolvi tentar "Au". XD
A: Ainda no foi dessa vez que voc consegui, Andy. Continua tentando.
An: O que voc estava falando sozinha mesmo?
A: Eu estava reclamando que a aula no acaba.
An: O.O Quem voc e o que tu fez com a minha amiga?
A: No entendi.
An: Voc, Aurora, a Super-NERD, nunca reclamou da durao das aulas na vida. O que aconteceu contigo?!
A: que eu quero saber o que a minha me quer falar comigo. Hoje de manh ela estava toda estranha, eu me disse: "Aurora, depois da aula eu preciso falar com voc. Por isso, no se demore. Direto pra casa, entendeu? importante."
An: No entendi lhufas... e PUTZ!
A: Putz o qu, criatura?
An: Voc grava o que a sua me diz! Eu hein, que estranho!
Graas a Deus, Fabrice resolveu se intrometer na conversa e me salvar daquele papo MEGA chato sobre as minhas manias, que, vamos combinar, to sem-noo quanto o meu novo apelido "Au".
F: A sua me tambm tem algo importante pra te dizer?
A: Como assim "tambm"?
R: Meu pai falou a mesma coisa, acredita?
F: Raynie! A quanto tempo. No nos vemos a 3 minutos e 26 segundos! D um abrao...
R: Sai fora, ser estranho! Voc est contando?
A: EI! D pra vocs dois pararem de criancices e me contar o que est rolando?!
F: OK. O negcio o seguinte, o preo da vaca cento e vinte, e o da mula voc nem calcula.
A-An: CHEGA!
F: A, gente estressada fogo! T bom. eu conto. Hoje de manh, sabe, antes da escola, minha me disse que precisava falar comigo depois da aula. Eu acabei comentando isso com Hugh, Luke e Peter, eles me disseram que os pais deles vieram com a mesma histria. Vocs no acham isso estranho?
A: Muito. Ser que um compl para sermos refns de uma quadrilha de ET's?
R: Au, desculpa, mas esse papo meio maluco no coisa da Andy?
A: At voc, Raynie! Eu j disse que meu apelido NO Au!
An: Mais estranho do que tudo isso, que s a minha me que no me falou nada...
(TRIM — Telefone da Andy) [n/a: sou pssima com onomatopias, perdo pessoas]
An: Al?
Me An: Ana, pra casa depois da aula. Quero conversar com voc.
An: algo importante, me?
Me An: Muito. No se atrase.
(TU TU TU — Fim da ligao)
A: Falando no terrier, o rabo apareceu pra voc! (n/a: besta eu, n?)
R: E ento, o que ela disse?
An [com a cara mais parecida com a da me que consegue fazer]: "Direto pra casa. Assunto importante, Ana". Uma coisa me intriga neste mundo.
A: O qu, figura?
An: Por qu ningum diz tchau quando vo desligar a ligao?
A: Sabia que eu me pergunto a mesmssima coisa? Vai entender, n?!
F: Eu t me roendo de curiosidade.
(U — Sinal da escola) [n/a: O da minha antiga escola era assim. Eu confundia com sirene de ambulncia.]
A: Acho que estamos todos muito curiosos, Fabrice. — eu disse enquanto saia da sala, indo em direo ao porto.
Todos: Tchau!
R: Amanh a gente conta o que nosso pais queriam.
A: bom vocs me contarem mesmo, ou vo sofrer as consequncias.
F: Ui, t cheio de medo! Me poupe, n? Tchau gente besta.
A: Tchauzinho.
* * *
Quando sa da escola, eu tomei o rumo de casa, assim como minha me tinha mandado. Mal cheguei no porto e ela j estva dentro do carro me esperando:
Maggie (n/a: a me da Aurora): Filha, deixa a mochila no quarto, pega uma ma pra voc ir comendo no caminho, troca de roupa e entra no carro. Voc tem 5 minutos.
A: H?! Eu no sou o The Flex no, me!
Maggie: Tu t mais pra Flexa, o refrigerante. CORRE!
A: T bom, t bom, t indo!
Eu subi correndo pro meu quarto, onde deixei a mochila em cima de uma poltrona e troquei de roupa; tirando o meu uniforme e colocando uma blusa roxa com a bruxa d'A Bela Adormecida estampada nela (Coinscidncia, no?) [n/a: eu nunca lembro o nome dessa bruxa] e trocando o tnis preto por um All Star bege com mini-flores marrrons.
Depois desci as escadas correndo, peguei uma ma verde na mesa da cozinha e sa correndo com a minha bolsa que eu tinha largado em cima do sof no dia anterior.
* * *
J no carro, minha me pegou a estrada que levava ao curso de ingls, que eu frequentava uma tarde por semana (h 6 anos — acabo em um ms), junto com Raynie, Andy, Fabrice, Peter, Hugh e Luke.
A: Me, por qu ns estamos indo em direo ao curso?
Maggie: Eu quero te falar uma coisa, mas precisa ser no curso.
A: Desculpe a minha lerdice mental, mas eu ainda no entendi.
Maggie: Voc j vai entender.
Quando chegamos no curso, eu vi o carro da me da Andy e estranhei. A aula era s na quinta-feira e ainda era segunda.
Entramos, e logo na sala-de-espera vi a pequena "reunio" que havia se organizado ali. Meus seis amigos, a professora e uma outra senhora que eu s conhecia de vista, mas sabia que trabalhava l, estavam sentados, esperando por mim.
Juliana (a professora): Aurora! Finalmente voc chegou. Bom, pelo visto podemos comear a nossa reuniozinha. Crianas (que mania), vocs vo fazer intercmbio!
Todos: QU!?
Juliana: Isso mesmo que vocs ouviram. Essa a Sra. MacToon e ela a responsvel pelas viajens de intercmbio. Vou deixar que ela explique a situao.
Sra. MacToon: Bem jovens, como vocs so os melhores alunos que o nosso curso j teve nos ltimos 10 anos, ns fizemos um convnio com uma escola semi-interna em Los Angeles.
L: Por quanto tempo?
Sra. MacToon: tima pergunta, Sr. Bennut. O convnio de 1 ano e meio, podendo ser prorrogado se vocs entrarem na faculdade ou formarem famlia. No caso da faculdade, se no arrajarem trabalho fixo, vocs voltam quando acabarem. Se formarem famlia, tero que acertar o visto com a Embaixada Brasileira.
P: E onde vamos ficar?
Sra. MacToon: Como eu j disse antes, a escola semi-interna, ou seja, vocs podem ficar na escola ou no. A Srta. Victorin (Andy) tem um tio em L.A. que ofereceu abrigo para vocs.
Mary (me da Andy): Meu irmo tem um stio nos arredores de L.A., e segundo a localizao da escola, cerca de 15 minutos de distncia.
An: Voc t falando do Tio Earl?
Mary: Exatamente.
Sra. MacToon: Bom, os pais de vocs j concordaram. Agora a deciso de vocs, jovens. Vocs querem ir?
Todos: CLARO!
Sra. MacToon: timo. Vocs embarcam em um ms. Tero que recomear o 2 ano do Ensino Mdio, mas tiraro de letra. Amanh enviarei um documento para as casas de vocs com algumas instrues e maiores detalhes sobre o que eu acabei de falar aqui. Esto dispensados.
* * *
Voltei para casa e me deitei. Mal troquei de roupa e dormi. Era muita informao pra computar. Amanh penso melhor no meu futuro.
Notas finais
Beijos meus e do fabricinho!
;)
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