Welcome To Hell

18 Um dia quase normal


Notas iniciais
Olá pessoas! Acharam que eu tinha esquecido de vocês?? Nunca! E voltei mais feliz do que nunca porque ganhei uma recomendação da linda da Lúuh! Garota, aquela recomendação tava maravilhosa, não sei como explicar o tamanha da felicidade que senti, ficou muito linda mesmo, eu amei! Obrigada, e aproveite o cap pois o dedico pra você e as lindas que comentaram no capitulo anterior! Boa Leitura

Pov. Izzy

Eu tava relutante em sair daquela cachoeira. Afinal, o que tinha dado em mim pra deixar Peter me beijar tantas vezes? Estou começando a considerar que eu realmente precise marcar uma consulta com a psiquiatra. Minha cabeça não parava, essa noite tinha sido demais pra mim, tudo o que ele me disse da vida dele, eu ainda tava absorvendo cada informação.

Ficamos o caminho inteiro em silencio, só ouvindo de longe as vozes dos alunos na fogueira. Assim que voltamos, tivemos que passar por eles pra entrar no casarão, e de repente viramos o centro das atenções. Parece que todo mundo pareceu notar a gente e nos encarou. Inclusive Jonah que soltou um risinho malicioso quando viu a gente juntos. Isso era tão estranho!

Ele me acompanhou até a porta do meu quarto e eu o encarei. Eu não sabia o que dizer e acho que ele também não.

–Bom, vou indo pro meu quarto, ate porque deve ter uma garota ai dentro louca pra te interrogar! — Ele riu quando eu bufei de insatisfação. Sim, Leah devia ta lá dentro me esperando. — Não quero estragar os planos dela.

–É, como eu queria só entrar e dormir!

–Boa noite então. E divirta-se com a Leah! — Ele sorriu. Quis bater nele por nele por causa daquele sorriso idiota. – Não se esqueça de nenhum detalhe!

–Vai pro inferno — Sussurrei e ele gargalhou.

Ele caminhou ate o fim do corredor ainda rindo e entrou no seu quarto. Respirei fundo varias vezes encarando a porta antes de entrar no quarto. Mas decidi não prolongar meu sofrimento, por isso entrei duma vez.

Leah estava sentada na minha cama com as pernas cruzadas. Sorriu quando me viu entrar no quarto.

Eu me sentei do lado dela, e ela não começou a surtar como eu imaginei. Ela apenas me encarava, sem dizer uma palavra com o sorriso estampado no meio da cara.

–Não vai perguntar nada?

–Não preciso — Eu estreitei meus olhos na sua direção. O que ela disse??

–Não? — Perguntei.

–Você vai mentir pra mim e de qualquer jeito eu já sei a verdade! — Deu de ombros.

Eu suspirei encarando aquele sorriso.

–Eu não esperava por isso, imaginei que ia me encher de perguntas até eu querer bater em você!

–É mais como eu já disse você vai mentir pra mim então nem vou gastar o meu tempo. – Ela disse com certo ressentimento.

–No que exatamente eu mentiria pra você Leah?

–Sobre todas as perguntas que iria fazer. Por exemplo: “Izzy você gosta do Peter?". "Não, eu odeio aquele garoto" — Ela disse imitando minha voz. — "Então porque vocês estavam se beijando?". "Foi um acidente"...

–Mas na verdade foi...

–Não, não foi um acidente! — Ela me cortou — Você tava sentada no colo dele quando eu cheguei. O que? Vai me dizer que você tava andando pela mata e do nada encontrou ele. Tropeçou e caiu sentada no colo do garoto e depois vocês dois quase morreram de tanto se beijar?

–Foi mais ou menos isso!

–Você mente ta mal sabia? Chega a ser deprimente. — Ela sorriu e eu me encostei à cabeceira da minha cama, fechando os olhos com força e respirando fundo.

–O que você quer de mim então?

–Nada. Eu só gosto de ver esse brilho nos seus olhos e essa sua cara de confusa. — eu abri os olhos e ela me observava.

–O que?

–Sei lá, é só que quando você fica com o Peter você não fica parecendo uma depressiva que vai se matar a qualquer momento. Você fica diferente, um diferente bom! — Ela tava sonhadora, com as mãos juntas do lado do rosto e sorrindo enquanto olhava pro nada.

–Você ta ficando louca!

–Provavelmente, mas quando vocês tiverem um filho, me promete que eu vou ser a madrinha? — Ela piscou os olhos rápidos de modo pidão.

–Ah sai daqui — Eu peguei um travesseiro e taquei nela que levantou correndo e se jogou na sua cama.

Leah não falou mais nada, vez ou outra eu escutava ela suspirando na sua cama ou falando sozinha sobre o que tinha visto.

Eu me deitei na cama e por mais que eu tivesse cansada eu não consegui dormi. As palavras do Peter estavam passando a cada segundo na minha mente. Como a mãe dele pode ter feito isso com o próprio filho? Gente, essa mulher não é normal, rejeitar um filho desse jeito, se ela tivesse no mínimo consciência do que fez com ele. Meu Deus!

Ficar pensando nisso me fez lembrar dos meus pais. Mesmo eles não sendo tão presente como eu gostaria que eles tivessem sido, minha mãe era carinhosa do jeito dela, e meu pai sempre preocupado. Isso fez a saudade aparecer e a dor no peito aumentar, eu sentia falta das nossas viagens em família, de quando ia visitar minha outra avó que mora longe, ou só quando eles reservavam um dia pra me dar atenção, ou as surpresas que faziam no meu aniversario.

A verdade é que Leah tinha razão sobre uma coisa, eu tava mais confusa do que nunca, eu ficava relembrando a nossa conversa e me perguntava como ia ser daqui pra frente. Mas como conheço Peter, sei que ele vai agir como se nada tivesse acontecido.

E foi assim que eu passei minha noite em claro, mergulhada na confusão que Peter me colocou.

[...]

Logo pela manha, bem depois do café, a professora fez o favor de reunir todos na sala principal e fazer uma prova oral. Minha cara deveria ta horrível, meu humor não tava um dos melhores e com certeza eu me ferrei bonito nessa prova.

Quase uma hora depois fomos liberados para ter o dia livre.

–Ficaram sabendo? — Marina se aproximou empolgada — A professora e a dona do hotel liberaram uma festa pra amanha!

–Mentira! — Leah disse animada e Marina assentiu. — Aleluia!

–Pois é, vai ser muita foda...

Elas engrenaram num assunto sobre essa festa, e eu fiz questão de não participar porque no fim se eu quisesse ou não ir, Leah me obrigaria de qualquer jeito!

Minha suposição sobre Peter agir como se nada tivesse acontecido estava certa, nos falamos poucas vezes desde que acordei, ele me irritou e eu gritei com ele no café da manhã, brigamos mais uma vez e assim tudo parecia normal pra nos dois. Mas a gente sabia que não tava nada normal!

Depois do almoço os meninos inventaram de explorar a fazenda. A maioria dos alunos fazia alguma coisa como: Piscina, cachoeira, piquenique ou sei lá, cortando os pulsos no quarto.

–Vem Izzy! — Marina me chamou pra onde ela, Jonah e Peter estavam. Leah já tinha sumido com Lucas há muito tempo.

Aproximei-me do haras a passos lentos encarando aquele bicho enorme. Todos eles brincavam com os cavalos e eu fiz questão de manter uma certa distancia.

–Vamos andar de cavalo? — Jonah falou acariciando um cavalo preto.

Todos assentiram menos eu, eu tava tremendo. Ele não poderia ter tido uma idéia pior. Sim eu tenho um leve medo de cavalo. Quer dizer, leve não. Forte, muito forte!

–Você ta bem? — Peter perguntou estreitando os olhos na minha direção, todo desconfiado quando me viu arregalar os olhos na direção do cavalo.

–To... To ótima! — Gaguejei e ele riu.

–Você ta meio pálida Isabelle — Ele disse meu nome completo só pra me irritar. Quando não me xingava de Delinqüente era Isabelle. Mereço.

–Eu sou pálida — Disse entre dentes e ele deu de ombros.

O tratador dos cavalos apareceu e abriu o haras tirando os cavalos pra eles andarem. Senti um frio percorrer minha espinha e recuei alguns passos vendo o tamanho daquele bicho.

–Vamos Izzy? — Marina me chamou e eu congelei no lugar.

“As pessoas não precisam saber que você é tão medrosa assim!” Minha consciência gritou pra mim.

–Ah não obrigada! — Forcei um sorriso.

–Ah para, vamos, vai ser legal! — Ela insistiu.

–Eu não to afim mesmo. Podem ir vocês, sem problemas!

–Tem certeza? — Jonah perguntou.

–Absoluta!

Eles finalmente me esqueceram e subiram no maldito cavalo os dois e saíram pra dentro da floresta. Menos, é claro o senhor Wayland que tava rindo igual um babaca enquanto ajeitava a cela do cavalo dele.

–Para de ser antipática e pega um cavalo — Ele disse sem me olhar ainda arrumando aquele bicho.

Eu olhei novamente o tamanho daquele animal e meu coração acelerou, minha cara não deveria estar muito boa porque ele veio na minha direção e ficou me encarando meio preocupado.

–Não — Respondi sua pergunta num fio de voz.

–Porque não?

–Porque eu... Não gosto de cavalos! — Ele me encarou por uns segundos e depois começou a rir.

–Serio? Eu nem tinha percebido! — Disse irônico. Mas eu não tava brincando, não tive experiências boas com esse animal. — Para de ser boba e vem comigo!

Antes que eu pudesse dizer algo ele puxou a minha mão e me arrastou pra perto do cavalo. Eu quase desmaiei quando fiquei cara a cara com ele.

–Ai, meu deus. Eu não vou subir nesse bicho! — Falei desesperada.

Quis correr pra longe, mas ele me agarrou pela cintura e não me soltou, no caso eu teria ficado surpresa se não tivesse com tanto medo.

–Vamos comigo!

–Não, ai meu Deus, não. Eu odeio cavalos, odeio de verdade! — Meu desespero era ate constrangedor. Peter afundou o rosto no meu pescoço e logo em seguida eu senti seu corpo tremendo. Ele tava rindo? Sim, ele tava rindo! — Eu to falando serio Peter!

–O pior, é que eu sei! — Ele levantou o rosto vermelho de tanto rir e eu revirei os olhos. — Só tenha calma, você não confia em mim?

–Não! — Ele bufou me soltando. Subiu no cavalo em menos de um segundo e depois estendeu a mão pra mim.

–Eu posso curar seu trauma!

–Eu acho difícil.

–Sobe logo! — Eu encarei sua mão e depois aquele sorriso cafajeste. E como sempre eu sei que ia me arrepender disso. -Anda logo!

Dei minha mão a ele que me ajudou a subir em cima do cavalo. Respirei fundo sentindo o pavor só por estar em cima daquele animal. Enlacei a cintura dele antes que ele dissesse algo, fechei meus olhos com força e escondi minha cabeça nas suas costas.

Senti o cavalo começar a andar aos poucos e droga, eu definitivamente odeio cavalos.

–Por favor, vá devagar!

–Devagar pra que? Assim não tem graça! — Ele respondeu rindo.

E eu comecei a sentir o cavalo ir mais rápido e rápido. Filho da puta, idiota!

–Peter!! — Gritei ainda com os olhos fechados e apertei mais meus braços em sua cintura.

Eu só sentia seu corpo tremendo de tanto rir. Eu vou matá-lo quando descer daqui, isso é claro, se eu estiver viva ate lá né!

Até vontade de chorar me deu. Eu sentia que eu ia morrer a cada segundo que o vento batia com força nos meus braços e meu cabelo chicoteava minhas costas. Minutos depois de tanto gritar palavrões e xinga-lo, eu senti o cavalo parar de andar abruptamente, aos mãos de Peter desfizeram o nó que meus braços davam na sua cintura, e quando o soltei ele desceu. Ainda em cima do bicho percebi que não fazia idéia da onde a gente tava, mas tinha um rio a nossa frente e muitas arvores. Provavelmente estávamos muito longe da onde saímos.

Peter me entendeu a mão e me ajudou a descer. Precisei de uns segundo pra me estabilizar psicologicamente.

–Eu odeio você! – Dei um soco no seu braço que gemeu de dor – Palhaço, ridículo, idiota...

–Calma moça – Ele me segurou pelos ombros – Pra que tudo isso?

–Qual parte do tenho medo de cavalos você não entendeu? – Perguntei me soltando dele. Ele sorriu.

–Eu ajudei você a curar seu trauma, não foi?

–Ah nossa, ajudou muito! Obrigada! – Falei revirando os olhos.

–Nada como curar um trauma com um novo trauma – Ele falou rindo e eu o encarei pasma.

–Eu desisto de discutir com você. É nessas horas que eu desisto até de viver!

–Não faça isso! Com o que eu vou brigar se você morrer? – Ele perguntou mais sério do que eu imaginava possível pra esse tipo de pergunta.

–Ué, o que não falta é mulher pra você atormentar nesse instituto. Pode começar pela Aline!

–Não é a mesa coisa! – Ele deu de ombros e me ignorou. Ótimo!

Ele andou até o rio e eu realmente não queria ficar sozinha perto daquele cavalo e bom... No meio do nada. Eu o segui até ele chegar bem na ponta do rio. Ele trocou olhares de mim pra água e depois tirou a camisa.

–Aonde você vai?

–Entra na água – Ele disse obvio – Você não?

–Ah não obrigada! – Recuei alguns passos olhando aquela que devia ta um gelo. – Vou fica aqui e espera você me levar de volta pro casarão!

–Pode voltar a pé se você quiser.

Olhei em volta mais uma vez e encolhi os ombros com essa idéia. Aonde eu tava mesmo?

–Ah bom, isso não vai acontecer porque não faço idéia da onde eu to. Então, sim eu vou te espera!

Ele gargalhou satisfeito com alguma coisa.

–Oh meu Deus, admita que precisa de mim pra alguma coisa?

–Não to a fim de inflar o seu ego – Dei de ombros.

–Ah que pena, seria ótimo ouvir isso de você... Pior do que isso é saber que se você for me esperar vai ter que entrar lá comigo! – Ele apontou pra água e eu neguei com a cabeça – Ah vai sim, vai que tem algum bicho lá, pelo menos eu não morro sozinho!

–Eu não vou entrar lá, a gente pode pular esse papo chato e voltar pra casa?

–Não!

Ele tirou o resto da roupa, como a bermuda. E santo Deus do céu ele só tava de cueca na minha frente, e acho que eu tava olhando demais pra ele! Ele sorriu malicioso e eu sabia o que ele ia fazer antes que ameaçasse fazer!

–Ah não, seu filho da puta, nem tente... – Ele me ignorou mais uma vez e correu na minha direção. Eu sou um tipo de pessoa que fico muito desastrada quando to desesperada, então tropecei umas Três vezes em 10 segundos. Ele conseguiu me alcançar e me pegou no colo. – Ah não Peter. Eu não quero entrar!

–Eu não te perguntei nada! – Ele sorriu amando aquela situação.

Droga ele tirou o dia me irritar ou isso vai ficar freqüente?

Notas finais
Próximo capitulo eu continuo da onde parou, Okay? Okay! Avisando que ta ficando cada vez mais difícil de postar sem atraso pois minha outra fic esta na reta final, e eu já to ficando louca com tanto romance diferente na minha vida! Mas eu vou conseguir! Assim que MNY acabar a primeira temporada, vou começar a postar com mais frequência essa daqui! Hermione Jackson Mellark, Lúhh e Jéss Torres! Obrigada por comentarem no capitulo anterior! Beijo meninas! Então, vejo vocês no próximo capitulo ou em Made In NY. Mereço Favoritos? Recomendação? Comentários? Beijos e boa semana! ;) *Ps: Alguém que saiba fazer capas pelo amor de Deus, entre em contato comigo!