Welcome To Hell

24 Brigando como um casal


Notas iniciais
Boa noite meu amores! Milagre eu aparecer aqui sem atraso né? Pse, não demorei uma eternidade que nem das outras vezes e estou muito orgulhosa de mim mesma por isso. Escrevi esse capitulo com muito carinho e pressa, por isso se tiver erros me avisem. Sem mais... Boa leitura!

Pov. Izzy

Não lembro em que momento da viagem eu cai no sono, só me recordo de ter acordado com a cabeça apoiada no ombro do Peter e de sentir seu braço por trás de mim.

Chegamos na madrugada de domingo no instituto. Ninguém parecia animado por ter voltado pra cá e eu muito menos. Já é fato que eu não morro de amores por esse lugar. Eu estava tao cansada que Peter somente me ajudou a levar minhas malas pro quarto e depois seguiu pro seu com um breve e sonolento "Te vejo de manha". Ele provavelmente deveria estar mais cansado do que eu por ter que me aguentado a viagem inteira deitada no seu ombro.

Meu quarto estava do jeitinho que eu havia deixado. Minha cama desalinhada com alguns bichos de pelúcia espalhados, meus livros arrumados em ordem alfabética na prateleira acima da cama. E o mais importante, o porta retratos do casamento dos meus pais que ficava na cabeceira da minha cama e ao lado dele minha caixa de remédios. Apesar de tudo eu sorri, tudo que eu menos queria estava acontecendo, eu estava me sentindo em casa aqui. O que era horrível!

Me joguei na cama depois de trocar de roupa e afundei em sonhos. Sonhos estranhos e confusos que me deixaram bastante perturbada e me fizeram ter uma noite péssima, tanto que acabei acordando mais cedo do que deveria para um domingo. 9:35 da manha e eu já estava de pé seguindo pro telefone fixo que ficava na parede do lado de fora da escola. Hoje era dia de telefonemas e queria vir cedo pra não ter que ficar esperando os outro terminarem suas ligações pra eu poder usar o telefone, até porque a maioria deve estar dormindo agora.

Disquei o numero da minha tia e temi que até ela estivesse dormindo mas aposto que ela já estava esperando que eu ligasse, só pela rapidez que ela atendeu o telefone com a voz desesperada.

–Isabelle, oh meu Deus! Finalmente — gritou ela — Pensei que nunca mais voltaria dessa viagem.

Sorri.

– Bom, eu sobrevivi, relaxa. E nem foram tantos dias assim.

–Mas eu fico preocupada, você sabe — Sim eu sabia. Ela se preocupava com coisas desnecessárias a meu respeito. — Certo. Como foi a viagem? Aproveitou? Foi legal?

Tudo passou como um flash na minha cabeça, todos os momentos que passei. Principalmente com Peter. Eu mordi os labios e troquei o telefone de orelha tentando não parecer empolgada.

–Foi bom... Diferente sabe.

–Eu sabia que essa viagem faria bem pra você. Respirar novos ares, você tava precisando.

–Na verdade, eu estava mesmo. — Eu quase nunca concordava com ela, em praticamente nada o que a deixou um pouco surpresa e eu pude escutar o som de exclamação dela. — Quer dizer, qualquer coisa pra mim seria melhor do que ficar enfiada nessa escola, você sabe.

–Sei — Ela ficou um tempo calada e depois sua voz surgiu com mais empolgação do que antes — Ou sera que isso não tem haver com mais alguem? Um garoto talvez...

–Imagina, da onde tirou isso? — Senti minhas bochechas queimaram só dela falar. Se ela tivesse me vendo isso me denunciaria. — Você tem cada ideia.

–Me engana e eu finjo que acredito! — sua risada agora foi alta e eu revirei os olhos.

Ela me fez contar cada parte da viagem a ela, cada minimo detalhe mas é claro que algumas partes eu tive que editar. Ela ficou feliz por mim, ela sempre ficava feliz por qualquer coisa que me fizesse esquecer os problemas nem que fosse momentâneo. Depois me contou de um cara que ela conheceu a algumas semanas e que eles estavam saindo. Disse que o conheceu quando ela saiu correndo no meio da rua quando perdeu o controle do carrinho do bebe e ele a atropelou. Isso era tao a cara dela, Jesus. Tia Josie falava muito rápido e as vezes eu duvidava que ela estivesse respirando.

–Só acho que deveria ter me contando desse cara antes — disse fingindo indignação. — Eu tinha direito de saber.

–To contando agora, ué. Mas não é nada serio Izzy.

–Se não fosse serio você não estaria me contando! — Deixei um riso escapar. Observei o temporizador avisar que eu só tinha mais um minuto no telefone e suspirei — Tia, meu tempo ta acabando. Eu preciso desligar.

–Foi bom falar com você, meu amor. Sinto sua falta e queria que estivesse aqui comigo.

–Eu sei, também sinto. — respirei fundo já sentindo as lagrimas se acumulando. Droga! — Eu apareço no fim de semana ta. Ai vou poder te contar melhor tudo que quiser saber, só se cuide até lá e tente não ser atropelada novamente.

Eu ouvi sua risada fraca.

–Te amo Izzy e o Arthur também — não deu tempo de responder o telefone desligou sozinho e a única coisa que eu ouvi foi o vazio. Eu fechei os olhos e caiu uma lagrima contra a minha vontade.

[...]

Parece que voltar ao instituto me trouxe a estaca zero novamente. Como uma bela depressiva que sou passei o restante do dia no quarto, o bom foi que não passei o tempo todo chorando (só uma pequena parte dele). Fiquei mais tempo desenhando, isso me aliviava e o tempo la fora também não me convidava a fazer algo diferente do que passar o dia na cama.

–Hey! — Leah surgiu saindo do banheiro. Me observou por um instante sentada na cama com cobertores cobrindo minhas pernas enquanto puxava um esboço no meu caderno. — Izzy.

–O que? — Perguntei sem ao menos olha-la. Estava mais concentrada em retratar a cachoeira em que estivemos naquele papel.

–Vamos comigo procurar a Marina? Ela e Jonah brigaram e você sabe que devemos apóia-la!

–Pela quinta ou sexta vez? — Perguntei pela primeira vez olhando pra ela — Eles brigam toda hora Leah.

–Sim, concordo! — ela disse não parecendo se importar muito — Mas, marina tem aquela mania de se "auto-destruir" quando esta na merda. Então eu acho melhor a gente ficar por perto enquanto eles não se resolvem — ela me encarou depois de suspirar. — E ai, vamos?

Eu suspirei fundo assentindo.

–Me da um minuto!

As vezes eu esquecia que vivia num lugar onde todos tinham problemas. Um lugar onde os alunos eram internados para se tratar. Marina tinha o problema de mutilação, pelo que Leah me contou ela se mutilava muito e no começo do semestre depois da perda de um ente da familia, ela quase se matou e então foi internada aqui. Preciso me lembrar com mais freqüência de que convivo com pessoas tao doentes quanto eu.

Segui pro banheiro lavando o rosto e dando um jeito na minha cara de acabado com um pouco de maquiagem. Depois que sai coloquei um vestido de lã de mangas longas em gola V, meias fina e minhas botas.

–Podemos ir agora Miss universo? — perguntou Leah enquanto eu penteava meu cabelo.

–Agora sim.

Saímos indo direto pro quarto da Marina. Leah não parava de falar em Lucas e em como ele foi maravilhoso na viagem e tudo mais. Eu não estava prestando muito atenção mais concordava vez ou outra pra ela continuar falando.

Quando chegamos no quarto da Marina ela não estava lá.

–Ótimo, vamos tentar na biblioteca. Ele sempre se esconde la! — Sugeriu.

Seguimos pro andar de baixo com ela ainda falando sobre o namorado. Me surpreendi ao entrar na biblioteca e sentir o frio que estava ali dentro com todas aquelas janelas abertas, meu vestido pareceu uma péssima ideia agora.

Pela primeira vez na droga desse dia eu vi o Peter. Vi aquele imbecil conversando despreocupadamente com a amiguinha da Aline cujo nome nem vou me dar o trabalho de lembrar. Engoli em seco quando ele nem percebeu minha entrada na biblioteca.

–Sabia que ela estava aqui — sussurrou Leah apontando pro outro lado do comodo.

Marina estava sentada de frente pra uma mesa chorando convulsivamente enquanto tinha um livro aberto a sua frente. Acompanhei Leah até onde ela estava sentada.

–O reforço chegou — Avisou se jogando na cadeira ao lado dela. Marina passou os braços pelo pescoço e o seu choro aumentou umas oitavas exageradas enquanto Leah batia nas suas costas a encorajando — Vai ficar tudo bem. Fala, o que aconteceu?

Enquanto Marina começa um discurso que eu mal entendi pelo seu excesso de choro, eu preferi continuar em pé e me encostar na parede. Me senti uma péssima amiga por não estar prestando atenção no que acontecia a minha frente e sim na conversa ao meu lado. Eu e Peter estávamos separados por apenas uma fileira de livros e eu pouco ouvia sua voz.

Fiquei me perguntando o que ele fez o dia todo pra ter se esquecido de mim, já que ele havia prometido de madrugada que iria me procurar de manha, mas não foi o que aconteceu. Vendo ele ali conversando com aquela garota por mais que eu me esforçasse me deixou com raiva.

Eu desviei o olhar deles dois e olhei pra janela e tentei me concentrar na chuva caindo la fora e molhando toda a grama. Eu não tinha nada com Peter, não deveria me sentir assim, eu não podia me sentir assim. Era errado! Muito errado estar gostando de um cara que a quase dois meses atras eu queria matar. E que eu quero matar agora! Por simplesmente ter me trocado pra ficar de papinho com aquela garota.

Por mais que eu tentasse não conseguia não olhar pra ele. Quando virei o rosto de novo meus olhos encontraram os seus e eu senti meu coração disparar. Ele tava me encarando com os braços cruzados e as sobrancelhas erguidas. Tentei desviar do seu olhar, mas eu não conseguia, ele tava me prendendo. Me olhava como se finalmente tivesse me achado.

–Terra chamando Isabelle! — Marina bateu palmas na frente do meu rosto chamando minha atenção. Ela já tinha parado de chorar e ela e Leah me olhavam. — E então, o que você acha?

–O que eu acho? — Perguntei confusa. Bom, elas deveriam estar falando da historia que ela contou e eu não prestei atenção. Respirei fundo — Bom, eu... Eu acho que... Preciso ir ao banheiro. Desculpe!

Marina me olhou totalmente confusa e não esperei que ela dissesse algo. Sai disparada da biblioteca ansiosa pra sentir o ar condicionado dos corredores me preencher de calor. Respirei fundo mais uma vez, e comecei a procurar pelo banheiro. O instituto tava começando a ficar vazio pelo horário, daqui a alguns minutos ia dar dez horas e ia começar o toque de recolher.

Quando finalmente entrei no banheiro me tranquei naquele cubículo realmente apertada pra usar o banheiro. Quando terminei de usar, levei um susto ao abrir a porta.

–Izzy! — Peter saudou assim que me viu. Tava apoiado na pia de frente pro espelho e abriu um sorriso quando eu me assustei.

–O que ta fazendo aqui? É o banheiro feminino.

–Eu sei — Ele se desencostou da pia e virou pra me olhar. — Por onde andou o dia todo?

Eu bufei reprimindo a vontade de socar a cara dele. Ele não tinha o direito de me perguntar isso. Não respondi de imediato passei por ele indo ate a pia e lavando as minhas mãos e depois secando, enquanto ele me olhava entediado esperando minha resposta.

–Sabe, eu também ia te fazer essa mesma pergunta. — Disse.

–Ué, passei o dia todo tentando falar com você.

–Jura? — Perguntei sarcástica — Porque não parecia. Ou sera que você cansou de me procurar e foi atras da amiguinha da Aline?

Ele tombou a cabeça pro lado me olhando estranho. Depois abriu um sorriso desgraçado e deixou escapar um riso.

–Isso seria, ciumes, Isabelle Monroe? — Perguntou divertido.

–O que? — Senti meus olhos se arregalarem com aquela pergunta idiota — É claro que não, só estou supondo o que você deve ter feito o dia todo quando cansou de me procurar. Estou errada?

–Completamente! — Ele ainda tava rindo.

Eu revirei os olhos. Porque eu tinha que discutir com ele, mesmo? Exatamente, por motivo nenhum. Eu joguei a toalha na pia e fui em direção a porta mas ele agarrou meu braço me obrigando a voltar.

–Hey! — Ele disse me encostando na pia e pressionou seu corpo contra o meu. Inferno! Seu cheiro me invadiu completamente e eu fiquei tonta por alguns segundos. — Eu te procurei aonde pude, depois Leah me disse que estava quase impossível tirar você do quarto e eu não podia ir ate la. Na verdade eu vou ter que tomar cuidado por enquanto, todos os inspetores e diretores do instituto estão de olho em mim pelo que aconteceu com Liam na viagem. Eu não posso entrar no corredor feminino sem levar uma advertência!

Eu suspirei. Em partes isso era verdade. Mas aquilo ainda não tinha amenizado a raiva que eu estava sentindo dele.

–Tudo bem, acredito em você — Falei cruzando os braços acima do peito afastando o corpo dele do meu.

–Ótimo, então para de fazer essa cara de quem vai dar um murro em mim a qualquer momento. — Eu continuei emburrada fitando o chão, ele sorriu de novo — Ok, sobre a amiga da Aline? Bom, ela só veio me dar um recado nada demais.

–Que recado? — Perguntei fitando seus olhos, seu sorriso desapareceu com a pergunta. — Não precisa mentir pra mim.

–E não vou — ele respirou fundo e disse cauteloso — Ela só veio me dizer que Aline queria me encontrar mais tarde, só isso — Deu de ombros e eu me controlei pra não surtar.

–Só isso? — Ele deu de ombros de novo — Tudo bem, então eu vou pro meu quarto pra você pode se encontrar com ela sem que eu tenha que atrapalhar. Boa noite!

Eu empurrei ele com um tapa que a proposito descontei a raiva que eu tava sentindo, mas infelizmente antes de eu ter o prazer de tocar na maçaneta da porta ele me puxou de novo pela cintura e não me largou. Agora ele tava com uma cara de quem ia me matar, provavelmente pelo tapa que eu dei.

–Ata, boa noite o cacete!

–Me solta! — exigi.

–Não — ele me sentou encima da pia pra ficar cara a cara comigo. Não gosto de tocar nesse assunto em relação a minha altura e a dele. — Escuta aqui, você não tem a porra do direito de ficar nervosa comigo. Eu que te procurei o dia inteiro e não pude ir atras de você. Não tenho culpa se você resolveu dar o ar da graça na hora que eu tava conversando com ela e já ficou pensando besteira.

–Não pensei besteira — Gritei. Mentira eu tinha pensando sim. — Só to dizendo que não quero atrapalhar sua noite com a Aline, pode ir la, ela deve ta cansada de te esperar!

–Ela não esta me esperando porque eu disse que não ia. Ah meu Deus, porque é tao difícil termos uma conversa em que você não tenta me matar? — Ele gritou nervoso e eu não consegui ficar seria. Soltei um riso em meio a raiva, porque aquilo tinha um fundo de verdade.

–Porque a culpa é sua. Você me deixa assim!

Ele me encarou respirando fundo enquanto passava as mãos pelo cabelo e depois riu também.

–Estamos discutindo como um casal, isso ta me assustando! — sussurrou ele, pra ninguém em particular.

Parei pra pensar na nossa situação e ri de novo. Isso era ridículo. Essa situação era ridícula. O motivo de estarmos gritando dentro do banheiro também era.

Ele afastou minhas pernas com as mãos e se colocou entre elas, segurando nas minhas coxas. Me olhou por um segundo e me beijou. Ferozmente, sua mao direita subiu pra minha nuca e sua lingua pediu passagem que eu dei sem pensar duas vezes.

Ele colou seu corpo no meu num ato rápido me puxando pra mais perto. Tava tudo estranhamente rápido e intenso, ele me beijava selvagemente enquanto minhas maos estavam agarradas no seu cabelo e eu nem me lembro quando elas foram parar ali. Senti seus dedos rasgarem minha meia calça de tanta força que ele tava apertando minha perna. Sua mao deslizou pra cima levantando meu vestido junto ate a minha cintura. Sabe o que isso se chama? Desespero! Ficar a droga do dia inteiro sem se ver, da nisso.

No final das contas, me peguei com as maos em seu abdômen enquanto ele beijava meu pescoço. Eu tentava inutilmente me controlar, juro que me esforçava, mas estava difícil.

Tocou o sinal do toque de recolher e parece que só eu tinha escutado.

–Peter — Sussurrei mas saiu mais em um gemido. Ele me ignorou voltando a me beijar. Não ia dar certo se isso continuasse, a Senhora Addans ia começar a evacuar todos os lugares pra vê ser tinha alunos. Não ia ser bom se ela entrasse aqui no banheiro agora. — Peter... O sinal. Precisamos ir.

Ele gemeu em frustração e me soltou devagar encostando sua testa na minha. Ambos arfando, totalmente sem ar. Ele estava com os olhos fechado e respirando fundo.

– Ta certo... — Suspirou e me ajudou a levantar da pia.

Eu me olhei no espelho horrizada, meu estado era triste. Deplorável e arrasador.

–Ah ok. Obrigada por rasgar minha calça, amassar o meu vestido e deixar essa marca roxa no meu pescoço — Ele sorriu pra mim satisfeito — Ninguém nem vai desconfiar o que eu estava fazendo!

–Não ha de que, ser discreto é uma das minhas melhores qualidade. — Ele riu e eu revirei os olhos. Tentei esconder o rasgo puxando o vestido pra baixo e joguei o cabelo pra frente do pescoço. — Sempre que precisar da minha ajuda pra algumas dessas coisas, é só chamar!

–Vou me lembra disso — me inclinei sobre ele dando um breve selinho, enquanto ele envolveu seus braços na minha cintura — A gente se vê depois!

Ele não disse nada, e me soltou. E eu aproveitei a deixa do segundo toque de recolher e sai do banheiro todo afoita torcendo pra ninguém me ver naquele estado e pra Leah não estar no quarto.

Notas finais
Não esqueçam de me avisar caso tenha erros ortográficos viu pessoas. Um enorme obrogada a: Mrs. Gluber, Ashley Weasley Potter, Jack Torres, e lelemilly. Valeu suas lindas, amo os comentários de vcs, são muito divos. Bom, volto assim que puder e vou tentar não demorar. Vejo vcs logo, logo. ( Cade o povo que le MNY ai levanta a mao, a gente se vê nos caps de la! ;) Beijos gente. Boa semana e espero que tenham gostado do capitulo. XoXo