Welcome To Hell
1 Capítulo 1 - we all go to hell
Notas iniciais
– E você vai sair ai, correndo feito idiota dentro dessa cidade? – Rick gritava com Daryl, que caminhava pelo acampamento em busca de suas coisas.
– Não venha dar sermão Rick. – Daryl parou seus passos, encarando o moço alto e de olhos claros, via se o medo e a preocupação em seus lindos olhos. Mas Daryl não se importava com isso, o que mais valia naquele momento era a vida de seu irmão.
– Não estou dando sermão, apenas é preocupação. – Rick encarava Daryl, que não dava a mínima para as palavras do policial.
– É a minha família, o único que sobrou. E se acha que vou deixá-lo ali, no meio daqueles bichos. Está totalmente enganado. – Daryl se abaixou pegando seu casaco e o vestindo. O grupo havia esperado dias e dias com a esperança que o irmão de Daryl aparecesse, e o frio se aproximava nas montanhas e o grupo se preparava para migrar em direção de um lugar mais seguro e mais aquecido. Mas Daryl se recusava em deixar o seu irmão ali.
– Sei que é sua família. – Rick segurou o braço de Daryl, que junto a um suspiro encarou novamente o policial.
– Você diz isso, pois está com ela, sua mulher está bem, seu filho está bem, seu melhor amigo está ótimo. – Daryl se soltou de Rick, colocando sua arma sobre seu ombro e aproximando seu rosto do de Rick — Você já está com a sua família, você lutou para ir atrás dela, você está com ela. Acho que eu devo fazer o mesmo.....ir atrás da minha. – A respiração de Daryl estava ofegante, estava levemente suado pelo nervoso que passava encarando o policial e por ouvir suas palavras. Todos no acampamento encaravam os dois. – Eu vou, e nada e nem ninguém vai me impedir. – Daryl esperou por uns segundos ouvir alguma palavra sair dos lábios de Rick, mas nada saiu. O homem alto, destinado a encontrar seu irmão se virou contra Rick, observando todos no acampamento, que parecia ter medo do grandão. Apenas Sophia o encarava, olhando em seus olhos. Com um sorriso a pequena concordou com a cabeça. O sorriso daquela garota parecia um sol, uma luz no meio daquele fim do mundo para Daryl. Que se aproximou da pequena, que estava ao lado de sua mãe.
– Promete que ficará bem Daryl? – Sophia sussurrou, olhando nos olhos do grandão. Daryl poderia parecer um cara durão, nervoso e preconceituoso. Mas o único que se dava melhor com as crianças, mesmo depois do desaparecimento de seu irmão. Ele continuava bonzinho com Carl e Sophia.
– Prometo Soh, tarei Marle comigo. – Daryl alisou os cabelos de Sophia e logo se levantou. Todos ainda o encaravam, como se ele fosse e nunca mais voltasse. Mas uma esperança, uma voz, algo dentro dele dizia que tudo ficaria bem. Que ele traria seu irmão do meio daqueles bichos, vivo.
– Daryl. – A voz de Carol penetrou seus ouvidos, após o grandão subir em sua harley davidson antiga. O rosto do grandão foi apenas em direção da moça, que parou ao seu lado. – Volte vivo, o grupo não vai sobreviver muito tempo sem você. – Carol abraçou Daryl, tocando seus lábios sobre a testa do grandão que sorriu.
– Só voltarei vivo, lhe prometo. – Daryl deu partida em sua moto. Mas novamente alguém o interrompeu. – oh caralho. – gritou o grandão, desligando o motor.
– Eu vou junto. – Glenn gritava correndo, quase que tropeçando em seus próprios pés.
– Não, você não vai. – Shane colocou o braço no caminho do coreano, que trombou em seus braços enormes e caindo para trás, em cima de sua mochila, onde se encontravam algumas munições e mantimentos. – Se ele quer se matar, que se mate sozinho. – Shane olhava para Glenn no chão, que o encarava um pouco assustado.
– Você já quase me matou agora. Pelo menos com ele terei uma morte digna.
– Digna como? Sendo comido por aquelas coisas e virar um deles? – Rick apareceu na frente de Glenn, estendendo sua mão, para que o garoto levantasse.
– Eu sei me proteger. – Glenn falou firme. Como se soubesse do que falava. Todos o encaravam. – Tabom, nem tanto. Mas sei atirar.
– Glenn. – Andréa corrigiu o garoto com o tom de sua voz.
– Mas sei correr.
– Glenn.
– Eu sei pular os prédios.
– Nisso eu concordo. – Rick afirmou, lembrando de como Glenn pulou de um prédio para o outro, no momento que foi salvo pelo garoto.
– Glenn conhece a cidade melhor que ninguém, acho que ele ajudaria Daryl rastrear o irmão. – Carol pronunciou, ao ver que Glenn estava disposto a ajudar Daryl.
– Isso, eu conheço a cidade. Posso ajudar Daryl a encontra Marle. – Glenn tentou se aproximar de Daryl, mas novamente Shane segurou o garoto. – Já virou palhaçada isso. – Se irritou Glenn, olhando para Shane.
– É perde de tempo Glenn, você está indo se matar, fique com o grupo. Vamos sair daqui em dois dias. – Shane falava encarando Daryl, que estava de costas para o policial. – Afinal..
– Shane. – Rick corrigiu colega com o tom de voz. Shane apenas olhou para Rick, ignorando suas palavras.
– Aquele grande merda, deve estar morto. Onde já se viu, cortar a mão, é um tremendo idiota mesmo, irmão de quem. – As palavras de Shane fizeram o sangue de Daryl subir, o fazendo apenas se levantar de sua moto e largando sua arma.
– Olha como se fala do meu irmão. – Daryl gritou suas palavras, se aproximando mais ainda de Shane, mas T-Dog segurou o grandão.
– Aquele grande merda. – Shane cuspiu suas palavras, irritando mais ainda Daryl, que se soltou de T-Dog e praticamente vôo em Shane, fazendo os dois cair sobre o chão. A mão direita de Daryl estava sobre a camisa de Shane, o tirando levemente do chão, enquanto sua mão esquerda socava o rosto do policial. As mulheres gritavam para que Daryl parasse. Sophia estava agarrada em sua mãe, assustada e chorando por ver Daryl bater em Shane.
– Pare com isso Daryl. – Gritava Lori, mas Daryl ignorava as palavras da moça. Em seus olhos viam a raiva, as lagrimas de ódio e desespero escorriam sobre seu rosto. Shane recebia seus socos rindo, mas no fundo sentia a dor. Pois Daryl não media forças, estava ali, para matar o policial.
– Larga ele Daryl, se controla. – T-dog e Rick tentaram tirar o grandão de cima de Shane.
– PARA DARYL, VOCÊ ESTÁ ASSUSTANDO A SOPHIA. – O grito de Carl foi como um eco na cabeça de Daryl, que parou de socar Shane, com sua respiração ofegante, ele encarava o policial, que naquele momento estava com o lábio e nariz sangrando. Junto aos olhos inchados. Em seus punhos serrados, se via o sangue de Shane sobre ele. Ficando levemente preto, misturado com seu suor e sujeira do chão. Dava-se para escutar os soluços das mulheres, de tanto chorar e gritar com o grandão. Se ouvia Sophia chorar baixo ao lado de sua mãe. Carl estava parado a frente de Daryl, com o rosto e olhos vermelhos. – Você a assustou, pare com isso. Vá atrás do seu irmão, e prove pra ele que você é um herói. – Carl gritava com Daryl, que parecia escutar mais os pequenos do que os adultos. – Ninguém acredita, mas eu e Sophia acreditamos. Vai logo Daryl, Marle te espera. – Carl ainda gritava, o grandão se levantou. Tirando seu coro de cima de Shane, que ria ironicamente.
– Vá atrás daquela grande merda, veja que ele está morto e morra... – Shane não conseguiu terminar sua frase, pois um chute de Daryl em sua costela fez com que suas palavras travassem.
Daryl encarou o grupo um pouco ofegante, limpando seus mãos com o lenço que carregava sobre sua cintura. Sophia já estava mais calma, ele via aquela pequena garota como uma irmã. Sua pequena irmã, que viu morrer a sua frente, quando todo aquele inferno começou.
– Trarei Marle vivo, e vou provar que esse merda aqui, vale muito mais, que aquele policial. – Daryl alisou novamente os cabelos de Sophia, que apenas concordou com a cabeça. – Se você vem, vamos logo. – Daryl gritou com Glenn, que demorou uns segundos para reagir as palavras do grandão. Mas logo correu em direção dele, montando na monto junto a Daryl, e partindo em direção da cidade.
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