Welcome To Ayren
2 Onde estou?
Notas iniciais
Lentamente abria meus olhos enquanto a luz do sol batia em meu rosto. Eu estava em um quarto? Esfrego os olhos. Não sei se é um quarto, mas parece. O quarto é grande, as paredes são de madeira e o piso também. Têm um colchão no chão ao lado de uma janela e muitas estantes com muitos livros. Haviam outras coisas no quarto também, mais demoraria para identificar e também tem coisas identificáveis. Muito estranho...
–Que dor de cabeça... — Murmuro, colocando a mão na cabeça.
–Ah! Vejo que acordou! — Diz uma voz feminina.
–SOCORRO! SEQUESTRADORA! — Eu grito.
–NÃO SOU SEQUESTRADORA COISA NENHUMA! — Ela responde gritando no mesmo tom de voz que eu. — Devia me agradecer. Se não fosse por mim você ainda estaria lá na floresta!
Eu me viro e olho para a dona da voz. A garota parecia ter a minha idade, cabelos ruivos em um tom de laranja muito bonito, longos e cacheados, e olhos na cor verde-água. Usava uma blusa verde-escura que deixava à mostra seus ombros e uma bermuda marrom escuro. Espera aí...
–O que é isso? — Eu pergunto apontando para as suas orelhas, que eram de raposa.
Ela me olha confusa e logo pergunta:
–"Isso" o quê?
–Suas orelhas.
–Oque que têm?
–Como você fez para parecerem tão reais?
–Dãã! Porque são reais.
–E olha só essa cauda, parece de verdade! — Eu digo tocando na cauda dela.
–E-ei! Nã-não se aproxime! — Ela diz se afastando, assustada.
Como assim? Isso não é real, né? Isso seria impossível! Depois de um tempo, deduzi que isso não é real e perguntei curioso:
–Em que loja você comprou?
–Eu já disse que isso não é enfeite! Você é louco! — Ela responde.
Espera. Não... Não acredito que...
–Se isso é real, então prove! — Eu digo cruzando os braços.
–Porque você não olha com seus próprios olhos? — Ela me entrega um espelho.
–E-eu sou um cachorro?! — Eu falo perplexo. Eu tinha cauda e orelhas.
–Pra quê tanta surpresa? Todo mundo já nasceu assim! Por que você seria diferente? — Ela pergunta colocando as mãos na cintura.
–Eu sou diferente! — Eu digo. — E... Onde estou?
–Você está em Rui. — Ela responde. — De onde você veio?
–Califórnia.
–Onde fica isso? — Ela pergunta confusa.
–Estados Unidos.
–E onde fica isso?
–FICA NO MUNDO! SATISFEITA?
–Calma! Só estou tentando ajudar! — Ela responde. — Olha, eu realmente não conheço esses lugares. Por que você não para com essa brincadeira e me diz de onde você realmente veio?
–Eu já disse! — Eu digo e suspiro.- Você têm algum mapa da região.
–Sim, tenho. — Ela diz e vai até uma pilha de papéis que está em cima de uma mesa. Ela pega um dos papéis. — Aqui está! — Ela me entrega o papel.

–Então esse é o mapa da região... "Ayren"? — Eu pergunto.
–Sim, eu que fiz esse mapa. Já explorei todos esses locais. — Ela diz.
–Ok, então como eu volto pra casa? — Eu pergunto olhando para ela.
–Andando oras!
–Não é hora para brincadeira.
–Ah! Agora sou eu que estou brincando?! — Ela diz com raiva. — Tá pensando que eu sou idiota?
–Anna. Pare. — Diz uma idosa que entra no cômodo. Ela olha para mim. — Ele não está mentindo.
–Viu? — Eu digo.
–Ele não me parece ser daqui. De onde você veio garoto? — A idosa me pergunta.
–Estados Unidos, Califórnia. — Eu respondo.
–Vovó, eu-
–Você quer voltar para casa, não é? — A idosa a interrompe. — Anna, o ajude.
–Quê?! Por que eu faria isso? — A "Anna" pergunta.
–Ele deve sentir saudades de sua terra. Não é? — A idosa pergunta e eu afirmo. — Então arrume as suas coisas Anna.
–Certo vovó.
–Vou fazer o almoço. — A idosa diz e sai do quarto.
Assim que a idosa sai, Anna suspira e pergunta:
–Bom, como você já deve saber, sou Anna. E você é...?
–Sou Lucas.
–Vem, vou te mostrar um pouco da vila antes de partimos. — Ela diz e sai do cômodo. Eu a sigo.
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