Notas iniciais
GOMENASAAAAAAAAAAAI!!!! (TT-TT) Demorei, mas aqui está!

Lentamente abria meus olhos enquanto a luz do sol batia em meu rosto. Eu estava em um quarto? Esfrego os olhos. Não sei se é um quarto, mas parece. O quarto é grande, as paredes são de madeira e o piso também. Têm um colchão no chão ao lado de uma janela e muitas estantes com muitos livros. Haviam outras coisas no quarto também, mais demoraria para identificar e também tem coisas identificáveis. Muito estranho...

–Que dor de cabeça... — Murmuro, colocando a mão na cabeça.

–Ah! Vejo que acordou! — Diz uma voz feminina.

–SOCORRO! SEQUESTRADORA! — Eu grito.

–NÃO SOU SEQUESTRADORA COISA NENHUMA! — Ela responde gritando no mesmo tom de voz que eu. — Devia me agradecer. Se não fosse por mim você ainda estaria lá na floresta!

Eu me viro e olho para a dona da voz. A garota parecia ter a minha idade, cabelos ruivos em um tom de laranja muito bonito, longos e cacheados, e olhos na cor verde-água. Usava uma blusa verde-escura que deixava à mostra seus ombros e uma bermuda marrom escuro. Espera aí...

–O que é isso? — Eu pergunto apontando para as suas orelhas, que eram de raposa.

Ela me olha confusa e logo pergunta:

–"Isso" o quê?

–Suas orelhas.

–Oque que têm?

–Como você fez para parecerem tão reais?

–Dãã! Porque são reais.

–E olha só essa cauda, parece de verdade! — Eu digo tocando na cauda dela.

–E-ei! Nã-não se aproxime! — Ela diz se afastando, assustada.

Como assim? Isso não é real, né? Isso seria impossível! Depois de um tempo, deduzi que isso não é real e perguntei curioso:

–Em que loja você comprou?

–Eu já disse que isso não é enfeite! Você é louco! — Ela responde.

Espera. Não... Não acredito que...

–Se isso é real, então prove! — Eu digo cruzando os braços.

–Porque você não olha com seus próprios olhos? — Ela me entrega um espelho.

–E-eu sou um cachorro?! — Eu falo perplexo. Eu tinha cauda e orelhas.

–Pra quê tanta surpresa? Todo mundo já nasceu assim! Por que você seria diferente? — Ela pergunta colocando as mãos na cintura.

–Eu sou diferente! — Eu digo. — E... Onde estou?

–Você está em Rui. — Ela responde. — De onde você veio?

–Califórnia.

–Onde fica isso? — Ela pergunta confusa.

–Estados Unidos.

–E onde fica isso?

–FICA NO MUNDO! SATISFEITA?

–Calma! Só estou tentando ajudar! — Ela responde. — Olha, eu realmente não conheço esses lugares. Por que você não para com essa brincadeira e me diz de onde você realmente veio?

–Eu já disse! — Eu digo e suspiro.- Você têm algum mapa da região.

–Sim, tenho. — Ela diz e vai até uma pilha de papéis que está em cima de uma mesa. Ela pega um dos papéis. — Aqui está! — Ela me entrega o papel.

–Então esse é o mapa da região... "Ayren"? — Eu pergunto.

–Sim, eu que fiz esse mapa. Já explorei todos esses locais. — Ela diz.

–Ok, então como eu volto pra casa? — Eu pergunto olhando para ela.

–Andando oras!

–Não é hora para brincadeira.

–Ah! Agora sou eu que estou brincando?! — Ela diz com raiva. — Tá pensando que eu sou idiota?

–Anna. Pare. — Diz uma idosa que entra no cômodo. Ela olha para mim. — Ele não está mentindo.

–Viu? — Eu digo.

–Ele não me parece ser daqui. De onde você veio garoto? — A idosa me pergunta.

–Estados Unidos, Califórnia. — Eu respondo.

–Vovó, eu-

–Você quer voltar para casa, não é? — A idosa a interrompe. — Anna, o ajude.

–Quê?! Por que eu faria isso? — A "Anna" pergunta.

–Ele deve sentir saudades de sua terra. Não é? — A idosa pergunta e eu afirmo. — Então arrume as suas coisas Anna.

–Certo vovó.

–Vou fazer o almoço. — A idosa diz e sai do quarto.

Assim que a idosa sai, Anna suspira e pergunta:

–Bom, como você já deve saber, sou Anna. E você é...?

–Sou Lucas.

–Vem, vou te mostrar um pouco da vila antes de partimos. — Ela diz e sai do cômodo. Eu a sigo.

Notas finais
O mapa foi improvisado. Eu já tinha desenhado a mão, só faltava redesenhar no computador. ~Bye Bye! ;3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.