Welcome Back
6 Um Adeus Improvisado
Notas iniciais
POV Annabeth.
O que havia acontecido com minha mãe?
Cheguei em casa e eram 2:57. Olhei para Butch.
-Obrigada pela carona.- já ia sair do carro quando ele me chama:
-Ei Annie — eu o olho- e meu beijo de boa noite?
Dou um sorriso e o puxo para outro beijo. Quando nos separamos, ofegantes, falo:
-Boa noite. -E saio.
Entro em casa e fecho a porta. Na sala, não havia ninguém, apenas seis malas. Estranho.
-Pai? Mãe?
-Na cozinha. — diz meu pai.
Chego lá e o vejo sentado á mesa com um copo d água e olhos vermelhos. Corro até ele e ajoelho em sua frente.
-Pai, o que aconteceu?
Ele me olha e responde.
-Me desculpe querida.
Minha mãe entra na cozinha, com os olhos também vermelhos, vestindo uma calça social, uma blusa branca, um blazer e saltos. Na mão, sua bolsa, meu casaco da Abercrombie e suas chaves.
-Mãe — vou até ela- o que aconteceu? Vamos viajar?- ela respira fundo e diz.
-Nós vamos embora Annabeth.- a olho confusa.
-Nós? Para onde?
-Para a California. Só você e eu.
-E quando vamos voltar?
-Não vamos voltar. Seu pai... seu pai não nos quer por perto.
-Eu não disse isso!-gritou levantando-se.
-Não precisava nem dizer!-respondeu.- Me trair já foi o suficiente.
Arregalei os olhos. O encarei.
-Pai, isso... isso é verdade?- ele não responde.- Eu não acredito! Pai, como pode?- meus olhos mareiam.
-Eu realmente sinto muito, Annie.- ele põe a mão em meu rosto.
-Não sente nada!-grita minha mãe- se sentisse, não teria engravidado outra mulher! De gêmeos!
O olho incrédula. Desvencilho-me de seu toque e olho para minha mãe.
-Como você descobriu?-pergunto.
Ela me entrega uma carta.
-Está tudo aí. Leia durante o vôo.
-Atena, não pode fazer isso!
-Eu posso sim! Assim como você pode engravidá-la!
Fico meio tonta e pergunto:
-Quando nós vamos?
-Você vai hoje com o jato da empresa em que trabalho e vai ficar na casa do seu tio Hermes. Eu vou quando terminar com as papeladas do divórcio. Enquanto isso, vou ficar em um hotel e... — é interrompida.
-Não precisa ficar em um hotel! Fique aqui!
-Com sua amante e filhinhos? Nem morta Frederick!
Estou enjoada. Triste. Decepcionada. Zonza. Ainda não acredito que ele fez isso conosco.
-Que...que horas eu vou?-os interrompo.
-Agora. O Johnson(n\\a: é o advogado dela.) vai te levar até o aeroporto conosco e vamos nos encarregar de tudo.- meu estomago embrulha.- agora vamos ou você vai se atrasar, o piloto já está lá.
-Mãe. Antes... antes de irmos eu... eu posso...eu posso...-coloco a mão na boca largando a carta no chão e corro até o banheiro. Meus pais me seguem e minha mãe segura meus cachos. Abro a tampa do vaso e vomito tudo.
A tristeza, a raiva, tudo faz com que eu passe mais mal e vomite ainda mais. Meu pai acaricia minhas costas. Quando acabo, me agacho na frente do vaso.
-Vou buscar uma toalha -minha mãe diz.
Vou até a pia e lavo minha boca. Me olho no espelho, minha maquiagem estava toda borrada por conta das lágrimas. Lavo meu rosto e tiro o resto da minha cara. Vejo no reflexo que meu pai ainda está ali.
-Olha filha, eu...eu...
-Não fale.- interrompo- Você sabia que era errado e mesmo assim o fez. Agora sofra as conseqüências.- digo fria apesar de chorar. Não queria ser grossa, mas eu não iria ficar do lado dele, não mesmo.
-Me perdoe filha!-Eu te perdôo pai. Sempre vou te perdoar. Mas você ainda está errado e não deve desculpas a mim.
Minha mãe chega com a toalha. Enquanto Johnson a ajuda com as malas, vou até a cozinha e pego a carta. Minhas mãos tremem e eu a dobro. Só iria ler quando estivesse no avião.
Vou até a sala e percebo que as malas já estão no carro. Pego o casaco que minha mãe havia separado para mim e o visto. Vou até meu pai e o abraço.
-Vá com Deus querida. Me desculpe.
-Tchau pai.
Caminho até o carro e deslizo até o lado de minha mãe. Me aconchego em seus braços e choro baixinho. Adormeço.
[...]
-Acorde Annie. Já chegamos no aeroporto. –diz Johnson.
Saio do carro sonolenta e descabelada, mas nem ligo abraço minha mãe e andamos assim até dentro do aeroporto.
Johnson resolve tudo o que tinha que resolver e vou até uma área para embarque. Vejo um jato escrito: Empresa Olimpius. Minha mãe é advogada desse empresa e eles cedem tudo: jatos, carros, aviões, etc.
-Eu vou sozinha?- falo com a voz embargada- Tipo, não terão outros passageiros?
-Não, o jato é da empresa, será só você. Irão te tratar como uma princesa.- Minha mãe afasta uma mecha de meu rosto e eu a abraço.
-Ah querida- diz- não fique assim.
-Eu te amo.
-Também te amo meu bem.
-E os meus amigos?
-Quer ligar para eles?- faço que sim com a cabeça. –Ok não demore.
Ligo para Zoe e Butch. Ambos já estavam dormindo, mas ao receber minha notícia despertam. Depois de desligar, vou até eles. Me despeço de Johnson. Depois, vou até minha mãe.
-Tchau querida, eu te amo muito.
-Tchau mãe. Também te amo. – E entro no jato.
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