Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
5 Pesadelos
Notas iniciais
Era quase meia-noite. Draco se perguntava o que Wednesday queria com ele a essa hora na Floresta. Também, o garoto já nem conseguia pensar direito com tanto sono.
— Wednesday? Eu já tô aqui! O que é que você quer? Ei! Você ta por aqui? – ele gritava, procurando-a.
Então ele sentiu. Aquela coisa estranha que percorria sua espinha, uma sensação estranha, como se estivesse sendo observado. Como se a sentisse por perto. Começou a ouvir seus passos pelo chão.
E seu coração começou a acelerar.
Viu um vulto preto próximo de uma árvore. Era ela. Draco percebeu que não era uma boa idéia estar ali. Suas pernas começaram a correr.
O vento soprava em seus cabelos loiros e suava gelado.
Sabia que havia escapado uma vez da morte, não sabia se conseguiria de novo. E se ele morresse, não cumpriria a promessa.
“Mãe eu faria qualquer coisa para ver você sorrir novamente. Eu vou me aproximar dela quando eu voltar para Hogwarts e juntos veremos Wednesday Addams se contorcer até a morte”.
Por isso ele corria, com todas as suas forças. Amava demais sua mãe para vê-la sofrer.
Em um instante, ele a havia despistado, já no outro quando se virou para confirmar, ela estava a poucos centímetros dele.
— E agora, Draco Malfoy. O que fazemos com você?
Ele tentou fugir, mas com poucos movimentos, ela conseguiu imobilizá-lo e amarrá-lo a árvore mais próxima.
— Torturo primeiro? Ou já mato? – ela se perguntava, enquanto passava os dedos pela lâmina prateada de uma faca.
— Me deixa! Vai... Vai embora! – ele dizia, entre soluços de pavor.
— Draco – ela dizia, se aproximando de seu rosto, pondo a mão em seu queixo – Eu nunca vou te deixar. Nem em seus sonhos.
Em meio a uma risada maligna e tétrica de Wednesday, Draco acordou, suando frio e se debatendo contra a cama.
“Calma... Calma”, ele pensava, “Foi só um sonho. Você não vai cometer o mesmo erro duas vezes, aprendeu a ser cauteloso. Calma...”, a cada palavra, ele percebia que se a temesse, seria impossível completar a missão.
Na aula de poções, ele não ousou falar com Wednesday, por precaução.
Após isso, algo estranho aconteceu. Não se encontrou com ela nem se quisesse, como se ela tivesse sumido do castelo e de todos os arredores de Hogwarts.
Apenas após o último período, ele a viu, a muitos metros de distância, falando a sós com um aluno da lufa-lufa, em um canto afastado da multidão.
Um calor percorreu seu corpo e se concentrou em suas mãos e testa, fazendo-as suar. Ele se esforçou para entender através de leitura labial o que os dois falavam, mais nada.
Era estranho vê-la com um rapaz que não fossem Potter e Weasley.
Após pensar alguns segundos sobre isso, Draco sentiu seu rosto corar e as mãos suarem mais e o seu coração batendo mais rápido que o normal. Não. Não estava com ciúmes. Não.
O lufo se afastou e uma inquietação tomou conta de seu corpo. Foi até lá falar com ela.
— Quem é ele?
— Zacarias Smith.
— O que ele quer com você?
— É sobre o trabalho de herbologia. Nos puseram para trabalhar juntos. Por quê?
— Nada. Quer brincar com ele hoje à tarde?
— Nem pensar. Se tocar um dedo nele eu te explodo. Preciso da nota.
— Tudo bem, então. Nesse caso eu vou para o quarto.
— Não vai brincar comigo hoje?
— Mas foi você que disse...
— Mandei não encostar um dedo no garoto. Sabe quantos alunos tem em Hogwarts?
— Gosto do seu jeito de pensar.
Ela fez um sinal com o dedo para que ele a seguisse até o corrimão da escada.
Subindo a escadaria, estavam Harry, Rony e Hermione.
— Eles. – ela disse, apenas, apontando com o dedo.
— O que pretende fazer?
— Vem cá.
Wednesday sacou a varinha e sussurrou algum feitiço que Draco não pôde ouvir.
Rony tentou subir um degrau, mas não tinha mais degrau. Ele sumiu do nada, fazendo o ruivo ficar com o pé preso na escada.
— Só isso? – Draco sussurrou.
Wednesday fez sinal para que esperasse.
Harry estava rindo, mas parou quando dois degraus embaixo de si sumiram. O garoto conseguiu pular para outro, evitando cair sete andares em queda livre.
O trio se entreolhava, e começaram a correr, mas os degraus sumiam antes que pudessem pisar.
Draco sorriu.
— Ainda assim, acho que você está muito boazinha hoje.
Wednesday continuou com a brincadeirinha inocente por alguns minutos. Faltavam exatamente quatro degraus na escada inteira. Mais uma vez que repetisse o feitiço, os três morriam.
— No três. – sugeriu Draco – Um
— Dois.
— Trê...
— Senhorita Addams, senhor Malfoy, o que estão fazendo acordados à uma hora dessas? – perguntou uma voz atrás deles.
Os dois se viraram ao mesmo tempo. McGonagall. Ótimo, ela estragaria tudo.
— Nada, só conversando – disse Draco, tentando ganhar tempo para que Wednesday repusesse todos os degraus de volta na escada.
Em alguns instantes, Harry, Rony e Hermione subiram as escadas, dando graças por ainda viverem.
— Caracas! Vocês não têm ideia do que aconteceu lá embaixo! – disse Rony.
— Senhor Weasley, isso são modos? E porque estão acordados até agora? O toque de recolher já foi dado há tempos! Menos dez pontos para suas casas! E que isso não se repita! Agora, vão dormir. – ela disse, e se retirou.
— Menos dez pontos! – disse Rony, a imitando – Ela não sabe que eu quase morri!
— E você, Wednesday, o que ta fazendo aí com o Malfoy? – perguntou Harry desconfiado.
— Fui beber uma água e esbarrei com ele no corredor.
— E vocês não ouviram a gente gritar? – perguntou Hermione.
— Ouvi, sim, mas pensei que fosse o Weasley com medo de uma aranhazinha. – gozou Draco
Wednesday lhe deu uma cotovelada discreta, porém dolorosa. Não queria que levantassem suspeitas, ainda mais com Hermione por perto. Sabia o quanto ela era inteligente.
— Bom, se me dão licença, eu vou dormir. Não quero levar uma detenção. – Wednesday disse, se retirando deixando os alunos atrás de si juntos. Logo que se deram conta Os grifinórios saíram de perto de Malfoy, e este fez o mesmo indo em direção do dormitório.
Fale com o autor