Notas iniciais
olá pessoal ^^ venho com mais um cap *o*

Draco e Wednesday estavam bem, enfim. Sem problemas ou complicações, o que era bom, mais uma garantia de que ele não corria risco de vida... Por enquanto.

Hermione continuava amiga de Wednesday como sempre, mas não se deixava baixar a guarda. Draco estava mais próximo dela, sim, afinal, precisava de um conselho ou outro sobre sua namorada de vez em quando.

— O que você quer fazer hoje? – perguntava Draco, com seus olhos claros observando a pele pálida de Wednesday, que repousava a cabeça em seus braços.

— Não sei. – ela disse, observando o céu, tão nublado, que meio-dia parecia seis da tarde – O céu tá escuro hoje. Se chover, vão fazer todo mundo ficar na escola.

— Hora perfeita para sumir com alguém. – ele disse, sorrindo pra ela.

— Está começando a entender, jovem discípulo. – disse Wednesday, se lembrando da primeira vez em que aprontaram uma de suas travessuras na mansão dos Malfoy. – Com quem brincamos? – ela perguntou, indo direto ao ponto.

— Que tal a Lovegood?

— Não... Estava pensando em algo... Diferente.

— O que quer dizer com isso?

— Sabe, as férias estão chegando... Que tal comemorar do jeito que todo aluno quer?

— Você quer dizer...

— Matar um professor – seus olhos brilharam de entusiasmo, Draco se assustou de primeira, mas logo se entusiasmou com a brincadeira.

Foram até o corredor da sala onde a próxima vítima se encontrava, o plano era simples e perigoso nada que Wednesday e Draco não estivessem acostumados até então. Wednesday se preparou, quando sua expressão mudou radicalmente.

Wednesday fazia sua melhor cara de burra inocente sedutora, assim como constantemente via a extinta Cho Chang fazer.

— Professor Lockhart? – sua voz... Era completamente enjoada, ela parecia aquelas adolescentes tentando convencer os pais para poder sair no sábado à tarde com os amigos. Ela estava completamente com nojo de si mesma.

— Ah, sim. O que deseja, srta. Addams?

— É que... – ela soltou uma daquelas risadinhas irritantes de patricinha – Eu não entendo sua matéria direito.

— Mas é tão simples – ele dizia.

— Será que o senhor poderia – ela pôs os livros sobre a mesa, se curvando lentamente, para que ele visse um pouquinho mais do que sua ética lhe permitia, sendo professor – me ajudar? – ela sorria, maliciosamente.

— Eu não... Não posso, estou... Estou muito ocupado, srta. Addams... – ele balbuciava confuso pela situação em que se encontrava.

— Por favor, não vai custar muito do seu tempo – ela se fazia de santa, já com a intenção de não ser.

— Já disse... Eu não posso... Eu não quero...

— Não quer? – ela deu a volta na mesa – Ora, todos querem. – Nesse momento Wednesday tinha a fala e o jeito de sua mãe. Ela acariciou seu rosto – Eu quero. Ainda mais porque o senhor é tão sedutor... Mais velho... Mais experiente... – ela dizia, sentindo que suas palavras faziam efeito, logo ele estaria caído aos seus pés.

— Srta. Addams, eu não acho que seja apropriado – ele disse, já sorrindo.

— E não é. Mas eu estou louca pelo senhor. O que me diz? – ela disse, pegando-o pela gravata.

— Bem já que tanto insis... – ela não o deixou terminar a frase, jamais terminaria. Wednesday puxou a gravata dele com força, enforcando-o.

Draco saiu detrás de uma das carteiras, se rachando de rir.

— Bravo, Wed! Lindo! Não acredito que aquele idiota caiu nessa!

— Tá insinuando que eu não sei ser sexy? – Disse ela em um tom de censura e intimidação.

— Que nada, eu sei muito bem que sabe! – ele sorriu, maliciosamente – Agora, vamos levar esse pervertido para a Floresta. Quero ver só o que você vai fazer com ele.

Eles o levaram para o escuro da Floresta Proibida, no lugar onde costumavam ficar. Sabiam muito bem onde era, pois no chão estavam espalhados vários de seus brinquedinhos.

— O que fazemos com ele? Por mais incrível que pareça não me sinto muito inspirada hoje. – ela dizia, embora tivesse doído admitir.

— Hum... Quer abrir? Aí a gente vê o que tem dentro, talvez tenha alguma ideia.

Desde pequena, Wednesday considerava Leonardo da Vinci um gênio. Dissecar pessoas mortas, brilhante! Até porque, você pode mexer nas entranhas delas, e elas não estão nem aí, porque estão mortas, afinal. Como ninguém pensou nisso antes?

— Pronto. Tem um buraco na barriga dele, e agora?

Draco ficou pensativo. Olhou para Wednesday, e depois para os órgãos do professor, e um sorriso se abriu em seu rosto quando teve uma ideia.

— Pensa rápido – ele disse, atirando com tudo um rim na cara dela.

Seu rosto ficou sujo de sangue, junto a uma parte de sua roupa.

— Draco Malfoy – ela falava, pausadamente – Você tem merda na cabeça? – ela estava enfurecida, o que era um mau sinal. Ela o encarou esperando uma resposta, antes de possivelmente atacá-lo.

— Tenho. E você tem um rim – ele nem teve tempo de rir, nem de processar desviar quando ela jogou o pulmão direito nele – Wednesday, que nojo! – ele reclamava, e ria.

— Ninguém mandou começar, agora aguenta – ela disse, atirando outro órgão. Quando ela começava um jogo, não suportava a ideia de perder.

Voavam rins, coração, pulmões, tudo o que poderia haver dentro de um corpo eles jogavam um no outro. Coisa normal de casal apaixonado.

Já cobertos de sangue e restos mortais, Draco agarrou Wednesday pela cintura e caiu junto a ela no chão, os dois rindo.

— Haha, viu? Sabia que nós teríamos uma ideia.

— Nós? – ele perguntou, indignado.

— É, sim. Nós – ela segurou em seu rosto e lhe deu um beijo.

Ela olhou em seus olhos claros, sem cor. Que pareciam não ter vida.

-Você ficaria tão lindo, em um caixão – Draco processou as palavras dela, estranhou a principio, mas logo se lembrou de que era Wednesday Addams a sua namorada. Por isso sorriu.

-E você é linda como se já estivesse em um. Cara mia.

-Mon Cher... – Se beijaram em meio a abraços.

A noite era uma criança e eles também. Como haviam previsto, a chuva começou a cair pesada, mas eles passaram a noite ali, sozinhos, dormindo ao lado do cadáver de seu antigo professor.

Notas finais
comentem ^^