Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
13 O trabalho
Notas iniciais
Era o dia que Wednesday e Draco combinaram para fazer o trabalho. Ela estava nervosa e receosa pensando se Draco não teria más intenções. Ele também estava nervoso e ainda stava um pouco constrangido. Nenhum deles tinha ideia do que estava por vir e nem faziam questão de tentar adivinhar.
Lá estavam eles, na biblioteca e como já era de costume em completo silêncio, um olhando para o outro indesviávelmente. A diferença, é que dessa vez, eles queriam dizer muita coisa um para o outro, só não sabiam como fazê-lo.
- Então... Quer começar por onde? Ele perguntou, quebrando o silêncio.
- Hã... Que tal pela página 49? – ela sugeriu.
- Claro. Parece ótimo.
Não dava para negar que aquela era uma situação estranha, para os dois.
Para Draco, era difícil admitir, pois tentara por anos construir sua fama de pegador, mas, a verdade, é que ele nunca havia... Beijado ninguém antes. Era uma sensação nova para ele, não sabia como agir após isso.
E Wednesday. Geralmente, ela é quem roubava coisas dos outros. O fato de dois garotos terem roubado beijos dela à irritava e muito.
Ela poderia muito bem ter revidado na hora, desviando e evitando tudo aquilo. Mas não o fizera, pelo contrário, ela continuou com aquela loucura e era o motivo disso que ela tentava entender.
- “Maldições Imperdoáveis” – Draco começou a ler, no topo da página, em voz alta – “Quem, por ventura, lança-las será condenado a prisão perpetua em Azkaban”. Acho besteira a gente aprender isso. O pessoal lá em casa usa ela sempre e dificilmente são presos, vai ser fácil.
- “Cruciatos” – ela continuo lendo a página, enquanto se lembrava de Bellatrix por um instante. “Bons tempos” pensou ela e voltou a ler – “Causa fortes dores por todo o corpo da vítima”. Idiota. Tem meios mais divertidos para fazer isso – ela disse para si mesma, com os olhos brilhando. Draco sorriu, estava com saudade de vê-la daquele jeito.
- “Imperius. Quem a usa tem o poder de controlar a mente da vítima” – ele leu, em voz alta.
- “E a última, e a mais grave: A maldição da morte, que leva a vítima a morte instantaneamente” – Assim que terminou de ler essa frase, um leve sorriso se abriu no rosto dela.
Um brilho assassino havia tomado conta de seus olhos, e Draco pôde perceber isso, enquanto ela olhava fixamente para ele. Matar. Wednesday estava com abstinência de assassinato, isso ela não podia negar.
Draco engoliu em seco, e prosseguiu.
- “Os mais graves registros do uso das maldições foi foram por parte daquele que não se deve nomear e seus seguidores, dos quais, poucos foram para Azkaban”.
- Essa matéria é muito fácil e entediante. Mas bem que podiam deixar a gente testar algumas delas.
- Quer mesmo? Se você quiser, a gente leva alguém para a Floresta, e brinca um pouco por lá – Draco sugeriu.
Ela parou por um instante e olhou para ele.
- Lá? Por que lá, Draquinho? – ele adorava quando ela o chamava assim. Draquinho. Mas geralmente, ela só o fazia quando estava prestes a atacá-lo – Imperius!
“Droga”, ele pensou. Nem teve tempo de reagir, Wednesday já tinha controle total sobre ele com uma das maldições imperdoáveis.
- Vejamos... O que eu faço com você? Você que é fã de beijos... Por que não vai lá e manda alguns pro Ronald?
- Não, não, não! – ele gritava, mas seu corpo não obedecia. Pôs a mão na boca e soprou beijos para Rony, que o encarava confuso, perto de Harry e Hermione.
Wednesday não pôde deixar de dar uma risadinha ao ver a expressão no rosto de Rony por entre os livros.
Ela resolveu ter piedade de Draco e libertou-o da maldição.
- Espero eu esteja feliz, viu?! – gritou Draco, se aproximando com raiva. – Você não tem medo de ir para Azkaban não?
Ela riu com sarcasmo.
- Não era você o sedutor? – Disse ela.
- Ah, você! Rictumsempra!
Wednesday imediatamente começou a ter uma crise de risos incontrolável. Ela tentava e lutava com todas as forças não rir, mas o feitiço era mais forte do que ela. Pela primeira vez na vida, alguém a fazia gargalhar. Draco e divertia com a situação.
- Haha, não era você a engraçadinha? – ele zombava.
Wednesday, percebendo que não ia conseguir parar, avançou para Draco, apertando seu pescoço, impedindo-o de respirar.
De longe, Harry, Rony e Hermione observavam a estanha cena, ainda confusos.
- Esses dois estão mais estranhos a cada dia – disse Harry.
- Deve ser alguma coisa que eles comeram. Credo.
Draco, já quase sem ar, desfez o feitiço.
- Pronto... Será... Que... Dá... Pra... Me... Soltar? – ele disse, livrando-se das mãos dela – Vamos terminar logo esse trabalho.
- Tá.
Após longas horas de trabalho duro, eles finalmente terminaram o trabalho.
- Wednesday, tá pronto! Wed... – ele olhou para o lado e viu que ela havia adormecido, e estava com a cabeça encostada em seu ombro.
Ela parecia uma figura angelical ali, com os olhos delicadamente fechados e a respiração pesada.
Draco passou o braço em volta dela, e desejou que se lembrasse daquele momento para sempre.
Até quando se casasse e tivesse filhos, para contar a eles cada detalhe de sua história com a mãe deles, a garota com quem passava tanto tempo, matava tanta gente, e vivera intensamente cada segundo desde que a conhecera.
Teriam um futuro perfeito, com uma família perfeita, igual a seus pais.
“Meus... pais?”
De repente, ele se lembrou de toda a dor e sofrimento que ela causara a ele e sua mãe, de todo o plano de vingança, e viu que seus sonhos e esperanças de dois segundos atrás jamais poderiam acontecer.
Ele então se aconchegou junto a ela pesaroso acontecer, querendo que aquele momento congelasse, e eles ficassem ali para sempre.
Até onde o tempo permitir, e que fosse muito tempo, ficar ao lado de Wednesday Addams independente dela ter matado seus parentes, era a natureza dela, matar ela era Addams era o que tentava convencer Draco, mas isso não convenceria sua mãe Nunca.
Mas ele queria que aquele momento fosse eterno.
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