Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
11 Plano em risco
Notas iniciais
Mas vamos nos adaptar o mais rapido o possível ok ^^
Wednesday estava radiante. Finalmente conseguiria o que queria. Astoria estava morta.
Mas ainda havia algo que a incomodava. Draco Malfoy.
Aquelas estranhas sensações que apareciam quando ela o via ou falava com ele.
“Deve ser... Vontade de brincar”, ela tentar se convencer. Mas sabia que não que era, só se recusava admitir que sentia por ele o que sentia.
E como havia feito com todo e qualquer rapaz por quem já sentira o mesmo, Draco tinha que partir.
Wednesday não queria se apaixonar, muito menos formar uma família. Tinha pena dos rapazes que se apaixonassem por ela. Coitados, teriam todos um triste fim.
E com Draco não seria diferente. Hoje era dia de brincar com Malfoy. De novo. E ela queria fazer algo especial para ele. Mas o quê?
Wednesday decidiu esperar pelo momento certo. Por enquanto, apenas ficaria ali, encarando-o na biblioteca, como faziam já há algum tempo.
O único problema era que Wednesday, pela primeira vez na vida, não conseguia esconder o entusiasmo pelo que sucederia nas próximas horas. Um certo brilho em seus olhos não conseguia desaparecer, só de imaginar como seria divertido brincar com Draco.
— Wednesday, tá tudo bem?
— Claro, por quê?
— Nada... É que... Você tá um pouco estranha, Tipo, você está meio... animada. Tá acontecendo alguma coisa que você não me contou?
— Nada, Draco, é só que eu estou pensando em brincar com o Weasley.
— Seria ótimo, ele me irrita já faz tempo. Mas o Potter e a Granger acabariam descobrindo tudo. Eles sempre dão um jeito.
— Não estava falando do Ronald – ela diz, e aponta com a cabeça para Fred e Jorge, que riam, do lado de fora da biblioteca.
Foi quando um sorriso se abriu no rosto de Draco.
— Eu vou levar eles pro corredor do terceiro andar, me encontre lá mais tarde – ela disse, e se retirou.
Wednesday não planejava mesmo brincar com os Weasley, eles eram alvos fáceis demais. Por enquanto, não iria tocar o dedo neles. Tudo o que precisava era atrair Draco para o local de sua morte. Ela já estava subindo para esperá-lo, quando se aproximaram Hermione, Gina e Luna.
— Oi, Wednesday, tudo bem?
— É, pior não fica. – ela respondeu mal-humorada – Se me dão licença...
— Ei, porque tanta pressa?
— É, faz tempo que a gente não conversa. Novidades?
— Não, é só que... Eu preciso mesmo ir.
— Por quê? Você vai para onde?
— Encontrar alguém.
— Quem? O Draco? Sabia que vocês iam dar certo!
— Mas toma cuidado com ele, hein. O Malfoy ainda é um idiota – alertou Hermione.
— Não, fiquem tranquilas. Ele é que vai ter que tomar cuidado comigo.
Draco esperou três períodos e subiu ao terceiro andar, logo após a aula de História da Magia.
— Wednesday? – ele disse, e ela abriu a porta.
— Entra logo. Você sabe que esse corredor é perigoso. O bom é que assim ninguém entra aqui.
— Claro – ele disse, adentrando o corredor. – Nossa, você escondeu eles muito bem – Draco começou a procurá-los – Mas sério, onde estão? Wednesday? Wednesday? Wed... – então ele se deu conta do erro que cometera.
Draco se virou, e em poucos e rápidos movimentos, Wednesday conseguiu amarrá-lo com os braços para trás.
— Draco... Draquinho... Não acredito que caiu nessa de novo. Lembra da última vez? Você enterrado até o pescoço, sem poder se mexer? – ela disse, fazendo Draco se sentir um idiota – Mas dessa vez, eu vou até o fim – ela dizia, enquanto sacava uma faca.
O sangue de Draco gelou. Como ele pôde cair duas vezes na mesma armadilha? Tinha que haver um jeito de sair.
Enquanto Wednesday falava, ele tentava afrouxar o nó da corda. Ele movia os dedos freneticamente, tentando removê-lo. Após alguns segundos, Draco sentiu as cordas afrouxando, tinha conseguido tirar o nó, e agora tinha uma corda em mãos.
Ele não pensou duas vezes, esperou um momento de leve distração de Wednesday, e conseguiu, com rápido movimento, tirar a corda de si e amarrar as mãos dela para trás.
A garota se debatia com força em seus braços, e só ali, com seus rostos a poucos milímetros de distância um do outro que ele conseguiu perceber: sua vida não teria graça sem ela o torturando, lhe causando traumas, pisando nele.
Não teria a mesma graça.
Ainda envolvendo-a com os braços, tentando imobilizá-la, ele olhou em seus olhos e a beijou.
Após cinco segundos de intensas sensações, Wednesday arregalou os olhos, percebendo a loucura que estava fazendo. Conseguiu soltar as cordas, empurrou Draco para longe e fugiu correndo, deixando-o sozinho e confuso no corredor.
Ela não sabia se ria ou chorava, se o que fizeram foi certo ou errado. Sentia de tudo um pouco e tudo junto e misturado. Só queria fugir para o mais longe dali o possível.
Quando se deu conta, já estava no campo de Quadribol. Não pensou duas vezes, agarrou um bastão e soltou um balaço.
Ele ia e voltava, conforme ela o rebatia, aliviando a raiva que sentia de Draco. Como ele pôde ser tão abusado? Como ele pôde tê-la beijado? Ou pior: como ela pôde ter... Gostado?
Cada vez que pensava em alguma coisa, ficava com mais e mais raiva.
Geralmente, quando sentia esse ódio todo, a solução era simples: assassinato. Mas, por alguma razão, que nem ela conseguia explicar, ela não queria matar Draco. Ou melhor, queria ele vivo.
Ela bateu com tanta força no balaço, que ele explodiu, e virou pó bem em sua frente. Ela apenas soltou o outro e continuou batendo.
Enquanto isso, ainda no terceiro andar, Draco não conseguia acreditar no que havia feito. Por um lado, sentia ódio. Havia acabado de colocar todo o plano de sua mãe em risco. Por outro, sentia satisfação. Finalmente conseguira o que tanto cobiçava: um beijo de Wednesday.
Mal podia acreditar. Tocava seus próprios lábios, lembrando-se do gosto dos dela. Sangue.
Draco tinha dúvidas sobre o que aconteceria a seguir. Mas ele não conseguia pensar em mais nada. Só sabia de uma coisa: queria mais um.
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