Wednesday Addams In Hogwarts A Vingança
22 Paz e guerra
Notas iniciais
Draco e Wednesday estavam bem, enfim. Sem problemas ou complicações, o que era bom, mais uma garantia de que ele não corria risco de vida... Por enquanto.
Hermione continuava amiga de Wednesday como sempre, mas não se deixava baixar a guarda. Draco estava mais próximo dela, sim, afinal, precisava de um conselho ou outro sobre sua namorada de vez em quando.
— O que você quer fazer hoje? – perguntava Draco, com seus olhos claros observando a pele pálida de Wednesday, que repousava a cabeça em seus braços.
— Não sei. – ela disse, observando o céu, tão nublado, que meio-dia parecia seis da tarde – O céu tá escuro hoje. Se chover, vão fazer todo mundo ficar na escola.
— Hora perfeita para sumir com alguém. – ele disse, sorrindo pra ela.
— Está começando a entender, jovem discípulo. – disse Wednesday, se lembrando da primeira vez em que aprontaram uma de suas travessuras na mansão dos Malfoy. – Com quem brincamos? – ela perguntou, indo direto ao ponto.
— Que tal a Lovegood?
— Não... Estava pensando em algo... Diferente.
— O que quer dizer com isso?
— Sabe, as férias estão chegando... Que tal comemorar do jeito que todo aluno quer?
— Você quer dizer...
— Matar um professor – seus olhos brilharam de entusiasmo, Draco se assustou de primeira, mas logo se entusiasmou com a brincadeira.
Foram até o corredor da sala onde a próxima vítima se encontrava, o plano era simples e perigoso nada que Wednesday e Draco não estivessem acostumados até então. Wednesday se preparou, quando sua expressão mudou radicalmente.
Wednesday fazia sua melhor cara de burra inocente sedutora, assim como constantemente via a extinta Cho Chang fazer.
— Professor Lockhart? – sua voz... Era completamente enjoada, ela parecia aquelas adolescentes tentando convencer os pais para poder sair no sábado à tarde com os amigos. Ela estava completamente com nojo de si mesma.
— Ah, sim. O que deseja, srta. Addams?
— É que... – ela soltou uma daquelas risadinhas irritantes de patricinha – Eu não entendo sua matéria direito.
— Mas é tão simples – ele dizia.
— Será que o senhor poderia – ela pôs os livros sobre a mesa, se curvando lentamente, para que ele visse um pouquinho mais do que sua ética lhe permitia, sendo professor – me ajudar? – ela sorria, maliciosamente.
— Eu não... Não posso, estou... Estou muito ocupado, srta. Addams... – ele balbuciava confuso pela situação em que se encontrava.
— Por favor, não vai custar muito do seu tempo – ela se fazia de santa, já com a intenção de não ser.
— Já disse... Eu não posso... Eu não quero...
— Não quer? – ela deu a volta na mesa – Ora, todos querem. – Nesse momento Wednesday tinha a fala e o jeito de sua mãe. Ela acariciou seu rosto – Eu quero. Ainda mais porque o senhor é tão sedutor... Mais velho... Mais experiente... – ela dizia, sentindo que suas palavras faziam efeito, logo ele estaria caído aos seus pés.
— Srta. Addams, eu não acho que seja apropriado – ele disse, já sorrindo.
— E não é. Mas eu estou louca pelo senhor. O que me diz? – ela disse, pegando-o pela gravata.
— Bem já que tanto insis... – ela não o deixou terminar a frase, jamais terminaria. Wednesday puxou a gravata dele com força, enforcando-o.
Draco saiu detrás de uma das carteiras, se rachando de rir.
— Bravo, Wed! Lindo! Não acredito que aquele idiota caiu nessa!
— Tá insinuando que eu não sei ser sexy? – Disse ela em um tom de censura e intimidação.
— Que nada, eu sei muito bem que sabe! – ele sorriu, maliciosamente – Agora, vamos levar esse pervertido para a Floresta. Quero ver só o que você vai fazer com ele.
Eles o levaram para o escuro da Floresta Proibida, no lugar onde costumavam ficar. Sabiam muito bem onde era, pois no chão estavam espalhados vários de seus brinquedinhos.
— O que fazemos com ele? Por mais incrível que pareça não me sinto muito inspirada hoje. – ela dizia, embora tivesse doído admitir.
— Hum... Quer abrir? Aí a gente vê o que tem dentro, talvez tenha alguma ideia.
Desde pequena, Wednesday considerava Leonardo da Vinci um gênio. Dissecar pessoas mortas, brilhante! Até porque, você pode mexer nas entranhas delas, e elas não estão nem aí, porque estão mortas, afinal. Como ninguém pensou nisso antes?
— Pronto. Tem um buraco na barriga dele, e agora?
Draco ficou pensativo. Olhou para Wednesday, e depois para os órgãos do professor, e um sorriso se abriu em seu rosto quando teve uma ideia.
— Pensa rápido – ele disse, atirando com tudo um rim na cara dela.
Seu rosto ficou sujo de sangue, junto a uma parte de sua roupa.
— Draco Malfoy – ela falava, pausadamente – Você tem merda na cabeça? – ela estava enfurecida, o que era um mau sinal. Ela o encarou esperando uma resposta, antes de possivelmente atacá-lo.
— Tenho. E você tem um rim – ele nem teve tempo de rir, nem de processar desviar quando ela jogou o pulmão direito nele – Wednesday, que nojo! – ele reclamava, e ria.
— Ninguém mandou começar, agora aguenta – ela disse, atirando outro órgão. Quando ela começava um jogo, não suportava a ideia de perder.
Voavam rins, coração, pulmões, tudo o que poderia haver dentro de um corpo eles jogavam um no outro. Coisa normal de casal apaixonado.
Já cobertos de sangue e restos mortais, Draco agarrou Wednesday pela cintura e caiu junto a ela no chão, os dois rindo.
— Haha, viu? Sabia que nós teríamos uma ideia.
— Nós? – ele perguntou, indignado.
— É, sim. Nós – ela segurou em seu rosto e lhe deu um beijo.
Ela olhou em seus olhos claros, sem cor. Que pareciam não ter vida.
-Você ficaria tão lindo, em um caixão – Draco processou as palavras dela, estranhou a principio, mas logo se lembrou de que era Wednesday Addams a sua namorada. Por isso sorriu.
-E você é linda como se já estivesse em um. Cara mia.
-Mon Cher... – Se beijaram em meio a abraços.
A noite era uma criança e eles também. Como haviam previsto, a chuva começou a cair pesada, mas eles passaram a noite ali, sozinhos, dormindo ao lado do cadáver de seu antigo professor.
Fale com o autor