Weaken
19 The moment we needed
Notas iniciais
Acordei relativamente cedo por conta da luz do sol que saia da janela. Me mexi sem me virar e percebi algo estranho perto de mim. Eu já estava acostumado a acordar e sentir o toque da Jane tão perto do meu, o som quase imperceptível da sua respiração, mas naquela manhã havia algo entre nós. Me virei lentamente e avistei uma das cenas mais bonitas que já havia contemplado em sonho. Jane estava virada para mim e Sawyer estava dormindo em seus braços. Ele parecia tão agarrado a ela, mas ao mesmo tempo tão confortável que até me lembrou quando ele era pequeno e só conseguia dormir em algumas noites daquele mesmo jeito nos braços da mãe. Apreciei a cena por um momento, até que me levantei para fazer o café da manhã.
Resolvi fazer panquecas com doce de leite, que eram as preferidas de Jane e de Sawyer. Não demorou muito para que eu ouvisse uns passos vindo do corredor e logo ela estava me abraçando pelas costas. Era tão bom sentir seu cheiro, seu tato. Eu me embriagava cada vez mais de Jane a cada vez que ela me tocava. Ela me abraçou forte, apoiando sua cabeça em meu ombro.
— Bom dia, meu amor. — Ela disse dando um beijo em meu ombro e desgrudando de mim
— Bom dia — Respondi com um sorriso. Era sempre agradável escutar sua voz ao amanhecer.
Ela se virou para a geladeira, e começou a arrumar a mesa do café da manhã comigo. Faltava apenas as panquecas e o leite na mesa quando ela se sentou enquanto tomava um copo d’água.
— Ontem a noite eu me levantei para beber água e logo Sawyer apareceu. Ele disse que tava com medo da mãe dele não querer mais ele, que havia tido um pesadelo. Ele não devia se preocupar com essas coisas sendo tão novo. — Ela disse mostrando preocupação.
— Família Weller é sinônimo de ter medo de perder as pessoas. — falei.
— Não é pra ser assim. — ela afirmou se mostrando determinada. Resolvi provocá-la.
— Não posso ter medo de te perder de novo? Isso já aconteceu. — Afirmei finalmente abrindo também meus medos a Jane.
— Eu sempre voltaria por você. Assim como voltei. — Ela disse sorridente. Me aproximei e a beijei. Seu sabor era cada vez mais viciante.
— Estou com saudades de você — sussurrei bem perto dos seus lábios. Ela não pode não rir e eu adorava seu riso.
— Só mais algum tempo, Weller.
— Adoro quando fala meu sobrenome. — disse em tom de provocação e ela riu novamente — e se demorar mais algum tempo, só iremos fazer isso quando formos fazer um Weller. — conclui rindo pra ela. — Estou me sentindo num voto de castidade.
Ela riu mais uma vez.
— Não é tão ruim assim. — ela disse dando de ombros.
— Não? Vou te dizer isso quando você me acordar no meio da madrugada me alisando. — disse provocando-a ainda mais.
Sorrimos um pro outro e trocamos mais um beijo.
— Quando acordei e vi Sawyer com você cheguei a uma conclusão, hoje. — disse enquanto colocava o café e me levantava para pegar o leite.
— Qual? — ela me perguntou curiosa.
— Você daria uma ótima mãe. — Disse colocando o leite na mesa
— Weller! — ela disse naquele tom que sempre me fazia rir.
Nos beijamos um pouco mais até que Sawyer apareceu. Ele se jogou nos braço de Jane, abraçando-a.
— Bom dia, tia Taylor.
— Bom dia, pequeno. Dormiu melhor? — Ela perguntou.
— Dormi sim. Nessa vez sonhei com algo legal. — Ele disse se pondo a mesa.
Eu estava arrumando seu café e ele pareceu animado com a refeição já que tinha sua panqueca predileta.
— O que sonhou? — Perguntei curioso já que suas histórias eram sempre engraçadas
— Vocês dois tinham um bebê gigante e ele brincava comigo de carrinhos. — Ele disse super animado. — Ele tinha seus olhos e o cabelo da cor da tia Taylor.
Jane se engasgou com a comida e não pude não rir.
— Tia Taylor com certeza seria uma ótima mãe. — Eu disse olhando em seus olhos e ela me olhou com sorriso de canto de boca.
— Ela é minha segunda mãe no coração. — Ela terminou e ela o abraçou.
Depois de tomarmos café, fomos ao banho e resolvemos jogar videogame . No final da manhã decidimos ir ao shopping passear. Almoçamos por lá e depois brincamos com Sawyer e voltamos no começo da noite para o apartamento. Fui tomar banho e Sawyer foi arrumar sua mala já que sua mãe.iria buscá-lo em breve. Ao sair do banho, Jane estava no celular, mas logo desconversou e desligou. Ela veio me abraçar e novamente me beijou.
— Você está muito provocativa me beijando assim enquanto eu estou somente de toalha. — Eu disse sem pestanejar. Ela sorriu e me deu mais um beijo.
— Mayfair quer ver você amanhã a tarde. — Ela disse mudando de assunto.
— Você vai comigo? — Perguntei no sentido de resolvermos nossas mentiras.
— Eu devo conversar com ela uma outra hora, conforme ela pediu.
— Ok. — Eu disse beijando-a novamente e indo me vestir.
Reade e Sarah chegaram com pizza. Comemos e Jane e Sarah ficaram conversando enquanto eu estava conversando com Reade e Sawyer brincava no celular da mãe.
— Reade, desculpa por não ter sido receptivo logo que você disse que estava com Sarah. — Eu disse finalmente deixando o orgulho de lado. — Ela não poderia ter alguém melhor ao lado dela.
Ele sorriu de maneira tímida.
— Entendo suas preocupações, mas saiba que eu nunca vou machucá-la. E a Jane, desculpa por todos os problemas iniciais que coloquei entre vocês. Ela tem te tornado um cara cada vez melhor.
Eu a olhei enquanto conversava e ria com Sarah e pude ter certeza que aquilo era verdade.
— Eu percebo cada vez mais isso a cada vez que eu acordo do lado dela. — Eu disse e ele sorriu.
Sarah veio em nosso sentido dizendo que precisavam ir. Sawyer veio me abraçar.
— Obrigada, tio Kurt, pelo final de semana, pela sua comida e sua companhia e por você ter a tia Taylor.
Jane sorriu em nosso sentido e ele foi abraça-la.
— Tia, posso te contar um segredo? — Ele disse nos braços dela e ela acenou com a cabeça que sim. Ele sussurrou algo no ouvido dela, ela sorriu e olhou pra mim. Ele beijou seu rosto e eles foram.
Éramos só nós no apartamento.
Eu a abracei e a temperatura de seu corpo era tão agradável. Eu me sentia tão forte naquele momento, mas me sentia tão vulnerável em seus braços, mas não era uma vulnerabilidade que eu desapreciava.
— Tem certeza que é só mais um tempo? — Perguntei num sussurro implorante em seu ouvido e ela me deu um beijo no pescoço antes de me encarar mais uma vez.
— Você não vai se arrepender. — ela disse mordendo seus lábios inferiores. Eu a abracei mais forte.
— Você com certeza está querendo me deixar louco. — Eu disse enquanto íamos pro meu quarto.
— Achei que já tinha deixado.
Eu me sentei na cama, mas ela entrou no banheiro e já saiu com uma camisa velha minha e um short de algodão. Conformado, eu fui tomar banho e quando voltei ela já estava debaixo das cobertas. Eu me deitei e cheguei perto dela.
— Posso pelo menos te abraçar? — Disse tentando fazer ela ceder
— Deve.
Nos viramos e nos beijamos um pouco, mas ela logo ficou de lado, nos deixando de conchinha.
— Eu amo o calor do seu corpo. — Eu disse olhando para o teto. Ela virou sua cabeça pra mim.
— Eu amo tudo que vem de você.
Nos beijamos mais uma vez, mas eu comecei a ficar excitado e ela parou.
— Não podemos agora.
Eu coloquei a mão em meu rosto. Aquilo era muito torturante.
— OK. Você venceu.
Ainda estávamos abraçados apreciando a companhia um do outro quando eu relembrei do olhar que Jane me deu ao ouvir o segredo do Sawyer.
— O que Sawyer te contou? — Perguntei baixinho, com medo dela já ter dormido.
— Ele me contou um segredo seu. — Ela disse apertando minha mão.
— Qual? — Eu disse levantando a cabeça e olhando nos olhos dela.
— Ele me disse que na noite que eu te beijei você disse que ia fazer de tudo para que eu me tornasse tia dele.
Ela me beijou e eu a abracei ainda mais forte.
— Essa é uma das coisas que mais me orgulho de ter cumprido a ele.
***
Acordei um pouco mais tarde que o habitual, mas não menos feliz. Pelas minhas contas, aquele era o dia final de quarentena. Eu iria poder trabalhar e finalmente ter Jane por inteiro. Ela porém não estava na cama. Havia um jarro de flores do lado da cama com um envelope branco. No envelope, havia uma alta médica e um recadinho atrás da Jane.
“ Parabéns por toda sua recuperação. E parabéns para nós. Em breve iremos comemorar. Com amor, Jane.”
Não pude não sorrir. Liguei para o seu celular para responder, mas estava dando desligado. Ela falaria com Mayfair então eu resolvi limpar a casa e fazer nosso almoço. Estávamos fazendo 6 meses de namoro. 6 meses duros, mas que eu sempre acordava sorrindo. Não poderia estar mais alegre em ter ela ao meu lado.
Era uma da tarde e Jane ainda não havia aparecido. Eu estava irritado e ela não atendia o celular. Imaginei que talvez ela tivesse ido trabalhar e resolvi ligar para Patterson.
— Patterson, você tem notícias de Jane?— perguntei antes que ela pudesse dizer qualquer coisa
— Não. — Ela respondeu super nervosa. — Quem dizer… — ela disse e escutei algum som no fundo. Era Tasha. — Ela disse pra você ir falar com Mayfair, mas ela não ta aqui.
— Patterson, me conte a verdade. A Jane não apareceu aqui e estamos fazendo meses de namoro. Ela disse que só ia na Mayfair.
Escutei umas vozes sem resposta e logo Tasha estava no telefone.
— Não te interessa onde ela estar e se ela te deixou na mão no dia que você sai da seca, amiguinho, você tem que ir ver a Mayfair e não atrapalhar nada, ok? Se você vier aqui hoje eu a obrigo a passar mais uma semana sem transar com você. Tchau.
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Tasha desligou na minha cara. Decidi almoçar só e fui na casa de Mayfair.
Coloquei uma calça jeans e uma camisa de algodão branca já que estava indo visitá-la de forma informal. Conversamos um pouco sobre minha recuperação, sua acusação, mas evitei dizer qualquer coisa sem Jane. Ela me falou que ela havia ido de manhã e que parecia super alegre em estar comigo. Eu sorri, pois eles mal sabiam o quanto ela me fazia ainda mais feliz. Tomamos café e ela me convidou para ir passear com ela e com seu cachorro. Mayfair era como uma mãe pra mim, e vê-la entendendo Jane e nos apoiando me dava muita felicidade. Já estava anoitecendo quando voltamos e eu peguei meu carro e fui pra casa. Antes, resolvi passar numa loja para preparar uma surpresa para Jane pelos nossos 6 mese. Chegando em casa, estava tudo fechado, inclusive a luz da sala que eu havia deixado acesa.
Abri a porta e antes de acender a luz vi alguns pontos de iluminação pela casa. Eram velas. Jane estava sentada na mesa, com o vestido que havia ganhado de Tasha.
— Boa noite, meu amor. — Ela disse puxando a minha mão e eu sentei ao seu lado.
— Por isso você sumiu o dia todo? — Perguntei dando-lhe um beijo, dessa vez bem provocativo.
— Talvez. — Ela disse com um sorriso debochado.
— Feliz 6 meses para nós. — Eu disse dando-lhe um sorriso e mais um beijo.
— Os melhores da minha vida. — Ela respondeu.
O jantar era tailandês, o meu favorito e tinha um pouco de vinho. Comemos e depois bebemos um pouco trocando algumas carícias.
— Você fica tão linda de vestido. — Eu disse colocando a mão dentre suas pernas e ela se remexeu.
— Mas hoje eu quero ficar sem ele, pra você.
Nos beijamos incontrolavelmente eu a puxei para sentar de frente pra mim, no meu colo. Não demorou e já tínhamos tirado nossos calçados. Ela entrelaçou suas pernas em minha cintura e deu uma rebolada que me deixou ainda com mais tesão.
— Me leva pro quarto, agora. — Ela disse puxando minha cabeça e me olhando no olho. Exalávamos desejo.
Nos beijamos cada vez mais forte e quando percebi já estávamos em pé no corredor. Eu a escorei de costas pra mim no corredor enquanto beijava seu pescoço e ela remexeu sua bunda bem perto de mim, ficando ofegante de desejo assim como eu.
— Eu te amo muito. — Ela disse e eu levantei parte do seu vestido, passando a mão por todas suas partes e fazendo ela ficar molhadinha na minha mão. Nos beijamos um pouco mais e abrimos a porta, numa velocidade ainda desconhecida a batemos e ela me empurrou em cima da cama, se jogando por cima de mim. Ela puxou o zíper do vestido e eu o joguei de lado, levando junto com ele minha camiseta. Ela ficava cada vez mais perfeita nua.
— Você é mais do que eu pedi a Deus. — Eu disse enquanto a encarava e ela voltou a me beijar com o corpo em cima do meu. Nos beijamos até que ela colocou algo que tapava minha visão em meus olhos.
— Você não vai continuar me torturando, né? — Eu disse agarrando-a ainda mais pra perto. — Você não pode. — completei mostrando desespero. — Eu te quero mais que a vida, Jane. — completei quando ela tirou minha calça e logo depois minha cueca. Ela sentou em cima de mim e logo começou a rebolar. Como eu havia sentido a falta de seus movimentos, da sua respiração ofegante, das suas mãos segurando meus braços. O escuro me dava uma dimensão ainda maior do seu tato, dos sons que estavam ali. Não pude não sentir cada vez mais prazer.
— Oh, Deus, eu te amo demais, Jane. — Eu disse e ela respondeu com um beijo. Suas reboladas estavam me matando, até que ela retirou a venda de meus olhos e me olhou no olho.
— Eu também te amo demais, Weller.
Nossos beijos com mordida eram interrompidos apenas pelos nossos gemidos, que se misturavam em um só som naquele quarto. Ela começou a diminuir seus movimentos quando eu estava quase chegando lá. Não pude resistir e virei seu corpo pra baixo. Agora ela estava debaixo de mim, e meu corpo estava sobre ela.
— Agora você não tem mais pra onde fugir. — Eu disse roçando minha barba em seu pescoço e pegando o lenço que ela havia colocado em meus olhos.
— Nem quero. — Ela completou e voltou a me beijar.
Eu peguei suas mãos e as amarrei com o lenço. Ela riu.
— Que algemas perigosas, mas eu já me livrei de piores. — Ela disse rindo. — Mas dessa eu não vou querer me soltar.
Eu entrei dentro dela e seu corpo ainda estava mais quente e latejante que antes. Estávamos enlouquecendo, virando vapor tamanho prazer. Nossos movimentos eram cada vez mais forte, até que ela parou de rebolar e remexeu seu corpo sobre mim. Ela me dava prazer como ninguém e nada mais me dava. Ela se soltou e pegou minha cabeça com as mãos, levando seus lábios ao meu. Eu me movimentei um pouco mais dentro dela e embora tivesse satisfeita, ela rebolou ainda mais forte até que eu cheguei ao ápice junto com ela. Nos beijamos mais e mais até cairmos em exaustão. Ela encaixou seus braços com seu corpo nu no meu. Eu beijei sua testa e disse em alto e bom som.
— Obrigada pela melhor noite da minha vida.
— Eu quem tenho que agradecer. — Ela disse pra mim. — Porque essa noite só começou.
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