Notas iniciais
Hey, esta é nossa primeira fic em conjunto e também a primeira fic de Blindspot no Nyah. Esperamos que vocês gostem :)

Confusa já devia ter se tornado meu sobrenome. Desde que eu acordei naquela mala, a cada dia que passa e a cada tatuagem desvendada, a minha vida tem se tornado cada vez mais confusa. Depois da minha conversa com Patterson, tudo que eu queria era estar com Kurt e nunca mais sair de perto dele. Eu finalmente tive a coragem de passar por cima daqueles muros e encontrei o melhor que achei que poderia encontrar.

Mas depois daquilo a Jane novamente apareceu. A Jane das tatuagens, dos enigmas, dos dias e dias de grandes descobertas. E que descoberta!

Depois de quase morrer, o cara do sonho me salvou. O cara do sonho que era realidade. Como isso pode ter acontecido? Quem é esse cara? O pior: como ele sabe isso tudo sobre mim?

Confusão é meu nome nesse momento. Momento que eu finalmente cruzei a linha que existia entre a minha vida antes e depois de aparecer na Time Square. Antes, eu não conhecia o que a havia do outro lado, do lado passado, e por mais que fosse difícil viver sem esse lado, era mais fácil construir uma nova história. História esta que agora tinha Kurt. E eu não sabia se queria saber como era minha vida antes de Kurt Weller. Agora estou cada vez mais confusa se quero mesmo saber de tudo, mas eu não tenho mais opções. Não tenho mais como voltar, apagar todas essas informações da minha cabeça e isso me deixa louca.

Depois de todas essas descobertas, nem sei como consegui voltar para casa sem que os seguranças notassem minha ausência, mas voltei. O sono não veio comigo. Era muita informação para a minha cabeça, muitos sentimentos tomando conta de mim. Posso dizer que sei o que é ter uma longa noite.

Somente pela manhã notei que havia centenas de mensagens do Weller em meu celular. Todas perguntando se eu havia chegado em casa e se estava tudo bem. Dei um sorriso de canto ao perceber que mesmo sabendo que sei me virar bem sozinha, ele se preocupa comigo. E ele deveria estar bastante preocupado visto que ele tentou me contatar até aproximadamente 4 horas da manhã e eu não havia respondido nenhuma.

Já estava pronta para sair quando ouvi batidas em minha porta. Os seguranças sempre faziam isso para certificarem que não perdêssemos o horário. Para minha surpresa, não era um dos seguranças e sim Weller quem estava lá. E acordar com aqueles olhos lhe enchendo de luz é sempre uma boa surpresa.

Nos encaminhamos a para seu carro em silêncio e a todo momento ele me encarava timidamente e sorria. O sorriso dele me acanhava e naquele momento isso acontecia com uma força muito maior. Depois do beijo da noite passada aconteceram tantas coisas comigo e eu me sentia sufocada por tudo aquilo e ainda mais por ter que mentir para ele. Doía mentir olhando naqueles olhos, mas eu teria que fazer aquilo pelo simples fato de que eu não posso prever a reação dele; imagino que não muito boa. O pior de tudo é que ele me olhava com uma força tão penetrante que a dor só triplicava então eu preferi não olhar nos olhos dele.

— Algo aconteceu? — Ele me perguntou enquanto entrávamos no carro.

— Nada de mais. Só uma noite de sono ruim. — O respondi com um sorriso falso, procurando esconder o caos que havia me dominado.

— Sendo assim, ainda temos 17 horas para tornar o dia bom.

Kurt disse segurando e apertando minha mão com suas mãos fortes e quentes. E pela segunda vez naquele dia me vi obrigada a forçar um sorriso.

— Ou não... — eu disse mentalmente pensando em tudo o que ainda estava por vir.

Mal chegamos no prédio da FBI e Zapata já nos encontrou muito apreensiva.

— O que há de errado? — Perguntou Weller demonstrando preocupação

Ela nos olhou virando lentamente e disse:

— Encontraram o corpo de Tom Carter. Ele foi assassinado.

Trocamos olharem e dissemos ao mesmo tempo:

— Como assim?

Mas antes da resposta vir, Mayfair veio ao nosso encontro.

— A agente Patterson desvendou mais uma tatuagem

Ao chegarmos na sala chefe, Patterson nos explicou que a tatuagem de pássaro que há debaixo do meu pescoço esconde uma sigla referente ao endereço em que Carter foi encontrado morto. Todos ficam surpresos e senti-me mais confusa. Como eu sabia que aquilo aconteceria naquele local? O que mais eles descobriram? Será que vão desconfiar de mim?

— As siglas que estão escondidas abaixo da asa do pássaro esconde exatamente onome da rua e o número do prédio em que Tom foi encontrado morto. Não foram encontrados sinais de arrombamento, mas pelo que nossos agentes confirmaram, lá funcionava um dos esconderijos da CIA, do mesmo modelo que usaram para esconder Dodi. — Explicou Patterson

— E como não vimos isso antes? Como isso foi parar no pescoço da Jane? — Perguntou apreensivo o Kurt.

— Não sabemos como isso foi parar na Jane assim como as outras tatuagens. — Concluiu Mayfair.

— Ou eu sei. — Pensei sozinha.

Mayfair nos encarregou de ir ao local investigar e eu não poderia estar mais nervosa.

Estava tão nervosa que não conseguia parar de roer as unhas.

— Tem certeza que você está bem? — Perguntou-me Weller mais uma vez.

— Estou só estou cansada. — Disse enquanto entrava no carro.

— Você quer que eu te leve de volta para casa? — Ele perguntou com uma mão em minha perna, a apertando carinhosamente.

— Não estou cansada só fisicamente, Weller. Estou cansada disso tudo. Cansada de só descobrirem coisas trágicas no meu corpo, de tudo de ruim que acontece estar ligado a algo que está escrito em mim. É algo que eu nem posso controlar.

Ele me encarou profundamente enquanto dirigia.

— Você sabe que você não tem culpa de nada disso.

Mais uma vez a culpa me pesou. Eu sabia que tinha culpa. Sabia. Oscar havia me contado que o plano de me cobrir de tatuagens era meu, então eu tinha que saber lidar com aquilo tudo; mas eu não conseguia.

Chegamos na cena do crime e de meu rapto há poucas horas. Era um antigo prédio das Forças Armadas já abandonado. O peso foi tomando conta de mim e eu não sabia até quando poderia omitir para Weller.

Chegando naquele lugar, me senti muito mal. Mal por mentir para Weller, para Patterson, para todos... Mal por mim e por esse plano que estava nos levando a casos cada vez mais insanos.

Saí correndo e procurei abrigo dentro do carro, sentindo pela primeira vez uma vontade enorme de chorar. Eu não aguentava mais suportar o peso de tudo aquilo, queria esquecer tudo novamente.

Porém Weller não deixava.

Ele entrou rapidamente dentro do carro e segurou meu rosto gentilmente para que eu o encarasse.

— Jane, o que está acontecendo?

— Eu encontrei o homem dos meus sonhos.

Notas finais
O que acharam? Que tal nos deixar um comentário? Estamos abertos a críticas e a elogios :) Nos vemos na próxima semana.