We5ever
1 O inferno veio nos visitar
Notas iniciais
Era início de noite, o sol acabava de se por. Estavam todos os campistas em suas devidas mesas, conversando com seus irmãos. Como era de costume, a mesa do Chalé de Hermes era a mais cheia, e consequentemente, a mais barulhenta.
Porém, após um grande estrondo, até esses se calaram: o barulho veio da Casa Grande. Imediatamente, todos os campistas, Sr. D -ou Dionísio, o deus do vinho- e Quiron -centauro, o orientador do Acampamento- correram em sua direção. Chegando na frente da Casa, avistaram dois adolescentes:
A menina tinha por volta de 15 anos, longos cabelos cacheados e escuros e o garoto tinha uns 17, seus cabelos eram pretos e curtos. Os dois tinham o olhar sombrio, como se tivessem acabado de voltar do inferno.
— QUE PORRA É ESSA? -gritou Caio, um filho de Ares- POR QUE DIABOS TEM UM BURACO NO CHÃO?
-Silêncio, LaCaio -disse um dos seus irmãos lhe dando um "leve" soco. E de fato havia uma grande broca no chão.
Os dois jovens se olhavam de forma curiosa, como se não entendessem nada do que estava acontecendo e nem porque estavam ali. Sr. D olhou com desgosto e deixou um pouco da sua Coca Diet cair no chão. Todos os campistas ficaram encarando a cena e logo em seguida aconteceu uma coisa diferente.
Um grande elmo, o símbolo do deus Hades, como se fosse um holograma, apareceu acima de suas cabeças. Todos se curvaram diante dos dois- aparentemente irmãos. Depois da cerimônia, Quíron se aproximou e os convidou para entrar na Casa Grande.
-Voltem todos para os seus chalés. –acrescentou Sr. D seguindo-os para dentro.
Observando a casa por dentro, podia-se ver que não era limpa á vários dias. Seus sofás se mostravam cheios de poeira, e suas janelas juntando teias de aranha. A frente, nas paredes, apresentavam-se várias cabeças de animais empoleirados: de javalis até tigres.
-Sentem-se por favor- disse Quíron e todos se sentaram com estranhamento, após muita relutância.. Dionísio se jogou na enorme poltrona de couro de uma forma desajeitada.
-Para inicio de conversa, como que os dois pivetes chegaram até aqui?- disse ele em um tom arrogante.
-Um cara alto, branquelo e de roupas pretas foi lá em casa e disse "Chegou a hora". Tudo ficou preto e bom, brotamos aqui. — disse o menino relutante.
-Hmmm. Chegou a hora? -disse Sr. D colocando aspas no ar e olhando sério para Quíron. Iam ter uma conversa mais tarde.
-Qual o nome de vocês?- disse Quíron, assentindo com cabeça.
- Eu sou Raquel, e ele é meu irmão Fabricio. Que lugar é esse? E como nós hm.. brotamos aqui?
- Esse é o Acampamento meio-sangue, um acampamento para crianças especiais, como vocês.
-Eu não sou deficiente. — disse Fabricio com amargura.
- Não, você agora é mais uma praga na minha vida. — disse Dionísio rindo. Quíron ignorou-o.
- Não especial dessa forma. Vocês são semideuses. Metade humano, metade deus. Como foram proclamados hoje, bem -disse fazendo uma pausa- são filhos do deus Hades, filho de Cronos, irmão de Zeus e Poseidon, deus do mundo inferior e dos mortos. Um dos três grandes.
- NOSSA! UM DEUS COMEU MAMÃE?- Disse Raquel.
-OLHE O TERMOS, PESTE DO INFERNO. — gritou Sr. D
- WOW WOW WOW. Você não quer me dizer que deuses da mitologia grega existem, por favor né?! -disse o garoto com um tom de autoridade
-Depois de ter visto o seu pai, de ter feito a viagem nas sombras hoje, ainda não acredita? — disse Quíron, mas este não esperou pela resposta, levantou-se de sua cadeira de rodas e imediatamente suas pernas se transformaram em um corpo de cavalo. Tudo foi muito rápido, e quando deram conta, havia um ser metade cavalo e metade humano parado a frente, encarando os dois.
-AAAAAAAA -gritou Raquel
-VOCÊ É UM... UM... CENTAURO! -exclamou o garoto, lembrando-se de suas aulas de mitologia.
-Blá blá blá. E eu sou o deus do vinho sua criatura inútil. -Disse Dionísio encarando os dois com desgosto.
- Mas se você é realmente um deus, o que faz aqui? – disse Fabricio com ironia.
- Isso não é assunto para você.
No fundo, os meninos estavam confusos em como tratar um deus ou se realmente acreditariam naquilo, afinal, era demais para se acreditar logo. A conversa se prolongou por mais algum tempo e enquanto isso, do outro lado do Acampamento Meio-Sangue, um grupo com os líderes dos chalés, se reuniram para acender a fogueira.
- Bernardo, que porra você tá fazendo deitado no meio da grama? – disse Paula, filha de Dionísio, encarando-o com incredulidade.
- Qual é o problema de querer fazer amizade com as formiguinhas? – Disse o filho de Hefesto.
- Você é louco, e olha que eu reconheço bem quando vejo um.
- Tan tandan tan dan tantantantantantan Back in black, I hit the sack – disse Vick, a filha de Apolo, cantando um dos hits do AC/DC
- Ah vei cala a boca – Disse Roberta, a filha de Zeus – o caso é PRE-PARA QUE AGORA É HORA DO SHOW DA FABULOSA.
- Sério que você quer comparar AC/DC com isso? – Falou Paula
- Vamos cantar Phineas e Ferb? Vocês estão fritos, fritos... – Beca logo se pronunciou, ela era filha de Atena então estava sempre assistindo desenhos educativos e infantis.
E então deu-se início a uma batalha de Músicas que variavam de Rock até desenhos infantis, até que Bruno, filho de Poseidon gritou:
- Dá pra parar de palhaçada? Já são 10 da noite, temos que ir pra cama, senão as harpias vão nos comer vivos, e não no bom sentido. Além do mais; To com sono!
- Realmente regras são regras – Disse Nana — é melhor irmos logo. – Ela disse fazendo um gesto para todos se levantarem.
- Presta atenção! Ninguém vai a lugar nenhum, vai todo mundo ficar aqui comendo, como sempre, falando merda, como sempre, e aturando a chatice de vocês, nem que seja cantando. Por bem ou por mal – Todos sabiam que Bia estava falando serio, como filha de Afrodite ela tinha o poder de persuadir as pessoas.
- Então ta né? if today was your last day, and tomorrow was too late, could you say goodbye to yesterday? – Continuou cantarolando Vick.
- Eu admiro a loucura natural de vocês – Senhor D. apareceu de atrás das arvores, o que fez todos se assustarem. – Nem os baderneiros que eu amaldiçoou são assim. E você minha filha, — Ele olhou para filha com cara de orgulho – Paola Tridente, tenho tanto orgulho de você!
- É Paula Trindade, pai! E obrigada, eu faço o que posso.
- Agora... Vão dormir, e agradeçam por eu não ter transformado vocês em videiras.
Então assim, foram-se todos para os seus respectivos chalés.
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