We5ever

6 A derrota


Notas iniciais
Mals a demora, agora, temos mais um cap ♥ esperamos que gostem

Nana havia acordado mais feliz do que ultimamente. As cenas da noite passada passavam pela sua mente milhares de vezes, como se aquilo tudo tivesse sido um sonho. Um sorriso brotou de seus lábios ao se lembrar do juramento feito por ela e mais duas meninas. Ainda no mundo da lua, literalmente, levantou-se e foi se arrumar para continuar suas atividades diárias, que foi quando suas amigas invadiram seu novo chalé.

— PA-RA TU-DO! — Gritou Bia com seu jeito nada escandaloso — O que foi aquilo, mocinha?!

— Ahn... — Começou Nana, que logo foi interrompida.

— Awwwn, minha princesa tá crescendo! — Falou Paula, apertando as bochechas das amigas.

— Gente, menos — Murmurraram Raquel e Vick ao mesmo tempo, quando Gabi foi abraçar a nova serva de Ártemis.

— É, deixem Nana explicar! — Disse Beca, ansiosamente. Foi quando foram convidadas a sentarem-se, para que tudo fosse explicado.

— Olha, eu acho que precisava de algo assim, sabe? Desde que soube da existência das caçadoras eu me interessei, mas nunca imaginei que aconteceria. Mas é isso, quando elas chegaram eu vi a chance de mudar um pouco da minha vida... Sair da rotina. E por mais que vocês sejam importantes pra mim e que doa "deixar" vocês — Nana falou fazendo aspas com as mãos — minha decisão é essa. — Concluiu ela com lágrimas nos olhos.

— Desgraçada! — Falou Gabi, que em seguida deu um leve tapa na sua boca. Filhos de Deméter sempre tinham bons modos.

— Sua puta! Rapariga! — Gritou a filha de Afrodite

— Sentiremos sua falta, viu? — É, mas não se acostumem com momentos melosos — Murmurou Raquel. E foi assim que todas se abraçaram. Algumas com água nos olhos e outras fingindo que havia caído um cisco nos olhos. Mas no fim, juntas.

Após o momento garotas, saíram correndo para que não se atrasassem pra aula de esgrima e outras para treinar arco e flecha. Foi quando encontraram Bacelar e Caio lutando como se a vida deles dependesse daquilo. Manuseavam suas espadas como profissionais, o que deixava a plateia tonta de tanto movimentarem a cabeça tentando acompanhar todos os passos.

Alguns segundos se passaram e o filho de Hermes acertou o braço de Caio, que como filho de Ares, tratou de devolver a sua honra, misturado com o ego, dando-lhe um empurrão com o cabo da espada. Com isso, colocou-se acima dele, que estava caído, e sussurrou:

— Otário. — E saiu, dando risadas abafadas, enquanto girava a arma entre os dedos.

Enquanto isso, no treinamento de arco e flecha, Nana dava um show. Estava tão confiante que parecia transbordar para suas amigas, que logo trataram de acertar os alvos.

— Isso! — Gritou Paula, movimentando os braços, comemorando. Esse foi apenas um dos sucessos, já que estavam particularmente boas esses dias. Foi quando as caçadoras chegaram, expulsando-as delicadamente, enquanto Nana as lançava um olhar de "sinto muito". Foi possível ler os lábios de Vick quando sussurrou "Tudo bem", porém, mal sabia ela que a filha de Apolo já preparava uma vingança para isso... Sim, teriam sua vingança na caça.

Assim, os dias foram passando rapidamente, como qualquer outro, até que o dia do caça chegara e estavam todos preparados, já que tinham em mente uma vitória contra as caçadoras (toda bolada por Beca e os outros filhos de Atena, é claro). Sendo assim, aos poucos foram se reunindo em um ponto da floresta, onde Quíron citava as regras, dando ênfase a "Não se matem".

Falado o que devia ser dito, os campistas foram para um lado, com bandanas e tinta no rosto na cor vermelha, que representaria também a cor da sua bandeira, e as caçadoras com a cor prata, como de costume, dirigindo-se ao lado oposto. Enquanto Quíron esperava para dar inicio ao caça, todos estavam devidamente posicionados.

Assim, ele deu o sinal que iniciou o massacre. Tudo o que se conseguia ver era luta, o que se conseguia ouvir eram espadas e o jogo estava até muito equilibrado, até que os amigos começaram a executar o plano mais mirabolante que o acampamento meio sangue já havia visto. Tudo começou quando Roberta lançou um trovão em uma arvore que caiu encima da passagem das caçadoras para o lado do rio onde estava a bandeira dos campistas, forçadas a contornar o obstáculo, elas se depararam com os arqueiros de Apolo, liderados por Vick.

Nunca antes na história um campista conseguiu ser melhor de mira que uma caçadora, mas Vick conseguiu mobilizá-las com facilidade, atingindo suas pernas.

Gabi também ajudou muito, saindo detrás de uma arvore e enraizando (literalmente) as caçadoras já imobilizadas no chão. Foi quando um holograma de caçadoras se afogando projetado por Beco, surgiu na água, fazendo com que algumas de suas companheiras se jogassem no rio na tentativa de salva-las. Quando isso aconteceu Bruno, criou uma barreira de água que prendeu as caçadoras dentro do rio. O plano de contenção estava funcionando extremamente bem, porém, algumas caçadoras já haviam se infiltrado floresta adentro.

Paula, Bia e Beca estavam guardando a bandeira e foram surpreendidas por flechas pratas voando do céu e prendendo suas roupas ao chão. As caçadoras logo se aproximaram e entre elas estava Nana. Mesmo presa ao chão, Paula conseguiu executar o plano: enlouquecer as caçadoras com suas habilidades de Dionísio. Metade das garotas caíram no chão tendo ataques epilépticos.

— E você filha da deusa do amor — Uma caçadora, na verdade a tenente Yris, se dirigiu a Bia, provocando-a — Somos imunes ao seu charme, imunes ao amor.

— Vê se entende uma coisa sua mal amada, — Bia disse se soltando das flechas — NINGUÉM é imune ao amor. — E dito isso, Bia conseguiu controlar cerca de dez meninas somente usando suas palavras. As duas amigas estavam concentradas em suas missões e não perceberam uma caçadora se aproximando por trás e alcançando a bandeira. A garota estava a centímetros de distancia quando esqueletos brotaram do chão envolta da bandeira, duelando com a menina até que ela estivesse inativa.

Quel então desceu de cima de uma árvore, e se apoiou na bandeira.

— E isso querida, é como as coisas funcionam no Acampamento Meio-Sangue.

Enquanto isso no lado das caçadoras do rio, Caio abria caminho para capturar a bandeira inimiga, derrotando facilmente a pouca resistência que havia com sua espada. Quando finalmente ele encontrou a bandeira, estranhou o fato de que ela estava desprotegida, mas como todo filho de Ares, foi direto para a bandeira com fome pela vitoria. E então foi atingido nas costas por uma flecha que o fez cair de cara no chão. As duas meninas que haviam se juntado a caçada junto com Nana se ajoelharam ao lado dele. As duas começaram a rir, o encarando e dizendo coisas sem sentido sobre como homens eram estúpidos.

— Com licença. — Alguém as cutucou no ombro, virando-as para trás para ver quem é. Elas foram atingidas com o mastro da bandeira na cabeça e caíram no chão — HAIEIE, pegadinha do malandro.

Bacelar havia chegado por trás e roubado a bandeira sem que as caçadoras nem ouvissem seus passos e usado-a contra as mesmas. Bacelar retirou a flecha das costas de Caio e o ajudou a levantar e foram mancando até a margem do rio, nem se importaram em ter pressa. Aquele caça era dos campistas!

Depois de que eles atravessaram o lago, Caio caiu na beira deste gemendo de dor e um dos campistas de Apolo foi em direção a ele, lhe dando um pouco de ambrosia, em pouco tempo ele estaria melhor.

— Até que enfim não estragaram um plano meu. – disse Beca que estava recostada em uma pedra e foi parabenizar os amigos – Ta vendo? É sempre bom ter uma filha de Atena na equipe.

Na mesma hora, houve um grito estridente dos campistas, foi uma algazarra enorme, todos gritavam e celebravam o fato de que conseguiram derrotar as caçadoras... Anos sem nenhuma vitória e agora elas estavam derrotadas. Quíron e Sr. D deram sorrisos e Sr. D disse:

— Agora sim, estão preparados! – particularmente para Quíron, sem que qualquer outro campista ouvisse.

As caçadoras estavam arrasadas, destruídas, elas próprias não acreditavam de forma alguma que tinham perdido isso nunca acontecia. Nunca!

Os campistas se juntaram e ficaram dando vivas de alegrias e só pararam quando Quíron trouxe as coroas de louros e entregou-as para os campistas.

— Sem lavar pratos por 2 semanas!!! Isto não é ótimo?

— Olha a cara daquelas meninas. Haha perderam! Idiotas, metidas. – comemoravam os campistas entre si.

As caçadoras já tinham virado as costas e ido para o chalé. Depois de um tempo, quase todos os campistas já tinham se recolhido e aguardavam o jantar de comemoração. Aquela sensação dentro de cada um era incrível.

Um pouco depois que o sol se pôs, todos os campistas já estavam sentados nas suas devidas mesas ouvindo as palavras de elogio de Quíron, só a mesa do chalé 8 era a desanimada. Foi ai que ouviu-se um grito vindo de uma delas.

— O que é isto?! – disse a menina que parecia ter uns 11 anos. Ela olhava atentamente para um ponto entre as árvores próximas a mesa. Os galhos estavam se mexendo. Todos os campistas olharam naquela direção achando que era um monstro. Não poderiam estar sendo atacados, não com a proteção da árvore de Thalia. Foi aí que uma nevoa verde começou a subir de trás das árvores uma voz começou a sussurrar:

“Os doze grandes ao ocidente viajarão

Com a traição, volta para se vingar

Onde há muro de escuridão

O segredo da Morte Eterna esconde

No lugar errado a viagem anda

O palácio nunca fecha ambas.”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.