We rockin the Summer
2 Prólogo
Notas iniciais
“Querer e não querer as mesmas coisas, eis, afinal, a verdadeira amizade.”
Salústio

It may seems cliché
(Pode parecer clichê)
For me to wanna say
(Por eu querer dizer)
That you're not alone
(Que você não está sozinha)
(That you're not alone)
(Que você não está sozinha)
And you can call me uncool
(E você pode me chamar de brega)
But it's a simple fact
(Mas é um simples fato)
I've got you're back
(Eu ainda te protejo)
Yeah, yeah, yeah
Eu balançava a cabeça no ritmo da música, enquanto que minha mente passeava, pelas memórias.
“Estava sentada atrás da escola, com a cabeça escorada na parede, as pernas cruzadas, como índio. Enquanto assimilava, que mesmo contra minha vontade, acabara de mudar de cidade e escola. Perdida em pensamento nem percebi a presença de alguém ao meu lado, se sentando, até que:
–Pensei que só as loiras se focavam nas árvores, mas vendo isto, talvez seja coisa de morena também!
Ao me virar vi ela, uma loirinha com sorriso de lado (meio debochado, devo acrescentar), e meus lábios inconscientemente formou um sorriso Colgate.
–Roxanne Evans, mas me chama de Roxy.
–Charloth Crawford, mas Charlie é mais a minha cara.”
Era inusitado a forma como me lembrava perfeitamente daquele dia, do jeito que ficamos conversando por horas (Pelo menos o tempo em que o recreio permitiu). Era algo incomum eu Charloth –NERD- Crawford, acabar sendo melhor amiga de Roxanne –MALUCA- Evans. De um certa forma não conseguia me ver sem você.
"-Sabe, só de pensar que este ano, vou ter treze anos, me dá sensação de liberdade, sabe?
–Loira, é só um ano a mais, além do que, é só treze anos, não como se você tivesse 18.
–Não tira minha felicidade morena, se não pinto seu cabelo de vermelho.
–Por que vermelho?
–Dã! É minha cor favorita, aí eu vô falar tipo:Ai meu God Charlie, eu pintei teu hair de red.”
Era interessante como ela me fazia, ser louca, ou pelo menos é o que acho, me fazia ser “rebelde”:
“-Vai, Charlie, Vai
–Roxy, eu não sou um macaco tá legal, subir no muro de sua casa, não é nada, nada fácil tá. Disse enquanto tentava inutilmente escalar o muro de sua casa, ela já estava no chão me esperando.
E por que estava aqui? Simples ela meio que queria “fugir”, mesmo sua mãe ter dado permissão de sairmos, pra tomar sorvete.”
E do nada, ela sempre me fazia rir, mesmo em momento sérios, da minha vida:
“Eu não consigo mais segurar o riso, é sério, eu poderia pedir para minha querida Loira simplesmente para de fazer careta, mas, não dava era um momento crucial.
Estava na sala da Senhora Marris, para confirmar minha presença na inauguração do orfanato, ao contrário da patrocinadora do lugar, ela era um tanto rabugenta. E a senhorita Evans, estava a imitando, com um ar de brava, enquanto fazia mistas caretas atrás dela.
E do nada, ou talvez não:- Hahahahahahahahha
–Hum, desculpe senhora Marris”
E quem sabe, eu também era meio louca, mas no fundo não queria admitir:
“Era simples explicar o porquê de estarmos trancadas no meu quarto? Não com certeza não era.
–Roxy, minha vida, nunca mais faça isso.
–Foi mal, morena, mas, você disse: Se for me incomodar, que se tranque em um quarto! E eu me tranquei.
Quem sabe era, meio que culpa minha, mas, ela não SE trancou, ela NOS trancou, e no MEU quarto. Além do mais, era uma péssima imitação minha.
–Tá legal loira, mas é o seguinte, te perdoo, mas se morrermos, eu não te perdoo.
–Como sempre a morena, sendo um amor de pessoa, sua amizade me comove sabia?”
Mas nem tudo é um mar de rosas, e minha melhor amiga se mudou, foi para outra cidade, pra perto da família, os pais queriam que ela cursasse o ensino médio junto a seus primos.
Fale com o autor