We married? No way!
12 Where?
Notas iniciais
Storybrooke, 15 de Novembro 2023 20:12
David, Snow, Ruby, Belle e Zelena estavam na casa dos Swan-Mills mais precisamente no quarto do casal.
—Ok, já estamos aqui, e agora? -Snow perguntou.
O grupo manteve-se em silêncio até que Zelena interveio.
—Há algo de errado aqui. -A ruiva comentou olhando para o quarto, nenhum sítio em especial.
—Como assim? -David questiona a olhar para ela.
—Eu não tinha reparado antes, não com toda aquele pressa e correria, mas há magia aqui, uma muito forte.
—Tanto a Emma como a Regina são duas feiticeiras muito poderosas, deve ser normal... -Snow comentou, contudo logo foi cortada por Zelena.
—Não, não é isso. É algo diferente, algo...eu não sei como explicar. Houve alguma coisa que aconteceu aqui para ter deixado este rasto.
—Como o quê? -Ruby perguntou sentindo-se meio confusa.
—Como...um ritual. -A ruiva disse não encontrando a palavra que queria.
—Um ritual? -Belle questionou.
—Não é essa a palavra que eu quero, é como quando fazes um feitiço para uma maldição, ou até um port.... -Zelena parou a meio abrindo uma expressão de espanto.
—Ou... -David falou fazendo entender para que a Mills mais velha continuasse.
—Um portal.
—Um portal? Estas a dizer que elas abriram um portal? -Snow falou com estranheza.
—Eu não sei, mas pode ser uma opção. Tu o que eu posso vos garantir é que aconteceu algo aqui, e que envolveu muita magia.
***~***
Storybrooke, 16 de Novembro 2015
Regina acordou sentindo um pouco de frio, mexeu-se, deixando acidentalmente a almofada que segurava cair no chão, à procura do corpo quente da sua esposa, no entanto tudo o que encontrou foi um lugar vazio ao seu lado.
A morena abriu os olhos e procurou por todo o quarto, mas não tinha ninguém.
RF: -Emma? -Ela chamou com a voz mais rouca que o normal e esfregando os olhos por conta do sono. -Emma? -Chamou mais alto desta vez, mas nada.
A rainha franziu a teste e saiu da cama sentindo um arrepio passar pelo seu corpo devido à temperatura baixa daquela noite.
A perfeita saiu do quarto passando pela casa de banho para ver se a loira estava lá, mas logo percebeu que não estava lá. Foi em direção das escadas.
RF: -Emma? -Regina chamou vendo a sua esposa com outra pessoa.
A xerife virou-se encontrando a morena com uma cara confusa a olhar para ela.
EF: -Hey. Vem cá. -A salvadora falou com um tom de voz suave.
Regina olhou para o seu eu do passado e logo foi em direção delas.
RF: -Oh, olhem quem decidiu aparecer... -A morena falou sentando-se ao lado da esposa.
A Regina, do passado, olhou para o seu eu estreitando os olhos, mas logo um sorriso de canto surgio nos seus lábios.
RP: -Sim, parece que sim.
RF: -E a que devemos essa maravilhosa surpresa? -A morena falou encostando-se a ainda mais à sua esposa pousando uma das mãos na perna da loira.
Era ridículo ela estar a agira assim consigo própria, mas era algo que não conseguia evitar por mais que tentasse. Ela estava irritada, furiosa podia dizer-se, por causa de um erro que ocorreu no passado agora tinha que estar a tratar das coisas que nem uma babysister com o seu próprio eu e a Srt.Swan.
EF: -Regina... -Emma chamou baixo e suavemente apertando a mão da morena que estava em cima da sua perna.
Não foram precisas mais palavras, ela logo entendeu o recado.
A perfeita respirou fundo sem nunca desviar os olhos dos olhos castanhos à sua frente.
RF: -O que é que aconteceu? -Perguntou desta vez mais calma.
RP: -Eu...eu precisei de um pouco de espaço, para por tudo em ordem. -A rainha respondeu evidenciando mais nervosismo desta vez. -Não importa, a única coisa importante aqui é que...eu já sei o que quero, e vou lutar por isso. -Falou dando uma rápida olhada para a loira que sorria para ela. -Podes ficar descansada, tu vais ter a tua família de volta. -Disse desta vez olhando para a Regina.
A morena abriu a boca, mas nenhum som saiu, nem mesmo um ruído.
Era demasiado bom para ser verdade, afinal desde quando é que as situações saiam a favor deles?
RF: -Tu estás a dizer que...
RP: -Emma, eu vou lutar por ela.
Regina não conseguiu fazer nada mais a não ser sorrir, tanto alívio como orgulho tomavam conta do seu ser.
Via em si mesma o que ela desejava poder ter feito à tanto tempo, visto que que tinha perdido conta do tempo em que ela tentou afogar os seus sentimentos ou qualquer emoção relacionada à Salvadora, mas agora era ela que ia lutar por, não alguém por ela.
Tudo o que a perfeita conseguiu fazer naquele momento foi dar um aceno de cabeça, o sorriso sempre presente.
Regina, do passado, retribuiu com um outro sorriso, desta vez mais nervoso e até envergonhado, levantando-se.
RP: -Eu devia ir-me embora. Já é tarde e eu não quero tirar mais do vosso tempo, não a esta hora da noite. -Falou apontando para a porta.
EF: -Tudo bem. Até amanhã.
RP: -Até amanhã. -Disse e com isto desapareceu numa nuvem de fumaça roxa.
RF: -Eu não acredito que isto está mesmo a acontecer...
EF: -Mas está. -Emma falou e ajoelhou-se à frente da esposa. -Hey, olha para mim. -Pediu levantando o queixo da outra com o indicador, um sorriso brilhante fazia-se presente no rosto da loira. -Vai tudo correr bem, vês? Está tudo bem Regina.
***~***
A manhã logo se avistou e com ela as ruas de Storybrooke ganhavam um novo movimento, os Granny's apesar da hora já tinha os seus costumeiros clientes,o cheiro de café fresco predominante no ar, as ruas tinham um ambiente ainda húmido e alguma geada fazia-se presente nas calçadas e plantas, na casa do Charmings o movimento já era notável.
Mary Margereth acordou juntamente com o marido, e, por algum milagre, o membro mais novo da família ainda dormia, o que permitiu a avanço mais rápido dos preparativos da manhã.
Emma e Regina ainda dormiam profundamente depois de uma noite agitada, agitação essa que veio desde a sala de estar ao quarto, com várias roupas espalhadas no cómodo em que ambas descansavam.
Neal não tardou a acordar, mas logo foi alimentado e vestido.
Depois de alguns minutos David saiu indo para a delegacia e Snow foi com o filho primeiro para a creche onde o bebé estava e depois para a escola.
Dessa maneira o silêncio voltou a reinar na casa, pelo menos até uma campainha tocar.
Henry estava lá fora e depois de várias tentativas falhadas de fazerem com que lhe atendam a porta o adolescente pegou numa chave escondida no vaso de plantas e abriu-a.
—Mãe? -O moreno chamou mas sem nenhuma resposta. -Mãe?! -Voltou a chamar.
Ele olhou ao redor e não viu ninguém.
—Mãe? -Henry chamou indo já em direção às escadas, no entanto parou quando viu uma figura descabelada com uma t-shirt longa e calções a descer as mesmas.
EF: -Mas que...Henry? Por que raio é que estás a gritar a uma hora destas? Já vistes as horas?
—Já, e são 10:17. -O adolescente disse a confirmar no relógio fazendo com que Emma ganhasse uma expressão de espanto. -E tu? O que é que estás a fazer na cama a uma hora destas? O avô pediu-me para vir cá ver se estavas bem, já que não apareces-te na delegacia.
EF: -O quê? Delegacia?...Espera kid acho que estás conf...
RF: -Emma? Com quem é que estás a fa...Ah, Henry. Bom dia. -Regina disse com uma expressão de surpresa. Os cabelos médios estavam presos num coque frouxo, tinha vestido uma t-shirt da Emma e uns calções que mal se viam devido ao comprimento da parte de cima.
—Eu acho que tu não és a mãe que eu estou à procura, né? -Henry falou como se tivesse entendido tudo agora.
EF: -É isso. -Emma falou a rir. -Mas diz lá, está tudo bem? Andas à procura da Emma?
—Sim, ela ainda não apareceu. David pensava que ela tivesse voltado para casa depois para trocar de roupa ou algo do género, então vim ver se estava por cá.
EF: -Já tentas-te com o Hook? -Emma perguntou recebendo um revirar de olhos da morena que logo foi para a cozinha pegando numa maçã.
Henry começou a rir de leve, e a loira lançou um olhar de desaprovação recebendo um encolher de ombros como de quem diz ”O que é?”,visto que a mesma mastigava o pedaço de maçã que tinha mordido.
—Ainda não, mas vou à procura dele.- O adolescente disse fazendo questão de se ir embora, mas logo virou-se rápido. -Oh, já souberam? A minha mãe voltou! A Regina, quero dizer. -Falou empolgado.
RF: -Sim, nós já sabemos. -A morena disse juntando-se de novo ao grupo.
Emma virou-se para ela e aproveitando o momento de distração da outra pegou na maçã que ela tinha na mão e tirou-a dando uma generosa trinca.
Regina olhou para ela com um olhar fulminante enquanto que a mesma, imitando o gesto anterior, encolhe os ombros enquanto que mastiga.
Henry tentava não se rir em meio aquela situação, mas parecia uma tarefa impossível.
—Como é que vocês sabem? -O moreno por fim perguntou.
EF: -Ela veio cá. -Falou em meio a uma dentada, no entanto foi parada quando Regina voltou a pegar na sua maçã. -Hey, isso é meu! -Disse com uma pose de muito ofendida.
RF: -Não, é meu. Tu é que mo roubas-te. Se queres uma, vai pegar. -A rainha falou dando mais uma mordida.
Emma fez uma beicinho ,porém quando viu que não iria dar em nada, já que Regina continuava a comer a sua maçã descontraidamente murmurou alguma coisa incompreensível e foi à cozinha buscar uma continuando com cara de embirrada.
Regina olhou de canto a esposa a pegar uma maçã e piscou o olho para o filho com um sorriso de lado.
Henry sem aguentar mais começou a rir sendo acompanhado de Regina, já Emma olhava para a cena confusa.
EF: -O que é que eu perdi?
***~***
Storybrooke, 16 de Novembro 2015 7:05
Uma tontura apoderou-se da loira assim que a mesma tentou abrir os olhos, uma enorme dor de cabeça fez-se sentir levando a salvadora a soltar um gemido de dor.
Emma levantou aos poucos a cabeça sentindo o sangue seco na zona de trás da sua cabeça e pescoço, pelo menos não sangrava mais.
A xerife abriu os olhos devagar, o ambiente era escuro e era notável o cheiro a humidade e mofo no ar. Ela mexeu-se um bocado mas logo uma fricção nos pulsos parou-a.
Passado alguns segundos, já com os olhos habituadas à pouca claridade que fazia-se presente a loira olhou ao seu redor analisando a sua situação.
Estava num espaço fechado, provavelmente uma cave, a pouca claridade presente vinha de umas janelas pequenas no topo da parede para a qual ela estava de costas.
Emma encontrava-se presa a uma cadeira, pulsos atados nas suas costas, e tornozelos atados às pernas da cadeira.
As memórias estavam um tanto quanto confusas no entanto logo vieram ao seu lugar.
A salvadora mordeu a raiva sentindo a raiva por toda esta situação.
Mexeu-se mais um pouco tentando soltar-se, mas logo uma sensação de ardência fez com que ela parasse soltando mais um gemido de dor.
A xerife parou sentindo-se confusa, como é que ela tinha se queimado?
Ela voltou a mexer-se sentindo a mesma sensação pouco tempo depois, mais intensa desta vez.
Magia.
As cordas tinham que estar encantadas, ou algum feitiço tinha sido posto. Não havia nada que ela podia fazer.
Emma suspirou e olhou para o chão, há claridade, o que significa que já é de dia, entretanto eles darão pela sua ausência, até lá só podia esperar.
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