We married? No way!
10 Ses...
Notas iniciais
RF: -Ela não pode ter simplesmente desvanecido no ar! Ela tem que estar em algum lugar nesta cidade.-Regina falava mostrando evidente nervosismo.
EF: -Eu não sei Regina, nós já procuramos por todo o lugar. Não há sinais dela em nenhum lugar, nada. -Emma respondeu passando a mão na cara.
Regina suspirou e sentou-se ao lado da esposa deixando a cabeça encostada no ombro.
RF: -Já passaram cinco dias Emma, sabes o que isso significa, não é...
EF: -Estamos a ficar sem tempo.
A morena suspirou e fechou os olhos deixando-se ser abraçada pela loira.
Desde o dia em que Regina tinha acidentalmente ouvido a conversa no Granny's sobre o Killian e a Emma que nunca mais tinham-na visto, ninguém aliás sabia da Regina, nem mesmo o Henry.
RF: -9 dias. Nós temos 9 dias para junta-las, enquanto que a Emma brinca ao namoro com o guyliner e não fazemos ideia onde a Regina está! -A rainha levantou-se andando de novo de um lado para o outro.
Emma cerrou os lábios tentando pensar em algo para dizer à esposa, contudo parecia ser um caso perdido.
Apesar que toda a ideia de esperança fazer parte da raiz da família Charming a salvadora não via nenhum resquício disso naquela situação, parecia um beco sem saída.
A loira fechou os olhos e pendeu a cabeça fazendo as mãos de apoio.
Deu um meio sorriso lembrando-se dos filhos.
Tirou o telemóvel do bolso indo em um rápido movimento de dedos até à galeria abrindo uma das suas fotos favoritas, lá estava a Regina com a Alison no colo e o Ethan no colo do Henry, a loira encontrava-se ao lado da Regina abraçando-a pelos ombros.
Regina ao ver o sossego da sua esposa para e olha para ela vendo-a a encarar o telemóvel. Calmamente, a morena senta-se de novo ao seu lado podendo ver o que a Emma encarava, olhando por fim para a fotografia.
EF: -Nós vamos conseguir. Eu não sei quando nem como, mas nós vamos conseguir. Elas querem isto tanto quanto nós, eu não vou perder a minha família. -Emma falava tudo isto sem levantar a cabeça no entanto a rainha pode ver algumas lágrimas a cair sobre o ecrã do dispositivo.
A perfeita sorriu, um sorriso singelo e até triste, e abraçou a sua esposa.
RF: -Nós vamos.
***~***
Storybrooke, 2023 (5 dias atrás)
Ruby sentou-se tirando o lenço à volta do pescoço.
Era uma sensação estranha estar no Granny´s sem ter que servir às mesas ao anotar pedidos, em vez disso estavam como uma típica cliente.
Pediu um café e esperou.
Passado alguns minutos, já com o café à sua frente a fumegar ainda, viu uma ruiva a entrar pelo estabelecimento indo em sua direção.
–Hey, espero não te ter feito esperar muito tempo. -Zelena falou sentando-se à frente da loba.
–Oi. Fica descansada, eu cheguei à poucos minutos. -Ruby respondeu com um leve sorriso.
Era impressionante o que o amor de filho fazia a uma pessoa.
Assim que Zelena deu à luz pode se notar uma mudança gradual.
Parece que afinal todas as pessoas podem ter uma segunda chance, ou terceira, bem....
Passado alguns minutos de conversa amena Zelena voltou ao ponto do porquê de estarem ali.
–Tentei contactar a Regina como pediste, mas não consigo. Não sei o que se está a passar, já tentei ligar-lhe, mandar mensagens e nada.
–Eu não sei...é demasiado. A Emma e a Regina nunca iriam agir assim. Quer dizer, viste o estado em que a Regina ficou por deixar os filhos aqui durante um fim de semana?
–Se não. Ponderei durante uns momentos fazer uma maldição do sono, talvez assim ela se calasse, a não ser que ela fale a dormir....tenho que perguntar à Emma. -Zelena falou divagando um pouco.
–Pois...
–Se calhar nós estamos a exagerar. Elas podem querer estar sozinhas, sem nada nem ninguém a intrometer-se pelo caminho. -A ruiva comenta a dar um gole de café de seguida.
–Talvez. É só que...eu não sinto um bom pressentimento, e isso está a atormentar-me. -Ruby falou puxando os cabelos para trás.
Zelena ao ver a preocupação presente na face da loba deu um meio sorriso. Era sempre bom ver que há pessoas que se preocupam pelos seus amigos, mesmo sem ter uma certeza de que algo aconteceu de verdade.
–Vamos fazer assim. Esperamos até este fim-de-semana passar, porque sem termos a convicção de que algo aconteceu de verdade não vale a pena ir à procura delas, por mais que seja suspeito todo este corte de comunicação. Tu sabes o que é que a Emma não faz para estar uns minutos a sós com a minha irmã. -Zelena falou com um sorriso de lado que mostrava as claras segundas intenções da sua frase.
Ruby ao notar aquilo viu-se obrigada a concordar enquanto que ria.
–Ok. Obrigado Zelena. -Red falou a levantar-se acompanhada da ruiva.
–Não tens de quê.
Ambas se despediram e foram para os seus respectivos destinos, o que pelo lado da lobisomem significava casa. Durante o percurso até lá Ruby pedia silenciosamente que Zelena estivesse certa, já que tudo nela levava a ter certa incerteza.
***~***
Sotrybrooke, 2015 (dias atuais)
Regina estava sentada no sofá, um copo de cidra de maçã nas mãos enquanto encarava a parede.
Desde que ela desapareceu era esta a rotina dela, basicamente.
Os pensamentos giravam de tal modo à sua volta que as dores de cabeça tinham-se tornados frequentes.
Esses mesmos pensamentos, que eram causa de uma só pessoa, levavam-na a pensar certas coisas, coisas com as quais a rainha não sabia lidar, o que nesse caso dirigia a frustração, inquietação, dúvidas, e o que a morena mais odeia, os “ses”.
E se for verdade?
E se realmente acontecer?
Não, não pode ser afinal ,se a Emma realmente gostasse de mim não estaria com o pirata.
Sim, mas se nunca tentares nunca saberás.
Todos estes”ses” faziam a cabeça da rainha girar ainda mais, e isso levava a uma única solução: beber.
Então, por causa de tudo isto a perfeita estava sentada no sofá, numa casa que encontrava-se no meio da floresta com um feitiço que impedia que os outros vissem-na, um copo, agora vazio, na sua mão, e com a outra mão massajava a têmpora.
A rainha levantou-se e foi buscar mais bebida, encheu o copo levando-o logo a boca bebendo um generoso gole.
Quando terminou olhou para o líquido ficando quase que hipnotizada.
Uma única pergunta estava na cabeça dela agora, uma que trouxe sérias duvidas naquele momento.
O que é que eu estou a fazer?
Regina não estava a conseguir ver a si mesma nestes últimos dias.
Ela não fugia dos problemas, ela encarava-os de frente.
Ela não se lamuriava num canto, ela resolvia as coisas, a bem ou mal.
Isolar-se por alguém que trocou-a pela mulher morto e agora por causa de um suposto namoro oficializado? Só podiam estar a brincar.
A perfeita deixou o copo em cima da mesa e enquanto que andava para a saída usou magia para se recompor, voltando ao seu aspecto normal.
Saiu de casa e logo teletransportou-se.
Estava na altura de parar e finalmente lutar por aquilo que ela quer, o que estava bastante claro agora para ela.
Nem imaginas o que vem aí, Miss Swan.
***~***
Emma levantou-se da cama e foi em direção da janela deixando a sua esposa já adormecida na cama. Era impressionante como o tempo estava a voar, e elas ainda não conseguiram progredir nada.
O céu estava limpo o que significava que era possível ver a lua na sua forma crescente e algumas estrelas.
A salvadora ficou mais alguns minutos assim até que voltou para a cama deitando-se de maneira que pudesse ver o rosto adormecido da sua esposa.
Não houve momento como aquele que Emma não tivesse desejado com mais força voltar para a sua casa, clamando interiormente que alguma divindade voltasse a pô-las no lugar ao qual pertenciam, contudo de nada valeu, visto que no momento em que abriu os olhos tudo permanecia igual.
A loira suspirou e abraçou a morena trazendo-a para mais perto de si, a mesma ao sentir o corpo quente da xerife perto de si ajeitou-se ficando com a cabeça no seu peito.
Outros tantos minutos passaram e nada do sono vir, até que Emma sentiu algo estranho.
Sentindo todo o seu corpo enrijecer a salvadora apertou mais o corpo da amada contra si quando verificou que essa tal sensação era a de estar a ser observada.
O coração palpitava apressadamente ao mesmo tempo que a adrenalina percorria todo o seu corpo.
Aos poucos Emma foi passando os olhos por todo o quarto não encontrando nada, até chegar ao canto da parede perto da janela, havia lá uma sombra.
Emma apertou com mais força ainda o corpo da rainha sentindo a sua esposa mexer-se um pouco devido ao desconforto, porém a xerife não desarrochou nem um pouco.
EF: -Quem está aí? -A loira perguntou, a sua voz um tanto rouca.
A sombra nada respondeu mantendo-se em silêncio.
Passado alguns segundos no mesmo ambiente tenso a salvadora ia abrir a boca para voltar a questionar ,mas foi interrompida quando subitamente a pessoa começa a andar em direção da luz que vinha da janela.
Emma assim que viu a movimentação sentiu todo o seu corpo a aquecer principalmente a palma da sua mão, uma bola de fogo a ser formada, porém logo parou e o seu corpo arrefeceu ao ver que a sombra revelava-se uma pessoa conhecida, bastante conhecida até.
EF: -Regina...
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