We married? No way!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O destino pode dar conta de muitas coisas, mas, temos que admitir, há vezes em que parece que o dito cujo precisa de uma “mãozinha”. Então nesses casos lá vamos nós, humanos na nossa maior aparência intelectual e de ser superior, dar um “empurrãozinho” que, na maior parte das vezes acaba em nada mais, e nada menos, que merda, ou então uma inspiração divina desce dos céus e, o que era para ser uma catástrofe semelhante à bomba atómica, resulta!
Outras vezes a nossa casmurrice é tanta que o próprio destino dá-nos uma mãozinha, o que no caso de Storybrooke a maior parte das vezes é sinónimo, do que todos nossos conhecemos por magia.
*** ~ ***
Storybrooke 9 de Novembro de 2023
Regina e Emma estavam reunidas no Granny's juntamente com o resto na família, o que neste caso implicava a Snow, o David, o Henry, o Neal, o Ethan e a Alison.
—Então vocês ficam com eles este fim de semana e depois nós vamos lá buscá-los domingo ao fim da tarde, certo? — Regina pergunto pela terceira vez.
—Sim Regina, nada mudou desde a última vez que perguntas-te, que foi à cerca de 3 minutos. — Snow falou a conferir o relógio.
A rainha deu um sorriso nervoso e olhou para os seus filhos que estavam entretidos a comer uma torta, juntamente com o Neal, que tinha agora 8 anos.
—Relaxa amor, vai correr tudo bem.
Regina olha para o lado e encara o sorriso que a sua esposa está a direcionar-lhe, olhando logo depois para os seus olhos verdes e de seguida para as suas mãos unidas em cima da mesa.
Snow, David e um Henry já de 23 anos tinham começado uma outra conversa.
—Eu, eu não tenho a certeza Emma, quer dizer, se calhar eles não estão prontos! Se calhar eles são demasiado novos. E se algo acontecer? Eu...
A morena parou de falar ao ver o sorriso na face da outra.
—Do que é que estás a rir? — Perguntou arqueando uma sobrancelha.
—De ti. -Emma respondeu. -Regina, sendo assim, na tua prespectiva, quando é que eles estariam prontos?
—Não sei, quando tivessem 8?
Emma arqueou uma sobrancelha.
—Para dormirem na casa dos avós?
—Eu só estou preocupada com eles.
—E eu connosco! Quer dizer quando é que eu vou poder fazer sexo com a minha esposa à vontade sem ter que me preocupar que um par de gémeos de cinco anos interrompa?! -A loira falou um pouco mais baixo para os outros na ouvirem recebendo uma expressão chocada da mulher à sua frente.
—Emma!
—Que é? Só estou a dizer a verdade. -Disse encolhendo os ombros.
—Tu não mudas nada.
—Não estou a brincar Regina, tenho saudades. Eu sei que vivemos juntas, passamos tempo juntas, continuamos a fazer sexo nem que seja uma rapidinha na casa de banho,-Regina revirou os olhos e Emma sorriu abertamente agarrando as mãos da sua esposa delicadamente levando-as aos lábios e dando um beijo em cada uma delas. — mas não é a mesma coisa do que estar completamente a sós contigo. Eu amo os nosso filhos, e sim nós já passamos um dia ou outro sem eles, não que isso tenha mudado algo visto que estávamos tão cansadas que tudo o que fizemos foi dormir. É só dois dias, sim?
A rainha olhou para os olhos verdes e deu um sorriso leve recebendo uma grande sorriso aberto em resposta.
Ela tinha razão, e além disso a perfeita já tinha saudades da sua xerife.
—Dois dias. -Voltou a repetir.
Emma riu de leve e inclinou-se dando um beijo nos lábios da Regina.
—Mama, já acabei! -Uma voz um tanto infantil e masculina interrompeu.
A loira descansou a testa à da morena e deu um suspiro.
—É disto que eu estou a falar.
A perfeita ri um pouco e dá mais um selinho dando atenção aos seus filhos de seguida.
***~***
Storybrooke 9 de Novembro de 2015
—O que é que queres que eu faça? Que eu peça desculpas? Eu não posso pedir desculpa Regina, lamento muito mas não posso, e não vou! — Emma falou já levantando o tom de voz.
—Eu não estou a dizer isso Swan, e eu sei que não podes, mas isso não te faz menos culpada! -Regina respondeu já com o tonalidade da voz também alterada.
—Ah, estão eu sou culpada de salvar uma vida?! — Ripostou com evidente ironia.
—Sim, tu és! Tal e qual como também és culpada de arruinar, de novo, a minha!
—Eu não arruinei a tua vida! Ou ela gira em volta dele agora?!
Regina parou e observou bem a cena à sua frente. Era impressão dela ou a xerife estava ... com ciúmes?
***~***
Storybrooke 9 de Novembro de 2023
Emma tirou o seu casaco pendurando-o, pôs as suas chaves, distintivo e arma na gaveta da mesa de cabeceira. Aproximou-se sorrateiramente da figura morena que estava de costas para ela e abraçou-a pala cintura colando os seus corpos ao mesmo tempo em que dava vários beijos na extensão do pescoço.
—Emma... -Regina sussurrou inclinado-se a sua cabeça para trás dando assim mais espaço.
—Estive o dia inteiro à espera disto. -A loira falou com a voz rouca, as suas mãos subiam e desciam pelo corpo da sua mulher.
A rainha virou-se rapidamente colando os seus lábios.
Continuaram nesse momento de provocações até que de repente um vento forte fez-se presente, uma luz forte invadiu o ambiente envolvendo-as, no segundo seguinte já não estavam lá.
***~***
Storeybrook 9 de Novembro de 2015
Emma levantou-se vagarosamente do chão levando a sua mão à cabeça onde sentia uma forte dor. Olhou ao seu redor e viu que estava no meio do mato.
—Só podem estar a brincar. Uma coisa é ser interrompida por causa dos filhos, outra coisa é ser interrompida por que sei lá quem e sei lá o quê levou-te para sei lá onde, pela alma de não sei quem!
A xerife levantou-se e sacudiu a roupa parando de forma brusca e começando a olhar ao redor de maneira alarmada.
—Regina? Regina?!
A mulher loira continuava a sua procura começando a andar pelo mato e a gritar cada vez mais alto.
—Regina?! Regina?!
Um som suou fazendo com que paralisa-se no lugar à espera da próxima movimentação.
A sonoridade do que parecia passos sobressaía do silêncio que estava presente, Emma olhava para todos os lados preparando-se para o que estava para vir, na sua mão uma bola de fogo tinha se formado espontaneamente, há certos hábitos que se ganham quando se é casada com uma pessoa há 6 anos, e os seus sentidos estavam em alerta total.
O som estava cada vez mais próxima até que uma pessoa saiu de umas folhas no seu lado direito fazendo com que a Emma direcionar-se a mão com a bola de fogo nessa sentido.
—Deus, Emma! Estás louca? -Uma Regina assustada falou levando a mão ao peito.
A bola de fogo evaporou da mão da loira que logo correu para a sua esposa abraçando-a com força.
—Regina! Eu estava tão assustada. Tu estás bem? Estás ferida? -Falou levando as suas mãos ao rosto da morena.
—Eu estou bem. Só não iria ficar se me tivesses acertado com aquilo.
Emma estreitou os olhos, abrindo um sorriso depois, estava aliviada que a sua rainha estava bem.
—Mas, mudando de assunto, onde é que estamos? -Regina perguntou olhando ao redor.
—Não faço ideia. -Emma disse também observar o que existia à sua volta. -Achas que podemos estar na floresta encantada?
—Não sei. Vamos andando e ver o que encontramos, de qualquer das maneiras precisamos de achar um abrigo antes que...
—E desde quando é que te preocupas com isso!
—Isto é ridículo!
—A única ridícula aqui és tu, Swan!
Emma e Regina entre olharam-se ao ouvirem vozes não muito distantes, vozes estas que eram muito familiares.
—Regina...
—Vamos.
Elas começaram a andar em direcção da origem do som até que encontraram uma Regina e uma Emma a discutir avidamente. As mulheres esconderam-se atrás de uns arbustos altos que lá haviam e ficaram a observar.
—E por que é que eu haveria de ser a ridícula aqui?! Toda gente fica a relembrar-me que eu sou uma heroína, que sou o fruto do amor verdadeiro e tudo isso, e no momento em que eu ajo como tal.... é isto que acontece!
—Regina, eu acho que sei do que é que isto é sobre! -Emma que estava com a sua esposa sussurrou empolgada a reconhecer a situação. -É a discussão!
—Sim, eu sei. -Regina sussurrou em concordância e com um sorriso na cara.
A discussão de que elas estavam a falar, foi a discussão em que os sentimentos que uma sentem sobre a outra foram pronunciados em alta voz e é por causa desse momento que agora eram casadas.
—Pois, quão irónico! Quando deves agir como uma, só medos., e no momento em que a única coisa que tens que fazer é ficar quieta, tu arranjas uma maneira de estragar tudo!-Regina do passado falou .
—Eu não podia deixar que tu a matasses! Ela é uma inocente!
—Isso não importa! Não agora!
Emma ficou calada durante alguns segundos, esta não era a Regina que ela conheci-a.
—Tu conseguis-te arruinar o meu final feliz, tal e qual como a tua mãe o fez, parece que há certas características que são genéticas.- A perfeita falou.
—Nem tudo gira há volta do Robin, Regina.
—E por que é que isso te interessa!?
Emma, do futuro, apertou a mão da Regina sentindo o anel casamento frio contra a sua mão, era agora que ela dizia os seus sentimentos numa explosão de raiva.
—Por que eu...
—Emma! -Killian chamou-a sendo acompanhado do Snow, David, Henry e até mesmo Robin.
Emma sendo interrompida deu-se conta do que ia a dizer e logo calou-se, olhando para a mulher à sua frente.
Regina ao ver o Robin presente engoliu em seco, olhou mais uma vez para a loira e logo saiu numa nuvem de fumaça.
—O que é que estava a acontecer? Tu estás bem? -Snow perguntou à filha visivelmente preocupada.
—Não, eu não estou bem. -A xerife falou e deu meia volta saindo do local.
O resto do grupo saiu também deixando a área vazia.
Emma e Regina, ainda atrás dos arbustos, sentiam-se atónitas pelo que tinha presenciado.
—O que raio aconteceu?! -Emma foi a primeira a pronunciar-se saindo de trás das folhas.
—Foi mais o que é que não aconteceu. Tu não te declaraste. -Regina falou indo até à sua esposa a tentar raciocinar.
—Mas... se eu não me declarei, isso significa...
—Que nós não começamos uma relação. -Regina completou.
—Então, mas nesse caso...
—Tudo o que nós vivemos não existe. -A rainha voltou a falar.
—O quê? Isso não pode ser possível, se fosse assim nós já não estaríamos aqui. E além disso, por que raio é que nós estamos aqui.
—Por causa disto.
—Não percebi. -Emma respondeu confusa.
—O momento da declaração não aconteceu, sim isso é certo, porém este não é o momento mais importante. -A perfeita falou a olhar para a xerife.
—À não?
—Não, o momento mais importante foi no dia em que nós decidimos dar uma chance ao nosso relacionamento, que foi....
—Dia 24 de Novembro. -Emma disse como se agora percebe-se tudo.
—Exatamente.
—Então isso significa que...
—Nós temos 15 dias para fazer com que nós fiquemos juntas.
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