Notas iniciais
Hey! Então eu realmente não esperava postar um novo capítulo assim tão rapidamente mas, ao ver que a recepção foi assim tão boa decidi dar um novo capítulo mais antecipadamente. Espero que gostem e comentem sim? Ajuda muito o comentarem, e quanto mais comentaram mais cedo saiu um novo capítulo, é um bom negócio não vos parece? Aos que já comentarão, muito obrigado, vocês são uns amores. Mas sem mais delongas, espero que gostem e boa leitura. Bjs

–Mas como é que vamos fazer isso acontecer? -Emma perguntou.

Notava-se que estava transtornada, a morena significava o mundo para ela, ela e os seus filhos, e só de pensar que agora poderia perder tudo estava a matá-la.

–Eu não sei.

O estado da morena era semelhante ao da Emma, ela não podia perder tudo, não outra vez...

Ambas ficaram em silêncio, um silêncio tenso e pesaroso.

–Eu tive uma ideia! -A loira pronuncio-se do nada fazendo com que a Regina se vira-se de repente.

–Qual? -Perguntou com uma certa expectativa na voz.

–Tu e eu nesta altura já tínhamos sentimentos uma pela outra, certo?

–Sim.

–Então nós só temos que mostrar o que lhes espera no futuro! -Emma falou radiante e com um sorriso na cara como se acabasse de ter a ideia mais genial que podia existir.

–O quê? Espera, deixa-me ver se entendi. Tu queres mostrar-te para a Emma e Regina de agora? Emma, tu por acaso sabes quantos problemas isso pode trazer para o futuro? Isso vai mudar coisas! -Regina falou um pouco agitada.

–Eu não quero saber.

A perfeita estancou na hora em choque, como assim ela não queria saber.

–Eu não quero saber se algumas coisas mudam desde que eu te tenha. Isso é tudo o que eu quero. Se eu tiver, então eu vou ter os meus filhos, eu vou ter a pessoa que eu sempre quis, eu vou ser feliz. Eu não vou abdicar disso assim tão facilmente. -Emma falou a aproximar-se da sua esposa segurando-a pela cintura colando os seus corpos.

Regina, já com os olhos marejados, acenou com a cabeça lentamente em sinal de afirmação e encostou a mesma no vão do pescoço da loira.

Estava muito em jogo, demasiado até.

***~***

Enquanto isso na casa da família Nolan, Emma andava de um lado para o outro no seu quarto no que quase tinha acontecido. Ela quase que disse à mulher que neste momento a odiava, que a amava, era isso que tinha acontecido.

Ela tinha que agradecer aos outros, ou gritar com eles por arruinar o momento.

Por um lado tudo o que ela quer fazer é livrar-se do peso que este segredo exercia sobre os si, por outro lado, ela morre de medo do que poderá acontecer quando tudo vier à tona.

Com esse dilema pessoal na sua mente, a salvadora manda-se para a sua cama ficando de barriga para cima a olhar fixamente para o teto.

O que fazer?

Bem, se calhar fazer com que a Regina pare de me odiar é um bom começo.

A loira dá uma risada seca e fecha os olhos.

Boa piada Swan.

***~***

No mesmo instante na mansão Mills, uma Regina bastante agitada anda de um lado para outro apressadamente.

O que é que ela ia dizer?

Essa questão não parava de rodar na sua mente.

Ela não entendia por que é que sentia que o que a xerife iria dizer era tão importante, só apenas sentia.

Era exaustivo o que estava a viver, todos estes acontecimentos a desenrolarem-se desta maneira era demasiado para um simples ser humano suportar, mas aí está, parece que o universo não a vê como um simples ser humano que tudo o que quer é um pouco de paz e sossego, e não mantras que não saiam da sua cabeça por mais estúpida que seja a pergunta.

Regina parou a meio da sala e com o dedo pulgar e o do meio pressionou os lados da testa, pressentindo uma dor de cabeça.

Era só o que me faltava.

***~***

–Eu não sei Emma, é muito arriscado. -Regina falou com insegurança, estava ao lado da sua esposa, ambas sentadas em cima de um tronco caído.

–Tens mais alguma ideia? -Emma falou em forma de suspiro.

–Nem por isso...

–Regina, nós temos que tentar. Não é como se pudéssemos ficar aqui sem fazer nada. -A loira falou a levantar-se e a andar de um lado para o outro.

–Emma, por favor senta-te. -A xerife olhou para a sua mulher e passou uma mão pelo cabelo puxando-o para trás, sinal de nervosismo. -Isto é de loucos. -Falou ao sentar-se .

–Sim, é verdade. -Regina fala pondo a mão em cima da mão da Emma, que ao sentir o contacto logo entrelaça os dedos. -Achas que vai resultar, mesmo?

–Acho, tudo o que eu sentia neste momento era medo e insegurança. Assim que vir que tenho uma chance contigo tudo vai mudar. — A loira fala a sorrir .

–Espero que tenhas razão.

–Claro que tenho razão, afinal quando é que não a tenho. -Falou como se fosse óbvio.

Regina olha para ela e arqueia uma sobrancelha.

–Estás mesmo a perguntar isso?

–Ok, ok. Já não está cá quem falou. -Falou a erguer as mãos, uma delas ainda estando agarrada à da Regina.

A perfeita sorri e encosta a sua testa à da Emma.

–Amo-te. -Diz em forma de sussurro.

–Amo-te. -A xerife diz também baixo e logo cola os lábios aos da sua mulher, começando um beijo lento.

***~***

Passado umas horas todos estavam reunidos na mansão Mills.

–Regina, nós temos que falar, abre esta porta. -Emma que já batia à porta durante uns 5 minutos falou outra vez. E como o que aconteceu todas as outras vezes em que ela bateu à porta, chamou por ela e bateu de novo, ela recebeu o silêncio, mesmo a salvadora sabendo que ela estava dentro de casa. -Regina, caramba, abre logo a porta, não é por me ignorares que eu vou sair daqui! Regina? Regina!

Do nada a porta é aberta o que fez com que a Emma se desequilibrasse tropeçando, porém conseguiu ficar em pé.

–O que é que queres Swan, não te bastou hoje de manhã? -Regina falou claramente irritada.

–Eu sou uma idiota. — A xerife disse calmamente e a olhar para os olhos da morena.

A perfeita ao ouvir o comentário ficou com uma cara de espanto.

–Não era a minha intenção destruir tudo o que construiste até aqui, eu não tinha a mínima ideia de quem a Marian é. O meu papel é trazer os finais felizes de volta, e isso inclui o teu, eu não vou descansar até conseguirmos isso Regina, é uma promessa.

Ao ouvir aquilo a rainha ficou sem reação, o que responder?

–Emma, eu...

–Só chega de discussões, ok? Que tal tréguas? Se eu pudesse mudar algo, eu juro que faria mas não posso. Então em vez de lutarmos uma contra a outra seria mais eficaz unirmos-nos, não achas? -A salvadora falou de maneira calma e até receosa, não havia maneira de saber o que iria vir dali.

Um silêncio tenso surgiu naquele lugar, por um lado por que a Emma estava nervosa com a reação da Regina, e por outro lado por que a Regina não sabia o que dizer à Emma.

Se a salvadora tinha razão? Sim ela tinha sem sobra de duvidas, em todos os pontos que ela falou, incluindo o de ser uma idiota. Agora, como dizer isso?

–Ok. -Depois de um longo minuto de sofrimento e auto-tortura a morena respondeu.

–Ok? -Emma falou confusa.

–Sim, tu tens razão. — A perfeita falou sem conseguir olhar nos olhos da loira. -Eu tenho noção que não fizeste por mal e... bem é isso. Acho que chega de discussões, não resolve nada e nem sequer é bom para o Henry.

Emma sorriu, tinha conseguido o propósito.

–Fico feliz ao saber isso. É bom saber que já não me queres matar.

–Eu não te queria matar.

O silêncio fez-se presente de novo.

–Isso é bom. -Emma responde com um sorriso que foi impossível a rainha não retribuir, mesmo sendo um pequeno. -Nós, estamos em casa, vamos fazer um jantar de família, seria fixe tu ires.

–Eu não acho que isso seja uma boa ideia. -Regina falou com aparente nervosismo.

–Oh vá lá, tu andas desaparecida e o Henry vai estar lá! Seria bom para selar a paz entre nós, não faziam esse tipo de coisas na Floresta Encantada? Um jantar para oficializar tudo?

Regina sorrio um pouco ao ouvir a comparação que a loira à sua frente disse, mas sim, seria bom ela ir. Além de que já estava com saudades do seu filho.

–Como querias, eu vou. Já tenho saudades do Henry.

A xerife deu um sorriso radiante.

–Fantástico, então tu vens agora?

–Eu já vou, devo chegar entre 30 minutos a 45.

–Ok, então eu vou indo. Vemo-nos mais logo.

–Até já Swan.

Regina fechou a porta e logo estancou no lugar.

O que raio é que acabou de acontecer?

***~***

Regina e Emma andavam pelas ruas de Storybrooke, já era de noite.

–Tens a certeza que é uma boa ideia, amor?

–Preferes ir à tua casa? -Emma disse a olhar para a esposa.

–Se calhar tens razão. -Regina olhou para frente fazendo uma careta.

Nem queria pensar na reação dela mesma ao ver uma Emma e Regina do futuro, não que ver a reação da Emma do passado seria melhor, mas ao menos seria mais cómica, disso ela tinha a certeza.

–Se calhar?

–Sim, tens razão. Estás melhor agora, o teu ego já aumentou mais um bocado?

Emma sorriu e olhou para a morena.

–Sim.

Regina revirou os olhos e a xerife deu-lhe um beijo na cara, fazendo com que a rainha sorrisse

Passado mais alguns minutos de caminhada finalmente chegaram ao seu destino, Residência Charming.

–Estás pronta? -Emma perguntou, estavam à frente do porta do apartamento visto que por algum milagre a porta de entrada do prédio estava aberta.

–Nem por isso.

–Ótimo, eu também não.

Regina olhou para a sua esposa e olhou de novo para a porta.

–Hey. -Emma chamou.

A ex-rainha má olhou de novo para a loira e a mesma sorriu e deu-lhe um beijo.

–Eu amo-te.

–Eu também te amo, muito. -A morena falou.

A salvadora entrelaçou as mãos nas da perfeita e bateu à porta.

Passado alguns segundos a porta é aberta por um adolescente, Henry.

Henry olhou para a frente e logo a expressão dele mostrava choque, espanto e confusão.

–Anh... Mães?

Notas finais
Se houve algum erro desculpei-me eu só revi assim ao alto, estou bastante cansada. But...yap, espero que tenham gostado. Digam o que gostaram o que não gostaram, e isso. Mais uma coisa, se vocês acham que está meio confuso a leitura visto que temos duas Reginas e duas Emmas digam-me que eu arranjo-me uma maneira de destingi-las, principalmente agora que vão passar a conviver umas com as outras, sim? Ok, penso que é tudo. Até ao próximo capítulo. Bjs