We don't care.

4 Capítulo 4 : Possível reencontro.


Notas iniciais
Oii gente!, tudo bom?, mais um capítulo da nossa história, espero que gostem!, beijoos *3*.

~~P.O.V. Valentina~~

Então... meu sábado foi uma droga, como estou de castigo fiquei em casa o dia inteiro, passei a maior tempo no meu quarto, lendo livros, estudei e assisti televisão. Acordei cedo, mesmo com a oportunidade de acordar mais tarde eu não consigo. Escutei um barulho na sala, notei que minha mãe tinha chegado do trabalho, ela trabalha em um banco aqui da cidade e trabalha muito!, mais um motivo pra eu ser grata por tudo que ela faz por mim, somos só nós duas na casa e as contas acabam ficando todas pra ela pagar.

Escutei alguém batendo na porta.

–Filha?, quero conversar com você. -Falou minha mãe em um tom calmo-.

–Oi mãe, pode entrar. -Respondi-.

Ela entrou no quarto e se sentou do meu lado, na cama.

–Queria te dizer que eu realmente fiquei decepcionada com você. Quando a gente tem um filho queremos que ele sempre fique debaixo de nossas asas, e sempre queremos o melhor pra ele. Não penso que quinze anos seja uma idade adequada pra beber, mas sei que você é teimosa. Não quero que faça nenhuma besteira, e sei que você vai continuar bebendo, mas quero que tenha responsabilidade. -Disse minha mãe seriamente-.

–Mãe, não precisa pedir responsabilidade, a senhora me conhece bem e sabe que isso é coisa que não me falta.

– Eu sei filha, mas não posso evitar estar preocupada. -Ela choramingou um pouco-.

–Eu só quero que você confie em mim, mãe.

–Ok, liberada do castigo

–Sorri-. Oba!

–Agora vá jantar!, lembre-se que amanhã você tem consulta -Fala minha mãe se levantando-.

Acabei não indo para a consulta com minha psicóloga... Recebi uma ligação da Chris

–Oie vadia.

– Oi Chris!, idiota. -Sorri-.

–Acabei de voltar do shopping, sabe que a tarde eu fui pra o cinema com a novata, a Katrina... né?. -Pergunta Chris-.

– Sei sim, e acabou não me chamando porque eu tinha consulta, mas acabei não indo pra minha consulta hoje. Mas então, como foi? -Respondi-.

–Ah, foi muito legal, acabei ficando com ela... quer dizer, foi só um selinho e ela ficou sem jeito, acho que ela nunca tinha beijado uma mulher antes!. -Comentou Chris dando leves gargalhadas-.

– Um selinho?!. -Aumentei o tom de voz-.

–Ciumenta!

– Chris, acontece que você é uma das poucas amigas mais próximas que eu tenho, e não quero te perder pra uma finlandesa. -Comentei-.

–Não vou te trocar, posso muito bem ser amiga de vocês duas, mas nossa amizade vai continuar sendo especial. -Respondeu-.

–Quero que prometa.

–Eu prometo.

Nos despedimos, e eu fui jantar, minha mãe já estava dormindo... ah o cansaço!, estou pensando em amanhã (domingo) ir pra uma balada, mas voltar cedo,claro. Jantei, assisti um pouco de televisão e fui dormir, no meio da madrugada tive um pesadelo horrível... com tudo que aconteceu naquela época, acordei desesperadamente chamando por minha mãe.

–Mãe!. -Gritei, mais uns três gritos desses foram necessários pra a minha mãe aparecer assutada na porta do meu quarto-.

– Valentina!?, você está bem? -Perguntou minha mãe entrando rapidamente no meu quarto-.

–Ele!, sonhei com ele de novo!, eu não aguento mais isso mãe. -Falei, senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto-.

–Valentina, calma, passou... respire, vou pegar seus remédios. -Fala minha mãe saindo correndo do meu quarto e indo em direção a pequena caixa que ficava na mesa de centro da nossa sala, era lá que estavam meus remédios-.

Tomei os remédios, mas mesmo assim, aquele sufoco, aquela agonia não sumia, não conseguia dormir... sair desse mundo por algumas horas, mas também não suportava mais toda essa pressão, pensei que se eu ficasse acordada por mais algumas horas poderia explodir.

Felizmente acabei adormecendo, minha mãe acabou dormindo comigo, no mesmo quarto. Acordei quando senti uma claridade no meu olho, era o sol, esqueci de fechar as cortinas, mas senti que precisava reagir, e ficar o dia inteiro deitada naquela cama não iria me ajudar. Me levantei e fui fazer algum lache pra comer com minha mãe. Logo depois ela apareceu na cozinha.

–Bom dia minha querida. -Beijou minha testa e me deu um abraço-. Está melhor?

–Bom dia, mãe, estou melhor sim, obrigada. -Respondi sorrindo e cortando as frutas-.

Comemos algumas frutas e outras coisas assistindo algum filme de comédia que eu não sei o nome.

–Mãe, penso que... ficar aqui em casa não é um refugio, não posso me esconder das coisas aqui dentro. Quero sair, fazer alguma coisa. Estava pensando em ir pra alguma balada.

–Que ótimo, sabe com quem?. -Perguntou minha mãe, olhando fixamente para a televisão-.

–Não, pensei em sair justamente para encontrar pessoas novas. -Respondi-.

–Ótimo, mas quero que esteja de volta antes das onze. E cuidado com as bebidas e outras coisas, leve seu telefone, dinheiro e documentos, qualquer coisa me ligue. -Falou minha mãe se levantando e indo tomar um banho-.

–Obrigada!. -Sorri, finalmente criei coragem, finalmente algo pra fazer-.

Esperei anoitecer um pouco, as sete comecei a me arrumar. Coloquei um short cintura alta, um tênis e uma blusa cropped e fiz um delineado.

–Estou saindo mãe!, já pesquisei algumas baladas legais que vão funcionar hoje, vou pegar o táxi. -Falei abrindo a porta do apartamento pra poder sair-.

–Está com tudo na bolsa?. -Perguntou minha mãe saindo as pressas do quarto-.

–Estou sim, te amo!. -Respondi fechando a porta-.

Peguei o carro da minha mãe mesmo ainda não tendo carteira,minha mãe tirou uma autorização para que eu pudesse aprender a dirigir mesmo sendo de menor. A viajem toda fui em silêncio até chegar a balada, já tinha ido a balada uma vez com uma prima distante.

Chegando na balada, paguei a entrada, vi várias pessoas se beijando, comprei um tipo de caipirinha. Nessas baladas ninguém quer saber quem é de idade e quem não é, simplesmente só é você estar ali e ter pago tudo. Bebi minha bebida e logo depois vi um carinha que de fato me chamou atenção, ele era alto, magro, tinha o cabelo arrepiado e usava alargador. Ele olhou pra mim também, ficamos nos encarando por alguns instantes. Até que ele chegou mais perto.

–Oi .-Falou tomando um gole de vodka-.

–Olá. -Sorri-.

– Então, ta sozinha? -Perguntou-.

–Sim, e você?

– Também, qual seu nome?

–Valentina, e o seu?. -Perguntei-.

– Vithor

Ele se sentou do meu lado e eu bebi a minha bebida.

–Quer dançar? -Perguntou-.

–Claro. -Respondi-.

Ele me ofereceu alguns goles de vodka e eu aceitei todos, no meio daquela multidão consegui identificar um rosto familiar... será ela mesmo?, ah não!. Katrina? e se eu tentasse conversar com ela?, não sei, bebi vodka e algumas outras misturas de bebidas, não estou muito sóbria.

– Oi Katrina! . -Falei, foi uma coisa impulsiva-.

– Oi, é... -Acho que ela não sabe quem sou-.

– Valentina. -Falei-.

Conversamos um pouco sobre a balada, escola e outros assuntos, até que ela foi embora e eu fiquei novamente na pista de dança com o Vithor.

– Ela é legal. -Comentei-.

– Sim, mas eu gostei mais de você. -Vithor falou-.

Vithor foi se aproximando, uma coisa estranha e intensiva começava a surgir entre nós dois,comecei a me arrepiar e fiquei um pouco nervosa, nos abraçamos e ele foi encostando seus lábios nos meus e me deu um leve selinho até que foi ficando mais intenso e nos beijamos.

Após o beijo, dei um leve sorriso pra ele e ele me deu um selinho. Saímos da balada e ele pediu o número do meu telefone.

– Pode me dar o número do seu telefone? . -Perguntou-.

Eu estava ao lado do meu carro quando falei:

–Se você realmente quiser me ver de novo, anote a placa do carro. -Entrei no carro e o liguei, comecei a dirigir-.

–Espera!, você é louca?!. -Vithor gritou-.

Olhei para o retrovisor e comecei a rir.

Notas finais
Se você tiver gostado do capítulo, da um gostei, comenta, acompanha, favorita e tal :33 por favor gente, isso me incentiva mais ainda!, obrigada pelas visualizações, os novos acompanhamentos etc, beijão!