I can't stand to see you do this
And I can't believe you gave him your kiss
(Eu não aguento ver você fazer isto
E eu não posso acreditar que você deu a ele seu beijo)

Ronald caminhou a passos pesados para dentro do Grande Salão e, infelizmente, podia sentir Padma ao seu lado. Ele não ousou olhar para onde ela estava, de braços dados com ele, provavelmente se sentindo a primeira dama ou coisa parecida. Quando a viu, sentiu um gosto amargo na boca. Seu sangue esquentou e ele não conseguiu mais encará-los. Se sentou rapidamente em uma das mesas, feliz em se ocupar com a dança dos campeões. Mas ele lembrou.
Krum também era um dos campeões. Evidentemente, dançaria com sua acompanhante. Respirou fundo, incontáveis vezes e sentiu seu rosto esquentar. Cruzou os braços, ciente da sua expressão de poucos amigos e procurava encarar todos os casais da dança que acabara de começar — preferia, até mesmo, encarar Fleur e Rogéro Davies. Seria capaz de se levantar de onde estava e puxar Hermione dos braços do búlgaro. Talvez nem tão capaz assim. Mas vontade é que não lhe faltava.
Quando notou, seus olhos já estavam neles novamente. Sentiu seus olhos apertarem. Será possível que ela não percebia o olhar carregado de segundas intenções que ele lhe lançava? Hermione era inteligente, mas parecia não fazer uso da sua sabedoria agora. E um pensamento aterrorizante encheu a cabeça do ruivo. Antes do fim daquela noite, ele percebeu, assustado, Krum a beijaria. Não sabia bem o porquê dessa suposição. Maneou a cabeça, inconformado. Não era do perfil de Hermione, se agarrar com qualquer um pela escola ou até mesmo em um baile. Sim, ele tinha certeza disso. É claro que ela nunca faria isso. Mas ele sentiu que esse pensamento não o deixaria tão cedo. E só de pensar nas mãos enormes e brutas do búlgaro — Rony tinha certeza que eram bem brutas — acariciando o rosto da amiga, puxando seu queixo para perto e aqueles dedos horrorosos afastarem o cabelo dela do rosto e ele sem poder fazer ou falar absolutamente nada...

You see it's hard for me to show my feelings
But girl you don't know what you're missing
(Você vê que é difícil para mim mostrar meus sentimentos
Mas, garota, você não sabe o que está perdendo)


– Impossível! — A palavra saiu, em um tom mais alto do que pretendia e logo depois ele bufou, desviando olhar para a parede oposta do Salão.
– Tudo bem? — Padma perguntou, com um falso interesse. Ela parecia entediada. E ele acabara de pensar que a dança dos campeões havia terminado, e todos eles sentavam a uma mesa com os diretos de suas respectivas escolas e seu irmão Percy.
Rony assentiu, afundando-se na cadeira. De relance, viu Padma revirar os olhos e suspirar impaciente.
Inevitavelmente, observou, de cara fechada, Hermione e Krum conversando afetuosamente na mesa dos Campeões. Krum, parecia bem entusiasmado em falar o que quer que estivesse falando para ela. Bufou novamente, maneando a cabeça como se para espantar um inseto indesejável.
Mas é claro. Krum, um famoso jogador de Quadribol, tremendo sucesso entre as garotas, aluno de Durmstrang e ainda por cima, um dos Campeões do Torneio Tribruxo. Como Rony poderia competir com tudo aquilo? Ainda mais com as roupas de vovó que vestia.
Cerrou os dentes, passando as mãos, quase rudemente, pelo rosto e terminando nos cabelos. Bufou outra vez. A agonia de não poder fazer nada, só aumentando. Rony sentia que poderia transbordar a qualquer momento. Se afundou novamente na cadeira, e esta chegou a balançar.
– Tudo bem mesmo, Ronald? — Padma o fitou, mais impaciente que nunca.
– Já disse que sim! — Soou mais grosso do que pretendia, mas não se arrependeu por isso. Poderia explodir a qualquer momento, e ela deveria agradecer por não ser com ela.
Observou enquanto todos os casais, diretores e Percy, deixaram a mesa, cada um tomando seu rumo. Seus olhos grudaram nas costas de Hermione até conseguir uma visão ampla, quando o casal parou no meio da pista, começando a dançar. Casal. Sentiu seu rosto se deformar em uma careta. De relance, notou Harry se aproximar da mesa onde estava. Achou ter ouvido o amigo dizer alguma coisa, mas não se deu ao trabalho de responder. Poderia acabar sendo grosseiro também.
Sentiu a garganta fechar, enquanto observava Krum, que pousava as mãos na cintura de Hermione entre um passo e outro. Um momento, chegou até a apertar levemente o local, como um sinal de carinho ou sabe-se lá o que. Cerrou as mãos em punho, quando viu Krum e Hermione entrelaçarem as mãos em alguns passos da música.
Ele não sabia bem o porquê tudo aqui estava o incomodando tanto. Apenas não parecia o certo a acontecer. Repentinamente, se imaginou no lugar de Krum e maneou a cabeça fortemente, franzindo a testa. Sentia-se preso em uma masmorra, sem água, comida ou janela para o ar fresco entrar. A confusão que assolava a sua mente era insuportável e o misto de sentimentos que se apoderava dele, devastador.

It's been a long game
Of cat and mouse
(Tem sido um longo jogo
de gato e rato)

Rony ouvia o próprio som de sua respiração e tinha certeza que a próxima pessoa que falasse com ele, sofreria as consequências de tantos sentimentos presos. Seus pensamentos eram tantos, que não notou quando Krum se afastou de Hermione. E quando a viu se aproximar de sua mesa, não teve dúvidas. Ela era a pessoa certa para ele descontar toda a frustração de não entender o que estava havendo com ele mesmo aquela noite.

– Oi — Ouviu Harry dizer. Rony evitou olhá-la, respirando fundo.
– Está quente, não acham?
Quente? Quente?
Pensamentos nada agradáveis tomaram conta da cabeça de Rony. O ruivo a mirou de canto de olho, e a viu abanando-se com a mão.
– Vítor foi apanhar alguma coisa para a gente beber.
E quem se importa com o que aquele maldito búlgaro foi fazer? Ninguém perguntou!
– Vítor? — Ele a olhou irritado. — Ele ainda não lhe pediu para chamá-lo de Vitinho?
Hermione o olhou surpresa e ele não podia acreditar no fingimento dela. Até parece que ela não havia notado a grande burrada que estava fazendo.
– Que é que há com você?
As esperanças de Rony tinham ido água a baixo. Se ela não sabia, como ele iria saber?
– Se você não sabe — sentiu o sarcasmo escorrer por sua voz — não sou eu que vou lhe dizer.
Até porque ele não sabia. Ou achava que não sabia. Hermione que era a sabe-tudo, ela quem devia responder, afinal. Rony voltou a olhar para frente, apertando mais os punhos ainda cerrados, enquanto notava Hermione o encarar. Precisava inventar uma desculpa rápido. Ele precisava mostrar que havia uma razão coerente para tudo aquilo e uma razão, que não o comprometeria de forma alguma.
– Rony, que é...
– Ele é da Durmstrang — sentiu seu tom de voz aumentar consideravelmente e voltou a olhá-la. — Está competindo contra o Harry! Contra Hogwarts! Você...você está...- hesitou, procurando palavras que fossem suficiente. — confraternizando com o inimigo, é isso que você está fazendo!
E ele encarou-a com toda a raiva possível, enquanto ela ficava boquiaberta.
– Não seja tão burro! — Ela demorara para responder, mas sua voz sairá bem firme. — O inimigo! Francamente, quem é que ficou todo excitado quando viu o Krum chegar? Quem é que queria pedir um autógrafo a ele? Quem é que tem um modelinho dele no dormitório?
Rony ignorou as perguntas e começou a ver totalmente vermelho. Resolveu sanar suas dúvidas para poder se lamentar melhor, depois.
– Suponho que ele a tenha convidado para vir com ele quando os dois estavam na biblioteca?
– Isso mesmo. — Ela confirmou. Rony se endireitou na cadeira, enfiou as mãos nos bolsos, fazendo uma careta. — E daí?
– Que aconteceu, estava tentando convencê-lo a participar do fale, é?
– Não, não estava, não! Se você que realmente saber, ele...ele disse que estava indo todos os dias à biblioteca para tentar falar comigo, mas não conseguia reunir coragem.
Apesar da velocidade com que Hermione dissera, infelizmente, Rony a entendeu muito bem. Aquilo foi a gota d'água. Podia visualizar, perfeitamente, Krum em um dos cantos da biblioteca, observando Hermione ler algum livro e planejando a hora certa para dar o bote.
É um perfeito canalha mesmo.
– É, é...isto é o que ele conta. — Bufou.
– E o que é que você quer dizer com isso?
Rony não conseguia achar mais palavras, mas precisava a qualquer custo colocar o búlgaro contra a amiga.
– É óbvio não é? Ele é aluno do Karkaroff, não é? E sabe que você anda em companhia do...ele só está tentando se aproximar de Harry, tirar informações sobre ele ou até chegar perto o bastante para azarar ele...

And I know I have
Shut you out
(E eu sei que eu tenho
que te calar)

Rony sentiu uma pontada mínima de arrependimento, quando viu o rosto de Hermione se contrair de raiva e adquirir um tom máximo de vermelho. Mas ele tinha que afastá-la do búlgaro. Ela precisava acreditar nele.
– Para sua informação, ele não me fez uma única pergunta sobre o Harry, nem umazinha.
Ele estava perdendo argumentos. Precisava agir rápido.
– Então está na esperança de você o ajudar a decifrar a mensagem do ovo! Suponho que tenham andando juntando cabeças durante aquelas sessõezinhas íntimas na biblioteca...
Agora, a mente do ruivo se enchia de imagens em que Krum se sentava ombro a ombro com Hermione, ambos tendo que conversar baixinho, bem próximos, para não sere pegos pela Madame Pince...
– Eu nunca o ajudaria com aquele ovo! — E Rony sabia que não. — Nunca. Como é que você pode dizer uma coisa dessas... — Rony também não sabia como. — eu quero que Harry vença o torneio. Harry sabe disso, não sabe, Harry?
Rony queria parar de falar, mas as palavras escapavam-lhe da boca automaticamente.
– Você tem um jeito engraçado de demonstrar isso. — Desdenhou, voltando a cruzar os braços.
– O torneio é justamente para se conhecer bruxos estrangeiros e fazer amizade com eles!
– Não é, não. É para se ganhar!
De esguelha, Rony pôde perceber algumas pessoas virando a cabeça para encará-los. Não poderia se importar menos.
– Rony — a voz de Harry soava baixa — , eu não tenho nada contra Hermione vir com o Krum...
Harry, pensou Rony, poderia muito bem continuar calado que não afetaria em nada.
– Por que você não vai procurar o Vitinho, ele deve estar se perguntando aonde você anda.
Rony a queria por perto. Não queria ela fosse. Mas também queria que ela voltasse ao encontro do búlgaro, com a cabeça cheia de dúvidas e bem mal humorada...quem sabe ele a dispensava?
– Pare de chamá-lo de Vitinho!

But we belong together, Hermione
(Mas nós pertencemos um ao outro, Hermione)


Rony continuou a fitá-la, mesmo depois dela se misturar na multidão. Em parte, sentia raiva por vê-la se afastar outra vez, provavelmente procurando seu ilustre acompanhante. Mas sentia uma inexplicável satisfação quando notara que conseguiu estragar, pelo menos em parte, o humor dela. Desejava que ela não fosse boa companhia para Krum, agora que estava aborrecida, e que ele não a quisesse mais por perto.
Ouviu Padma perguntar se ele não a convidaria para dançar.
– Não. — O olhar que lançara as costas de Hermione, poderia fazer enormes buracos no tecido do lindo vestido da garota. A garota saiu a passos decididos e Rony notou, pela primeira vez, que Parvati já havia saído dali.
– Onde está Hermi-o-nini?
Rony poderia rir insanamente, tamanha a raiva que acabara de adquirir daquela voz.
– Não faço ideia. — Ergueu os olhos para o búlgaro ali em pé, segurando duas cervejas amanteigadas, e sentiu vontade de quebrar as duas canecas de vidro em sua cabeça. — Perdeu ela, foi?
Lançou, com desprezo. Krum pareceu ter dito outra coisa, mas Rony não fez questão de prestar a mínima atenção. Se concentrava no som pesado que seu coração fazia contra seu peito. Queria procurar Hermione a arrancá-la daquele maldito baile, antes que Krum pudesse finalmente dar-lhe o bote final.

We belong together
Just you and me
(nós pertencemos um ao outro
só você e eu)

Rony agradecia, intimamente, por ter conseguido ocupar sua mente com assuntos sobre gigantes e a misteriosa conversa de Snape e Igor Karkaroff. Quando ambos chegaram no Saguão de Entrada, porém, os pensamentos de Rony voltaram a se rodear em uma só pessoa — ou no caso, em duas. Ele viu Hermione se despedindo do búlgaro e sentiu vontade de vomitar. Ela, a caminho da escada de mármore, lançou um olhar seco para ele. Rony respirou fundo, carrancudo, desejando, desesperadamente, estuporar alguém.
Automaticamente, ele e Harry a seguiram mas Rony ouviu quando Cedrico Diggory chamara o amigo. Quando percebeu a expressão no rosto do lufano, Rony encolheu os ombros, ainda carrancudo e seguiu seu caminho sozinho, deixando Harry e Cedrico nos primeiros degraus da escada.
Quando virou o corredor que dava para o retrato da Mulher Gorda, ouviu Hermione dizer ''luzes encantadas'' bruscamente. Apressou os passos e por suas pernas serem longas, logo a alcançou. Não sabia bem o porquê havia feito isso. Mas tinha a estranha necessidade de que precisava falar com ela. Ela se virou, provavelmente com o som dos passos de Rony no piso e quando viu que era ele, logo se adiantou para dentro da Sala Comunal da Grifinória, a passos duros.
Quando o buraco do retrato se fechou, Hermione se virou bruscamente, aos pés da escada que levava ao dormitório das meninas. Rony, surpreso, estacou perto da lareira. Se ela não se virasse primeiro, dificilmente ele teria coragem de puxar algum assunto, mesmo porque, ele não sabia por onde começar.
– Por que você sempre tem que estragar tudo, Ronald!? - Gritou, ficando espantosamente vermelha. — O que deu em você!?
O encarou, esperando pela resposta para a pergunta que, aparentemente, não era retórica.
– Eu estraguei tudo o que!? Sua noite com Vitinho!?– Rony berrou também, a essa altura, não importava se a Torre inteira acordasse. — Porque o modo como se despediram, parecia tudo muito perfeito!
– Oh, cale a boca! — Ela gesticulou como se dissesse ''chega!'' e colocou uma das mãos na cintura e outra na testa. — Eu juro, juro que não te entendo! Eu só queria poder entender! Entender!
Rony não pôde deixar de notar que isso eles tinham em comum. Ele também queria entender. Ou simplesmente, provar para a vozinha insistente em sua cabeça, que ela estava errada; pois essa vozinha, dizia coisas que ele não conseguia admitir. E não admitiria tão cedo.
– Procure a explicação nos livros da biblioteca! — O ruivo gritou novamente. — Quem sabe não aproveita e marca um encontro com Krum!
– RONALD!- A voz de Hermione saiu extremamente rouca e aguda e ela o encarou estupefata, parecendo não se aguentar em pé. Precisou apoiar a mão na parede ao lado da escada. — POR MERLIN, O QUE É QUE TE INCOMODA TANTO!?
E Rony precisou tomar o ar uma segunda vez, antes de falar. Quase que contara tudo que sua vozinha o instruía. Quase.
– EU SIMPLESMENTE NÃO GOSTO DA IDEIA DE VOCÊ LEVAR QUALQUER UM AO BAILE! — Gritou, sentindo sua garganta arranhar e seu rosto esquentar. — Você nem conhece o cara direito, Hermione!

To see you dancing there beside him
(ver você dançando lá, ao lado dele)
Made me feel like I had the grim
( me fez sentir como se tivesse sido O Desagradável)
And the funny thing is it's all my fault
(e o engraçado é que isso é tudo culpa minha)
I should have asked you out rather than halt
(eu devia ter convidado você ao invés de hesitar)

Hermione pareceu retomar a compostura e retirou as mãos da parede. Rony notou que os cabelos castanhos dela começavam a cair do coque, e inconscientemente, a achou mais bonita ainda.
– Ora, se você não gosta, então sabe qual é a solução, não sabe?
Rony percebeu quando Harry entrou e praticamente, se escondia em um canto, afastado. Precisou se esforçar para não implorar para que Hermione respondesse a bendita solução. Ela era a inteligente ali e ela deveria fazer ele parar de sentir tudo o que estava sentindo.
– Ah, é? — Gritou, como se não se importasse com o que ela falaria a seguir. — Qual é?
– Da próxima vez que houver um baile, me convide antes que outro garoto faça isso, e não como último recurso!
Rony mexeu a boca várias vezes, em menção de formar apenas uma frase descente. Hermione se virou, subindo as escadas a passos duros e apressados. A culpa começou a corroê-lo por dentro, de uma forma lenta, venenosa e esmagadora. O que ela acabara de dizer, era exatamente uma das coisas que aquela voz irritante em sua cabeça repetia a todo instante. Era muito mais fácil colocar a culpa nela e em Krum...
Seu orgulho reclamou.
O ruivo tentou se recompor, ainda incrédulo com o que acabara de ouvir. Resolveu fingir não se abalar, e então falou com o amigo.
– Bom...- sua voz o denunciava, mas ele precisava aparentar naturalidade. — bom, isso só prova que ela não entendeu nada...
Para sua sorte, Harry não respondeu e ele sabia que não era por causa da sua ótima atuação, mas por puro cansaço de discutir outra vez com ele. Rony o agradeceria eternamente por isso.

I can only say
(eu apenas posso dizer)
That I have made mistakes
(que eu cometi erros)
But I think I know
(mas eu penso que sei)
You love me anyway
(que você me ama de qualquer jeito)

O ruivo subiu as escadas, ainda meio tonto com a discussão que acabara de ocorrer e antes mesmo de trocar de roupa, fechou as cortinas que separavam sua cama do resto do dormitório e se jogou na cama, não sem antes tropeçar em algo no chão. Se desvencilhou rudemente dos lençóis e se abaixou para pegar o objeto caído no chão.
Era o modelinho do goleiro búlgaro.
Uma raiva insana dominou Rony e ele partiu o boneco ao meio, com apenas uma mão. Jogou-o por debaixo da cama e se enfiou nas cobertas, apalpando o travesseiro com visível exagero.
Fechou os olhos com força, tentando abafar os pensamentos que insistiam em voltar. Os pensamentos que diziam o quanto Rony era idiota. E um pensamento em especial, que se perguntava se haveria a mínima possibilidade de Hermione também sentir o que ele sente, algumas vezes. Nem que fosse algumas vezes. Ela se incomodou visivelmente com o que ele pensava dela...haveria a possibilidade de...
Ele maneou a cabeça, mais irritado que nunca.
Mas um último pensamento o dominou por completo, antes de pegar no sono, e esse, ele não conseguiu impedir.
O pensamento de que Hermione pertencia a ele. De alguma forma. E, inegavelmente, ele também pertencia a ela.

But we belong together, Hermione
(mas nós pertencemos um ao outro, Hermione)
We belong together
(nós pertencemos um ao outro)
Just you and me
(apenas você e eu)


Just you and me.

Notas finais
Eu juro solenemente, não fazer nada de bom. Obrigada a quem perdeu alguns minutos da sua vida lendo essa Song.Dedico essa fanfic a três pessoas mais que especiais: - Juh Benittes. - Lys Affonso. - Gabriela P. Malfeito, feito.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!