We are born to die.
1 'Cause baby, you and I... we were born to die.
“Eu não preciso da sua ajuda, sua sangue-ruim!” As rudes e árduas palavras de Severus Snape ecoaram por toda a escadaria do castelo no dia anterior. Mais uma vez, o sonserino se deixou tomar por sua fúria e sentimentos negativos, e descontou na única que não merecia, na única que o defendia. Nem mesmo Marlene, que era defensora nata dos fracos e oprimidos, se dava muito ao trabalho de protegê-lo. O máximo que fazia, sem o garoto de cabelos oleosos saber, era dar alguma bronca em Sirius ou James, pelo mau comportamento ou apelidos pejorativos que usavam para se referir ao rapaz, mas só isso. Somente Evans tinha a decência de se por a frente do jovem, talvez por já ter visto um lado dele, que os outros sequer imaginavam que existia. Mas agora esse lado com certeza havia deixado de existir até para a ruiva. Marlene a viu ficar tão abalada com aquelas palavras, que não duvidava nada de que naquele momento a amizade dos dois findaria para sempre. Mas no dia do ocorrido, não acompanhou Lily de volta a Sala Comunal, e nem foi para o dormitório na hora costumeira, pois esteve ocupada chacoalhando Ranhoso pelos corredores, o xingando e até ameaçando azara-lo; só não o fez, porque Argus Filch se intrometeu, e a prendeu por mais uma longa noite nas masmorras, cuja detenção deveria servir para a menina pensar sobre o seu comportamento – mas só conseguia se imaginar quebrando a cara de Snape. Seu pulso fechado em ira, só se desmanchou quando pegou no sono, ali mesmo em meio a tantos filhotes de Trasgos. Poucas coisas davam medo em McKinnon, e do jeito que fora levada “presa”, teria sido bem capaz de ter causado horror e medo naquelas criaturas montanhesas. Então, a manhã chegou e com ela sua liberdade; mas a morena não estava curada de seu ódio. Precisava se vingar por Lily, e dar o troco em Severus, e não descansaria enquanto não o fizesse. Mas para seu desgosto, por ter dormido nas masmorras, encontrou muitos empecilhos no caminho, e um deles tinha até nome: Travers. A obsessão do moreno, não a largaria por ali sozinha, tão cedo. – McKinnon! Sabia que aceitaria o meu convite para tomar café da manhã na mesa da Sonserina. A jovem passou a mão na própria cabeça, jogando pra trás seus cabelos sempre tão lisos e escorridos, imaginando o porque Merlin parecia querer proteger Snape tanto assim. –Travers, eu não posso. Eu tenho algo muito importante para... Mas o rapaz com as vestes e gravata em tons de prata e verde, não a permitiria se desvencilhar tão facilmente. Levou o dedo indicador aos lábios da jovem grifana, a fim de calá-la, e logo pegou em sua mão, puxando-a sem cuidado ou pudor no meio de toda a multidão pavorosa e faminta da casa de Salazar. – Travers, você ta me machucando... Falou enquanto tentava se soltar do aperto de mãos tão forte e exagerado, mas ele não lhe deu ouvidos. Só queria saber de aparecer no Salão Principal acompanho dela, como se tivesse conseguido um prêmio. E ele quase teria conseguido. – Solta ela. Uma voz grossa, e ao mesmo tempo doce e viril ecoou por trás deles. Marlene não precisava se virar pra saber quem era, e o outro garoto também deu a entender que sabia do que se tratava, pois fez exatamente como ordenado. – Só um aviso McKinnon. Vocês dois ainda vão pagar muito caro pelo que fazem com agente. Não tinha a mínima ideia a qual toda aquela gente se referia, mas imaginava que era só algo da cabeça perturbada daquele praticamente um Comensal da Morte. Finalmente girou o corpo para encarar os olhos e cabelos negros tão perfeitos de Sirius Black. – Obrigada. Falou com um largo sorriso, que recebeu em troca o sorriso canino mais incrível de todos. Mas agora não era a hora de se deixar levar pela beleza do melhor amigo, e muito menos de flertar. Tinha coisas pendentes. – Você viu a Lil? Indagou demonstrando toda a sua preocupação. Já que o destino queria que sua vingança tardasse, deveria ao menos tentar fazer outra coisa pela amiga, como confortá-la. – Não.Respondeu Black com certo pesar na voz. De certa forma, ele e os outros marotos sentiam-se culpados pelo ocorrido, já que Lily comprava sempre as brigas de Snape, e todas elas, os causadores eram sempre os mesmos – os quatro inseparáveis da Grifinória. – Acho que ela ainda está no dormitório, e infelizmente não posso entrar lá. Disse com uma leve risada e seu típico tom de malícia, para o qual Lene não tinha mesmo tempo. –Eu vou procurá-la. Mais tarde você vai me ajudar a quebrar a fuça daquele seboso! Sirius concordou se divertindo com aquilo, pois nunca esperava ver Marlene xingando o rapaz daquele jeito. Antes de seguir de volta para a Sala Comunal, a menina foi até a cozinha e pediu da forma mais doce e meiga que pode, para que os elfos lhe dessem alguns chocolates e bolinhos açucarados, coisas que estes fizeram relutantes, mas acabaram convencidos pelo seu charme e carisma. Saiu de lá carregada, com seis bolinhos e um saco com pelo menos uns vinte bombons. Sabia que chocolate era a resposta para qualquer problema. Equilibrando tudo com uma das mãos e braços, com a outra pode apanhar a varinha e usá-la para transfigurar um amontoado de panos, num armário de vassouras qualquer, num lindo urso de pelúcia. – Estou ficando boa nisso. Falou orgulhosa de sua obra-prima, logo guardando o objeto mágico no bolso das vestes (que trajava desde o dia anterior) para apanhar o recém criado brinquedo. E assim dirigiu-se pelas escadas, cheia de coisas nas mãos, como se fosse dar uma festa de aniversário a alguém. Depois de ser forçada a ouvir uma longa música da Mulher Gorda presa no Quadro que servia de entrada para o salão da Grifinória, seguiu tentando parecer o mais despreocupada possível. Já das escadas que dava para o dormitório, começou a falar. –Espero que esteja decente Lil. Falou brincalhona. Assim que se deparasse com a ruiva, lhe entregaria o urso e ofereceria os doces. – Como você ta? Perguntou sem saber se era certo questioná-la sobre seu estado, afinal a resposta era meio óbvia. Mesmo assim queria ouvir de seus finos lábios como verdadeiramente se sentia.
Um dia bonito, ao menos era para ser, mas não foi. O céu daquela manhã brilhava perfeitamente. O suficiente para convencer qualquer mal humorado de que seria o melhor dia do ano. Porém as coisas não aconteceram como o esperado. Na verdade, nada saiu como deveria. Lilian tinha chegado no jardim para estudar com Severus, como sempre fazia nos horários vagos. Entretanto, a cena que lhe chegou aos olhos no primeiro momento, não foi algo agradável, definitivamente não. — Olha, olha o ranhoso. — Escutou-se a primeira voz conhecida, de feição repudiável, Potter, o santo senhor das mulheres, James Potter. Enfurecida, a ruiva aproximou-se da cena, era deplorável. Como Potter esperava que Evans saísse com ele, quando o mesmo tratava o melhor amigo dela, da pior forma possível? Os olhos claros da garota tomavam uma cor fosca e os lábios tornaram-se secos, o que dificultava a fala da mesma sem uma pausa para molhá-los com a ponta da língua. — Vamos forçá-lo a se jogar no lago, Pontas. — Disse Black com um sorriso ameaçador enquanto os três jovens e meio encurralavam Snape. Exatamente, meio porque Pettigrew nunca tinha contado como um homem, não, definitivamente. Ele sempre fora o fiel seguidor de Black, Potter e Lupin, sabe-se-lá o motivo. Talvez porque quisesse ser famosinho e bonito, desejado entre as garotas, mas é claro, que a fama caía sempre nos outros três. Covarde, nunca tinha sido visto ao lado de uma mulher. Fracassado, sempre ia sozinho aos bailes da escola. — Parem com isso, insolentes. — Severus se defendia sacando a varinha com punho frágil, mas Lupin o desarmou. Desamparado, a figura de longos cabelos negros, olhava para o chão perdido, tentando não demonstrar medo, mas é claro que ele sentia. Além de sentir nojo extremo de James e seus aliados. Sirius não escapava da fúria do príncipe sonserino. —Expelliarmus! — Lilian ordenou apontando sua varinha de salgueiro farfalhante, e ótima em feitiços, para a de Sirius. — Meu lírio, por favor, não entre no meio. Daremos à ele o fim que tanto merece. — A voz de James soou e ecoou na mente da ruiva. Batucando uma, duas, três, mil vezes. Como a varinha de Black havia caído longe, outra pessoa precisava fazer o serviço. —Vamos tirar as calças dele publicamente. — Divertiu-se Peter com um olhar vivo. O tom de voz do rapaz era sempre o mesmo, amedrontado e fino, talvez suas palavras sempre saíssem extremamente vulgares, as vezes mais do que realmente era, as vezes menos. — Wingardium Leviosa. — James conjurou baixinho e de longe, se viu o corpo de Severus flutuar perto do salgueiro lutador.
—JAMES, NÃO! — Os olhos de Lilian se encheram de lágrimas pesadas, uma hora cairiam, porém com toda a certeza do mundo, não seria agora. Somente depois, quem sabe, de socar a horripilante face de Potter. — Lupin, por favor. — A ruiva clamou ajuda para o grande amigo. Mas ele se negou. Como? Lupin sempre fora o mais correto deles, como poderia deixar que uma diversão para aumentar o ego de Black e Potter machucasse alguém inocente e que nunca tinha feito nada contra eles? Usar a varinha não iria ajudar. Lilian correu até James e o empurrou com força o suficiente para que ele caísse no chão e o feitiço que prendia Severus no alto, finalmente se findasse. — Um tremendo idiota. IDIOTA. Você, um grande babaca, James Potter. E eu nunca, NUNCA vou sair contigo. — Furiosa, Lilian ajudou Severus a se levantar. Mas ao invés de ouvir um obrigado, ouviu algo que a destruiu por dentro. — Eu não preciso de sua ajuda, sangue-ruim.— Naquele momento, as lágrimas que teimavam em queimar o rosto de Evans, despencaram. Escutar algo como aquilo, logo de uma pessoa que sempre dera a vida para cuidar, e nunca medira esforços... era horripilante. Snape levantou-se com ferocidade, arrumou as vestes, e por fim, sumiu na multidão. Deixando Lily desolada no chão. Os olhos cujo representavam uma mágoa imensa, estavam vermelhos de tanto choro. Minutos depois, recuperada do choque, James apareceu atrás dela, abraçando-a, na tentativa de confortá-la. — Eu te disse que ele merecia, Evans. Ainda quer defendê-lo? É melhor sair comigo. — O rapaz riu irônico, enquanto puxava os enormes cabelos da garota para somente um dos ombros dela. — A unica coisa que vai sair aqui é você. Saia de perto de mim, Potter. — Sem outras delongas, a ruiva juntou seus livros espalhados pelo chão, arrumou as vestes e caminhou rumo ao dormitório, onde chorou até o dia seguinte. Não fez questão de comer, conversar ou procurar alguém. A entrada de Marlene no dormitório, definitivamente, era animadora. — Eu... não sei.— Lily respondeu observando seu reflexo num espelho sobre o criado mudo. Acabado. Envergonhado. Lilian estava tão frágil naquele momento. Tanto quanto nunca estivera em toda sua vida. Prendeu os cabelos em um coque alto e mal feito, onde alguns fios se derramavam pelos ombros estreitos da mesma. Bateu com uma das mãos na cama, indicando um lugar para Lene se sentar. Abraçou a amiga assim que esta se aproximou. — Obrigada. Vou até dividir os doces com você. E eu amei o urso.— Retrucou de imediato com um tom de voz completamente agradecido. De fato, tinha amado tudo aquilo. Depois de ficar alguns minutos abraçada com McKinnon, resolveu abraçar o urso materializado pela morena. — Precisamos dar um nome à ele.— Ela disse erguendo a sobrancelha. Um suspiro pesado saiu seguido de uma respiração pesada. —Potter. — Sugeriu Emmeline Vance que entrava agora no dormitório, agarrada no braço de Dorcas. Evans revirou os olhos e descartou a possibilidade. — Teddy. — Dorcas se pronunciou. Teddy era uma boa ideia, realmente era. Por mais que Lily quisesse colocar algo como "Sev", seria dolorido demais olhar para um ursinho tão bonitinho e feito com tanto amor, sendo que ele se referia à algo que partiu. Vasculhou sua memória à procura de um nome, falhando. — O que acha, Lene? Teddy? E sua detenção? — Meadowes falava se sentando na cama de Emmeline junto à loira. — Você estava de detenção, McKinnon? Pensei que estava tendo um daqueles encontros perfeitos com Black ontem à noite. Espero que tenha tido um ótimo motivo para isso.— Lilian franziu a testa enfurecida. Daquele momento em diante, Dorcas se sentiu extremamente culpada por ter contado à ruiva sobre a detenção de Marlene. Então lançou à mesma um olhar de piedade.
As orbes castanhas de Marlene tremeram ao observar mais atentamente a feição da amiga. Esta podia não saber, mas a morena faria qualquer coisa que pudesse, para mudar a situação. Não podia admitir que uma de suas grandes amigas, companheira de dormitório por tantos anos, carregasse sozinha uma dor tão grande. Sentou-se ao lado da ruiva, quando esta a chamara de forma tão sutil, e retribuiu o abraço. Uma das mãos apoiou nas costas da jovem de pele tão alva, apertando levemente sua camisa, como quem diz “agora eu estou aqui”. A outra, a destra, usou para afagar aqueles cabelos tão belos, que mais lembravam labaredas de fogo. – Lil, eu sinto muito. Disse com certo aperto no peito, tentando conter suas próprias lágrimas. A dor de Evans, definitivamente era a sua dor também. Depositou um beijo na testa da amiga, e afastou-se um pouco para lhe responder. – Não posso comer com você. Se eu não couber no vestido para o coral de natal, o Flitwick me mata. Falou em tom de divertimento, tentando afastar a jovem de tamanha agonia. Aquilo não era verdade – alguns dos maiores cantores, tanto do mundo bruxo como trouxa, estavam bem acima do peso; especialmente tenores e sopranos (este segundo sendo o seu caso). Mas só queria que Lily se alimentasse bem. Isso ajudaria a dar uma corada em suas bochechas, que estavam ainda mais pálidas. Quisera ser a primeira a sugerir um nome para o urso de pelúcia, mas as outras integrantes daquele dormitório foram mais ágeis. Lançou um olhar de tremenda desaprovação para Vance. Como ousara tocar no nome de Potter naquele momento? Ele era um dos grandes responsáveis por seu sofrimento. Claro que em um momento ou outro da detenção, chegou a pensar que os marotos só impulsionaram Snape a dizer algo que ele já pensava. Não queria acreditar nisso, mas era uma hipótese – uma ainda mais dolorosa. Como alguém podia ser tão falso? Fingir por tantos anos que gostava de alguém e depois apunhala-lo pelas costas? Sequer podia pensar que esse tipo de gente existia. Mal sabia. Emmeline que não era de abaixar a cabeça, aproveitou o desgosto de Lene para provocá-la – isso também tiraria um pouco a atenção de Lily de seus problemas. – Você só não gostou, porque eu não sugeri que fosse Sirius. Afinal, você não pensa em outra coisa.Queria dizer “posso falar o mesmo de você para com o Lupin”, mas definitivamente não era o momento para discutirem por algo tão leviano. Mas Dorcas, parecendo ser a mais sensata de todas ali presente, fez uma sugestão muito mais agradável; talvez um pouco óbvia e comum, mas não havia nada de errado com normal. – Teddy é um ótimo nome. Só espero que a Andrômeda não pense que isso tem algo a ver com o Tonks. Soltou um riso abafado. Não teria porque a sonseriana ficar sabendo; se bem que, das Black era a melhor. Bem agradável até na verdade; assim como Sirius, só havia nascido no berço errado. Mas nem seu comentário, com uma tentativa frustrada de ser engraçado, fez a ruiva esquecer-se do que Meadowes comentara. Marlene precisou retrucar, antes de finalmente dar satisfações. – Depois falam da Jorkins e da Skeeter. Cada dia tem mais fofoqueiras por aqui. Não estava de fato brigando com a outra, só tentando tornar aquilo menos difícil. Odiava quando Lily a desaprovava em algo, especialmente quando parecia estar se tornando a versão feminina de Sirius. Dorcas já estava bastante desconcertada, e por isso a morena continuou, sem esperar por um pedido de desculpas. – Bom, eu vou me encontrar com o Six mais tarde. Então, não tem problema eu ter dado um fora nele ontem. Continuava fugindo do assunto, mas não sabia se deveria ou não contar a verdade, pois tinha medo que Evans tentasse lhe impedir de dar continuidade a sua vingança. Mas era péssima mentirosa, e mais cedo ou mais tarde, daria com a língua nos dentes. Por isso, ousou usufruir de sua sinceridade, mais uma vez. – Eu fui bater no Snape, pronto falei. Disse rápido, como quem arranca um curativo de uma ferida ainda não cicatrizada. Já estava preparada para uma bronca, mas continuou falando, antes que fosse tarde demais para se explicar. – O Filch me impediu. Eu só o chacoalhei e dei uns tapas. Fiquei lá tentando lembrar todos os apelidos que ele tem para xingá-lo, e quando empunhei a varinha, o zoofílico chegou. É sério, o que ele tanto faz com aquela gata?Perguntou de forma retórica, tentando dar um ar mais suave ao clima que possivelmente ficaria bem pesado. – Sei que você pode se chatear, mas eu não posso te ver assim, e deixar aquele cara sair ileso. Eu prometo não matar, só ferir gravemente. Dar um banho nele, qualquer coisa que pareça uma boa punição. Só por favor, não me odeie. Suplicou, pegando para si as mãos da menina tão branca, e entrelaçando-as em suas mãos, de cor tão oliva e contrastante. Emmeline e Dorcas não souberam o que dizer, mas não pareciam discordar de Marlene; só não eram tão valentes para se portar de igual maneira. Ambas sentaram-se, pesarosas com a bola de neve que aquilo já havia se formado. Se Marlene queria se vingar de Severus, possivelmente outros também. Mas o principal que ninguém parecia se preocupar, era que Snape também podia estar tramando algo. E estava. Sozinho nas masmorras continuava trabalhando em seu misterioso feitiço, uma criação sua, que só ele saberia o antídoto. Venenoso como a mais poderosa poção, o jovem tão atormentado estava sedento por vingança, mais do que qualquer um ali. Além de ser humilhado, parecia ter perdido de uma vez por todas, a garota que tanto amava – e que estaria fadado a amar para sempre (...) Da Sala Comunal, mais precisamente ao pé das escadas do dormitório das meninas, uma voz requisitara suas presenças. – Lenão, Porto Seguro (parecia algum trocadilho muito mal pensado com Dorcas/Doca) , mina do Remus e Pimentinha tem Quadribol hoje. Podem pegar os pompons e irem torcer por nós! Gritou Sirius, o mais alto que pode, com receio de que as meninas não o ouvissem.
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