We are Not Alone
2 Central Park
Notas iniciais
Um novo dia estava começando, e o sol entrava pela janela de vidro do quarto de Byakuya, eram 8:30 da manhã. E o telefone do quarto toca.
– Alô?
– “O Sr., gostaria de ser servido o café da manhã em seu quarto?”
– Não obrigado. Irei sair agora, volto para o almoço.
Então ele se levantou, tomou uma ducha, e foi procurar roupas para sair naquela manhã.
– Que roupas aquela mulher comprou para mim... – dizia olhando camisetas de manga, regatas e bermudões dentro da mala.
Mesmo sem gostar muito, vestiu uma bermuda preta e uma camiseta branca, um óculos Ray Ban e um par de chinelos. Foi até o frigobar, apanhou uma latinha de refrigerante e saiu do quarto.
Ao passar pelos corredores do hotel avistou uma silhueta feminina, uma mulher baixa, de cabelos negros... Caminhou até ela, e ao toca-la, virou-se e percebeu que não era tal moça do restaurante, pediu desculpas e continuou caminhando.
– Porque ando pensando tanto naquele rosto? – dizia para si mesmo em voz baixa.
Naquela manhã de sol.. O jovem Kuchiki decidiu ir até um dos lugares mais conhecidos de Nova York, o Central Park, e para isso alugou um carro no hotel e seguiu para seu destino.
Chegando lá, ele observava as pessoas que faziam piqueniques em meio as árvores grandes, caminhando com um jornal em uma das mãos e o aparelho celular na outra mão, lia as notícias da cidade, ao entrar completamente ao park, sentou-se em um banco para descansar, olhou no relógio e eram ainda 9:25 da manha.
Ele observava algumas crianças correndo, cachorros e seus donos brincando, quando avistou a jovem moça do kimono vermelho, era ela mesma, pensou em ir até ela..
Ele já sabia seu nome, mas preferiu não dizer, e assim ele chegou próximo a ela e disse:
– Manha linda de sol não é?
– Ah sim! – respondeu ela.
– Você não é a moça do restaurante do Hotel ?! ...
– Sim sou eu, você é hospede de lá? – dizia ela entre um sorriso e outro
– Sim, estou passando uns dias por aqui..
– Aquele Hotel é bastante caro! Não acha?
– Nem tanto! Me chamo Kuchiki Byakuya e você?
– Muito prazer, sou Kurosaki Rukia.
– Prazer é todo meu...
– Você não é daqui de Nova York..
– Ah não, sou de Tókio no Japão..
– Jura?! – disse ela com um tom de surpresa.
– Sim!
– Eu e meu namorado também somos de lá, tem uns 5 anos que não vejo meus antigos amigos. – dizia Rukia abaixando o olhar.
– Você tem um namorado?! – perguntou esquecendo parcialmente o que a moça havia dito depois.
– Tenho.. – respondeu estranhando tal pergunta de alguém que acabara de conhecer.
Uma pessoa aproximava-se da conversa.. era uma voz masculina apoiou o braço no ombro da baixinha e disse..
– Quem é esse amor?!
– É um hospede do hotel onde trabalho.. – respondeu ela..
– Muito prazer, meu nome é Kurosaki Ichigo!
– É um prazer conhece-lo.. – apertando forte a mão do jovem ruivo.
– Bem... então nós vamos indo, até qualquer dia! – respondeu Rukia acenando para Byakuya.
– Falow cara! – acenou Ichigo.
Byakuya colocou seus óculos, saiu caminhando pelo Park, distraído.. talvez pensativo, até que avistou uma bela lagoa, com arvores altas, eram lindas cerejeiras, rosas e brilhantes, voavam pétalas sob o vento, só havia visto algumas vezes no Japão quando ainda era um garoto, lembrou-se dos passeios em família que haviam lindas paisagens como vira neste momento..
Recobrou seus pensamentos e procurou saber as horas, eram quase 11 da manhã, ele saiu do Park, em busca onde havia deixado o carro alugado, ao encontra-lo haviam duas crianças tentando furtar seu veículo.
– O que pensam que estão fazendo?! Parem já com isso..
Ao verem o dono do carro os garotos tentaram correr, mas foram segurados e levantados cada um pela gola da camisa por Byakuya.
– Me solta cara.. Vou te dar um chute!
– Me põe no chão maluco! – diziam os garotos.
– Por acaso estão com fome, para estarem tentando abrir meu carro?! Ou queriam dinheiro para usarem drogas?!
– Não é da sua conta cara! Agora me solta.
– A gente só queria grana pra comprar umas rosquinhas..
– Cala essa boca idiota! – brigavam os meninos entre si.
– Vou leva-los em uma lanchonete...
Ele colocou os meninos no chão e atravessou a rua, do outro lado havia uma lanchonete.. ele pediu um prato de comida para as duas crianças.. Que devoraram tudo em 10 minutos..
– Estavam com fome..
– Obrigada cara, foi mal tentar roubar seu carro.
– É cara, desculpa ai.. Valeu mesmo.. – agradeceram as crianças que logo saíram correndo para a rua..
Byakuya pagou e saiu.. Entrou em seu carro e foi direto para o hotel, precisa banhar e descansar um pouco.
Durante a curta viagem até o hotel, pensava na moça de cabelos negros.
– “ Não entendo..” – dizia a si mesmo..
– “ O que estou fazendo..?!”
No hotel ele entrou em seu quarto, tirou a camisa, pegou uma agua, e sentou-se na cama.. Logo seu telefone celular tocou..
– Alô!?
– Olá Sr. Kuchiki, é a Rangiku
– Sim.. Oque você quer?
– Liguei para saber como está se sentindo.. Queria ter noticias antes de dormir..
– Estou bem.. e você?
A jovem mulher sentiu-se feliz, quem ela amava estava conversando finalmente como homem e mulher e não como patrão e empregado.
– Ah.. Eu estou ótima.. muito melhor agora..
– Quando o Sr. volta?
– Talvez em 2 dias..
– Fico feliz em saber.. Beijos e boa noite Sr.
– Boa noite para você, mas para mim é bom dia ainda..
– Me perdoe Sr.. eu nã..
– Me chame de você.. por favor.
– Claro...
– Até logo Rangiku..
– Até ..
Byakuya entrou no banheiro, tomou uma ducha fria.. e logo saiu para seu almoço no hotel.. O restaurante estava cheio.. o cheiro da comida sentia-se longe. Ele entrou e logo procurou com os olhos a jovem Rukia.. Sentou-se para ser atendido..
– O que o senhor deseja?
– Pode ser um sashimi, com yakisoba..
– Pode me dar uma informação?
– Claro.
– Aquela moça por nome de Rukia veio trabalhar hoje?
– Ela foi despedida senhor.. hoje de manhã.
– Entendi..
O garçom não demorou muito e logo trouxe sua comida, ele comeu em silencio e logo pagou e foi embora..
Byakuya voltou para o hotel.. deitou em sua cama.. e adormeceu o resto do dia. Acordando somente as 7 da noite.
Fale com o autor