Notas iniciais
>> Nenhum gif que coloquei estava indo então cliquem no nome Charlotte e vejam a atriz que imagino a personagem. Quero que vocês se manifestem, qual é fantasminhas. Estou triste em saber que tenho leitores, mas só 1 comentário! O próximo sai terça-feira que vem.

So tell me right now

You think you're ready for it

I wanna know

Why you got me going

Charlotte

A garota se olhava no espelho atentamente, ela se sentia uma intrusa na família. Todos loiros, ela morena. Ela com seus olhos cinza como os do pai, mas ao contrário dos dele os seus eram doces e calmos. Sua feição calma e alegre fazia ela ser diferente.

Às vezes ela gostava, às vezes não. Por exemplo, era legal quando as pessoas não olhavam pra ela com medo ou receio, mas faziam isso com seus irmãos. Mas ela não gostava porque sempre a excluíam simplesmente porque ela não era como as outras Slytherins, estava longe disso. Ela era ambiciosa, sempre fora, porém, ela também tinha uma coragem escondida, era leal e também era inteligente. Ela era uma perfeita combinação das quatro casas de Hogwarts. O chapéu mesmo dissera pra ela, ela poderia ficar em qual ela quisesse e ela quis ficar com a família. Outra coisa que ela duvidava, que os Malfoys tivessem tanto amor a família, eles podiam se amar, mas nunca seriam capazes de desistir de várias coisas que não precisavam desistir pela família.

Ela ajeitou o uniforme cantarolando uma música bruxa, a saia a dez palmos acima do joelho e a blusa colada com um decote em V. Ser ousada era uma marca Slytherin, ela queria mostrar ser uma deles, mesmo que não fizesse tanto sentindo. Por mais que fosse estranho para uma garota da idade dela se vestir daquele jeito, ela faria treze anos daqui a algumas semanas, não que ela estivesse ansiosa por isso.

Ela saiu do quarto. O único barulho que se ouvia no salão comunal era de seu salto, ela estava atrasada, como sempre. Deve ser uma coisa de família se atrasar pra aulas. Ela não disfarçou seu choque quando viu que as únicas pessoas na sala eram seus três irmãos. Sua irmã chorava — ela nunca havia chorado antes — não na frente deles pelo menos. Scorpius tinha a mão fechada em punho como se fosse socar alguém e Leo tinha olhar malicioso e assustador de sempre, mas com um pouco mais de raiva, ela não gostou disso.

— O que ouve? — A sua voz melodiosa demonstrava surpresa, ela estava com medo de ter acontecido alguma coisa grave.

— O maldito, desgraçado do Zabini. Foi ele que ouve, eu vou matar ele! —Scorpius disse furioso e saiu correndo para fora do local, provavelmente procurando o namorado da irmã. Afinal, o que ele tinha feito de tão grave?

Ela olhou assustada para Leo que abaixou a cabeça, seus olhos se encontraram com os olhos molhados da irmã, que se levantou e abraçou, sussurrando em seu ouvido.

— Ele tentou... — A voz dela morreu, ela deu um soluço — Ele ia me estuprar, Char.

A morena sentiu seu sangue ferver e sua cabeça latejar, pensou em mil coisas para acabar com a raça do rapaz que antes fazia jurar de amor pra sua irmã. Sentiu seu coração se apertar, a única coisa que vinha em sua mente eram as maldições imperdoáveis.

— Ele conseguiu? O quê aconteceu exatamente? Ai meu Merlin!

Ela despejava perguntas, uma atrás da outra. Sua irmã deu uma risada fraca e começou a explicar os acontecimentos da noite anterior. Contou como o Potter a salvou e que acordou no meio da madrugada já na ala hospitalar com somente um bilhete. Em choque e surpresa, ela voltou para as masmorras e subiu pro quarto, tentou dormir, mas não conseguiu então desceu e acabou trombando com Leo que disse estar com um pressentimento ruim, ela contou o que havia acontecido assim ele foi chamar o mais velho. A castanha deu um pequeno sorriso para a irmã mais velha querendo conforta-lá, abraçou a menina que ainda tinha o rosto molhado pelas lágrimas, começou a fazer cafuné. Sabia que ela adorava.

— Agora parece que agora temos uma divida com o Potter do meio. Que desgraça!

O loiro disse causando risadas entre os três. Eles haviam decidido ficar lá, era sábado, o primeiro depois da volta as aulas. Quiseram fazer companhia à garota e não a deixar sozinha naquele momento.

A tarde passou rapidamente entre risadas e brincadeiras. Até agora Scorpius não tinha voltado, isso deixou eles nervosos. Leo decidiu ir atrás dele, assim ficaram as duas irmãs se entreolhando até Charlotte falar.

— Sabe, Albus Potter é bonito...

— Sério? — Ela disse nervosa, a irmã riu internamente — Eu nem percebi.

— Hm, não percebeu o jeito que ele desarruma os cabelos, como ele é todo atrapalhado e gostoso? E os olhos... Lindos olhos azuis...

— São verdes! — a outra disse rápido demais, o que causou uma crise de risos.

A pele da garota antes pálida agora estava corando furiosamente, a deixando mais vermelha que os cabelos dos Weasleys. A morena ainda gargalhava e a loira fitava o chão ainda muito vermelha. Era quase um milagre deixar a menina com vergonha, o assunto Potter estava anotado para deixar a menina sem fala e com raiva.

— Você nem reparou, não é?

A mais velha gritou e a menor arregalou os olhos, a loira jogou uma almofada verde musgo na irmã e saiu em passos firmes e furiosos até o seu quarto. Onde ela se jogou na cama e dormiu. Inexplicavelmente e infelizmente sonhando com os lindos olhos de Albus Potter.

Hugo

O sorriso dele só aumentava. Estar em Hogwarts novamente era tão bom porque além de ficar longe de seus pais que mesmo se amando, só brigavam e brigavam. Ele podia olhar pra ela, não que ele não pudesse a olhar nas férias. Ora, ela era sua prima e eles eram melhores amigos.

Melhores amigos até um pouco antes de o verão começar, foi quando eles trocaram o primeiro beijo juntos, e outro, e outro. Agora eles namoravam escondido. Lily Luna Potter era finalmente sua, mesmo que ninguém soubesse. Ele se sentia realmente feliz, mas ainda faltava alguma coisa. Ele sentia que faltava alguma coisa nisso tudo, mas ele estava errado, como sua irmã sempre dizia. Afinal, ele sentia borboletas no estômago sempre que a via, ele ficava nervoso e começava a suar antes de beija-la e quando a beijava, sentia fogos de artifícios voando pra todos os lados, saindo de dentro dele, do lugar mais profundo do seu estômago. Quando ela sorria, tudo se iluminava, parecia que o sorriso tinha um brilho único, e deixava tudo escuro. Só restava ela.

Só ela.

Bem, havia uma maldita Slytherin que não saia dos seus pensamentos, não eram coisas como ele sentia por Lily, eram coisas inexplicáveis e que davam certo medo. Ela é toda misteriosa e isso fazia ela ficar mais e mais bonita, ele sentia mal por olhar pra ela desse jeito, se sentiu mal por deseja-la. A castanha era sua primeira paixão, ele até se lembra de quando sentou na mesma cabine que ela e quando a mesma levantou os olhos do livro, ele viu os olhos cinza mais lindos de todos. Se lembra de como eles tiveram uma conexão e não conseguiram deixar de conversar por nenhum segundo, também se lembrava do instaste que ele ele ouviu o maldito sobrenome dela, o nome proibido. ''Malfoy, Charlotte'' ''Slytherin''. Aquilo o deixou mal por semanas ou meses... Talvez ele ainda não tivesse se recuperado.

Porém agora ele a tinha, tinha a sua ruiva e a Malfoy não importava mais. Ele pensou nisso o verão inteiro, estava com isso grudado na cabeça e tinha certeza que ela não fazia mais parte dos seus pensamentos. Isso até vê-la no primeiro dia, viu ela levantar os olhos cinza e fitá-lo como da primeira vez, seu coração apertou.

Droga.

Ele não sabia mais o que sentia porque quando olhava pra Charlotte Malfoy não existia mais Lily Potter.