We Will Never Say Goodbye
2 Dois
Almocei uma comida que meu pai já havia deixado pronta. Separei algumas roupas, coloquei na mala e o telefone tocou, atendi:
-- Alô. — ninguém respondeu — Alô? — repeti
-- Luna? — aquela voz me lembrava alguém
-- Sim. Quem gostaria? — perguntei e o telefone permaneceu mudo — Quem é? — insisti e a pessoa desligou
Quem seria a pessoa que estaria me atormentando. Fiquei curiosa, mas rapidamente esqueci o fato. Tinha que confessar que estava muito cansada então resolvi tirar um cochilo, deitei no sofá e em menos de um minuto desmaiei. Acordei totalmente descansada, peguei meu celular para olhar as horas e ja eram 20h15min.
Eu dormi tanto assim? Meu pai ja deve estar em casa — pensei
-- Papai? — gritei e ele não respondeu. — Pai? — ele não estava em casa
Meu pai nunca se atrasava, ele já devia estar em casa. Comecei a ficar preocupada e liguei para ele.
-- Papai, você vai demorar? — perguntei aflita
-- Você é a filha de Nichols Clark? — uma voz estranha perguntou
-- Sim. Quem é? O que aconteceu com meu pai? — algumas lágrimas começaram a rolar
-- Sou o policial Steve, houve um acidente com seu pai — não aguentei, já estava chorando desesperadamente — Ele foi para o hospital.
O policial me passou o endereço do hospital e corri pegar um táxi. Eu não conseguia me controlar, porque aquilo estava acontecendo com meu pai? Será que ele estava bem? Precisava desabafar, tentei ligar para a Hea mas ela não atendeu. Foram os 15 minutos mais longos da minha vida, parecia que uma bomba havia explodido dentro de mim. Eu precisava ver meu pai. Cheguei no hospital e perguntei para a recepcionista sobre meu pai, ele estava na U.T.I. e fiquei esperando até que um médico aparecesse. Meu coração disparou ainda mais, mal consegui falar, mas perguntei:
-- Como o Nichols está?
-- Desculpe, fiz o máximo possível — ele terminou de dizer e senti tudo ficar escuro.
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