We Might as Well Be Strangers
6 Capítulo 6
26 de Maio de 2000
Por proibição da familia nem David nem William iriam ser enterrados junto das respectivas familias, que nunca aprovaram o seu relacionamento. Gustav e Alda, pais de Alexandra e David e avós de Anya e Dave nem sequer apareceram no funeral afirmando que o seu filho “morrera” no dia em que escolhera desonrar a familia, o casal havia-o expulsado de casa aos 16 anos, passando pouco mais de um ano desde que a familia se instalara na América depois de o encontrar juntamente com Adam a dormir na mesma cama. Eram de uma familia extremamente religiosa e sem hesitar expulsaram-no e apagaram todo e qualquer registo da sua inserçao na familia, fotos de infancia foram deitadas fora, cartas rasgadas que Alexandra não hesitara a guardar consigo. Fora uma cena que ficara na memoria de Alexandra, na altura com 19 anos, que apesar de discordar com a decisão dos seus pais não pronunciara uma unica palavra, algo de que se arrependia, mesmo apesar do perdão do irmão. No entanto fizera tudo o resto que estava ao seu alcance para o ajudar, arranjara um emprego extra para pagar o curso de advocacia de David, pedira mesmo aos pais de Paul, seu namorado na altura e futuro marido para que o acolhessem e evitar que ele fosse parar ás ruas de Ohio. Fora até mesmo ela que apresentra David a William, um colega seu de turma durante uma festa.
Dave olhava á sua volta, e via bastantes caras familiares, a tia Joanna levava o seu novo namorado, o tio Pietro abraçava a esposa e o filho, embora não fossem familiares direitos de David, sempre o trataram como um deles desde o momento em que pisara a soleira da sua porta à mais de dez anos. Outros que não conhecia, supos ser amigos de William ou familiares. O coraçao de Dave gelara ao ver que Kurt também estava lá de mão dada ao seu pai, com a sua mãe ao lado sentada, o rapaz conseguia dizer que algo de errado passava-se com Elizabeth, parecia fraca, pálida sem forças para aguentar a cerimonia a pé.
Dave sabia como Kurt adorava sair com ele e com os tios, era como se fossem uma “versão miniatura” deles nas palavras de William. Era comum o casal levar as duas crianças ao Zoo, ou ao parque perto da casa deles, e ficarem a ve-los brincar. Não eram raras as vezes que diziam aos miudos para serem fortes e que não havia palavras que pudessem dizer que os iriam mudar, quando insultados em plena via publica.
Ao ver os caixoes serem baixados sentira uma dor no peito indescritival, como se apenas naquele tivesse consciencia do que tinha acontecido e que não iria voltar a ver o tio. Sustinha as lagrimas quando lhe pediram para dizer alguma coisa sobre os tios, não queria, não podia deixar que as emoçoes arruinassem a sua despedida, o seu pequeno tributo aos tios no qual pensara a noite a pensar.
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