We Might as Well Be Strangers
16 Capítulo 16
7 de Abril de 2010
Os dias passavam e para Dave passava a ser cada vez mais doloroso ver Kurt assim tão contente (depois da sua crise existencial) e perdidamente apaixonado pelo idiota do Finn Hudson só porque uma vez ele decidiu ser simpatico. Afinal o quê que Hudson tinha que faltava a Dave, era algo que para este ultimo não fazia sentido, como era possivel que Kurt perdoasse o Hudson mesmo depois de anos e anos de partidas de mau gosto, e tivesse esquecido todas as vezes que Dave o ajudara, o defendera. Todo o tempo que não estava nos treinos ou na escola passava em casa a estudar.
-DAVE A TUA IRMÃ ESTÁ AO TELEFONE!
Dave pegara no telefone para falar, por muito que não gostasse de admitir sentia falta da irmã e de todas as suas queixas sobre o grupo de teatro, pois Sandy Ryeson parecia ter um aluno preferido no clube inteiro e ela estava confinada a um papel como o que teve no semestre em que Sandy resolvera passar Sweeney Todd para os palcos escolares e Anya fora obrigada a fazer um papel masculino e ser a primeira victima de Sweeney. Ou quando foi uma das três admiradoras do Gaston na representaçao da Bela e o monstro do teatro local.
-DAVE! Que saudades que tenho tuas!
-Sim sim claro, como se não te tivesses a divertir em New York sem mim. -Dave ouvia-a falar fascinada por um grupo de amigos do teatro, pelo clima da cidade sempre viva, era bom saber que ela se estava divertir e estava longe de todo aquele clima de Ohio.
-...E então Dave como vai Mckingley? A mesma coisa que quando eu saí de lá imagino. Desportistas a liderar a escola e os pobres coitados dos alunos de teatro a ser massacrados. Imagino que o Sandy já tenha arranjado um rapaz preferido por esta altura, visto o Ryan ter-se graduado ao mesmo tempo que eu.
-Anya, o Sandy foi suspenso, agora o "Club de teatro" como era foi tipo substituido por um bando de nerds de teatro musical liderados pelo Schuester.
-Quem o professor de espanhol? Já agora Dave, é desta que arranjaste uma namorada? — Ao ouvir o murmurio de Dave do outro lado da linho resolveu perguntar algo que depois tinha a certeza que se iria arrepender.- Então já conseguiste falar com aquele rapaz que costumava ir lá em casa quando eramos mais novos, o Kurt. — Não obtera resposta dnao irmão – Ou ele anda numa escola diferente?
-Tenho de desligar, a Sneig não para de tentar estrangular-me e a mãe e a Maggie e o Pai mandam beijos.
-MAS DAVE... — o irmão já tinha desligado – RAIOS!
Dave estava irritado, maldita Anya e a mania de tentar remexer nas coisas que estavam quietas. Pensar em Kurt ou ouvir menção ao seu nome deixava-o sempre irritado, ainda por cima era tão obvio que Kurt era gay, e por alguma razão isso irritava Dave. Será que ele não tinha medo de sofrer o mesmo destino que o seu tio e William, não tinha medo de um dia ser atacado no parque de estacionamento da escola onde não teria nem Hudson nem Puckerman para o defender. Será que tinha mesmo a necessidade de gritar ao mundo que era diferente e sempre com um ar arrogante e de superioridade.
Isso piorara nesta última semana depois do Director Figgins ter proíbido a rapariga gótica de andar a dar nas vistas. Tudo por causa da maldita Zizes e o seu bando de adoradoras de vampiros brilhantes. Agora Dave via-se praticamente obrigado a olhar sistemáticamente para Kurt que andava pela escola de saltos que Dave conseguia identificar como uma réplica feita à mão do par de Alexander McQueen (Anya passara demasiado tempo a obriga-lo a ouvir os seus discursos sobre sapatos); uma peruca branca que o fazia parecer o tipo do Amadeus e um vestido qualquer lhe dava umas pernas que era impossivel não reparar. E Dave odiava isso, era dificil focar-se noutras coisas, quando a unica coisa que conseguia ver no corredor era a figura elegante de Kurt, e sinceramente tinha de haver alguma coisa que ele pudesse fazer para tratar disso, mas agora ainda tinha de jantar e um trabalho horrivel de algebra para acabar.
A noite não fora melhor, além de estar permanentemente na sua mente durante o dia, Kurt parecia ter invadido os sonhos de Dave, tornando-se comum acordar a meio da noite sobressaltado. Odiava tudo naquela situação, odiava Kurt por invadir o seu subconsciente, odiava-se a si mesmo por não conseguir deixar de pensar nele.
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