We Found Love In A Hopeless Place
3 Capítulo 2
Notas iniciais
-Melody Braun o que é isso? – Gritou minha mãe ao apontar para meu nariz.
-Um piercing, nunca viu? – Falei dando as costas pra minha mãe.
- Melody, volta aqui agora. – Isso quase saiu em um rosnado. Entrei no quarto e me tranquei la. Minha mãe não faria nada, eu sabia disso. Ela só me botaria de castigo, dos quais eu sempre fujo.
Acordei-me com o sol entrando em meu quarto, eram 10 horas da manhã. Levantei-me, lavei o rosto e desci do quarto com a mesma roupa de ontem. Sentei-me na cadeira da mesa, minha mãe estava nervosa, e não irritada como eu esperava.
-Sem castigos? – Falei franzindo a testa.
-Eu não agüento mais sua rebeldia Mel, eu já cheguei no meu limite.
-O que? Vai me botar pra adoção? – Falei rindo e me levantando pra pegar um copo de água.
-Não. Você vai...Morar...Com o seu pai. – Nesse momento gelei, meu copo deslizou nos meus dedos e caiu.
-O que? – Gritei e virei-me rapidamente para minha mãe.
-Foi você quem pediu assim Melody.
-Você não pode ta falando sério, você...você não teria coragem de me mandar pra morar com o...Scooter – Pronunciei esse nome com a maior dificuldade possível.
-Ele é seu pai.
-Ele não é meu pai – Eu gritava, e senti uma lágrima cair sob meu rosto.
-Mãe, olha, eu não apronto mais nada, eu vou ficar trancada naquele quarto durante as férias inteiras, você não vai ter que ir toda semana na delegacia me buscar porque eu aprontei algo, e nem me ver bêbada. Eu não vou mais botar piercing, e nem fazer tatuagens, nem pintar o cabelo.
-Mel, já está decidido. Seu pai chega amanhã.
-Pois então, vá se ferrar. – Falei entre lágrimas, subi rapidamente as escadas e me tranquei naquele quarto. Minha mãe não podia ter feito isso comigo, ela não podia.
Ouvi vozes la embaixo, é, parece que minha mãe não desistiu dessa idéia. Tanto que meu...Tanto que o Scooter já estava la embaixo.
-Mel? – Chamou minha mãe la de baixo. Peguei minhas duas mochilas e desci as escadas cuidadosamente.
-Filha! – Scooter falou com os olhos brilhando, ele se aproximou de mim e eu o cortei.
-Melody – O corrigi.
-Deixa que eu levo Melody. – Ele falou se aproximando de minhas mochilas.
-Relaxa – Falei fria, indo até a porta.
-Minha Mel. – Minha mãe disse já chorando, seria a primeira vez que nos afastaríamos.
-Adeus – Desviei dela e abri a porta.
-Vocês vão para onde? – Perguntou minha mãe falando com o Scooter.
-Vamos para Miami ainda hoje, o Justin ta terminando uma pequena turnê pelos Estados Unidos e...
-O que? – Gritei.
-Eu vou acompanhar a turnê daquele garoto de franjinha? – Perguntei revoltada.
-E você queria ir pra onde?
-Na verdade Scooter, eu queria ficar aqui, mais como minha vida é uma droga, eu vou ter que viajar com o menininho de baby.
Bati a porta e entrei no carro do...enfim, do Scooter. Larguei minhas mochilas no banco de trás e sentei-me no banco do carona. O carro era bonito, era preto, com janelas blindadas e grande. O banco era confortável e macio. Fui atrapalhada nos meus devaneios por Scooter que entrou para dirigir.
A viagem foi demorada até o aeroporto, e pra piorar a situação Scooter puxou assunto.
-Então, Mel. Como andam as coisas?
-Quer mesmo saber? – Falei distraída olhando pela janela.
-Filha, pega leve comigo. Eu...eu sei que te magoei mas...
-Que bom que sabe. – O interrompi.
-Eu só queria conviver com você um pouco mais, queria recuperar esses 7 anos que eu perdi da sua infância.
-Recuperar o tempo perdido. – Ri ironicamente.
-Você nem se importa comigo, não sabe nada sobre mim, e só por mandar dinheiro todo mês acha que pode se considerar meu pai.
-Você não entende. – Disse Scooter triste.
-Você é que não entende, você que não sabe o que se passa dentro de mim. Não sabe nada. – Gritei revoltada, como ele poderia achar que entendia meu lado?
-Porque você é tão rebelde Melody? Aonde está a minha princesinha doce e meiga que eu conhecia?
-Ela morreu. Morreu a partir do momento que você botou o pé pra fora daquela casa. – Dessa vez encarei seus olhos, e senti uma pequena lágrima invadir meu rosto. Droga, eu tinha que ser forte.
Ele tocou minha mão eu logo tirei.
-Não encosta em mim. – Gritei, e ele deu um pulo de susto.
-Eu quero sair, eu quero respirar. – Falei, tirando o cinto de segurança.
-Não podemos sair, já estamos chegando.
-Para logo isso antes que eu pule.
-Você não faria isso. – Ele disse rindo. O que? Ele não me conhecia mesmo.
-Ah não? – Abri a porta e pulei. Sorte que o carro não estava em alta velocidade e eu só tinha ralado os braços. Logo vi Scooter correndo pra me ajudar. Ele estava preocupado.
-Mel, você ta bem? – Ele disse me ajudando a levantar.
-Eu disse pra não duvidar de mim. – Sorri ironicamente, ele ignorou analisando meus cortes.
-Deixa eu ver isso. – Ele parecia se importar, mais eu não acreditava nessa farça, não acreditava que ele fosse esse pai todo cuidadoso.
-Ei, vai tirar aquele carro dali ou não? – Falou um homem irritado, pois seu carro estava atrás do carro de Scooter.
-Não viu que ela ta machucada? – Rosnou Scooter para o homem. Ele parecia irritado demais, mais seus olhos tinham preocupação.
-“Ela” ta bem, agora vamos. Antes que eu fuja logo daqui. – Falei levantando-me e puxando meu braço, entrei no carro e não falei mais nada.
Nós chegamos no aeroporto e pegamos o avião para Nova York, onde estava a equipe do...Garotinho de franja. O vôo foi longo, mais graças ao meu ipod eu sobrevivi.
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