We Found Love
6 Marie
Notas iniciais
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A chuva começava a cair, não forte, mas constante, como se fosse durar toda a noite, que acabara de começar. Deus, já era a segunda que ela dormia na rua. Na verdade, era a segunda noite que ela “deitava” na rua, por ser impossível dormir. Estava com frio, estava fria, com fome, suja e triste. Principalmente triste consigo mesma do que com seus pais. Agora, depois de tudo, pensava se tinha sido louca em brigar com Hayley.
Sorriu consigo mesma. Embora agora estivesse na rua, tinha valido a pena. Cada segundo.
Caminhava pela calçada, observando as vitrines, de roupas, de sapatos, de bolsas, de… comida. Quando deu por si mesma estava na frente de uma confeitaria, cobiçando enfeitado bolo de chocolate na vitrine. Estava tão faminta que por um segundo pensou em quebrar o vidro, pegar o bolo e dar no pé.
Estava tão concentrada olhando o bolo que levou um susto quando viu uma mão com 100 dólares lhe ser estendida. Levou o olhar até o rosto da pessoa, e prendeu a respiração. Era lindo!
Seus cabelos eram castanhos, na altura dos ombros, olhos castanhos penetrantes, alto e musculoso. E o sorriso dele, caloroso e simpático, a fez perder a fala. Ele continuava a sorrir e lhe estender a mão. Ela sacudiu a cabeça, pensando em um modo de recusar educadamente.
–Não, senhor, não precisa me dar tanto dinheiro. Com a aparência que estou, é surpreendente que ao menos me deixem ficar em frente a essa vitrine. Por obséquio, queira entrar na loja antes que se molhe, sim? – falou ela, gentilmente. Ela nunca falava com estranhos e agora tinha falado de modo complexo demais, mas ela achava melhor ser respeitosa demais do que de menos com outros.
Ele se surpreendeu que ela falasse desse jeito e recolheu a mão, guardando o dinheiro no bolso do casaco.
–Está sozinha?- ele perguntou estranhando. Ela ficou alguns segundos olhando abobada o homem, a voz grave e clara ressoando dentro da sua mente.
–Fugi de casa. – respondeu, baixando a cabeça. Ele franziu o cenho, intrigado com aquela desconhecida.
–Fugiu de casa, o que houve? – ele continuou as perguntas, levantando o queixo da garota para lhe olhar os grandes olhos azuis.
Ela ficou quieta, cantarolando uma música chata mentalmente. Só de pensar em sua casa, seus pais, seu vestido, tinha vontade de chorar. E não chorava na frente de estranhos.
Ele não insistiu, vendo os olhos da garota marejar. Seu irmão mais novo tinha fugido da casa de seus pais para casa dele, mas isso foi vontade de sair para baladas e dormir com meninas sem ouvir o sermão dos pais (que aliás, ele estava pensando seriamente se continuaria a deixar seu irmão morar com ele). No caso dela, parecia ser algo mais sério, e ele não é um homem insistente.
– Não quer entrar comigo e comer esse bolo que você tanto olha? – convidou ele gentilmente.
Ela fica meio confusa com a gentileza dele. Teria ele segundas intenções? Já estava indo recusar, mas sentiu seu estômago roncar e um buraco gigantesco estava por lá. Sem voz para dizer “sim”, ela apenas acena com a cabeça.
Ela comeu o bolo inteiro, rapidamente, sem ao menos respirar. Ele a olha de um jeito estranho, paralisado pela falta de termo da garota.
– Então, qual o seu nome? – ele perguntou, tentando desfazer aquela atmosfera constrangedora.
– Marie Castel – ela respondeu, entre mordidas.
– James Le Beau, muito prazer. – ele respondeu, não se preocupando em lhe estender a mão, afinal, ela se encontrava muito ocupada comendo. – onde você dormiu essa noite?
–Na pracinha que tem aqui perto – respondeu simplesmente, terminando de comer o bolo. Pegou um guardanapo e limpou a boca, o rosto.
Ele se preocupou. Como uma garotinha tão delicada dormir na rua? Pensou em convidá -la para dormir em sua casa. Embora haja o problema de ela ser muito jovem, seu irmão iria querer paquerá –la.
Ele que tentasse, e James o expulsaria de casa aos chutes. E também, seu irmão quase não ficava em casa. E tinha a possibilidade de ela ser uma ladra.
Mas seus instintos falaram mais alto. Ele tinha que protegê-la, ela parecia tão frágil.
– Não quer ficar na minha casa por algum tempo? Até que você possa se estabelecer? – ele pergunta, olhando-a fixamente.
Ela fica muito confusa e estava quase dizendo que não, mas parou. Não tinha nada a perder, já que ela não tinha nada e o homem podia fazer mal para ela, mas na rua haviam muitos homens mal intencionados e nenhum deles lhe daria de comer, e talvez, lhe fizessem mal. Ela se emociona. Como ela teve tanta sorte assim?
– Eu quero. – respondeu, sorrindo.
Notas finais
Comentem!
Bjoo rarah
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