We Found Love?
1 Capítulo 1 - Azul como o oceano
Notas iniciais
Elena isso, Elena aquilo... Tudo faço nessa casa! Apesar de não estar realmente chateada com isso... Mas afinal, sou uma adolescente e essa é minha função.
Há anos fazemos a famosa viajem de inverno para qualquer lugar do país... Esse ano decidimos ir para o destino que eu planejei.
–Lena, venha logo! Vamos perder o voo para Nova Iorque. – Meu irmão chamou, ele tem apenas 11 anos e talvez tenha mais responsabilidade do que eu. Vamos dizer que sou um pouco rebelde.
–Já vou, Jeremy! – Retruquei, enfiei todo o resto das roupas dentro da mala, guardei meu baby liss e passei lápis preto em meus olhos. – Pronto!
Desci as escadas de casa, suspirando olhei em volta... Afinal, iria sentir até saudades, ficar duas longas semanas em New York não é para qualquer um.
~Chegando no Aeroporto de Manhattan ~
–Mãe, vamos comprar uma revistinha ali? – Jeremy apontou para uma porta de vidro que tinha uma placa escrita “Vendo Gibis”, ele é doido por revistinhas de super-herói e coisas desse estilo.
–Vamos dar uma olhada – Ela respondeu – Vai vir Elena?
–Hum... –Dei uma olhada no local – Pode ser.
Caminhamos até a pequena livraria e lá entramos. Apesar de ter um mal cheiro incomum e ser uma bagunça completa, compensava ela ser enorme.
–Vamos por ali! – Gritou Jeremy e saiu correndo e minha mãe o seguiu.
Andei procurando algo que chamasse minha atenção, me afastando deles aos poucos até que esbarro em um homem alto, que a única parte que chama atenção são seus olhos perfeitos, azuis como o oceano.
–Presta atenção para onde anda criança! – Reclamou comigo olhando para frente, como se eu fosse um nada com uma voz...Sem comentários.
–Ei, não sou criança, ok? E foi você quem esbarrou em mim! Idiota.
Então ele olhou para mim e de repente seus olhos se arregalaram, e uma fisionomia de espanto tomou conta de seu rosto.
–Katherine? Mas como... – Ele resmungou
–Filha! Cadê você? – Ouvi longe, minha mãe me chamar.
–Eu vou indo e hãm... Tchau! – Sai correndo sem olhar para trás. Definitivamente foi a coisa mais estranha que eu já vivi.
~Chegando no hotel~
O hotel era simples, não que me incomode ter mofo nos cantos da parede do quarto e rachaduras enormes no teto.
–Elena – Meu pai chamou – Eu, sua mãe e Jeremy vamos comer... Quer ir?
–Dispenso sair daqui, mas pode trazer batata frita e hambúrguer!
–Ok, não sai do quarto e tente não quebrar nada, certo? – Mamãe alertou.
–Poxa, você descobriu meus planos... — Debochando fiz um biquinho fingindo estar magoada enquanto minha mãe dava as costas levando meu irmã no colo.
E então a porta bateu e ouvi passos ecoando na escada que foram diminuindo cada vez mais.
–Ah, como é bom estar finalmente sozinha! – Liguei a TV do quarto.
–Na verdade – E uma voz familiar ecoou no quarto – Não tão sozinha assim.
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