We Found Love
27 In The End
Notas iniciais
Eram duas e meia da manhã quando a morena sentiu uma pontada no estômago, ela tocou os lençóis e sentiu úmido, a bolsa teria estourado? Então porque estava tão escura? Tinha sangue!
Cutucou a loira que dormia tranqüilamente ao seu lado e sentiu um chute forte nas suas costelas, sua mão voou para o local e ela mordeu o lábio para não gritar. — O que foi, San? Sant? — Brittany perguntou, percebendo que a esposa estava ofegante e a testa, brilhava no escuro, molhada de suor. — Vai nascer. — falou, segurando o lado do corpo onde doía, ela sentia como se estivessem dando facadas no lado do seu corpo. — Tipo... Agora? Mas é pra daqui a dois meses! — a loira resmungou, preocupada. — Diz. Isso. Pra. Ele! — falou a morena, pausadamente. — Tá bom, vem, temos que ir para o hospital. — a loira chamou, dando a volta na cama, mas na hora que a latina levantou, uma enorme quantidade de sangue se espatifou no chão do quarto junto com um grito de dor agudo da mesma e ficou óbvio que ela não iria a lugar nenhum.- Eu, estou sangrando. — falou a latina, sentando de novo na cama. — Chame a ambulância.
Brittany pegou o telefone enquanto ajudava a esposa a se deitar.
- Alô? Aqui é de Selton Church Street, nº 237, minha mulher entrou em trabalho de parto e está... Sangrando muito. — a dançarina explicou, enquanto Santana se livrava da calça de pijamas e apertava um travesseiro forte. — Em que processo? Eu não sei! Sim, a bolsa já estourou, é prematuro, ela está com sete meses.
- Britt — a morena chamou, apertando o braço da esposa. — Esse bebê vai nascer agora, as contrações são de seis em seis segundos.
- Ela disse que o bebê vai nascer agora. — repassou, entrando em pânico. — Aham, ok, vou tentar manter sob controle, Sant, querida, eu quero que você segure minha mão. — pediu, e a morena agarrou a mão da mais alta com força, se esforçando para não deixar o medo transparecer em seus olhos. — Muito bem, agora eu quero que você aperte bem forte e faça força quando sentir uma contração, ok? Nós vamos passar por isso juntas.
A morena apenas assentiu, e seus gritos logo encheram o quarto, Brittany seguia as ordens do paramédico enquanto tentava ajudar a esposa, que chorava e estava com muito medo de dar á luz um bebê prematuro sem assistência médica.
Depois de alguns minutos, pouco depois de começarem, Brittany ergueu o bebê no ar, ele chorava e jogava os bracinhos de um lado para o outro, estava sujo de sangue, mas aos olhos das duas, era a criança mais linda que já pisara a face da terra, e a loira simplesmente desligou o telefone, e pôs o bebê em cima da esposa, que respirava de forma ofegante e acariciou a cabeçinha.
- É uma menina. — Santana falou. — A nossa menina, e ela é linda... Ouch! — reclamou, seu corpo se curvando ao sentir uma pontada forte na coluna.
- O que é? O que foi? — Brittany perguntou, preocupada.
- Britt, eu acho, que... Tem outra cabeça. — a latina soltou, e Brittany olhou "naquela" direção e quase caiu pra trás.
- Quer dizer que... São GÊMEOS! — a loira falou.
- Eu não vou conseguir, eu mal consegui essa, não vou conseguir, Britt. — a latina se desesperava, com ainda mais medo por ter expelido tanto sangue e agora estar no meio de um parto prematuro de gêmeos.
- Sant, você consegue, acredita em mim, você consegue. — falou a loira. — Vamos lá, um, dois, três e... Força! — ela só precisou forçar mais aquela vez, o segundo bebê era menor, também nasceu chorando.
- Outra menina. — Santana observou, com lágrimas saindo de seus olhos e abraçando as filhas. — Que nomes você pensou, Britt?
- Madeline e Lily Mae. — a loira disse, e Santana sorriu.
- Perfeito, Maddie e Lily Pierce-Lopez, finalmente estamos completas.
As duas trocaram sorrisos cúmplices, ainda teriam muito o que enfrentar, mas ali, juntas, elas eram uma família, e nada pode separar o que Deus uniu.
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